31 de dezembro de 2010

Pura Luz...


"E então, Shen Tsan subiu ao público e falou essas poucas mas tremendamente belas palavras:

"Singularmente radiante é a maravilhosa Luz,
Livre da fronteira da matéria e dos sentidos.
Desobrigada das palavras e das epístolas,
A Essência desnudadamente, fica exposta na sua pura eternidade.
Nunca imaculada é a natureza-Mente,
Ela existe em perfeição desde o começo,
Por meramente arremessar fora as ilusões,
O Tal-Qual- È do Estado Búdico é realizado."

"Singularmente radiante é a maravilhosa Luz,
Livre da fronteira da matéria e dos sentidos.

Se você se torna consciente, você imediatamente sabe que você não é o corpo, nem a mente, você é pura consciência-em-si, e essa pura consciência-em-si, é a maravilhosa Luz.
Essa é a Luz da qual Buda falou: "Seja uma luz para si mesmo."

Desobrigada das palavras e das epístolas.

Ela não está confinada a nenhuma palavra, nem a cartas. Ela está além de todas as escrituras,
e descrições, além de todas as expressões, além de todas as definições.

A Essência desnudadamente, fica exposta na sua pura eternidade.

Mas se você tem olhos de ver, se você tem inteligência, ela está disponível em toda sua nudez,
em toda a sua pureza, na sua absoluta, essencial beleza, ela está disponível.
A todo momento ela está disponível: simplesmente é por causa da sua mediocridade da sua mente, que ela permanece escondida.
Ela não está escondida - a sua consciência é que está anuviada.

Nunca imaculada é a natureza-Mente,

E lembre-se: seja o que for que você faça, seja o que for que você tenha feito, você não pode macular seu âmago mais íntimo.
Seu centro permanece intocado pela circunferência, sua consciência permanece intocada pelo seu caráter.
O ciclone não pode tocar o centro. Você é o centro do ciclone.

Ela existe em perfeição desde o começo.

E você não tem que atingir a perfeição. Esta é a descoberta do Zen: que você não tem que atingi-la,
ela já está aí.
Você é perfeito desde o comecinho.

Por meramente arremessar fora as ilusões.

Tudo o que é preciso é apenas desfazer-se de suas ilusões.

O Tal-Qual- È do Estado Búdico é realizado.

E imediatamente você percebe que você foi o Buda desde o começo. Você sempre foi o Buda e ninguém mais.
Você foi um Deus desde o começo, você não pode ser outra coisa.
A divindade é a sua essência intrínseca, não é nada a ser conseguido. E é impossível maculá-la...
Nenhum karma pode maculá-la.
Assim, seja o que for que tenha feito, você o fez somente em sonhos. Quando você acorda, quer você tenha sonhado que foi um pecador ou um santo, não interessa. Quando você acorda, ambos os sonhos acabaram - você nem liga. Você não se sente culpado, se foi um pecador nos seus sonhos, e você não se sente sendo mais santo que o outro, só porque foi um santo nos seus sonhos.
Sonhos são sonhos, ilusões. A pessoa acordada está livre de todos os sonhos.
O "Tal-Qual-É do Estado Búdico é realizado."
Vocês já são Budas neste exato momento!(...)
Toda miséria está em sua imaginação.
Quando esta miséria imaginária é abandonada, não sobra nada além de bem-aventurança, graça, êxtase."
Osho em Zen, A Transmissão Especial.

A pura Luz brilha sempre,
É a nossa natureza essencial, Búdica, Crística, Iluminada, Absoluta, Divina.
Todas as limitações vem da mente, que cria nuvens, véus, ilusões, de que somos limitados, mortais, pequenos, pecadores, santos, não-merecedores, errados, certos, bons maus, enfim...criam categorias, classes, hierarquias, condicionantes, dogmas, tudo isso para que nossa consciência seja iludida com o sonho da separação, da classificação, da fragmentação da existência.

As aparências são múltiplas, mas apenas reflexos da mesma e Única essência.
Quando a ilusão da mente é removida, a pura luz irradia sem barreiras, e a consciência que somos nós, vibra em harmonia com a existência, que também somos nós...
O Pai e eu somos Um...como nos disse Jesus.

Neste momento, O Estado Búdico, Crístico, é realizado na iluminação.
A pura Luz jamais será iludida novamente, e nós conheceremos nossa natureza essencial.
Isto é o que desejo a cada um de vocês, para este ano que se inicia...
Luz, Luz e mais Luz em 2011 !!
Com Amor
Lilian

30 de dezembro de 2010

Informação e experiência...



O homem está absolutamente inconsciente do seu próprio SER.
Ele sabe de tudo, ele tenta saber de tudo o mais, exceto seu próprio SER. Pela simples razão de que ele se toma como conhecedor de si mesmo.

Ele pensa como se ele conhecesse a si mesmo. E existe o erro fundamental, o engano mais fundamental que a pessoa pode cometer.

Nós somos, mas nós não sabemos QUEM somos.
Nossos nomes nos enganam: eles nos dão a sensação como se fosse isso o que nós somos.
Nossos corpos refletidos no espelho, nossos rostos refletidos nos olhos das pessoas, vão nos dando uma certa ideia de nossa identidade. Devagar, devagarinho, vamos juntando todas essas informações e criando uma imagem de nós mesmos que é completamente falsa. Este não é o modo da pessoa se conhecer. A pessoa não pode se conhecer por se olhar no espelho, porque os espelhos podem apenas refletir o seu corpo - e você não é o seu corpo.

Você está no corpo, mas você não é o corpo. Seu comportamento, seu caráter, suas ações podem mostra sua mente, mas não você.(...)

O homem é mais, muito mais do que a soma total de suas ações: o homem é o âmago da consciência mais profunda do seu corpo, da sua mente, de suas ações.
A menos que você tome ciência da sua consciência, a menos que você se torne ciente da sua luz interior, você vai continuar vivendo nas ilusões. E nós perpetuamos as ilusões porque elas baratas, facilmente disponíveis - não custam nadam e podem ser-nos dadas por outros.

Descobrir a si mesmo é árduo: é entrar na maior pesquisa exploratória possível. É mais fácil ir a lua, mais fácil ir ao Everest. É muito mais árduo ir até o próprio centro da pessoa- pela simples razão de que você terá que viajar sozinho, inteiramente sozinho. Como diz um dos maiores místicos gregos, Plotino : "É um vôo do só para o sozinho"

Eis porque tão pouca gente se tornou iluminada, quando na verdade é direito de nascimento de todo mundo, tornar-se iluminado. E se às vezes, por acidente, as pessoas ficam interessadas em saber sobre elas mesmas, elas imediatamente tornam-se vítimas das palavras - teorias, filosofias, ideologias...Elas tornam-se vítimas das escrituras, das doutrinas, dos dogmas - novamente ficam perdidas na selva de palavras.

Sim, você encontrará lindos dizeres nelas, cheios de significados, mas esse significado permanecerá escondido para você - você não será capaz de descobri-lo. Você não é capaz de descobrir a si mesmo; você não pode descobrir o significado das palavras de Gautama, O Buda, nem das de Jesus, O Cristo, nem das de Mahavira, O Jaina - impossível.

Você pode compreender apenas aquele tanto que você experienciou - a compreensão nunca vai além da sua experiência.
Palavras você pode acumular - você pode tornar-se erudito, um grande erudito. E de novo você estará numa nova espécie de ilusão que a informação cria.

Quanto mais informação você tem, mais você pensa que sabe.

A informação é pensada como sendo sinônimo de sabedoria - ela não é. Sabedoria é um caso totalmente diferente. Sabedoria é experienciar; a informação acumula-se no sistema de memória.
Osho em Zen, A transmissão especial.

Neste texto, nosso amado mestre Osho, nos mostra que a descoberta do Ser é Vivencial, é Experiência é consciência no aqui-agora, momento a momento.
A mente, os pensamentos nos jogam para o futuro, e o passado. Temos a nítida sensação de que quando pensamos em algo, ou alguém, estamos lá com aquela pessoa, ou naquele lugar, mas na realidade não estamos, continuamos aqui e agora onde nosso corpo está, sempre aqui e agora.

