23 de dezembro de 2017

Cristo é a ponte - Osho


No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Todas as coisas foram feitas por meio Dele, e sem Ele nada teria sido feito.
Nele estava a vida; e a vida era a luz dos homens.
E a luz brilhou na escuridão; e a escuridão não a compreendeu.
Evangelho de João.

"Eu falarei do Cristo. Cristo é o próprio princípio da religião. Em Cristo todas as aspirações da humanidade são compreendidas. Ele é uma síntese rara. (...)

Jesus é a culminação de todas as aspirações. Ele está em agonia - como você, como todos os seres humanos nascem - em agonia na cruz. Ele está no êxtase também, ele celebra; é uma canção, uma dança. E também transcendência. 

Há momentos em que você chega muito perto dele, em que você vê que seu ser interior não é nem cruz nem celebração, mas a transcendência.

Esta é a beleza de Cristo: existe uma ponte. Você pode ir em direção a ele pouco a pouco, e ele pode conduzi-lo na direção do desconhecido - e tão lentamente que você nem terá ciência quando cruzar a fronteira, quando entrar no desconhecido vindo do conhecido, quado o mundo desaparecer e Deus aparecer. Você pode confiar nele, por que ele é tão parecido com você e, contudo, tão diferente. Você pode acreditar nele, porque ele faz parte da sua agonia - você pode compreender sua linguagem.

Eis porque Jesus se tornou o grande marco na história da consciência. Não é por coincidência que o aniversário de Jesus tenha se tornado a mais importante data da história. Tinha de ser assim. Antes de Cristo, um mundo; depois de Cristo, passa a existir um mundo totalmente diferentes - uma demarcação na consciência humana. Há tantos calendários, tantos meios, mas o calendário que está baseado em Cristo é o mais significativo. Com ele, alguma coisa mudou no homem; com ele algo penetrou na consciência do homem. 
Buda é belo, soberbo, mas não deste mundo; Krishna é adorável - mas contudo, está faltando a ponte. Cristo é a ponte. (...)

Com Jesus, um caos entrou na consciência humana. Agora a organização não é algo a ser criado do lado de fora, na sociedade; a ordem tem de nascer dentro do âmago mais profundo do seu ser. Cristo trouxe o caos. Agora a partir deste caos, você tem de nascer totalmente novo, uma nova ordem surgindo do âmago do ser - um novo homem, uma nova consciência humana.(...)

Deus é criatividade. A natureza de Deus é criatividade. Ele sempre esteve criando e não há nenhum outro modo: a única forma do mundo existir é como ele existe. É o único modo. (...)

Deus é a única existência, o único ser; a única vida que existe; a única dança que existe; o único movimento, a única energia que existe. No oceano e nas ondas, no mundo ilusório e na verdade, nos sonhos e no sonhador, a única energia que existe é Deus. Tudo é ele, e ele é Tudo.
N'Ele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A partir do momento em que você compreende isto - que ele é a única vida - sua vida se torna iluminada. Você fica cheio de luz. Deus é Vida! Se você compreende isso, toda a sua vida se torna cheia de luz. A vida dele se torna uma luz na sua compreensão. Quando Sua vida é refletida dentro de você, ela se torna Luz.

E a luz está brilhando ao seu redor. 
A vida está ao seu redor - nos pássaros, nas árvores, no rio. 

A vida está toda à sua volta, não há nada mais - você está vivendo no oceano da vida. 

Fora e dentro, dentro e fora, só há vida borbulhante. 
Uma grande corrente de vida, e você como um peixe dentro dela."

Osho em Palavras de Fogo, reflexões sobre Jesus de Nazaré. 

Cristo nasce em cada um de nós,
e nos mostra a natureza divina, acolhedora, luminosa e pacífica
brilhando em toda a existência...
Luz, Vida, Amor e Paz...
Feliz Natal a todos,
Cristo é vivo em nós
Cristo é vivo entre nós...

