30 de abril de 2010

Rabiah Adawiah...

Meu repouso, oh irmãos, está em minha solidão, e meu Amado está sempre comigo.
Nada pode substituir o amor que sinto por Ele, meu amor é meu suplício entre as criaturas.
Em todas as partes onde contemplei sua beleza.
Se eu morrer deste amor ardente e Ele não estiver satisfeito, essa dor seria minha desdita neste mundo!
Oh médico do coração, Tu, que és todo meu desejo, une-me a Ti com um laço que cure minha alma.
Oh minha alegria, oh minha vida para sempre!
Em Ti, minha origem, em Ti, minha embriaguez. Abandonei inteiramente todo o criado com a esperança de que me unas a Ti. Este é meu único desejo.

Teu amor é meu único desejo,
Teu amor é minha delícia,
A luz que sacia meu sedento coração.
Não me afastarei de Ti enquanto viva,
Não há lugar para mim, senão Tu,
Que fazes florescer o deserto.
Tu és o único dono do meu coração.

Meu Senhor,
os olhos estão fechados,
as estrelas se põem,
os pássaros estão nos seus ninhos
e os monstros nos abismos não se mexem.
Tu és o justo que não sofre qualquer alteração,
a equidade que não se desvia,
o Eterno que não passa.
As portas dos reis estão fechadas
e guardadas pelos seus cavaleiros.
Mas tua porta está aberta a quem quer que Te invoque.
Meu senhor, cada amante está agora só com seu amado.
E eu estou só contigo.
Orações por Rabiah Adawiah

29 de abril de 2010

Deus não é uma busca...

"Disse Jesus: "Reconhece aquilo que está a tua frente, e o que te é oculto, te será revelado. Com efeito, não há nada encoberto que não será manifestado". (Evangelho de Tomé).

Ele não está dizendo: Olha o negócio é esotérico, você terá que trabalhar muito, é misterioso...não... está dizendo reconhece aquilo que está a sua frente e o que te é oculto te será revelado.
O que você precisa para ver o que está a sua frente? Uma visão...óculos?

Porque a gente o tempo todo está presenciando a divina presença...mas todo mundo diz e acha que ela está escondida...Deus está escondido em algum lugar... eu tenho que buscá-lo...
Aonde você vai buscar Deus?
A própria busca já implica na cegueira... né?

Se eu busco, eu tô já dizendo, eu tô cego...porque se eu tô acordado eu paro de buscar...não tenho o que buscar sem pensar... já é...
Nem meio segundo precisa... já é...
A Divina presença já é...
E cada vez que eu tô buscando a divina presença, ou a felicidade...seja o que for em nome dessa divina presença...uns buscam Deus, outros felicidade, outros o dinheiro...mas tudo isso é para te dar o quê? um bem estar, um viver bem...então é tudo a mesma coisa...
Mas onde é que estão essas coisas? Sempre no futuro?...cegueira...
Eu não tenho olhos para vêr...eu não tenho ouvidos para ouvir...cegueira...cegueira espiritual...

Onde é que eu busco Deus?
Eu não busco..eu encontro...cada segundo...se a minha visão está clara, cada segundo...
Mas eu tô me tapeando...eu mesmo me iludo...não, tá no futuro...tá em algum lugar...
E esse "algum lugar" e esse "futuro" é uma idéia que está dentro da sua mente, não pode te levar a Deus...Deus não está dentro da mente...ela é muito pequeninha, ela é um casulo, uma ervilha...
Tem um mestre, eu não me lembro o nome dele agora, ele diz uma coisa muito bacana, ele diz assim: "Deus começa quando a sua imaginação cessa."
Não significa que a sua imaginação acaba, que você não tem que ser mais criativo ou coisa assim não, significa que você nota que a sua imaginação ela te serve, mas ela não é o que você é...e ela não te serve para buscar alguma coisa, porque você já tem o que você quer.
Significa que a única maneira é descartar a imaginação, e se dar conta que você já tem o que você quer, que você já é isso..
Cada palavrinha aqui é puro ouro...para quem pode ver...não adianta...

As palavras da Bíblia, do Corão, do Bhagavad Gita, de todas as grandes escrituras sagradas do mundo...do Osho...do Ramana Mahashi...todos os grandes sábios, elas sempre significam alguma coisa, para quem?
O que significam essas palavras para uma formiga? Para uma abelha? Para um cachorrinho?

Significa que, as palavras, os conceitos, as ideias, as coisas, o mundo, ele significa alguma coisa para Ti...Você que dá significado ao mundo...
O quanto você está acordado e sensível para...sorver a sabedoria que já existe...aonde ? Em Ti.
Existe em Ti isso? Essa sensibilidade, essa inteligência amorosa?
Não é a Bíblia, você é a bíblia...
Quem é Jesus para um cego, cego espiritual...ele vai valorizar isso que a gente está falando aqui?
Quem é Jesus para ti? Quando que realmente você reconhece Jesus? (...)
Alguém tem uma ideia?

Pois eu tenho...
Quanto você se reconhece...
Quando que você reconhece o amor?
Quando você ama...não ouvindo falar...ouvindo falar é uma palavra chamada amor que muitos conhecem poemas de amor...
Amor é tão lindo..
Ah o amor machuca tanto...poxa então eu não vou buscar o amor, porque amor machuca...
Ah o amor é cego...já pensou, a melhor coisa do mundo, é uma coisa cega...
Isso não é amor...isso é qualquer outra coisa.

Reconhece o Cristo, reconhece o Buda, te reconhecendo...porque nesse mesmo espaço de reconhecimento está o Buda, o Cristo que você é.
Não tem dois Cristos, talvez dois Jesuses, mas não Cristo, que é uma qualidade que significa Luz
É o que você é..."
Deus não é Uma Busca por Swami Sambodh Naseeb

Por que palavras ?

"Um monge aproximou-se de seu mestre - que se encontrava em meditação no pátio do Templo à luz da lua - com uma grande dúvida:
"Mestre, aprendi que confiar nas palavras é ilusório; e diante das palavras, o verdadeiro sentido surge através do silêncio. Mas vejo que os Sutras e as recitações são feitas de palavras; que o ensinamento é transmitido pela voz. Se o Dharma está além dos termos, porque os termos são usados para defini-lo?".

O velho sábio respondeu:" As palavras são como um dedo apontando para a Lua; cuida de saber olhar para a Lua, não se preocupe com o dedo que a aponta.

"O monge replicou: "Mas eu não poderia olhar a Lua, sem precisar que algum dedo alheio a indique?"
"Poderia," confirmou o mestre, "e assim tu o farás, pois ninguém mais pode olhar a lua por ti. As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar. A Lua está e sempre esteve à vista.
O Dharma é eterno e completamente revelado.

As palavras não podem revelar o que já está revelado desde o Primeiro Princípio."
"Então," o monge perguntou," por que os homens precisam que lhes seja revelado o que já é de seu conhecimento?"

"Porque," completou o sábio, "da mesma forma que ver a Lua todas as noites faz com que os homens se esqueçam dela pelo simples costume de aceitar sua existência como fato consumado, assim também os homens não confiam na Verdade já revelada pelo simples fato dela se manifestar em todas as coisas, sem distinção.