Isso cria uma ilusão, uma tensão e na verdade não estamos nem lá, nem cá !!
Estamos em lugar nenhum. Estamos perdendo vida, estamos perdendo o presente, que é onde o verdadeiro milagre acontece.

O Zen nos convida a viver conscientes do presente, do agora, do aqui, e tudo o que nós façamos, seja feito com a máxima atenção, a máxima consciência, nos mínimos detalhes. Para que nossa mente vá aos poucos perdendo o domínio sobre nós, e possamos cada vez mais experimentar o momento presente e saboreá-lo na sua maior profundidade. Dessa maneira, aos poucos vamos percebendo a riqueza de detalhes que acontecem a nossa volta, que nem nos damos conta, que antes passavam desapercebidos e que com mais e mais atenção, vão se transformando em experiência, em vivência, em sabedoria.
E isso é o sentido da vida, experiência-la totalmente, plenamente, conscientemente...
Amor
Lilian

27 de dezembro de 2010

A força de um sorriso...


"Quero a tranquilidade que nos dá um sorriso de criança.
Não o gargalhar sem consciência, que é fuga.
Não o riso cínico de deboche.
Não o riso de desespero que é máscara da dor.
Não o convencional sorriso de quem quer agradar.

Mas a alegria interior a transbordar nos lábios de quem se sente em paz com o irmão, de quem estende a mão amiga sem testemunho, de quem tem a alma estampada na face, de quem ama sem esperar recompensa, de quem sente a felicidade da auto-doação, de quem vibra com o sucesso do outro, de quem põe toda a sua vida num sorriso.

Porque o verdadeiro sorriso, aquele sem mácula, só pode brotar de um Ser que se esquece em prol de outrem, que desconhece o egoísmo e sabe o sabor da amizade pura, sem nenhum interesse a não ser o desabrochar do espírito companheiro.
É este o sorriso que almejo, nem que para isto leve a eternidade."
A força de um sorriso - R.Tagore

25 de dezembro de 2010

Passivo e Negativo...


"Não há nada de errado em ser passivo. Passividade é uma maneira de estar em profundo contato com o universo. E você não pode ser ativo com ele - essa é a diferença entre ciência e religião. A ciência é exatamente a mente masculina - ativa, violenta, impetuosa; a religião é a mente feminina - aberta, passiva, receptiva. A receptividade é sempre passiva. E a verdade não é para ser criada, é para ser recebida.

Você não irá criar a verdade. A verdade já está presente. Você tem que recebê-la. Tornar-se anfitrião, e então a verdade se tornará sua convidada. (...) Não faça, apenas seja ! Eis o que a passividade significa; não fazer nada. Simplesmente seja e permita que aquilo que já está presente aconteça a você. Seja passivo, não interfira. Nada está errado com a passividade.

A poesia acontece quando você é passivo. Mesmo as maiores descobertas da ciência aconteceram na passividade. E a religião é basicamente passiva.

O que Buda está fazendo quando ele está meditando? Nossa linguagem, nossos termos, dão uma falsa impressão. Quando nós dizemos que Buda está meditando, parece por causa dos termos usados, que ele está fazendo alguma coisa. Mas meditação significa não fazer nada. Se estiver fazendo alguma coisa, nada acontecerá. (...)
Mas nós fomos treinados para a atividade. No mundo, você tem que ser ativo, lutador, forçar sua passagem. Mas aquilo que é útil no mundo não é útil quando você se move em direção a uma existência mais profunda. Então você tem que reverter os passos. Seja inativo se você estiver se movendo para Deus, para a religião, para a meditação. A passividade é o caminho aí.

E não há nada errado com a negatividade também. "Negativo" somente significa que alguma coisa tem que ser abandonada. Se eu quero criar um espaço neste aposento, o que terei que fazer? Eu não posso trazer espaço lá de fora. O espaço já está aqui, mas ele está preenchido com pessoas, com móveis ou coisas. Assim, eu tiro as coisas e as pessoas, do aposento. Então o espaço é descoberto, não trazido. Ele já estava aqui, mas cheio. Assim, eu fiz um processo negativo, eu o esvaziei.

Negatividade significa esvaziar a si mesmo, não fazer uma coisa positiva, porque aquilo que você está tentando descobrir já está presente, apenas jogue fora a mobília. Os pensamentos são as mobílias da mente. Simplesmente jogue-as fora e a mente se torna um espaço, e quando a mente é um espaço, ela se torna sua alma, seu atma. Quando ela está cheia de pensamentos, desejos, ela é mente; vaga, vazia, ela é não-mente, ela é atma.

Assim, não tenha medo das palavras "Passivo e Negativo".
Se você tiver medo, nunca poderá se entregar.
Entrega é passiva e negativa. Não é uma coisa que você esteja fazendo; ao contrário, você está deixando seus afazeres, está abandonando a própria noção de que você pode fazer. Você não pode fazer - essa é a sensação básica. Somente então há entrega.
Ela é negativa, porque você está se movendo para o desconhecido, o conhecido é abandonado."
Osho em O livro dos Segredos 2

23 de dezembro de 2010

Cristo...


Cristo...
Alma de Luz, que nasce neste plano da existência,
Para nos revelar a Verdade.
Ele encarna a Verdade, prega a Verdade e manifesta a Verdade no seu Ser.

Não impõe regras,
Não impõe limites,
Ou normas.

Cristo, manifesta Luz,
Sabedoria,
Alegria,
Leveza,
Confiança,
Paz,
E muito Amor.

Sua vida é baseada em simplicidade, em fraternidade e compaixão.
Tudo que Ele faz ressona com o Todo da existência,
E vai muito além do particular.
Tudo e Todos são vistos como importantes,
Amados,
Queridos,
Valorizados, pelo simples fato de existirem.

Aparências, e atitudes não alteram o seu olhar.
Já que nada, nem ninguém é visto separadamente,
Todos são a mesma pura luz manifesta,
Pura consciência original,
Que se apresenta em muitas faces, muitas falas, muitos gestos,
Mas sempre a mesma e única existência luminosa e amorosa original,
Que decide se apresentar e ser como cada um de nós.

Cristo vem para nos mostrar isso.
Não somos pobres miseráveis, e sem valor.
Não somos separados e sem conexão, abandonados.
Não somos pecadores, impuros, ou qualquer coisa que não seja reconhecida.

Cristo vem para trazer a Boa Nova,
Nos mostrar que não há diferença entre nós e Ele,
Que Deus, existência, o Pai, jamais fez nenhuma distinção entre Seus Filhos,
Somos todos a maravilhosa família cósmica,
Consciência plena e manifesta,
Experimentando e vivenciando a Si mesma em cada coração, em cada Ser.

Cristo é um de nós.
Só que a Sua missão é despertar-nos do nosso sonho da separação.
Despertar-nos do sonho, da ilusão de que existimos por conta própria.

Quando Cristo fala,
Ele sempre aponta para a UNICIDADE DA EXISTÊNCIA, DE DEUS.
Cristo até morreu por isso,
Tamanha força essa Verdade era viva em seu Ser.

Por isso, neste Natal,
Reconheça finalmente e definitivamente,
Jesus Cristo nasceu para lhe mostra
Que Você É filho de Deus,
Amado, cuidado, respeitado e compreendido,
Do jeito que você é.
Acorde para essa verdade, a verdade que Ele Jesus Cristo veio nos trazer.
Não durma mais.

Deus vive em você,
Deus se manifesta em você,
Ri e chora em você.
Só Deus existe.

Saiba no fundo do seu coração que
Você e Deus são uma única e mesma pessoa,
Quer você queira, ou não
Isso não pode ser mudado jamais...

E Jesus Cristo nasceu, viveu, e morreu para nos mostrar
Essa Verdade...

Feliz Natal à todos...
Amor
Lilian


22 de dezembro de 2010

Apegos...


"Você precisa do passado e pensamentos para sofrer.
Você não precisa de nada para ser livre,
O peso do passado descansa em seu peito e destrói sua vida e sua liberdade.