Amor
Lilian
💖



16 de dezembro de 2017

Totalidade, abandono e beleza - J.Krishnamurti


"Por certo, para termos aquela beleza interior, deve haver completo “abandono” (de si próprio), o sentimento de completa ausência de prisões, restrições, defesas, resistência; mas, esse “abandono” se torna caótico quando desacompanhado da austeridade. Mas, sabemos o que significa ser austero, satisfazer-se com pouco e não pensar em termos de mais?

O “abandono” deve estar acompanhado de profunda austeridade — da austeridade que é extraordinariamente simples, porque a mente que está adquirindo, ganhando, não está pensando em termos de mais. É a simplicidade nascida do “abandono”, mais a austeridade, que produz o estado de beleza criadora. Mas, se não existe amor, vocês não podem ser simples, não podem ser “austero”. Podem falar a respeito de simplicidade e austeridade, mas, sem amor, elas são meramente uma forma de compulsão e, por conseguinte, não pode haver “abandono”. Só tem amor aquele que “se abandona”, que se esquece completamente de si próprio e, dessa forma, faz nascer o estado de beleza criadora.

A beleza, é bem óbvio, inclui também a beleza da forma; mas, se não há beleza interior, a mera apreciação sensorial da beleza da forma conduz à degradação, à desintegração. Só há beleza interior ao sentirem verdadeiro amor pelas pessoas e por todas as coisas da Terra; e, com esse amor, vem um extraordinário sentimento de consideração, de vigilância, de paciência. Vocês podem ter uma técnica perfeita, como cantor ou poeta, podem saber pintar ou concatenar palavras, mas, sem essa palavra criadora, interior, o talento de vocês será muito pouco significativo.

Infelizmente, quase todos estamos nos tornando meros técnicos. Passamos em exames, adquirimos tal ou tal técnica, a fim de ganharmos o nosso sustento; mas, o adquirir técnica ou desenvolver capacidades, sem dar atenção ao estado interior, é produtivo de fealdade e de caos no mundo. Se despertamos a beleza criadora, interiormente, ela se expressa exteriormente, e há, então, ordem. Mas isso é muito mais difícil do que inquirir uma técnica, porque significa completo “abandono de nós mesmos”, significa sermos sem medo, livres de constrangimento, sem resistência, sem defesa; e só podemos abandonar a nós mesmos dessa maneira, quando há austeridade, quando há o sentimento de grande simplicidade interior. Exteriormente podemos ser simples, usar poucas roupas e nos satisfazer com uma só refeição ao dia; mas, isso não é austeridade. Há austeridade quando a mente é capaz de infinita experiência: quando tem experiência e ao mesmo tempo se conserva muito simples. Mas só pode nascer esse estado quando a mente já não está pensando em termos de mais, em termos de adquirir ou “vir a ser” algo por meio do tempo.

O que estou dizendo poderá ser, para vocês, difícil de compreender, mas é verdadeiramente importante. Vejam, os técnicos não são criadores. E há cada vez mais técnicos no mundo, pessoas que sabem o que fazer e como fazê-lo, mas que não são criadoras. Na América, há máquinas calculadoras capazes de resolver em poucos minutos problemas matemáticos que um homem, trabalhando dez horas por dia, levaria cem anos para resolver. Tão extraordinárias máquinas estão sendo criadas! Mas, as máquinas jamais serão criadoras; no entanto, os entes humanos estão se tornando cada vez mais semelhantes a máquinas. Mesmo quando se rebelam, sua revolta se verifica dentro dos limites da máquina e não é, por conseguinte, revolução.