Desta forma, as palavras são um subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção. E como qualquer adorno, pode ser valorizado mais do que é necessário.
"O mestre ficou em silêncio durante muito tempo. Então, de súbito, simplesmente apontou para a lua.".
Por que palavras ? por Tam Hyuen Van

Outono...

"Gosto do outono
Desse clima ainda ameno
Dessa nostalgia que convida ao aconchego,
Das folhas das árvores caídas no chão...
Esse friozinho gostoso
Motivo pra ficar mais juntinho
De quem se ama,
Mais tempo na cama...
O vento batendo na janela
Balançando a cortina
Numa manhã de suave neblina,
Ou de serração...
Gosto do outono
Que embala meu sono
Que me faz sentir aquecida
Debaixo do cobertor
Gosto dele porque sei
Que depois será inverno,
Primavera e verão
E que seja qual for a estação
Certamente terei muitos motivos
Pra gostar de todas elas.
Pois cada uma tem seu encanto
E me dá inspiração
Pra escrever um lindo poema
Recheado de paixão!"
Outono por Regina Ragazzi

28 de abril de 2010

Tudo é Um...

"Portanto, crie sua vida a cada momento. Você é livre para criar.
Deus está criando sua vida. E você é Deus. Não há separação.


Então entenda o paradoxo:
Quando alguns mestres dizem que você não controla sua vida, que não existe um eu controlando seus pensamentos ruins ou bons, significa que o ego ou mente é apenas a sua memória criando um mundo particular ilusório em cima da realidade divina.
E quando dizem que você é o criador da sua realidade, é quando você percebe pela graça de Deus que Deus não está separado de você, e que seus pensamentos são dele. Portanto, tudo que está acontecendo agora é fruto do que deve acontecer.

A vida ou plano divino está acontecendo.
Mas vivemos dentro de casulos. Esses casulos é o que é a mente. Vivemos em nossos sonhos. Vivemos em nossas realidade privadas, achando isso ou achando aquilo. Mas tudo o que achamos pertence a realidade da mente, e não a realidade de Deus.

Viver Deus nesse exato instante, é notar profundamente que não há separação entre o corpo, as emoções e os pensamentos. Tudo é um. E tudo fluindo espontaneamente pela vida. E isto é o mistério maravilhoso. Isto é o MILAGRE DE DEUS."

Tudo é Um por Swami Naseeb

27 de abril de 2010

Olhos nos olhos...

"Os olhos são a parte mais não-corpórea do corpo humano, a menos corporal. Se a matéria pode se tornar não-matéria, então esse também é o caso dos olhos.

Os olhos são materiais, mas mas simultaneamente  eles também são não-materiais. 

Os olhos são um ponto de encontro entre entre você e seu corpo. Em nenhum outro lugar do corpo, esse encontro é tão profundo.

O corpo humano e você são muito separados, há uma grande distância, mas no ponto dos olhos você está mais perto do seu corpo e o corpo está mais perto de você. Eis porque os olhos podem ser usados para a jornada interior. 

Um simples salto a partir dos olhos pode levá-lo para a fonte. Isso não é possível a partir das mãos, a partir do coração, não é possível a partir de nenhum outro lugar do corpo.(...) A partir dos olhos é um simples passo é o suficiente para se entrar em si mesmo. Eis por que os olhos têm sido usados continuamente nas práticas religiosas do tantra e do yoga.


A primeira razão é porque você está mais perto deles. Eis porque, se você sabe como olhar dentro dos olhos de alguém, você pode olhar dentro das profundezas dele. Ele está ali. Ele não está tão presente em mais nenhum outro lugar no corpo, mas se você puder olhar dentro de seus olhos você o encontrará lá.

É uma arte difícil olhar dentro dos olhos de outra pessoa, e você chega a isso somente quando você deu um salto a partir dos seus próprios olhos para dentro de si; do contrário você não pode olhar. Se você não olhou internamente além dos seus próprios olhos, você não pode olhar dentro dos olhos de mais ninguém. Mas se você sabe como olhar dentro pode tocar as profundezas da pessoa.

Eis por que somente no amor você pode olhar diretamente e fixar o olhar nos olhos do outro. Do contrário se você fixar o olhar nos olhos de outra pessoa, ela se sentirá ofendida. Você está invadindo; isso é uma invasão. Você pode olhar o corpo- não há invasão. Mas no momento que você olha fixo nos olhos de outra pessoa, você está invadindo sua individualidade, você esta invadindo sua liberdade (...)

Somente em profundo amor, você pode olhar dentro dos olhos de alguém, porque amor significa que agora você não quer manter nenhum segredo. 

Você está agora aberto para o outro e o outro é sempre bem-vindo e convidado a entrar em você. (...) E quando os amantes olham nos olhos um do outro, há um encontro que não é do corpo. Assim que sua consciência, sua alma, o que quer que esteja dentro de você pode ser vislumbrado através dos olhos."
Osho em O livro dos Segredos

Lago profundo...

"O lago era muito profundo, com altos rochedos de ambos os lados. Você podia ver a outra margem, com muitas árvores e suas folhas novas da primavera; e aquele lado do lago era mais íngreme, talvez com uma folhagem mais densa e bastante arborizado. A água estava plácida naquela manhã e sua cor azul-esverdeada. É um lindo lago. Havia cisnes, patos e, às vezes, passava um barco de passageiros.

Sentado no banco, em um parque muito bem cuidado, você estava muito perto da água. Não era nem um pouco poluída, e a sua textura e beleza pareciam entrar em você. Podia-se cheirá-la – o ar suavemente perfumado, o gramado verde – e você se sentia um com tudo isso, movendo-se com a vagarosa corrente, os reflexos, e a profunda quietude da água.

Estranho era sentir um grande senso de afeição, não por alguma coisa ou por alguém, mas a totalidade do que talvez possa ser chamado de amor. A única coisa que importa é mergulhar em toda sua profundeza, não com a mente pequena e tola com seus infindáveis murmúrios do pensamento, mas com o silêncio. O silêncio é o único meio, ou instrumento que pode penetrar em algo que escapa à mente que é tão contaminada.
Nós não sabemos o que é o amor. Conhecemos seus sintomas, o prazer, a dor, o medo, a ansiedade, etc. Tentamos resolver os sintomas, o que se torna um voo cego. Passamos nossos dias e noites nisso, e logo vem a morte.
Ali, sentado naquele banco, observando a beleza da água, todos os problemas humanos, as instituições, as relações humanas, o que é a sociedade – tudo encontra seu lugar apropriado quando silenciosamente você puder penetrar nessa coisa chamada amor.
Temos conversado muito sobre o amor. Todo jovem diz amar alguma mulher, o padre diz amar seu Deus, a mãe seus filhos e, naturalmente, os políticos jogam com isso. Nós realmente estragamos essa palavra e a carregamos com coisas sem significado – as coisas do nosso pequeno e estreito ego. E nesse contexto pequeno e estreito tentamos encontrá-lo, e dolorosamente voltamos à confusão e infelicidade diária.
Mas lá estava o amor, na água, envolvendo você, na folha, no pato que estava tentando engolir um grande pedaço de pão, na mulher que passava mancando. Não era uma identificação romântica, ou uma verbalização habilmente racionalizada. Mas ele estava lá, tão real como aquele carro ou aquele barco.
É a única coisa que dará uma resposta a todos os nossos problemas. Não, não uma resposta, pois então não haveria problemas. Temos problemas de todo tipo e tentamos resolvê-los sem aquele amor, e assim, eles se multiplicam e crescem. Não existe um meio de abordá-lo, ou de segurá-lo, mas às vezes, se você fica na beira da estrada ou na beira do lago, observando uma flor ou uma árvore, ou o fazendeiro cultivando o solo, e se você está em silêncio, não sonhando, nem sonhando acordado, ou enfastiado, mas com o silêncio em sua intensidade, então, talvez, o amor virá a você.