Remova-os encontrando a origem do pensamento EU.
A liberdade o espera, mas você esta engajado em alguma outra coisa,
Não se amarre a qualquer coisa do passado ou do futuro, porque isso não funciona!
Seja apegado somente a este Momento.

Quando você segura alguma outra coisa alem de sua verdadeira natureza, você se sentirá em distúrbio. Por apegar-se a coisas passageiras você declara a você mesmo que não é a completude em que tudo está possuir é um véu, uma mentira.
O Ser é totalidade, dessa forma não é possível possuir ou desejar.

Todos são Budas, você tem que quebrar o apego, a identificação,
Você deve renunciar, senão você trapaceia com você mesmo.
Na roda da vida e da morte com todos os seus apegos;
O apego é um demônio, o apego é um problema;
Porque nosso apego acaba sendo nossa realidade;
Somente em Satsang isso é removido. Não deixe sua mente ir para fora do seu coração!
Todo mundo esta perdido nestes apegos de fora, não somente você.

Se qualquer desses apegos dá a você felicidade e paz mental; Então esteja com ele, pois não é chegado o tempo de deixá-lo.
Mas se você vê a cobra picando seu calcanhar, então é o tempo de deixá-lo.
Não tem uso experimentar o que já foi experimentado.
Se você sabe que o fogo queima, não tem necessidade de ser queimado novamente. Itálico
Igual a isto, evite apegos como o fogo porque eles queimarão você.
Quando sua intoxicação depende de alguma outra coisa, você esta enganando a
você mesmo. "
Satsang com Papaji

Apego significa poder...poder que nós damos a algo, a alguém...
Nossa mente toma algo como foco, concentra sua atenção naquilo, que passa a ser o centro da nossa existência.
A mente tem esse poder, o poder de focar...de se concentrar em algo e de criar naquilo um apego, uma dependência...

Isso nos faz crer que somos limitados, somos pequenos e que "precisamos" daquilo para viver, para existir...isso é ilusão...
Pois no momento que a consciência se amplia, o olhar se amplia, saímos da mente, fica evidente a nossa grandeza, a nossa LIBERDADE...
Todo apego é fruto de uma inconsciência, de uma identificação com a mente, que quer conter a realidade, por medo...no fundo todo apego é medo de algo...e medo é mente...
A consciência não tem medo.
A consciência não precisa de ter medo, ela existe verdadeiramente e é inabalável...pois é centrada em Si mesma, não é centrada em "coisa" nenhuma...logo, medo é sempre mente....

A consciência vive e manifesta a não-identificação, a fluidez, a grandeza do momento...sem escolhas....aceita o que vier, aceita o que for...é a nossa dimensão Búdica...
Qualquer apego é mente em ação...é identificação...ilusão mental de que nós não somos verdadeiramente Absolutos...
Amor
Lilian

21 de dezembro de 2010

Aniversário Ventos de Paz...


Hoje é dia de festa!!
Ventos de Paz faz 1 ano de vida...
Quero dar os parabéns à todos (as) que nos acompanharam ao longo desse ano, e dizer que é um privilégio tê-los caminhando conosco, nesta estrada luminosa da consciência, do amor e da paz...

Festejar é um dom divino!!
Quando somos gratos pela vida, somos livres do apego, do desejo e do medo, fica fácil festejar, celebrar.
Jesus, nos ensinou dentre tantas outras coisas belíssimas, que a vida é celebração, em sua mais pura manifestação...
Nós somos o sal da terra, somos a luz do mundo, e graças a essa nossa divina natureza, a celebração já faz parte de nós...não vem a nós, já É...

Uma vida celebrada dia a dia, momento a momento, é uma vida plena, é pura, é liberta...como as crianças...celebram e brincam, com o coração pulsante, descobrindo o que cada momento revela, docemente, sem preconceitos, nem expectativas...apenas celebram, brincam e dançam a melodia simples de cada instante único...

Ao longo desse primeiro ano do blog, muitos amigos chegaram, muitos comentários luminosos, emails, contatos, perguntas, reflexões, muita luz se fez...
Nesse espaço pequenino- um "cantinho" como disse uma vez um grande amigo :) nesse "cantinho" pulsa uma luz, algumas borboletas batem as asas, para nos lembrar que somos seres alados, podemos ter fases mais rastejantes, ou fases de escuridão e solidão...mas somos por natureza seres alados, e isso não é uma condição, É a nossa natureza original, que será revelada a todos, em algum momento da nossa existência...

Quando entramos em contato com os mestres, através de seus textos, livros, palestras, vídeos, satsangs, enfim...sentimos que nossas pequenas asas começam a pulsar...algo é evocado em nós, que nos chama, que cria em nós uma energia, uma consciência - uma ressonância é criada ali....e através dessa ressonância, é que todo o processo luminoso acontece...

Como bem nos diz o amado Osho, o mestre cria em nós uma sede...resta a nós irmos em direção a fonte abundante de água viva, como dizia Jesus, uma água que extingue a sede completamente...pois uma vez que tenhamos bebido dessa água, nunca mais seremos sedentos de nada, precisaremos de nada, pois nos reconheceremos como a própria fonte...a própria fonte jorra abundantemente em nós...
Alcançar a fonte de água viva é celebrar a vida sem limites...alcançando a harmonia das esferas, vislumbrar o brilho esplendoroso da perfeição divina em tudo e em todos, em cada instante da existência...isso é comunhão, celebração verdadeiramente, plenamente...

Obrigada por estarem conosco nessa caminhada...
Obrigada por partilharem das suas vidas com a minha...
É um privilégio poder estar aqui, e senti-los tão próximos do coração...
Que os Ventos de Paz lhes tragam a cada dia mais consciência, amor, e muita paz....
Nosso vôo continua...
Namastê...
Amor
Lilian

20 de dezembro de 2010

Encontro consigo mesmo...


"Às vezes, você acha que perdeu sua alma. Mas isso não é real.
Na verdade, você frequentemente se esquece de sua parte espiritual.
Esquece-se de escutar o seu próprio coração.
E isso acarreta um sério desencontro psíquico, de você com você mesmo.
E, como você mesmo diz, até parece que está faltando uma parte sua.
E qual é a solução para você consertar essa fenda psíquica?
Talvez a causa disso esteja simplesmente em aceitar a si mesmo.
E em reconhecer que há uma essência espiritual em seu próprio coração.
Uma parte sua que precisa de atenção e carinho.
Talvez você esteja com medo de reencontrar-se consigo mesmo.
Ou, talvez, o vazio interior pelo qual você se deixou levar, esteja aumentando.
Aliás, há quanto tempo você não faz uma prece?
E há muito que você não tira um tempo para mergulhar em si mesmo.
Ou seja, você mesmo vem solapando o seu próprio equilíbrio consciencial.
Ah, você precisa fundir sua mente com seu coração, numa só consciência.
E, como você sabe, meditação não é apenas sentar-se em determinada posição.
E nem se trata de fechar os olhos e ficar cochilando e divagando mentalmente.
Meditar é integrar-se consigo mesmo e, assim, ficar em paz e harmonia.
Significa integrar-se com a própria Vida, numa aceitação serena da existência.
E também é o despertar da clara compreensão para com todos os seres.
E não será isso que uma parte sua está lhe pedindo, intuitivamente?...
Que você dê atenção ao seu lado espiritual, e o reconheça claramente?
Você pediu uma mensagem que lhe explicasse a causa de seu desconforto.
Então, aqui está ela, nessas linhas, de alma para alma.
E se você vai refletir e considerar isso, quem sabe? Afinal, a decisão é sua.
E trata-se de sua própria consciência. E de sua vida...
E não há nenhuma mágica capaz de transformar alguém da noite para o dia.
Contudo, se você tiver boa vontade e paciência, talvez algo aconteça...
E você não estará sozinho nessa jornada de reencontro consigo mesmo.
Porque outras consciências, extrafísicas, bondosas e amigas, o inspirarão...
Mas só se você se abrir realmente... E orar e agradecer o dom da Vida.
E reconhecer, em você mesmo, o Poder Supremo que está em tudo.
Chame-o de Deus, Alá, Jeová, Mãe Divina ou Pai Celestial, tanto faz...
Pois Ele não liga para convencionalismos, e só vê o Amor no coração.
O que Ele quer é ver você integrado e feliz.
E, quem sabe, ao ler essas linhas, talvez você já esteja se abrindo...
Sim, de formas que você nem imagina, e que só Deus conhece.
Que a Luz mais clara e o Amor mais formoso o acompanhem em sua jornada."
Encontro consigo mesmo - Wagner Borges

19 de dezembro de 2010

A face original...