Muito importa, pois, descobrir o que é ser criador. Você só pode ser criador quando há “abandono”; isso significa, em verdade: quando não há sentimento de compulsão, medo de “não ser”, não ganhar, não alcançar. Há, então, grande austeridade, simplicidade e, ao mesmo temo, amor. Essa totalidade é beleza, estado criador. "

J. Krishnamurti em A cultura e o problema humano

11 de dezembro de 2017

Testemunhar - Osho


"Não sou eu que faz nem o que experimenta.
Sou apenas uma testemunha de toda manifestação.
Por estar próxima a eles é que o corpo e tudo o mais parecem conscientes 
e funcionam  de acordo com essa consciência.
Sou o imutável, o eterno.
Sou a morada perpétua da bênção, da pureza e do conhecimento.
Eu Sou todo-poderoso.
Sou a alma pura que como testemunha
se acha em todos os seres sensíveis.
Quanto a isso, nenhuma dúvida resta."
~Sarvasar Upanishad~


"O eu-testemunha, jamais é sentido. Sempre percebemos uma certa identidade, uma certa identificação. E a consciência  que testemunha é a realidade. Por que isso acontece? E como?

Você está sofrendo - o que realmente acontece dentro de você? Analise o fenômeno todo. O sofrimento está ali e há a consciência que está ali. Estes são os dois pontos a considerar: a presença do sofrimento e a consciência da presença do sofrimento. Mas não existe espaço entre as duas coisas, por isso, o que sinto é " Eu estou sofrendo." E não só: cedo ou tarde, isso se transforma em "Eu sou sofrimento".

"Eu sou sofrimento, eu estou sofrendo, eu estou consciente de que sofro" - esses são três estados diferentes, muito diferentes. O rishi diz: "Estou consciente de que sofro". Isso é possível quando se transcende o sofrimento. A consciência o transcende. Você é diferente dele, há entre você e ele uma profunda separação. Na verdade, nunca houve qualquer vínculo entre ambos; o vínculo se estabeleceu somente por causa da proximidade, por causa da íntima contiguidade de sua consciência e do que acontece ao redor.

A consciência está muito próxima; quando você não sofre, ela se posta nas imediações. Tem de ser assim, do contrário o sofrimento não pode ser evitado, a dor não pode ser curada. A consciência precisa estar por perto para sentir a dor, conhecê-la, percebê-la. No entanto, justamente por causa dessa proximidade, você se identifica com ela, torna-se um com ela. É, de novo, uma medida de segurança, de proteção natural. Quando há dor, você tem de estar nas vizinhanças, quando há dor, sua consciência precisa correr em direção a ela - para senti-la ou evitá-la.
Você está andando pela rua e vê uma cobra à sua frente - toda sua consciência se transforma num pulo. Nem um segundo pode ser perdido, sequer para pensar no que fazer. Não há espaço entre a percepção e a ação. Você precisa estar muito perto, do contrário isso não acontece. Quando seu corpo sofre dor, doença, desconforto, você precisa estar perto; do contrário, a vida se interrompe. Se você estiver longe e não sentir a dor, morrerá. A dor tem de ser sentida imediatamente, sem intervalo. A mensagem tem de ser recebida na hora, para que sua consciência corra até o local e faça alguma coisa. Por isso, a contiguidade é necessária.

Todavia, em decorrência dessa necessidade, outro fenômeno ocorre - muito perto você se torna um; muito perto, você começa a sentir que "isto sou eu, esta dor sou eu, este prazer sou eu". Em consequência da proximidade, ocorre identificação; você se torna cólera, amor, sofrimento, alegria.
O rishi ensina que há duas maneiras de você se dissociar dessas falsas identidades. Você não é o que pensava, sentia, imaginava, projetava.

Você é pura e simplesmente, o fato de estar consciente. O que quer que aconteça, permanece apenas consciência. Você é consciência, uma identidade que não pode ser rompida. Que não poder ser negada. Tudo o mais pode ser negado, repelido. A consciência  continua sendo o substrato último, a base primordial. Você não pode negá-la, repeli-la, dissociar-se dela.

Eis o processo: aquilo que não pode ser jogado fora, que não pode ser isolado de você é você; aquilo que pode ser isolado de você não é você. A dor se apresenta; um momento depois pode desaparecer, mas você não. A alegria veio e se foi; existia e não existe mais - mas você existe. O corpo é jovem, e depois envelhece...Tudo vem e vai; os convidados entram e saem, mas o anfitrião fica onde está.