Quando ele vem, não o segure, não o guarde como uma experiência. Uma vez que ele toca você, você nunca mais será o mesmo. Deixe isso operar, e não sua avidez, sua raiva ou sua justa indignação social. Ele é realmente indomável, não domesticável, e sua beleza não é respeitável de modo algum.
Mas nós nunca queremos isso, pois temos a sensação de que poderia ser muito perigoso. Nós somos animais domesticados, revolvendo-nos na gaiola que construímos para nós mesmos – com as discórdias, as disputas, os líderes políticos inviáveis, os gurus que exploram nossos auto-enganos, e os deles próprios, com grande refinamento ou grosseiramente. Na gaiola pode-se ter anarquia ou ordem, que por sua vez dá lugar à desordem; e isso tem sido assim por muitos séculos – explodindo e voltando atrás, modificando os padrões da estrutura social, talvez acabando com a pobreza aqui ou ali. Mas se você coloca tudo isso como a coisa mais essencial, você deixa escapar o amor.

Fique sozinho de vez em quando, e se você tiver sorte, ele poderá vir a você, em uma folha que cai, ou daquela árvore solitária e distante em um campo vazio. "
J.Krishnamurti em Meeting Life

26 de abril de 2010

Confiança...

"Nos dicionários, "confiança" é quase deturpada; significa confiar em alguém que é digno de confiança; é mais objetiva - porque a pessoa é confiável, você confia nela.

Não É SUA qualidade, é a qualidade da outra pessoa da qual depende a sua confiança.
E porque raramente existem pessoas confiáveis por aí, milhões de pessoas esqueceram o que é a confiança, não há oportunidade para ela.(...)
Ninguém confia em ninguém; por isso "confiança" tornou-se uma palavra estéril, não experienciada - apenas uma palavra, sem força, sem sabor.
Quando eu uso a palavra "confiança", esta é totalmente diferente: eu não quero dizer que você confie em alguém que é digno de confiança.. Isso não é confiança. A pessoa é digna de confiança, assim não é um crédito para você.
Quando eu digo "confie", digo confie APESAR da pessoa, apesar de ela não ser digna de confiança.
Na realidade, quando ela não é confiável, então CONFIE...
Somente assim você encontrará pela primeira vez algo novo surgindo em sua consciência..."
Osho em Pepitas de Ouro.

Como tudo nessa vida, a decisão deve ser INTERNA.
Devemos trazer a consciência para nós, todo o tempo, em tudo, sempre haja o que houver...
Nossa existência é única, e somos senhores da nossa capacidade de SER...
Não devemos nos deixar levar por conceitos, e razões externas a nós, é o mesmo que sermos guiados por outras cabeças, é o mesmo que seguirmos cegamente regras ditadas por outras pessoas...
Andamos com nossos próprios pés...também tropeçamos com nossos próprios pés...é um direito adquirido..NOSSO!!
Na confiança acontece a mesma coisa. Quando decidimos internamente confiar...confiemos...
Da mesma maneira quando decidimos não confiar, não confiemos...
Isso é um atributo nosso, interno, pessoal e devemos ter absoluta consciência disso.
Trazer para nós a decisão e arcar com as consequências dela...isso é maturidade...isso é assumir a grandeza que vive em nós...é sairmos do lugar comum, da boiada rsrsr

Quando tomamos as decisões em nossas mãos, sempre que acontecerem, estamos prontos a dizer sim, ou não, isso ou aquilo...de coração aberto, de mente limpa...fluindo com o momento, sem deixar que condicionamentos e situações passadas ditem as regras...fluímos com a existência, e o que quer que se apresente, é um crescimento interno, um aprimoramento instantâneo que floresce em nosso ser...
A mente duvida, questiona, desconfia...
O coração confia...e vai...
Confiança mais que uma palavra-chave posso dizer que é uma dimensão na minha vida...
Para a maioria das pessoas ela realmente não tem peso...é quase utópica...ainda mais nos dias de hoje.
Mas sinto completamente diferente.
Confio e vou em frente...sem olhar para trás...e até hoje isso só me fez crescer !!
Amor
Lilian

25 de abril de 2010

Fonte do Amor...

"Aqueles que encontraram a fonte do amor dentro de si mesmos, não têm mais necessidade de ser amados- e eles serão amados.
Eles amarão por nenhuma outra razão além de simplesmente terem muito amor - assim como uma nuvem de chuva quer chover, assim como uma flor quer desprender seu perfume, sem desejo de conseguir qualquer coisa.

A recompensa do amor está em amar, não em conseguir amor.
E estes são os mistérios da vida: se uma pessoa é recompensada simplesmente por amar, muitas a amarão, porque por estarem em contato com ela, lentamente começarão a descobrir a fonte dentro de si mesmas.
Agora elas conhecem pelo menos uma pessoa que irradia amor e cujo amor não é fruto de nenhuma necessidade.
Quanto mais ela compartilha e irradia amor, mais ele cresce."
Osho em Pepitas de Ouro

Nesse lindo texto do amado mestre, vemos que a qualidade de SER amor, é a dimensão definitiva da fonte, da liberdade e da verdadeira riqueza...
Enquanto se pede amor, sente-se necessidade de ser amado, é porque ainda não se atingiu a dimensão mais profunda e luminosa do Ser.
Ainda estamos na periferia, que ora transborda, ora carece...
Na essência não há falta de amor.
Na verdade não há falta de nada !!
Só existe abundância...uma vez que todas as "faltas" são do ego, são da mente, são periféricas, saõ falsas...alcançada a essência vive-se plenamente...sempre...porque?
Aqui já não existe ninguém querendo algo, ninguém desejando algo...aqui existe transbordando a gratidão e o amor....
Quando se vive sem preferências, sem escolhas ou limitações, nem condicionamentos, o que acontece é sempre perfeito...a existência manifesta somente perfeição e harmonia...
Um coração amoroso reconhece que é o Amor que está criando a realidade...se manifestando na realidade...
Logo,
Amar é Ser com UM com a Existência...que é
Amor
Lilian

24 de abril de 2010

Recordar...