"No zen, eles dizem que o real é a face original - a face que você tinha antes de seu nascimento e a face que você terá depois da morte. Isto significa que todas as faces na vida, a suposta vida, são falsas.
Como descobrir qual é a face real? Você terá que voltar para antes do seu nascimento. Este é o único jeito de se descobrir a face real, porque no momento que você nasce, você começa a ser falso.(...) A criança nasce e começa a ser política. No momento em que ela começa a se relacionar com o mundo, com os pais, ela está na política. Agora ela tem de tomar cuidado com as suas faces. (...)
Assim, todas as faces são falsas. Não tente descobrir a real entre suas faces atuais. Elas são todas falsas. Elas são úteis, - eis porque elas foram adotadas - utilitários, mas não verdadeiras.(...) Reagindo a uma face falsa, você irá criar uma outra face falsa. Então, o que deve ser feito?

O real não é algo que tem que ser conquistado. O falso é uma conquista. O real não é algo para ser conquistado, ele não é alguma coisa para ser cultivada. Ele é algo para ser descoberto! Ele já está presente!
Você não precisa tentar alcançá-lo, porque qualquer esforço levará somente para uma outra face falsa. Para uma face falsa o esforço é necessário; ela tem de ser cultivada. Para a face real, você não tem de fazer nada, ela já está presente. Se você simplesmente deixa seu apego às faces falsas, o falso irá cair e aquilo que é real permanecerá. Quando você não tem nada para abandonar, e somente aquilo que não pode ser abandonado estiver presente, você compreenderá o que é o real.

A meditação é o caminho para abandonar as faces falsas. Eis por que há tanta insistência em ficar sem pensamento - porque sem pensamento você não pode criar uma face falsa. Em um estado de consciência sem pensamento, você será real - porque é basicamente o pensamento que cria as máscaras e as faces falsas. Quando não há pensamentos não pode haver face. Você estará sem face, ou com a face real - e ambos significam a mesma coisa.

Assim esteja consciente de seu processo de pensamento. Não lute com ele, não o reprima. Simplesmente tenha consciência: os pensamentos são apenas como nuvens no céu, e você olha para elas sem preconceito, nem a favor nem contra. Se você for contra, você estará lutando - e essa própria luta criará um novo processo de pensamento. Se você for a favor deles, você esquecerá de si mesmo e irá flutuar na correnteza do processo mental. Você não estará presente como uma testemunha consciente. (...)

Assim, não seja nem a favor nem contra. Permita que os pensamentos se movam, deixe-os ir aonde quer que eles estejam indo, esteja em uma profunda entrega e simplesmente testemunhe. Não julgue; não diga: isso é bom, isso é ruim. (...) No momento em que você diz isso, você está se identificando com ele e você está cooperando com o processo de pensamento. E se você o está alimentando, ele nunca pode cair.(...) Não seja nem a favor, nem contra. Simplesmente olhe com olhos sem preconceitos, apenas observando, indiferentemente.(...)

Na meditação, você não deve reprimir nenhum pensamento. Mas isso é difícil, porque toda mente consiste em julgamentos, teorias, ismos, doutrinas, crenças. Assim, alguém que é muito obcecado por uma idéia, uma filosofia ou uma religião, não pode realmente entrar em meditação. É difícil, porque sua obsessão se tornará a barreira. (...) Alguém que queira ir fundo em meditação tem que estar consciente dessa tolice de ideologia. (...)

Quando não há pensamento, não há ideologia, não há sociedade. Quando não há pensamento, não há o outro. Quando não há nenhum outro, nenhuma sociedade, você não precisa de nenhuma face. O estado de não-pensamento é sem-face. Nesse intervalo, quando um pensamento partiu e outro não apareceu, nesse intervalo, pela primeira vez, você conhecerá em realidade qual é a sua face - a face que você tinha quando não era nascido e a face que terá quando morrer.(...)
E uma vez que conheça a face real, uma vez que você sinta essa natureza interior que os budistas chamam de buddha swabhava -a natureza do Buda interior - quando você chegar a sentir essa natureza interior mesmo uma vez, mesmo com um simples lampejo, você será uma pessoa diferente, porque agora então, você constantemente saberá o que é falso e o que é real. Então você terá o critério.(...)
Somente através da meditação você será capaz de aprender o que é uma falsa imagem e o que é uma face real, autêntica."
Osho em O livro dos Segredos 2

18 de dezembro de 2010

Você é Liberdade...



"Quem você é...é a própria liberdade,
E isso não é condicionado,

Esta aqui, neste instante,
Seu corpo está contido nisso,
Seus pensamentos estão nisso,
Suas emoções estão nisso,
Sua iluminação está nisso,
Sua ignorância está contida nisso.


Então...você não precisa esperar pela iluminacão.

Do estado de ignorância mais escura.
Do próprio inferno,
Você pode inquirir.


O que é real, o que é a verdade. O que está eternamente aqui..

Você compreende isso? Bom, porque eu nunca disse tão bem rsrs e tenho certeza que a fita quebrou por causa...sempre acontece quando é certo.
Isso não é pra ser memorizado não é pra ser aprendido. É pra ser reconhecido neste momento.


Porque chegou a hora!!! Este momento do planeta terra e nós não sabemos quando este momento irá acabar mas pode ser BREVE!!!
"Não há" tempo para adiamento, existe "este" momento crucial aonde existe uma rachadura na história do mundo, na história coletiva, na história da Terra.

Aonde a liberdade pode reconhecer a si mesma, aonde a verdade pode reconhecer a si mesma AQUI nesta terra, neste nosso tempo.

E isso só depende de você, isso só depende de você e não de um Messias caindo do céu.

Isso pode até acontecer mas e daí...
Pois só depende de você e só depende de você AGORA!”
Gangaji em Satsang

17 de dezembro de 2010

Prece do Yoguin...


"Senhor estou aqui, para adorar-Te em todas as imagens; nos santos de todas as religiões; em catedrais, sinagogas, capelas, mosteiros, mesquitas, terreiros; em ladainhas, terços, mantras, pujas, missas, rituais e ofícios; em todos os altares; nas florestas, nas praias, nas ruas, nas casas, nas estradas, nos corações, em sorrisos e lágrimas, em todos, em tudo...

Vem ajudar-me, dando pureza, infinito, eternidade e universalidade a meu amor.

Eis-me aqui Senhor Jesus, Senhor, Buda, Maitreya, Senhor Krishna, Sai Baba, Maria de Nazaré, Ramakrishna, Babá-U-Lláh, Inayt Khan, Sankara, Ramanuja, Ramana, Santa Teresa...
Eis-me aqui todos os Avataras, Rishis, Siddhas, Gurus, Mahatmas, Hierarcas, Santos conhecidos e desconhecidos.
Quero aprender o Amor que liberta.

Aqui estou, Senhor Supremo, para que me ajudes a vencer a frustradora ignorância; a afastar ilusões, enganos e encantos; a afastar-me dos opostos obsedantes, a retirar a venda de meus olhos...

Já não me satisfaz o vulgar conhecer intelectual.
Quero agora vivenciar a Verdade que liberta.

Eis-me aqui, Senhor, como instrumento impessoal.

Querendo apenas servir.
Lança mão de mim em teu divino agir.
Quero aprender a empreender o Agir que liberta.
Faz de minha mente, meu Deus, o teu sacrário.
Que Tua Paz a domine.
Que Tua Luz a ilumine.
Diviniza, Senhor, minha mente.

Eis-me Senhor.
Tu és eu.
Eu sou Tu.
Om Shanti Om"
Prof. Hermógenes, em Yoga Caminho para Deus

A Paz como Realização...


