20 de abril de 2010

Esse amor...

Esse amor que me perpassa,
Me atravessa,
Me arrebata...
Corrompe as amarras,
Ilumina cavernas,
Os mares,
E me confunde...

Vezes límpido, transparente,
Insinuante,
Vezes simplicidade e graça,
Vezes oculto e disforme...

Dia vem,
Noite vai,
Esse amor permanece...

Passam horas, dias, meses,
Ele fica.
Não entendo o sentido,
Mas o coração arrebatado,
Transborda em perfume...

Busca olhos, gestos, bocas,
Melodias
E silêncio...
Esse amor que me perpassa
Não sou eu,
Nem é meu,
Mas me invade e canta,
Radiante vai sem rumo,
Trás lembranças, lágrimas e saudade...

Qual destino desse amor?
Não sei dizer.
Qual a dimensão que virá?
Também não sei.
Sei apenas que ele existe,
Arrebatando,
Pulsando,
Dilacerando...
Cardíaco,
Aqui...

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