"Sê como o Sol para a Graça e a Piedade.
Sê como a noite para encobrir os defeitos alheios.
Sê como uma corrente de água para a generosidade.
Sê como a morte para o ódio e a ira.
Sê como a Terra para a modéstia.
Aparece tal como és.
Sê tal como pareces.

Se pudesses libertar-te, por uma vez, te ti mesmo,
o segredo dos segredos se abriria para ti.
O rosto do desconhecido, oculto além do universo,
apareceria no espelho da tua percepção.

Na realidade, tua alma e a minha são o mesmo.
Aparecemos e desaparecemos um com o outro.
Este é o verdadeiro significado das nossas relações.
Entre nós, já não há nem tu, nem eu.

O vale é diferente, acima das religiões e cultos.
Aqui, em silêncio, baixa a cabeça.
Funde-te na maravilha de Deus.
Aqui não há lugar para religiões nem cultos

Há uma Alma dentro de tua Alma.
Busca essa Alma.
Há uma jóia na montanha do corpo.
Busca a mina desta jóia.
Oh, sufi, que passa!
Busca dentro, se podes, e não fora.

No amor, não há alto nem baixo,
má conduta nem boa,
nem dirigente, nem seguidor, nem devoto,
só há indiferença, tolerância e entrega..."
Recordar por Rumi

23 de abril de 2010

Encontros no Sul...

Nesses dias de viagem ao Rio Grande do Sul, tenho vivido momentos de muita, mas muita LUZ...
Lugar lindo, de pessoas super-simpáticas, alegres, educadíssimas, boas de papo e hiper-amorosos...umas graças...
Aqui é mesmo um outro Brasil...

Porto Alegre, vulgo Poá, é uma cidade linda, harmoniosa, com uma energia de cidade grande, mas ao mesmo tempo tranquila, gostosa, descontraida, na beira do rio Guaíba, ladeiras e árvores, casinhas e muito aconchego...

Tive encontros familiares, divertidíssimos, muitos sorrisos, brincadeiras, lembranças da minha infância, que nem eu mesma lembrava rrsrs, ( engraçado vêr como outras pessoas lembram mais da minha vida que eu mesma rsrs, mas isso sempre foi assim mesmo...rsrsr fazer o quê? rsrsr).

Aqui vivi momentos de encontros com pessoas notáveis, sábias, iluminadas e de muito amor...
Deus me proporcionou encontrar amigos que já moram no meu coração, mas que pude vêr finalmente diante dos meus olhos, iluminando a minha alma...

Encontrar o amor, e deixar fluir como um rio...ouvindo, falando, sentido, sendo com ele....uma delícia rsrsr!!!
O coração batendo forte, transbordando de amor e gratidão pelos momentos que vivi aqui...
Pude refletir na grandeza da existência, de uma forma amigável, simples e com muita beleza...
Passeios, encontros, e amor por todos os lados...

Gramado, cidade encantadora, nos convida ao romance, aos passeios na chuva, as brincadeiras soltas entre as flores e as montanhas...pura alegria e diversão...
Uma jóia que deve ser visitada e apreciada...aqui estamos numa Alemanha...brasileira !!!

Canela uma gracinha de cidade, colonização italiana, e o Parque Caracol, uma beleza plena de presença e de luz. Natureza abundante, vibrante, radiante, pequenos animais soltos, cantantes, e muita presença divina por todos os lados.
Uma benção poder ter estado ali, e vivenciar aquela beleza toda... e sentir que ressoava dentro do meu coração...

Ser é isso.
Existir e nada mais. Isso basta.
Ali no meio daquele parque, com aquela cachoeira enorme e bela a minha frente, em meio a neblina, a mata fechada, e a chuvinha fina, meu coração pulava no peito, e sentia que Deus é tudo isso; Ele dança a nossa volta, se manifesta em tamanha beleza e doçura que é impossível não sentir a sua presença absoluta em cada detalhe...cada ser, cada instante único...nossa, demais !!

Esta viagem vai ficar para sempre no meu coração...
Vim uma, estou voltando outra...
Muitas transformações aconteceram em mim, e através de mim, fica até difícil dizer...

Mas uma coisa é certa,
O Amor foi o tema de todos esses dias...
Sempre o AMOR rsrsrs.
Fazer o quê? rsrssr
Lilian

22 de abril de 2010

Êxtase...

"É esta a definição de êxtase: o encontro de polaridades.
O homem comum é como uma pessoa que vive adormecido, sem ter consciência de quem é. Quando é tocado pela energia de Deus, quando se torna disponível para a energia de Deus, quando essa energia estimulante começa a dançar dentro dele, vem o êxtase.
Não pode haver êxtase se não juntarmos o mundano e o supra mundano, a lama e o sol, a terra e o céu, o corpo e a alma, a matéria e a mente - só então quando se encontram é que pode nascer o lótus do êxtase. (...)
O homem, como homem, é algo congelado. E quero dizer-lhe o seguinte: Deus, como Deus, também é algo congelado.
Dá-se então que não só você busca a Deus como também Deus o está buscando. Não é que sem Deus você fique triste; Deus TAMBÉM fica triste com você. E quando você se encontrar com Deus e Deus se encontrar com você, não se dará apenas o SEU êxtase, mas será também o êxtase dele. Toda a existência haverá de se sentir em êxtase. Sempre que qualquer ser humano se torna um Cristo, ou um Buda, toda a existência dança, a existência toda transborda de alegria -enlouquece de êxtase!!

O encontro é a fusão das divisões. Pensar em si mesmo como um homem, é criar uma divisão. E se você não deixar de lado essa divisão, essa categoria que criou ao seu redor, esse " Eu sou um homem", não permitirá que Deus entre em você.

Você precisa livrar-se completamente dos limites, de todos os limites - o limite do hindu, o limite do cristão, o limite da riqueza, o limite da pobreza, o da educação, da falta de educação, o limite do preto e branco - todos os limites devem ser abandonados. Nesse abandono é que o eterno entra na esfera do seu tempo. Na noite escura da sua alma, penetra essa luz, abundante. E de repente você já não é o mesmo. E quero aqui insistir: Deus também já não é o mesmo!!
Deus nunca foi tão rico depois de Cristo. Nunca foi tão rico depois de Buda. E não é tão rico quando se tornará depois que você encontrá-lo, pois você haverá de se derramar nele. (...)

Os riachos afluem para o oceano, e o criam. Nenhum rio sozinho pode criar o oceano, mas cada rio contribui para essa criação, participa dela.
Deus se torna maior que nunca a cada dia, pois as águas afluem para ele, algum rio volta a demandá-lo, trazendo nova vida, novas emoções.
Deus é evolutivo.
Deus não é algo estático.
Deus evolui a cada momento.

O encontro é a fusão dos limites, o desmanchar das divisões, sobreposição, interpenetração.
É o que chamamos de confiança, fé ou entrega. No zero absoluto, na entrega absoluta, a vida assume o comando mais uma vez voltamos para Deus, para o Tao ou para o Darma, para o livre fluxo da totalidade.
Deus é a totalidade em livre fluxo.
Deus não é uma pessoa.
Só retornamos a nosso ser puro quando nos tornamos uma totalidade em livre fluxo,
Nesse estado tudo vai bem."
Osho em Encontro com Pessoas Notáveis.