"A pergunta que eu quero fazer-lhe é: você acha que a gente pode atingir a paz interior duradoura mesmo que não atinja a iluminação? Que conceito poderia ajudar a trazer esta paz durante a caminhada?

Querido amigo, é com grande satisfação que volto a responder os seus significativos questionamentos.

São muitos os aspectos que podem ser abordados em sua pergunta.
O primeiro é, quem é que quer tanto saber, quem é que sofre e quer a libertação?
Quem é esta entidade que está sempre atrás de auto satisfação e bem estar?
Este é um questionamento muito profundo, difícil e árido. Eu mesmo não foquei a questão por esta abordagem direta, mas a resposta veio sim, de maneira indireta, ela ficou clara quando estas abordagens mais sutis fizeram seu trabalho em desmascarar este embusteiro (ego).

Agora vamos atacar este ponto pela abordagem que me liberou e que é prioritariamente a abordagem de Ramesh.

No conceito de Ramesh a Paz é a própria Realização que todos procuram, sem nem mesmo saber o que realmente ela é!

E o que seria esta Paz no conceito de Ramesh? Ela é exatamente a realização que não temos o poder de controlar todos os acontecimentos de nossa vida, que o que vai acontecer é o que já estava programado para ocorrer. Veja bem, toda reação a uma ação de qualquer pessoa é sempre influenciada pelos genes mais condicionamentos. Não somos nós que agimos, mas estes genes+condicionamentos que agem por nós! Isto não quer dizer que não existam mudanças, mudanças podem ocorrer, e estão ocorrendo a todo instante. Por exemplo, uma pessoa pode determinar-se a parar de fumar, mas se o efeito desejado vai realmente ocorrer, não depende da própria pessoa, vai depender da genética(suscetibilidade a nicotina) e condicionamentos(disciplina, força e determinação). Este foi somente um exemplo simples, ele aponta que em cada ação e reação, o que realmente faz a diferença é a bagagem que está acumulada no corpo/mente, e não uma pseudo entidade(ego) que se coloca poderes que realmente não os têm! É isto que Ramesh chama de destino, de vontade de Deus.

Com o entendimento deste processo, pouco à pouco relaxamos, e neste relaxar há Paz. A Paz que tanto buscamos por diversas formas, na maioria das vezes inadequadas, começa a nos inundar. É todo um processo negativo, "primeiro limpe a casa que então o convidado aparece", diz o sábio ditado.

Voltando a sua questão, o que realmente poderia rapidamente nos ajudar a ter Paz nesta caminhada é aprender a fluir com rio, não resistir ao fluxo da vida sem motivo, e todo motivo é somente mais uma das inúmeras desculpas do ego. Confie no Divino, ele é muito mais Consciente que sua pequena mente pode ser. Confiança e Aceitação são as duas chaves aqui. Veja, existe um bando de aves migratórias no estado da Califórnia, alguém em Los Angeles vê este bando de aves. Para esta pessoa as aves estão no presente momento, são reais, estão aqui e agora. Alguém em New Orleans não tem idéia alguma da existência destas aves, elas estão há uma semana de distância de vôo. Mas o que verdadeiramente acontece é somente uma falta da visão do Todo. Se algum cientista estivesse monitorando os fluxos migratórios destas aves por satélites, ele saberia exatamente onde elas estão e onde possivelmente estarão em uma semana. E ainda mais, ele poderia acompanhar o fluxo migratório no mundo todo de todas as aves do planeta, se assim quisesse!

A nossa falta de confiança não passa de um tipo de miopia, uma visão distorcida e limitada da realidade. Se realmente tivéssemos esta visão Total então saberíamos que nada acontece por acaso, que tudo acontece como tem que acontecer, que nada existe fora de lugar, e que apesar de algum sofrimento inerente ao viver continuar, ele é visto em sua verdadeira perspectiva, um grão de poeira em um mar de grande criatividade e beleza que é a Vida (sem as distorções que a mente impõe!)"
Diálogos com Swami Nirav Kanan

15 de dezembro de 2010

Totalmente, intensamente e alegremente...

"O espírito de brincadeira é uma das partes mais reprimidas do ser humano. Todas as sociedades, culturas, civilizações, têm sido contra o espírito de brincadeira, porque a pessoa brincalhona nunca é séria. E a menos que uma pessoa seja séria, ela não será dominada, ela não é levada a se tornar ambiciosa, ela não é levada a desejar poder, dinheiro, prestígio.

A criança que existe dentro de uma pessoa nunca morre.

Não é que a criança morra quando você cresce. A criança permanece. Tudo o que você foi, continua em você e permanecerá em você atá sua última respiração.
Mas a sociedade sempre tem medo das pessoas não-sérias. Pessoas não-sérias não serão ambiciosas por dinheiro ou por poder político. Elas preferirão desfrutar a existência. Mas desfrutar a existência não pode lhe trazer prestígio, não pode torná-lo poderoso, não pode preencher seu ego.

E o mundo todo do homem, gira em torno da ideia do ego.

O espírito de brincadeira vai contra o ego - tente e verá. Vá brincar com as crianças, e você descobrirá que seu ego está desaparecendo, descobrirá que se tornou uma criança novamente. Isso não é verdade só com você; é verdade com todo mundo.

Como a criança dentro de você foi reprimida, você reprimirá seus filhos. Ninguém permite que seus filhos dancem e cantem e gritem e pulem. Por razões triviais - talvez algo possa se quebrar, ou sujar a roupa. Por essas pequeninas coisas, uma grande qualidade espiritual, o espírito de brincadeira, é completamente destruído. (...)

O homem sério está morto antes de sua morte. Bem antes de sua morte ele fica quase como um cadáver.

A vida é uma oportunidade tão valiosa! Ela não deve ser perdida na seriedade. Guarde a seriedade para sepultura. Deixe a seriedade sofrer um colapso na sepultura. Esperando pelo juízo final, fique sério, Mas não se torne um cadáver antes da sepultura.(...)

Há uma hora para viver e há uma hora para morrer. Não as misture, do contrário perderá as duas.

Agora, neste momento, viva total e intensamente. E quando morrer, então morra totalmente. Não morra parcialmente, com um olho morrendo e o outro olhando para fora. (...)
Mas, agora neste momento não perca tempo contemplando coisas que estão muito distantes: viva este momento.

A criança sabe como viver intensamente e na totalidade, sem nenhum medo de perder o controle.(...) Eu gostaria que isso acontecesse em todo o mundo. Isto é só o começo. Aqui, comece a viver momento a momento, totalmente, intensamente, alegremente e com o espírito de brincadeira - e você verá que nada sai do controle, que sua inteligência se torna mais e mais afiada, que você se torna mais jovem, que seu amor se torna mais profundo. E que quando você sair no mundo, aonde quer que vá, espalhe vida, brincadeira, alegria tão longe quanto possível - em cada canto e esquina da Terra.

Se o mundo todo começar a rir, e a desfrutar e a brincar, haverá uma grande revolução. A guerra é criada por pessoas sérias. (...)
Simplesmente observe o mal que a seriedade tem feito aos seres humanos e você saltará para fora da sua seriedade. Você dará permissão para que a sua criança, que está esperando por você, brinque, cante e dance."
Osho, em Vida, Amor e Riso.

14 de dezembro de 2010

A natureza do Amor...


A natureza do amor é se dar,
Não impõe resistência,
Nem obstáculos,
Não corrompe,
Nem negocia,
É natural amar,
Amar é ser Sim..

O amor nem pede, nem sonha,
Nem se obriga,
Ou se entristece,
Permite e se faz liberdade,
Cuidadosa, cautelosa,
Pelo simples viver o amor...

Nunca vence nem perde,
Nem distorce a realidade.
Viver e amar são sinônimos,
Existir em relação a tudo e a todos,
Imerso na imensidão,
Pura e simples,
De Ser Amor...

O Ser é Amor,
Transbordante,
Irradiante,
Plenamente vivo,
Livre,
Espontâneo...

Sem alarde, cria o mundo,

Sem alarde habita nos corações,
Sem alarde brilha nas estrelas do céu,
E se expressa em todos os cantos, sinfonias, melodias, harmonias,

E se recolhe na simplicidade do momento,
No instante pequenino...