Por isso os místicos zen dizem: não se perca na multidão dos convidados. Lembre-se de que você está na condição de anfitrião e de que essa condição é consciência. O anfitrião é a consciência que observa. Qual é o elemento básico que permanece sempre o mesmo em você? Seja apenas ele e rompa a identificação com tudo aquilo que vem e vai. Sucede, porém, que nos identificamos com os convidados: o anfitrião está tão ocupado com eles que esquece de si mesmo.(...)

Isso acontece com todos nós. O anfitrião se perde, é esquecido a todo instante. O anfitrião é o seu eu-testemunha. A dor vem e o prazer vem atrás, há desespero e alegria. E, a todo instante você se identifica com o que vem; torna-se o convidado. Não se esqueça do anfitrião. Em presença do convidado, lembre-se do anfitrião.

Há muitos tipos de convidados, os agradáveis, os insuportáveis - convidados de quem você gosta, convidados de quem você não gosta, convidados que gostaria de receber, convidados que gostaria de evitar. Mas são todos convidados.
Lembre-se do convidado. Nunca se esqueça dele. Concentre-se nele. Permaneça no seu papel de anfitrião. Assim haverá separação, espaço, intervalo; a ponte caiu. No momento em que a ponte cai, o fenômeno da renúncia ocorre. Então você está nele, não é ele. Então você está no convidado sem deixar de ser anfitrião. Você não precisa fugir do convidado, não há nenhuma necessidade disso.

Assim, você pode estar na multidão e sozinho. Se não conseguir ficar sozinho na multidão, jamais conseguirá ficar sozinho em parte alguma, pois a capacidade de isolar-se na multidão é necessária para isolar-se quando realmente não houver ninguém por perto. De outro modo, se você não puder estar sozinho na multidão, a multidão ficará com você quando estiver sozinho. A mente se tornará ainda mais lotada, já que tende a sentir mais a ausência que a presença.

Se a criatura amada estiver presente, você pode esquecê-la com muita facilidade. Mas se não estiver, não consegue esquecê-la. A mente tende a sentir mais a ausência porque, com a ausência vem o desejo. Então, a mente sente a ausência, do contrário não poderia desejar. Se você esquecer a ausência, o desejo se tornará impossível. Assim, esquecemos as presenças e continuamos sentindo ausências. O que não existe é desejado; o que existe é ignorado.
Nesse caso, quando estiver sozinho, a multidão o acompanhará, o seguirá. Se fugir dela, ela o perseguirá. Portanto, não tente escapar - é impossível. Fique onde está, mas não se concentre no convidado, concentre-se em você mesmo. Lembre-se do anfitrião, que é você em toda a sua pureza. Não se apaixone pelo convidado nem o odeie.

Realmente, o termo apaixonar-se ( to fall in love ) é muito bom. Por que "cair" ( to fall ) ? Por que não levantar-se (to rise ) ? Ninguém se levanta no amor, todo mundo cai no amor. Por quê? Qual o motivo dessa queda? Realmente, no momento em que ama ou odeia, você cai de sua condição de anfitrião. Renega essa condição. Torna-se o convidado. Isso é sofrimento, isso é confusão, isso é escuridão.

Onde quer que você esteja - fazendo alguma coisa, não fazendo, sozinho, na multidão, ativo, inativo - não se esqueça do anfitrião. "O que acontece, seja lá o que for, é apenas o convidado e eu sou o anfitrião". E não se identifique com nada. A cólera entra; lembre-se: você é o anfitrião, a cólera não passa de um convidado. Ela entrou e vai sair. (...)