20 de abril de 2010

Esse amor...

Esse amor que me perpassa,
Me atravessa,
Me arrebata...
Corrompe as amarras,
Ilumina cavernas,
Os mares,
E me confunde...

Vezes límpido, transparente,
Insinuante,
Vezes simplicidade e graça,
Vezes oculto e disforme...

Dia vem,
Noite vai,
Esse amor permanece...

Passam horas, dias, meses,
Ele fica.
Não entendo o sentido,
Mas o coração arrebatado,
Transborda em perfume...

Busca olhos, gestos, bocas,
Melodias
E silêncio...
Esse amor que me perpassa
Não sou eu,
Nem é meu,
Mas me invade e canta,
Radiante vai sem rumo,
Trás lembranças, lágrimas e saudade...

Qual destino desse amor?
Não sei dizer.
Qual a dimensão que virá?
Também não sei.
Sei apenas que ele existe,
Arrebatando,
Pulsando,
Dilacerando...
Cardíaco,
Aqui...

19 de abril de 2010

Nirvana...


"Nirvana, é uma palavra negativa.
Significa literalmente "apagar a vela".
Gautama Buda empregava essa palavra para se referir ao derradeiro estado da consciência. (...)
Buda dizia que o chamado "eu" não passa de uma chama, mantida acesa através dos nossos desejos. Quando desaparecem todos os desejos, a vela igualmente desaparece. A chama de vai; desaparece no vasto universo sem deixar traços; não podemos encontrá-la mais. Ela continua existindo, mas se desprendeu para sempre de toda identidade, de toda limitação.
Por isso Buda escolheu a palavra nirvana de preferência à realização, por realização ainda significa uma superioridade egóica; você é uma pessoa realizada, um ser liberto, iluminado, esclarecido, você encontrou. Mas permanece o você.

O que Buda diz é que "você" vai se perder- e quem haverá de encontrá-lo? Você se dispersa, não passava de uma combinação de elementos, e agora cada elemento volta à sua fonte original. A identidade do indivíduo deixou de existir. Sim você existirá como o universo...(...)
Milhares de vezes fizeram a Buda o mesmo questionamento: " Sua palavra nirvana não provoca em nós uma exaltação, não nos dá vontade de alcançá-la.

A verdade última, a autorrealização, a realização de Deus - tudo isso cria um desejo, um grande desejo. A sua palavra não cria nenhum desejo".
E Buda não se cansava de repetir: " Aí reside a beleza da palavra. Todas essas palavras que criam desejos em vocês não haverão de ajudá-los, pois o próprio desejo é a causa essencial de nossa miséria. É por aspirar alguma coisa que caímos em tensão. O nirvana pode nos deixar absolutamente livres de tensão; nada há a desejar.
Pelo contrário, temos de nos preparar para aceitar uma dissolução. Na dissolução não podemos invocar o ego, de modo que a palavra não é corrompida".

O nirvana vai dissolvê-lo, e você não poderá fazer nada ao nirvana.
É com toda certeza a palavra mais pura.
Até mesmo sua sonoridade, seja ou não entendida o seu significado, é suave, proporcionando profunda serenidade e silêncio.(...) e nenhuma outra palavra é capaz de proporcionar essa sensação de silêncio.
Basta ouvirmos a palavra nirvana, e parece que o tempo se deteve, que não há para onde ir.
Nesse exato momento, você pode desmanchar-se, dissolver-se, desaparecer, sem deixar nenhum rastro..."
Osho em Encontro com Pessoas Notáveis.

16 de abril de 2010

Ser Interior...

"O seu ser interior é uma testemunha, e nunca alguém que faz. Sempre que você acha que ele é capaz de fazer, é porque há uma identificação. Ele nunca é alguém que faz. Você pode percorrer o planeta inteiro, mas o seu ser interior nunca dá um passo sequer.

Você pode sonhar milhões de sonhos, mas o seu ser interior nunca tem um único sonho. Todos os movimentos estão na superfície. Bem lá nas profundezas do seu ser não há movimento. Todos os movimentos se dão na periferia, da mesma maneira como uma roda se move, sem que haja movimento no seu centro. Nesse centro, tudo se mantém como é, e no centro a roda se move.
Lembre-se do centro!

Observe seu comportamento, seus atos, suas identificações e estará estabelecida uma distância; o observador e aquele que faz tornam-se dois. Você poderá se ver rindo, chorando, caminhando, comendo, fazendo amor; poderá fazer muitas coisas, o que quer que esteja acontecendo a seu redor - e permanecerá como um observador. Não mergulha para se fundir com o que quer que esteja vendo. (...)

Olhe para dentro, você é a fome ou será que a fome está acontecendo a você?
Você é a fome ou simplesmente está consciente da fome que acontece ao seu corpo?
Você não pode ser a fome; caso contrário, quando houver passado a fome, onde estará você?( ...)Você era criança e achava que era uma criança. Onde está agora, que já não é uma criança? (...)
O ser mais interior é exatamente como um espelho. O que quer que passe à sua frente ele reflete, tornando-se simplesmente uma testemunha. Venha a doença ou a saúde, a fome ou a saciedade, o verão ou o inverno, a infância ou a velhice, o nascimento ou a morte - o que quer que aconteça diante do espelho, mas nunca AO espelho."
Osho, em Encontro com Pessoas Notáveis.

Diferentes Climas...


Encontrando climas
Diferentes paisagens
Rostos luminosos
Alguns tristes
Outros saudosos,
Viver com arte
Diversão
Coração
Explosão


Falar de amor
Falar de dor
Diferentes climas
Diferentes paisagens
Uns trocam carícias
Outros palavras ríspidas
Uns querem muito
Outros não querem nada
Uns chegam cansados
Outros se vão animados
Uns com poesias e contos
Outros com aromas e sonhos

Diferentes climas
Mesmos dilemas
Buscas constantes
Faltas e medos
Perguntas inúteis
Respostas ilógicas
Correndo e cantando
Fugindo
Trabalhando

Diferentes climas de uma mesma paisagem.
Uns fazem a cena
Outros lêem um poema
Uns guiam apressados
Outros meditam abandonados
Alguns contam casos passados
Outros nem sabem o que querem
Aqui, uma atitude humilde
Ali, abundância e plenitude

Diferentes climas...
Não se escolhe, nem busca
Apenas se observa e flui
As faces são muitas
Expressões variadas
Mas o peito ressona
Apenas um acorde
Uma nota de Dó
Ou de Fá
O peito ressona em Si...

14 de abril de 2010

Poesia...