A natureza do Amor é assim...
Brisa leve,
Sopro,
Pureza,
Simplicidade,
E Paz....

13 de dezembro de 2010

Aquietai-vos...


Aquietai-vos e sabei que EU SOU Deus. ( Salmo 46)
Com essa frase iluminada, queria hoje começar esta reflexão.

O que nos move? O que nos faz Ser? Qual a fonte que jorra em nós, e que nos permite usufruir da existência, dizer sim aos acontecimentos, acolher com o coração aberto, sorrir, e cantar com a criação a mesma e única sinfonia divina?

Se meditarmos profundamente sobre isso, o que acontece é um profundo sentimento de gratidão e de paz.
Uma paz que é sem nome, sem condicionantes, simplesmente um estado natural de paz. O que equivale a uma transparência, uma luminescência interior que reflete a si mesma em todas as direções, em todas as dimensões da vida.

A fonte de vida, a existência, Deus, como queiram nomeá-la, simplesmente É. Irradia, aflora, espalha-se, sem nenhum sentido lógico, sem nenhuma condicionante...É porque É...

Acolher essa fonte em nós, é permitir que sejamos guiados pela não-mente, sermos guiados pela sensações profundas, sutis, que sopram como brisas leves no âmago de cada um, no silencio dos nossos corações...Esta é uma canção universal, que é cantada em nós, vem de dentro na verdade...ressoa da fonte...e para que possamos escutá-la, ou percebê-la profundamente com a consciência, é necessário primeiro que estejamos silenciosos, internamente.

Uma mente ruidosa, tagarela, impede que a sutil sinfonia divina seja percebida, seja acolhida e mais que isso, seja realmente valorizada como guia, como referência nas nossas vidas, seja para tomar decisões, seja para simplesmente relaxar nela e mergulhar na paz que ela evoca.

Vale lembrar aqui, que o silêncio, a melodia divina da paz já existe em cada um de nós. Não vem de fora, não tem como vir de fora. É simplesmente o estado natural da consciência, que somos nós. Este estado natural só precisa ser relembrado, ser retomado, ser acessado novamente, voluntariamente, conscientemente, e deixar que todo o processo acontece naturalmente. Sem nenhum esforço, pelo contrário, o não-esforço é a chave de toda realização interior.

Quando o silêncio é alcançado, pelo não-esforço, simplesmente pela meditação, pelo relaxamento na consciência, no Ser, a irradiancia luminosa que acontece colore com amor toda a existência, e nada, absolutamente nada, interfere nessa dimensão, abala ou mesmo cria qualquer "ruído" nessa paz profunda que se cria.
Daí ser possível se viver em completa transparência, em profunda reverência e gratidão. O Sim do Tantra, se torna tão natural, tão espontâneo, como respirar...nenhum julgamento, nenhum questionamento, nenhuma pergunta, nada, absolutamente nada é necessário...tudo já está perfeito, em perfeita sintonia, em perfeita sinfonia divina...

Neste momento, exatamente aqui e agora, este estado já existe em cada um de vocês. Não é ficção, não é ilusão...já existe plenamente em cada um de vocês, basta que experimentem.
Tudo que ainda impede que vivamos isso, são as barreiras mentais, que nos fazem acreditar que nós somos frágeis, pequeninos, insignificantes e sem valor. As memórias condicionantes nos fazem crer que ainda falta muita práticas, muitas penitências, muitas purificações, para alcançarmos esse estado luminoso... e isso também é mais uma criação mental...

Buscar a luz, é Ser a própria luz.
Se algo ressona em nós, e nos chama, mesmo que não saibamos muito bem o que é, mostra que existe um eco, uma onda externa, que cria uma onda interna, e isso é o que os verdadeiros mestres fazem em nós. Criam um eco, criam uma sede, criam um espaço, espaço este que aponta para algo indefinível, mas que fala tão alto em nossos corações, que é impossível não escutá-lo.

Com isso, acolhemos em nossos corações essa frase: Aquietai-vos e verei que EU SOU Deus, a mais bela das verdades está contida aqui: Pelo silenciar da mente, a fonte luminosa e pacífica da consciência é novamente alcançada, e através dela, com ela, e nela, toda a existência é finalmente reconhecida como a mesma e única manifestação da absoluta consciência EU SOU.
Ou seja, finalmente, todas as "barreiras" foram quebradas, todo ruído silenciou...e o que resta é o que sempre existiu de verdade...O EU SOU, é o próprio Deus que se manifesta em nós, Deus em nós, Deus através de nós...
Amor
Lilian

12 de dezembro de 2010

A Identificação com a mente...


"Você é preenchido com palavras e esse processo de palavras continua o dia todo. Quando você está dormindo, você ainda fica preenchido com palavras, pensamentos.

A mente é apenas uma acumulação de palavras, e todo mundo é muito obcecado com a mente.
Eis porque o auto conhecimento se torna cada vez mais e mais possível.
O Ser está além das palavras, ou por trás das palavras, ou debaixo das palavras, ou acima das palavras, mas nunca nas palavras.
Você existe na não-mente.
Você está focado na mente, mas você não está ali.

Do lado de fora, você está focado na mente. Você pensa que você é a mente, esse é o único problema, o problema básico; e a menos que você esteja consciente de que você não é a mente, nada significativo pode lhe acontecer. Você viverá na miséria.

Essa identificação é miséria. É como se alguém estivesse identificado com sua sombra. Então toda a vida se torna falsa. Toda sua vida é falsa, e o erro básico é que você está identificado com a mente. Você pensa que é a mente - essa é a ignorância.
Você pode desenvolver sua mente, mas dessa forma a ignorância não será dissolvida. Você pode se tornar muito inteligente, pode se tornar muito talentoso, pode até mesmo se tornar um gênio. Mas se a sua identificação com a mente estiver presente, você permanecerá basicamente medíocre, porque você permanece identificado com uma sombra falsa.

Como isso acontece? A menos que você compreenda o mecanismo de como isso acontece, você não pode ir além dela; e todas as técnicas de meditação não são nada além de processos para se ir além, para se ir além da mente.

As técnicas de meditação não são contra o mundo, elas são contra a identificação com a mente.
Como você está identificado com a mente? Qual o mecanismo que está funcionando?
A mente é uma necessidade - uma grande necessidade, particularmente para a humanidade. E essa é a diferença básica entre o homem e os animais. O homem pensa, e ele usou o pensamento como uma arma em sua luta para a sobrevivência. Ele pôde sobreviver, porque ele pôde pensar; no restante ele é mais indefeso do que qualquer animal, mais fraco do que qualquer animal. Fisicamente, sobreviver era impossível para ele. Ele pôde sobreviver, porque pôde pensar. Por causa do pensamento, ele se tornou o mestre da Terra.
Se o pensamento foi tão profundamente útil, então fica fácil compreender porque o homem se tornou identificado com a mente. (...)

A identificação com a mente é mais sutil do que a identificação com o corpo, mas nós estamos identificados com a mente, porque a mente foi uma ajuda muito grande para a sobrevivência - não somente contra os animais, contra a natureza, mas contra outros seres humanos também. Se você tem uma mente aguda, inteligente, você vencerá ou outros também. Você terá sucesso, você se tornará mais rico, porque você se será mais calculista, mais esperto. Contra outros seres humanos também, a mente é a arma. Eis porque nós somos tão identificados - lembre-se disso.
(...)
Esta mente criou uma divisão em seu ser também, e essa é a segunda causa básica do porque estamos identificados com ela. Você pensa não apenas sobre coisas externas, você pensa sobre coisas internas também. (...) A mente está lutando internamente também. Essa luta cria divisões entre você e seu corpo. Na verdade você começa a pensar que seu corpo é alguma coisa hostil, não um amigo, porque o corpo continua fazendo coisas que a mente é contra. (...)

