22 de abril de 2010

Êxtase...

"É esta a definição de êxtase: o encontro de polaridades.
O homem comum é como uma pessoa que vive adormecido, sem ter consciência de quem é. Quando é tocado pela energia de Deus, quando se torna disponível para a energia de Deus, quando essa energia estimulante começa a dançar dentro dele, vem o êxtase.
Não pode haver êxtase se não juntarmos o mundano e o supra mundano, a lama e o sol, a terra e o céu, o corpo e a alma, a matéria e a mente - só então quando se encontram é que pode nascer o lótus do êxtase. (...)
O homem, como homem, é algo congelado. E quero dizer-lhe o seguinte: Deus, como Deus, também é algo congelado.
Dá-se então que não só você busca a Deus como também Deus o está buscando. Não é que sem Deus você fique triste; Deus TAMBÉM fica triste com você. E quando você se encontrar com Deus e Deus se encontrar com você, não se dará apenas o SEU êxtase, mas será também o êxtase dele. Toda a existência haverá de se sentir em êxtase. Sempre que qualquer ser humano se torna um Cristo, ou um Buda, toda a existência dança, a existência toda transborda de alegria -enlouquece de êxtase!!

O encontro é a fusão das divisões. Pensar em si mesmo como um homem, é criar uma divisão. E se você não deixar de lado essa divisão, essa categoria que criou ao seu redor, esse " Eu sou um homem", não permitirá que Deus entre em você.

Você precisa livrar-se completamente dos limites, de todos os limites - o limite do hindu, o limite do cristão, o limite da riqueza, o limite da pobreza, o da educação, da falta de educação, o limite do preto e branco - todos os limites devem ser abandonados. Nesse abandono é que o eterno entra na esfera do seu tempo. Na noite escura da sua alma, penetra essa luz, abundante. E de repente você já não é o mesmo. E quero aqui insistir: Deus também já não é o mesmo!!
Deus nunca foi tão rico depois de Cristo. Nunca foi tão rico depois de Buda. E não é tão rico quando se tornará depois que você encontrá-lo, pois você haverá de se derramar nele. (...)

Os riachos afluem para o oceano, e o criam. Nenhum rio sozinho pode criar o oceano, mas cada rio contribui para essa criação, participa dela.
Deus se torna maior que nunca a cada dia, pois as águas afluem para ele, algum rio volta a demandá-lo, trazendo nova vida, novas emoções.
Deus é evolutivo.
Deus não é algo estático.
Deus evolui a cada momento.

O encontro é a fusão dos limites, o desmanchar das divisões, sobreposição, interpenetração.
É o que chamamos de confiança, fé ou entrega. No zero absoluto, na entrega absoluta, a vida assume o comando mais uma vez voltamos para Deus, para o Tao ou para o Darma, para o livre fluxo da totalidade.
Deus é a totalidade em livre fluxo.
Deus não é uma pessoa.
Só retornamos a nosso ser puro quando nos tornamos uma totalidade em livre fluxo,
Nesse estado tudo vai bem."
Osho em Encontro com Pessoas Notáveis.

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