Portanto, concentre-se em seu anfitrião e lembre-se: nada acontece a você. Tudo o que acontece são os convidados, os visitantes; eles vêm e vão. E é bom que façam isso: assim, você se enriquece, se torna mais maduro. Mas não os siga, não se deixe envolver por eles, não se torne um com eles. Não ame, nem odeie, não se identifique com nada.
Permaneça o anfitrião, pois assim o acontecimento final sobreviverá, a explosão final se tornará possível.
Depois que a alma-testemunha for conhecida, você nunca mais será o mesmo. O mundo inteiro desaparecerá e você se transfundirá numa nova dimensão de bem-aventurança. Identificação é sofrimento; não identificação é bem-aventurança.
Amar ou odiar o convidado é sofrimento. Transcendê-los e concentrar-se em si mesmo é bem-aventurança."
Osho em Os Upanishads, a essência de seus ensinamentos.


Hoje o amado Osho estaria completando mais um aniversário.
Deixo aqui a minha sincera homenagem, em profunda gratidão 
por tanta luz, sabedoria, alegria  e amor
compartilhados com milhões de pessoas
ao longo de sua vida...

Hare Om Osho!
Namastê!

2 de dezembro de 2017

Despertar - Mooji


"Quando ficamos perplexos com a vida... " Oh isto está acontecendo comigo e eu não sei o que fazer...

O que é seu 'eu"? Esse "eu" é pessoal. Esse é a personalidade. E esse é o lugar onde a consciência está vivendo na maior parte do tempo. Vamos colocar assim:

Você é o EU SOU. EU SOU é o princípio divino no corpo.

Você sabe quão sagrado o "eu" é?

Não está aqui apenas para pagar o aluguel... isso é o que estou dizendo a você...não está aqui para estudar livros; é uma maneira em que pode se expressar... pode provar todos os sabores, quer provar como é... a tristeza, é assim, quero provar... Mas ao fazer isso está meio que mais e mais hipnotizado pela própria fascinação, e esquece-se o que é de verdade. Então vem a confusão... O que estou fazendo aqui? Oh meu Deus! Não gosto mais disso... E com essa dor, se é impulsionado para descobrir... volte para onde você veio... Não lembro de onde eu vim! Certo, você recomeça nessa direção e olha... isso é o que está acontecendo, entende?

Então podemos dizer: Sim, eu sei não sou isso...eu sei que não sou aquilo, mas você sabe..

Você se apega aos seus doces, isso é o que eu estou dizendo. Se você sabe, então você não vai ser limitado por nada, isso é conhecimento. Você vai ver, sim, experimentei o sabor e não quer dizer que eu não me importe com a manifestação, mas não me incomodo com o jeito que ela é. Estou descobrindo que é um tipo de aparência , às vezes é morna, às vezes é fria, às vezes é isso, às vezes é aquilo... de um modo isso é parte do que faz a manifestação ser o que ela é... o jogo dos opostos inter-relacionados; é o sabor que estou provando.

Mas quem sou eu? O provador. Se você sabe quem é o provador então conhece todos os sabores. Os sabores são emanados a partir do provador, você está aproveitando seu Ser, que é projetado na diversidade das outras coisas, entende?

Então isso é o que estou perguntando: O que você quer? Dirijo-me a você como consciência. Olá o que você quer? E alguns dizem: apenas quero permanecer como eu sou.

Eu digo: Como você está? A pessoa diz: Não tenho como saber, apenas SOU.

Algo assim deve acontecer. Você diz: Sim, bem, você sabe... perdi meu emprego e quero...

Sim, talvez vamos olhar e ver se isso já é o que você é. É apenas disso que você desperta.

Por que isso é chamado de despertar? Porque você está despertando disso. Você está despertando da identificação errada. É apenas isso.

Despertar significa acordar para o que tenho sido eternamente e Sou, e É.

Você está acordando do sonho de um mal entendido, mas também amamos o sabor do sonho. Ás vezes mesmo em um sonho você acorda, e é tão bom, que você quer voltar para o sonho novamente. Estamos fazendo isso, você sabe?

Você quer ver como termina, você quer voltar... você vai um pouco mais longe hein? ( risos )
Mooji em Satsang
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