A mente é seu ego. Esse é o seu "eu". (...) Essa mente - esse processo de pensamento, esse ego - é apenas um fragmento de seu ser total, e esse fragmento está tentando ser o soberano. Isso não é possível, o fragmento não pode ser o soberano. Ele fracassará; eis porque há tanta frustração na vida. Você nunca pode ter sucesso - você está tentando o impossível. O fragmento não pode ser soberano. O todo é maior e o todo é mais poderoso.
É como se um galho de árvore tentasse controlar a árvore inteira, até mesmo as raízes. Como pode um galho controlar a árvore inteira, e como ela pode forçar as raízes a seguirem-no? Isso é impossível. O que quer que ele pense é loucura; o galho ficou louco. Ele pode continuar pensando e sonhando, concebendo o futuro onde as árvores o seguirão, mas isso não é possível; ele terá de seguir a árvore. Ele está vivo apenas por causa da árvore e das raízes; E as raízes existiram antes dele existir. As raízes são a fonte dele também.

Sua mente é apenas um fragmento do seu corpo; ela não pode controlá-lo.
O próprio esforço para controlar o corpo criará frustração e fracasso. E toda a humanidade está sofrendo, está em conflito, angustiada, vacilante, porque o impossível está sendo tentado.
Mas o ego sempre gosta de tentar o impossível. O possível não tem nenhum desafio para ele; o impossível é um desafio. E se o impossível pudesse ser feito, então o ego se sentiria muito bem - porque aquilo não podia ser feito.(...)

O ego está tentando controlar tudo, a mente ajuda. No esforço você se torna identificado com a mente e nessa identificação está a miséria, ela é uma sombra falsa.
A mente é um instrumento muito útil. Você tem de usá-la, mas não se torne identificado com ela. Ela é um bom instrumento - necessária, Use-a ! Mas não sinta que você é a mente , porque uma vez que você comece a sentir que você é a mente, você não pode mais usá-la, a mente começa a usá-lo, você simplesmente é carregado pela mente.
Todas as meditações são um esforço para lhe dar um lampejo daquilo que não é a mente."
Osho em O Livro dos Segredos Vol 2

11 de dezembro de 2010

Espaço pequenino...


Num espaço tão pequeno,
Nasce o sol pela manhã,
Se põe a tarde,
E nas madrugadas vem as estrelas para encantar seus olhos calmos,
Calmos, como as águas do mar..

Num espaço tão pequeno,
Brisas leves sopram soltas
Pétalas pequeninas perfumam o lugar,
Crianças brincam e correm sem pensar,
E criam poesia ao redor
Na simplicidade de ser assim
Encanto, milagre, cores e sons...

Neve cai e cobre as flores,
Dias radiantes se aproximam,
Para nos mostrar que o amanhã é agora, é aqui...

Não tema em ser diferente,
Nem se importe com as coisas sem verdade,
Neste espaço tão pequeno cabe mais e mais beleza,
Cabe o que foi e o que virá...
Não existem limites para este espaço pequenino,
Ele é mesmo uma porção do infinito,
Na pureza do próprio coração,
Canção de primavera, flores claras e temporais,
Não importa a estação,
Este espaço pequenino é pura luz, é canção,
Que habita em ti,
Nasce em ti e em ti se revela toda a grandeza,
Todo o infinito de Ser
Um espaço tão pequenino cabe o amor infinito,
Infinito amor,
Em você...

10 de dezembro de 2010

O Sagrado SIM do Tantra...


"O Tantra evita a mente, e encara a vida face a face, jamais pensando: Isto é bom ou Isto é mau; porém, e simplesmente, encarando-a como ela é.
Por isso é difícil dizer que o Tantra é uma atitude - na verdade , é uma não-atitude.

A segunda coisa a ser lembrada, é que o Tantra é um grande repetidor do "sim"; diz "sim" a tudo.
Nada há que se pareça com o "não" a coisa alguma, porque com o não se inicia a luta, com o não você se torna o ego.
No momento em que diz "não" a qualquer coisa, você já se torna o ego.
Um conflito surgiu, agora está em guerra.

O Tantra ama, e ama incondicionalmente. Nunca diz "não" a nada, seja o que for, porque tudo faz parte do todo e tudo tem seu lugar próprio no Todo, e o Todo só poderá existir quando nada lhe falte.

"Diz-se que mesmo que só uma gota d'agua faltasse,
Toda a existência teria sede.
Você colhe uma flor no jardim,
E colheu alguma coisa de toda a existência.
Maltrata uma flor,
E maltratou milhões de estrelas -
Porque tudo está inter-relacionado.

O Todo existe como um todo, um todo orgânico.
O Todo não existe como algo mecânico - tudo está relacionado com tudo o mais.

Desse forma, o Tantra diz "sim", incondicionalmente. Nunca houve qualquer outra visão da vida que dissesse sim incondicionalmente - simplesmente "sim", o "não" desaparecendo de seu próprio ser.

Quando não existe o "não", como você pode lutar? Como pode estar em guerra?
Flutue, simplesmente. Simplesmente dissolva-se, desmanche-se. Torne-se um.
Já não existem fronteiras.

O "não" cria fronteiras. O "não" é a fronteira em torno de você. Sempre que disser "não", observe, imediatamente algo se fecha. Sempre que diz "sim", seu ser se abre.(...)

Só um sim total cria um Deus verdadeiro, revela o verdadeiro Deus. Quando diz um sim total à existência, toda ela subitamente se transforma. Então, não há mais pedras, não há mais árvores, não há mais pessoas, rios, montanhas - subitamente tudo se transforma em um Unidade, e essa Unidade é Deus.

O verdadeiro teísta é o que diz "sim" a tudo, e não só a Deus, porque a mente é muito engenhosa. Você pode dizer sim a Deus, e não ao mundo. Isso tem acontecido. Milhões de pessoas perderam toda a sua vida por causa disso. (...) Criaram uma divisão: negam o mundo para aceitar a Deus. Mas a aceitação que se baseia na negação não é absolutamente uma aceitação. É falsa. É uma simulação.

Como você pode aceitar o Criador sem aceitar a criação? Se diz "não" à criação, como pode dizer "sim" ao Criador? Ambos são UM.
O Criador e a criação não representam duas coisas: o Criador é a criação.

Na verdade não há divisão entre Criador e a criação, trata-se de um processo continuo de criatividade. Um pólo da criatividade parece-se ao Criador e o outro pólo da criatividade parece-se à criação - mas ambos são pólos do mesmo fenômeno.

O Tantra diz que, se você diz "sim", simplesmente diz "sim": não o diz em oposição a algum "não". Mas todas as religiões fizeram isso: disseram "não" ao mundo e "sim" a Deus. E disseram não ao mundo, energeticamente, de forma que seu sim pudesse se tornar mais forte. (...)
Mas que tipo de aceitação é essa? Isto é aceitação? Estão escolhendo. Estão retalhando a existência em dois pedaços. Estão se colocando acima de Deus: "Isto eu aceito, isto eu renego". Toda renúncia vem disso.

Quem renuncia não é uma pessoa religiosa. Segundo o Tantra quem renuncia é um egoísta. Primeiro esteve acumulando coisas do mundo, e sua atenção estava no mundo. Agora, renuncia, mas sua atenção ainda está voltada para o mundo e ela permanece egoísta.(...)

Habitualmente uma pessoa aceita determinada situação quando se sente impossibilitada de fazer outra coisa, porém essa é a aceitação da impotência. Não o levará a parte alguma. (...)

A aceitação tântrica não é desse tipo. Ela vem de uma super realização, vem de um profundo contentamento - não vem da sensação de estar perdido, da frustração, do desamparo. Surge inesperadamente. Todo o seu ser se toma de um profundo contentamento. (...)

A transformação vem quando você aceita seu ser total. Então e de súbito, tudo entra em ordem, tudo toma seu próprio lugar. A cólera é absorvida, a ambição é absorvida. Assim sem que tente, sem o retalhamento de seu ser, todo esse seu ser se recompõe.
Se você aceita e diz "sim" acontece uma recomposição, e onde antes havia rumor, clamor interno, nasce música, melodia, harmonia."
Osho em Tantra a suprema compreensão

9 de dezembro de 2010

Você é o Ser - Ramana


Pergunta: Como posso atingir o Ser (consciência / Self) ?