"O amor é a única poesia que existe.
Todas as outras poesias são apenas um reflexo dele. A poesia pode estar no som, pode estar ma pedra, pode estar na arquitetura, mas basicamente esses são todos reflexos do amor, captados em diferentes veículos.
Mas a alma da poesia é o amor, e aqueles que vivem o amor são os poetas reais.
Eles podem nunca escrever poemas, podem nunca compor uma música, podem nuca fazer algo que normalmente as pessoas considerem como arte, mas aqueles que vivem o amor, que amam completa e totalmente, esses são os poetas reais.
A religião é verdadeira se ela criar o poeta em você.
Se ela matar o poeta e criar pretenso santo, ela não é a verdadeira religião(...).
A verdadeira religião sempre libera a poesia, a arte, a criatividade em você, ela o deixa mais sensível.
Você pulsa mais, seu coração tem uma nova batida, sua vida não é mais um fenômeno monótono e trivial.
Ela é uma constante surpresa, cada momento abre novos mistérios.
A vida é um tesouro inesgotável, mas somente o coração do poeta pode conhecê-la."
Osho em Meditações Diárias

12 de abril de 2010

Quem sou eu? - Osho

"A coisa mais importante para uma pessoa inteligente é saber quem ela é; tudo depende disso.

Sem saber isso, todo conhecimento é palavreado, e você viveu, mas viveu em vão e perdeu toda a oportunidade da vida.
A vida é uma oportunidade de conhecer a si mesmo, é um desafio para conhecer a si mesmo, ela o provoca para conhecer a si mesmo.

Mas criamos algumas outras curiosidades e nos tornamos tão envolvidos com elas que nos esquecemos da questão real.
E existem milhares de questões que não são reais e você pode ficar perdido nessa multidão.

E a questão real é uma única questão: quem sou eu? Abandone todas as outras questões!

Coloque sua total energia numa questão: QUEM SOU EU?

Deixe que esta questão se entranhe no âmago mais íntimo do seu ser - no oco de seu corpo, na consciência suprema dentro de você, no sol dentro de você.

Devote tanto tempo quanto possível a essa única questão.(...)
Penetre neste mistério que é você, penetre neste mistério. Deixe que isso se torne seu único trabalho na vida.

Sabendo isso, tudo é sabido; sendo isso, você alcançou..."
Osho em A Sabedoria das Areias.

Coração e Silêncio...

"Meu Coração
Eu perdi o meu coração no empoeirado caminho deste mundo;
Mas tu o tomaste em tuas mãos.
Eu buscava alegria e apenas colhi tristezas;
Mas a tristeza que me enviaste tornou-se alegria em minha vida.
Os meus desejos se espalharam em mil pedaços;
Mas tu os recolheste e os reuniste em teu amor.
E enquanto eu vagava de porta em porta,
Cada passo meu estava me conduzindo ao teu portal."

"Se não falas, vou encher o meu coração com o teu silêncio, e agüentá-lo.
Ficarei quieto, esperando, como a noite em sua vigília estrelada, com a cabeça pacientemente inclinada.
A manhã certamente virá, a escuridão se dissipará, e a tua voz se derramará em torrentes douradas por todo o céu.
Então as tuas palavras voarão em canções de cada ninho dos meus pássaros, e as tuas melodias brotarão em flores por todos os recantos da minha floresta."
Tagore - Poemas

11 de abril de 2010

Poeminha...


Na minha infância primeira
Criaram-se encontros eternos
Entre bonecas e jardins
Entre campos e pássaros
Nasceram
A solidão
E o silêncio...

Pequenina criança
Numa cidade distante
Vi nascer um desejo
De compreender a realidade
De enxergar o colorido da Vida
De quebrar as amarras da incompreensão coletiva
E voar...

No pequeno mundo
Já se encontrava em semente
Toda a busca de uma vida em aberto
Sem palavras
Nem companhia
Se construia o profundo
Com o coração pulsante
Confiante...

Me esqueci de duvidar...
Me esqueci de pensar...
Me esqueci de não-Ser...

Hoje na minha infância derradeira
Vejo cores e poemas em qualquer lugar
A beleza sem razão de ser
Existe...

Nem perguntas a fazer
Nem respostas a dar

A infância tornou-se Luz
A Existência também É...

10 de abril de 2010

Respirar no Amor...

"O amor é sempre novo.
Ele nunca envelhece porque é não-cumulativo, não-armazenador.
O amor não conhece nenhum passado; é sempre fresco, tão fresco como as gotas de orvalho.
Ele vive momento a momento, é atômico.
Não tem nenhuma continuidade, não conhece nenhuma tradição.
Cada momento ele morre e cada momento ele renasce novamente.
É como a respiração: você inspira, você expira; de novo você inspira e expira.
Você não o guarda dentro.
Se você segurar a respiração você irá morrer porque ela se tornará viciada, ela se tornará morta. Ela irá perder aquela vitalidade, a qualidade da vida.
O mesmo acontece com o amor; ele está respirando; a cada momento ele se renova.
Então quando ficamos presos no amor e paramos de respirar, a vida perde toda significância.
E é isso que está acontecendo com as pessoas: a mente é tão dominante que ela até mesmo influencia o coração e o torna possessivo!
O coração não conhece nenhuma possessibilidade, mas a mente o contamina, o envenena.
Então se lembre: apaixone-se pela existência!
E deixe que o amor seja como o respirar.
Inspire e expire, mas deixe que seja o amor entrando, saindo.
Pouco a pouco a cada respiração você precisa criar essa mágica de amor.
Torne isso uma meditação: quando você expirar, sinta que você está derramando seu amor na existência; quando você inspirar, a existência está derramando seu amor em você.
E logo você verá que a qualidade da sua respiração está mudando, assim ela começa a ficar algo totalmente diferente daquilo que você sempre conheceu antes.
Eis porque na Índia a chamamos de o prana da vida, não é apenas respirar, não é somente oxigênio.
Algo mais está lá presente, a própria vida."
Osho em Fármacia da Alma

Dois leões...

"Um leão foi aprisionado e levado a um campo de concentração. Para seu espanto ali haviam outros leões que ali estavam há anos, alguns a vida toda pois haviam nascido ali mesmo;
Logo ficou conhecendo as atividades sociais dos leões.

Eles formavam grupos, uns eram socializadores, outros montavam espetáculos; um terceiro era o grupo cultural pois seu propósito era de preservar os costumes, a tradição, a história dos tempos em que os leões eram livres; outro grupo era dos religiosos - reuniam-se principalmente para cantar hinos sobre uma selva no futuro, onde não haveriam grades; alguns grupos atraíam os que eram literários e artísticos por natureza; outros ainda eram revolucionários, reuniam-se para conspirar contra seus captores e contra outros revolucionários.
De vez em quando estourava uma revolução, e um grupo era exterminado por outro, ou os guardas eram eliminados e substituídos por outros.

Enquanto o recém-chegado começava a conhecer o lugar, ele notou um leão que sempre parecia imerso em seus pensamentos, um solitário que não pertencia a nenhum grupo, e passava a maior parte do tempo afastado de todos.

Havia algo estranho nele, que ao mesmo tempo atraía a admiração e a hostilidade de todos, pois sua presença provocava medo e insegurança.
Disse ele ao recém-chegado: - Não se junte a nenhum grupo, esses pobres tolos se ocupam de tudo, exceto daquilo que é essencial.
E o que é essencial ? -perguntou o recém-chegado
Compreender a natureza da cerca...e sair..."
O Enigma do iluminado por Antony de Mello

9 de abril de 2010

Vazio...


