1 de junho de 2011

Problemas X Consciência...



"A mente não quer parar, ela não ouve esta proposta.
Isso torna mínima a chance de compreensão do que está sendo apontado. É preciso ouvir como um soldado. Stop! Fique quieto.
Talvez, nos primeiros momentos, você sinta uma grande turbulência, porque a mente sabe que, se parar, o soberano fica nítido – o soberano é auto-evidente.

O convite "olhar para dentro" é uma outra maneira de dizer "stop!".
Porque os sentidos, inclusive a mente, estão sempre ponderando algum acontecimento, sensação, movimento... sempre existe algo a ser feito. A todo instante, você está sentindo e pensando isso ou aquilo.
Sua referência é essa relação entre sujeito e objeto.

Apenas quando o sujeito se aquieta, o objeto perde substância.
Sem sujeito, não há objeto, e, sem objeto, não há sujeito.
É exato questionar se as coisas são do jeito que a mente diz, pois o mapa que a mente tem é o tradicional.
A tradição demanda tempo, o que pressupõe repetição.

Um livro só é um livro porque todos chamam de “livro”; porque, um dia, alguém disse que isso era um livro. Mas não é. “Livro” é apenas o nome disso e existe uma diferença abismal entre o que isso é e seu nome.

A mesma diferença está em você. Você é o que pensa que é?
Você é o que os outros pensam de você?
Você é seu nome?
É a sua forma?
Só no âmbito das crenças - porque todos acreditam nisso.
Porém, para saber quem você é, crenças não estão em pauta.
Você tem que ser capaz de esquecer completamente tudo aquilo em que acredita, porque tudo não passa de conteúdo da mente.

Olhar para dentro, portanto, significa parar de se envolver com os eventos.

Na medida em que você se envolve com um evento, elimina outros. Você passa dias, semanas, meses...envolvido com certos eventos que já nem estão mais presentes. Enquanto isso, muitos outros estão dançando na sua frente, e você não tem olhos para vê-los.

A Observação introduz na sua vida a capacidade de ver que não existe nenhuma necessidade de se envolver com qualquer evento.
Você age com o momento, faz o que tem que ser feito, e quando termina, está terminado. Existem muitas outras coisas em ocorrência.

Saiba: uma mente rica é cheia de eventos passados.
Uma mente pobre não tem eventos. Pobreza significa não ter, não conter.
Por isso, permaneça vazio.
Até pode parecer que algum esforço é necessário, mas nada é exigido para que você exerça sua própria natureza.

A mente é uma mala cheia de coisas. Você pode ir diminuindo o tamanho da mala, deixando somente o necessário. Experimente!"
Satyaprem em Satsang

A consciência é inversamente proporcional aos problemas.
Buscamos soluções mágicas, mas esquecemos que colocar luz, consciência, atenção naquilo que é real. Isso nos leva a automação, a atitudes pré-determinadas, atitudes copiadas, tudo isso em função de serem baseadas na mente, no passado, na memória. E não damos a devida atenção ao momento presente, ao instante, que é único, jamais existiu antes, e que só por isso, já nos pede atitudes, inéditas também.

Aqui Satya nos aponta que uma mente repleta de conceitos, regras, memórias, é como uma mala cheia, e que ao invés disso ajudar a tornar a vida mais bela, mais solta, mais leve, o que acontece é justamente o contrário, ou seja, é através da não-mente, através da relação direta com a consciência, com o aqui-agora é que se consegue realmente a leveza e o brilho das experiências sem passado, sem retenção, sem fixação.

A base é o não envolvimento, é se colocar na posição do observador daquilo que acontece, e tomar consciência de que todos os eventos acontecem á nós, mas nós não somos nenhum desses eventos; a consciência permanece vazia, observando, daí que nenhum esforço é necessário para que sejamos realmente quem somos...

Permanecer vazio, é permanecer centrado na consciência que somos nós. É dançar com o momento, e desfrutar, aprender com aquilo que a existência nos trouxer..daí que aonde estão os problemas?
Amor
Lilian

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