Bhagavan: Não existe atingir o Ser. Se o Ser fosse para ser alcançado, significaria que o Ser não está aqui e agora e que ainda está para ser obtido. O que é conseguido de novo também será perdido. Portanto será impermanente. Não vale a pena lutar para obter o que não é permanente. Então, digo que o Ser não é alcançado. Você é o Ser, você já é isso.

O fato é que você é ignorante do seu estado bem-aventurado. A ignorância sobrevém e lança um véu sobre o puro Ser, o qual é bem-aventurança. As tentativas são direcionadas apenas para remover esse véu da ignorância que é meramente conhecimento errôneo. O conhecimento errôneo é a falsa identificação do Ser com o corpo e a mente. Essa falsa identificação tem que ir, e então apenas o Ser permanece.

Portanto, a realização é para todos, a realização não faz diferença entre os aspirantes. Essa própria dúvida, se você pode Realizar, e a noção 'eu-não-Realizei' são os obstáculos em si. Livre-se desses obstáculos também.

P: Quanto tempo leva para atingir a liberação (mukti)?

Bhagavan: Mukti não é para ser ganhada no futuro. Ela existe para sempre, aqui e agora.

P: Eu concordo, mas não experimento isso.

Bhagavan: A experiência está aqui e agora. Não se pode negar seu próprio Ser.

P: Isso significa existência e não felicidade.

Bhagavan: Existência é o mesmo que felicidade e felicidade é o mesmo que Ser. A palavra mukti é muito provocante. Por que deveríamos buscá-la? Acreditamos que há aprisionamento e portanto buscamos isso. Mas o fato é que não há aprisionamento, apenas liberação. Por que chamá-la por um nome e então buscá-la?

P: Verdade, mas nós somos ignorantes.

Bhagavan: Apenas remova a ignorância. Isso é tudo o que precisa ser feito. Todas as questões relacionadas com mukti são inadmissíveis. Mukti significa livrar-se do aprisionamento, o que implica a presente existência do aprisionamento. Não há aprisionamento e portanto não há liberação também.

P: De que natureza é a realização dos ocidentais que relatam que tiveram flashes de consciência cósmica?

Bhagavan: Ela veio como um flash e desapareceu da mesma maneira. Aquilo que tem um começo deve também ter um fim. Apenas quando a consciência sempre-presente for realizada ela será permanente. A consciência de fato está sempre conosco. Todos conhecem 'eu sou'. Ninguém pode negar seu próprio Ser. O homem em sono profundo não está ciente, enquanto está acordado ele parece estar ciente. Mas é a mesma pessoa. Não há mudança naquele que dormiu e naquele que está acordado agora. No sono profundo ele não estava ciente de seu corpo, e, portanto, não havia consciência-corpo (ego). No estado desperto ele está ciente de seu corpo e, portanto, há consciência-corpo. Portanto, a diferença está no emergir da consciência-corpo e não em nenhuma mudança na consciência real.

O corpo e a consciência-corpo emergem juntos e submergem juntos. Tudo isso corresponde a dizer que não há limitações no sono profundo, enquanto que há limitações no estado desperto. Essas limitações são o aprisionamento. O sentimento 'o corpo sou eu' é o erro. Esse falso sentido de 'eu' tem que ir embora. O 'Eu' real está sempre aí. Ele está aqui e agora. Ele nunca aparece como algo novo e depois desaparece novamente. Aquilo que É deve persistir para sempre também. Aquilo de novo que aparece também será perdido. Compare o estado desperto com o sono profundo. O corpo aparece em um estado mas no outro não. Portanto o corpo será perdido. A consciência era pré-existente e irá sobreviver ao corpo.

Não há ninguém que não diga 'eu sou'. O conhecimento errôneo 'eu sou o corpo' é a causa de todo prejuízo. Esse conhecimento errôneo deve ir embora. Isso é a realização. A realização não é a aquisição de nada novo nem é uma nova faculdade. É apenas a remoção de toda camuflagem.

A verdade última é tão simples! Não é nada mais do que estar no estado original. Isso é tudo o que precisa ser dito.
Satsang com Bhagavan Ramana Maharshi

8 de dezembro de 2010

Nada pessoal...


Pare e reflita um instante !!
No mundo atual, ou mesmo ao longo da história da humanidade, você já conheceu alguma cultura, algum povo, ou sociedade que não se baseasse no "indivíduo", no "eu" ?

Pois bem, pode acreditar que já existiram sim -as sociedades primitivas.
Elas não se baseavam no "eu" no "você", elas se baseavam no grupo, inteiro, como membros de um mesmo corpo - todos importantes por que eram de fato todos UM.

Essa consciência de unidade que essas sociedades tinham, foi se perdendo ao longo dos tempos, e o individualismo foi sendo o ponto de referência social, muito provavelmente pelo fato de que a mente, a razão, e também a ciência, o pensamento científico foram ditando as regras. Com isso, o olhar fragmentado, o particular foi sendo "percebido" como algo real, e daí surgiram muitas doenças psicológicas, sociais, tudo isso partindo do princípio de que somos todos diferentes, e separados uns dos outros.

Esse olhar fragmentado, não significa que seja verdadeiro, que reflita a realidade.
Ele surge a partir da mente, pois a mente é sempre plural, sempre mesmo...não tem como não ser plural, uma vez que sua função é exatamente essa, apontar a pluralidade de formas, emoções, pensamentos, para que possamos perceber a riqueza das múltiplas manifestações da existência.

Se não fosse a mente, como nós perceberíamos toda essa variedade, não é mesmo?

Mas, quando refletimos sobre isso, fica claro que além da mente plural, existe "algo" que observa esse pensar, algo que observa todos esses pensamentos passarem, observa todas essas emoções flutuarem, fluirem, mas esse observador silencioso, que não se sabe bem que é, esse permanece...observando apenas.

Os olhos não vêem a si mesmos não é verdade?
O observador em nós, que é a consciência, também não vê a si mesmo. Pois não existe nada além dele, ele é a própria presença divina, a fonte criadora, a divindade em nós.

Por isso, quando paramos para refletir sobre esse conceito de "pessoa" de "indivíduo", de "eu", vemos que isso foi uma criação da mente, uma criação "racional" de algo que nunca existiu na natureza, na existência...reflita sobre isso um instante....

Todos os mestres iluminados, seja do Oriente ou do Ocidente, sempre batem nessa mesma tecla: Somos Todos UM.
Não importa de que época sejam, nem de que cultura sejam, todos eles, sem exceção dizem e apontam essa mesma verdade: Não existe divisão na existência.
Deus é Um e se manifesta em tudo e em todos.
Nós somos a auto-consciência de Deus.
Ele percebe a Si mesmo através de nós.

Tudo que somos, nossos corpos, emoções, pensamentos, ações, enfim tudo, tudo mesmo acontece à nós, vêm a nós. Tudo é manifestação impessoal da existência, como diz Ramesh.

E é impessoal, simplesmente por não termos autonomia, não somos nós que racionalmente criamos a nós mesmos, mantemos a nós mesmos, controlamos a existência, controlamos tudo que nos acontece...nós não temos nenhum controle real...estamos sujeitos as ondas desse oceano, estamos na verdade fluindo nesse infinito oceano da existência...o oceano é o verdadeiro realizados de todas as coisas...

A existência, Deus é impessoal, ilimitado, indivisível...
É um Todo manifesto, que assim como ondas do oceano, emerge e se dissolve em si mesmo.
O que se percebe (as aparências) são mesmo bastante diferentes, mas isso é apenas ilusão, pois são a mesma e única manifestação impessoal, se manifestando, e experimentando a si mesma sob infinitas formas, atitudes, maneiras..enfim...mas sempre a mesma e única impessoalidade divina...aqui e agora...

Acreditar que existem pessoas, separadas umas das outras, é na verdade se deixar iludir pelos sentidos.
Na medida em que se aprofunda na consciência, fica claro que nunca houve, nem nunca haverá "alguém", ou "alguma coisa" separada de nada. Não tem como haver.
Só mesmo Deus É, único,manifesto, absoluto...nos aparentes "eu" ou "você", "tudo" e "todos".
Amor
Lilian
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