"E a partir desse vazio tudo emerge.
Considerava-se ser essa uma ideia muito misteriosa, inacreditável, mas agora a ciência tem que admitir que os filósofos e os cientistas objetivos estavam errados, e que os místicos estavam certos. Agora eles podem ver...e você pode ver isso na vida diária.
Você já pegou uma semente e a cortou em duas? Você encontra alguma rosa dentro dela? Ou encontra algum tipo de folhagem? Você encontra simplesmente nada.
Mas a mesma semente, dados a oportunidade e o clima adequados, o solo adequado e um jardineiro amoroso, começará a germinar quando a primavera vier.
Aquelas folhas verdes que vieram no começo...você não percebe seu mistério. De onde estão vindo aquelas folhas?
Você olhou dentro da semente, não havia nem folhas, nem rosas dentro. E agora há uma folhagem enorme com milhares de folhas e centenas de flores. De onde?
De lugar nenhum; elas emergiram do vazio da existência.
Então um dia as flores desaparecem, as folhas caem, a árvore desaparece. Para onde? Para onde tudo isso foi?
Novamente o descanso, no vazio.(...)
E todos os dias centenas de estrelas estão morrendo- mas para onde elas desaparecem? E centenas de estrelas nascem, de tal modo que o equilíbrio permanece.
De onde?"
Osho em Ma Tzu o Espelho Vazio

Lenda Japonesa....


Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio.
Mesmo idoso, se dedicava a ensinar aos mais jovens.
Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulo, apareceu por ali.
Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.
O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.
Durante horas, fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final do dia, sentindo-se já exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se.
E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente ?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma.
Só se você permitir...

8 de abril de 2010

Duas velas...


"Algo foi transmitido quando o discípulo e o mestre se olharam nos olhos.
Naquele momento de silêncio, alguma transmissão, alguma energia...

Ele viu nos olhos do mestre. -"Esses são os olhos com os quais posso ver o Todo".
Isso vem como uma realização instantânea, assim, nada é dito.
É isso que intriga as pessoas quando lêem o Zen.

As sentenças não explicam, a menos que você tenha visto nos olhos de um mestre, a menos que tenha sentido a presença e o campo de energia de um mestre. Este é um universo totalmente diferente, uma dimensão de comunicação, de comunhão, totalmente diferentes.(...)
Aqueles olhos o satisfizeram completamente -“Este é o homem que por vidas procurei. Voltei ao lar”.
A realização era tão extraordinária e forte que ele se iluminou.
Isso é chamado no Zen de “a transmissão da lâmpada”.
É como se você aproximasse duas velas – uma acesas e outra não.
Mas ao aproximá-las, há um ponto onde de repente a chama de uma vela salta para a outra vela.
Algo exatamente assim acontece entre um mestre e um discípulo, quando eles se encontram nos olhos. Nada precisa ser feito.
Um mestre autêntico de maneira nenhuma é um cativeiro para o discípulo.
Ele é simplesmente um caminho, absolutamente aberto e incondicional; você entra nele e através dele alcança o universo."
Osho em Ma Tzu o espelho vazio.

7 de abril de 2010

Experiência espiritual...


"O crescimento espiritual é o crescimento desta testemunha!
O crescimento espiritual nada tem a ver com experiências particulares, ele não é uma procura por experiências insólitas.
A espiritualidade nada tem a ver com experiências como tais.
Na verdade, está absolutamente errado dizer que alguma experiência é "experiência espiritual", pois todas elas são não-espirituais.
O experienciador é o espírito.
A testemunha é o único fenômeno espiritual.
Quanto todas as experiências desapareceram - de fome, de saciedade, de raiva, de alívio, de amor, de ódio, de kundalini subindo, música celestial sendo ouvida, você sentindo muito espaço, alegria, bem-aventurança, mas tudo isso são experiências - o ponto espiritual real é quando NÃO há experiência e o experienciador é deixado só, completamente só.
Não há objeto para experienciar, mas somente a testemunha está presente, silenciosamente testemunhando NADA.
Então você chegou.
Isso é Samadhi, testemunhar NADA é Samadhi.
Por isso Buda o chama de Nirvana, o estado de Nada, de Vazio."
Osho em A Sabedoria das Areias.

Se...


"Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia...
Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas...
Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser...
Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo...
Se algum ressentimento,
Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,
E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou...
Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio...
Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu...
Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia...
Se, ainda incapaz para a beatitude das almas santas, precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...
Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim...
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito...
Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz...
Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou...
Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos,
Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta."
Poema "Se" Professor Hermógenes

5 de abril de 2010

Lago Hirosawa...


"Sem que você tenha pedido nada, a existência deu tudo a você.
Uma pessoa que vive com intenções está fadada a sentir-se frustrada, pois a existência não tem obrigações para com você.
Mas se vive sem intenções, sem expectativas, então miraculosamente você descobre que tudo o que você sempre sonhou está sendo satisfeito.
A lua é refletida no lago - o lago nunca pediu por isso, a lua nunca intencionou isso.
A existência segue em frente espontâneamente.
Não traga seu desejo, sua ambição e sua expectativa, eles são os pontos de distúrbio.
Eles criaram um caos em sua mente.
Mas se não houver intenção por coisa alguma, "Quão serena a água de Hirosawa!".
A luz é refletida, mas a água nem ao menos se estremece.
Uma lua tão bela, e o lago Hirosawa assimila o reflexo naturalmente, espontâneamente.
Se ela fosse refletida, não haveria frustração alguma.
Lua ou não lua, nada importa.
O lago de Hirosawa está silencioso.
E esta deveria ser a sua consciência interna - um lago silencioso".
Osho em Ma Tzu o espelho vazio.

Sinta o Eu Sou...


"Estou existindo.
Vá fundo nesse sentimento.
Apenas sentado, vá fundo nesse sentimento - Estou existindo, Eu sou.
Sinta-o, não pense nisso, porque você pode dizer isso na mente – EU SOU – e isso é fútil.
Sua cabeça é seu desfazer.
Não continue repetindo na cabeça Eu sou, Estou existindo.
Isso é fútil, é inútil.
Você perde o ponto.

Sinta isso profundamente em seus ossos.
Sinta-o por todo seu corpo.
Sinta-o como uma unidade total, não na cabeça.
Apenas sinta-o - Eu sou.
Não utilize as palavras “Eu sou“.
Não faça disso um mantra, e não diga, "Estou existindo".
Não há necessidade.
Todo mundo sabe, e você já sabe que está existindo; não há nenhuma necessidade disso, isso é fútil.
Sinta-o -Estou existindo.
Sentir é uma coisa diferente, totalmente diferente.
Tente isso. E você pode fazê-lo em qualquer lugar.
Apenas andando de ônibus, ou viajando de trem, ou somente sentado ou deitado em sua cama, tente sentir a existência como ela é, não pense sobre ela.
Quando você começa a sentir a existência, o mundo inteiro se torna vivo para você de uma maneira totalmente nova, que você não conhecia.
Assim você passa pela mesma rua e a rua não é mais a mesma, porque agora você está fundamentado na existência.
Você encontra os mesmos amigos, mas eles não são os mesmos, porque agora você é diferente.
Quando você fica enraizado, você é um com o todo, e a existência existe para você.
Você não é um mendigo, de repente você se torna um imperador.
E enquanto sentindo isso, não crie um limite para isso.
Sinta-o ilimitadamente.
Não crie obstáculos a isso; não há nenhum.
Isso não tem fim.
O mundo não começa em lugar nenhum; o mundo não acaba em lugar nenhum.
Existência não tem princípio e nem fim.
Você também não tem nenhum princípio, você também não tem nenhum fim."
Osho em o Livro dos Segredos

3 de abril de 2010

Neruda...


"Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio ou flecha de cravos que propagam o fogo,
te amo secretamente, entre a sombra e a alma..
Te amo como a planta que não floresce e leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores, e graças a teu amor vive escuro em meu corpo o apertado aroma que ascender da terra..
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde, te amo diretamente sem problemas nem orgulho, assim te amo porque não sei amar de outra maneira.
Se não assim deste modo, em que não sou, nem és, tão perto que a tua mão sobre meu peito é minha tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
...
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
...
Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube que ias comigo,
até que as tuas raízes atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
...
E desde então,
sou porque tu és
E desde então és, sou e somos...
E por amor Serei... Serás...Seremos...
...
Nega-me o pão, o ar,
a luz,
a primavera,
mas nunca o teu riso
porque então morreria..."
Pablo Neruda, Poemas Diversos

2 de abril de 2010

Nisargadatta Maharaj...


"Você nunca nasceu e nunca morrerá.
O que nasceu e morrerá é a idéia, não você.
Ao identificar-se com ela, você se fez mortal.

Compreenda que você é a fonte eterna, e aceite tudo como próprio.
Tal aceitação é verdadeiro amor.

Um homem que não pensa mais em termos de perdas e ganhos é o verdadeiro homem não-violento, pois está além de todo o conflito.

O conhecido é acidental, o desconhecido é o lar do real.
Viver no conhecido é escravidão, viver no desconhecido é liberação.

No sonho, você ama uns e não ama outros.
Ao acordar, você descobre que é o próprio amor que a tudo abraça.

A Consciência contêm toda a experiência.
Mas o que está ciente está além de todas as experiências.
Ele está além da própria Consciência.

Seja apaixonadamente desapaixonado; isso é tudo.

Todo universo da dor nasce do desejo.
Abandone o desejo de prazer e nem sequer saberá o que é a dor

O que morre é o que muda.
O imutável nem vive nem morre; é a testemunha atemporal da vida e da morte

A testemunha é meramente um ponto na Consciência.
Não tem nome nem forma. É como o reflexo do sol em uma gota de orvalho.

O poder que criou o corpo cuida dele.

Compreenda-se como o oceano de consciência no qual tudo acontece.

A luz íntima, brilhando pacífica e eternamente no coração, é o guru real.
Todas as outras meramente mostram o caminho."
Nisargadatta Maharaj em EU SOU AQUILO

Uma Flor...


Uma flor é uma flor...
Mesmo que ela nasça na montanha mais alta,
Ou no vale mais profundo,
No deserto,
Na beira de um rio ou de um lago,
Até mesmo no asfalto,
Ela é uma flor,
E assim se manifesta inteira....

Uma flor nasce por que quer,
Não existe razão,
Nem sentido,
Ela em si mesma exala seu perfume,
E nem se importa com olhares nem adjetivos...
Pode ser que ninguém a veja,
Pode ser que ninguém a perceba,
Não precisa ser poeta, ou amante, ou quem quer que seja...
Ela é uma flor,
Ao sabor do vento,
Envolta nos raios de sol,
Banhada de chuva, ou seja o que for,
Ela permanece uma flor,
E é plena em si mesma,
Sem explicações...

Todos os adjetivos não a definem,
Todas as analises, e estudos de botânica, também,
O cientista a disseca,
O poeta faz rimas com seu perfume e beleza,
O místico a alcança nas profundezas indiziveis, invisíveis,
Bebem do mesmo néctar volátil da existência pura,
E ai se encontram e celebram silentes...

Mas ela ainda assim permanece uma flor,
Sua força está nessa presença, nessa autenticidade pura e sem defesas,
Simplesmente existe,
Quer queiram, quer não,
Ela permanece,
Sempre uma flor...

1 de abril de 2010

Páscoa...


Nestes dias que antecedem a Páscoa queria refletir sobre o quanto este tempo é sugestivo a mudanças e a quebra de conceitos arraigados.
Páscoa significa passagem, mudança, impermanência...
Quando vivemos a Páscoa verdadeira, nos damos conta de que VIDA não é um substantivo, é um verbo...é VIVER ...é um processo...
Da mesma maneira que AMOR..é verbo AMAR...é processo...
Daí que me veio que também a LUZ, é processo...é fluxo...
Cada um desses processos nos remete a fluxo, movimento, não-fixação...continuidade...
Tomar consciência disso é admitir no mais profundo de nós mesmos que a existência é fluxo, mudança, toda a manifestação mesmo sem vermos é fluxo é processo...
Não adianta querermos nos apegar...
Não adianta acreditarmos que vamos segurar um instante, ou uma época, ou alguém...

A grande sabedoria da vida é ser fluxo, ser passante, deixar ir...
Acolher tudo que vier com o coração aberto, pleno, disponível...
Interagir com o momento, com a situação 100%...
E da mesma forma deixá-la ir livremente...sem nada impor, nenhum obstáculo, ou fixação...
Sermos pulsantes...sermos libertos...
Respirando a vida que vive em nós... ou melhor, nos deixando ser "respirados" por ela rsrsr...
Desejo a todos (as) uma Feliz Páscoa...
Iluminada, Plena e Sábia...
Mas acima de tudo Livre, Passante...
E isso não acontece só nesses dias, é para a Vida Toda...
Amor
Lilian

Homem sábio...


"O homem sábio quer apenas que vocês tenham discernimento das coisas, para que tenham luz própria. Mas vocês não querem o discernimento; querem instruções claras.
Não querem ver a si mesmos; querem ser guiados.
Não querem aceitar a responsabilidade por si mesmos; querem jogar toda a responsabilidade sobre os ombros do mestre, sobre os ombros do homem sábio.
Só então vocês se sentem tranquilos. Agora ele é o responsável; se algo der errado, ele é o responsável.
Mas tudo vai dar errado porque, a não ser que vocês assumam a responsabilidade, nada jamais vai dar certo.
Ninguém consegue fazer as coisas dar certo com vocês, exceto vocês mesmos.
Uma pessoa verdadeira religiosa nasce no momento em que aceita a responsabilidade por si mesma, no momento em que diz;"O que quer que eu seja neste exato momento e, se eu quiser mudá-la. Ninguém pode me impedir - nenhuma economia, nenhuma coersão social, nenhum estado, nenhuma história, nenhuma economia, nenhuma inconsciência, pode me impedir.
Se eu estiver determinado a mudar minha escolha, posso mudá-la."
Osho em Autobiografia de um Mistico Espiritualmente Incorreto.
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