31 de dezembro de 2011

Preciosidades...


Me dei conta de que a Vida é mesmo feita de preciosidades.
Às vezes, são tão evidentes que chegam a brilhar no escuro,
Às vezes, são meio obscuras, e precisamos dar uma polida para que recuperem o brilho
E às vezes, são bem escuras mesmo, não deixam passar qualquer luz,
E isso faz com que acreditemos que essas não tem valor.

Mas é aí que nos enganamos.

As preciosidades escuras, difíceis, aquelas que não brilham mesmo depois que lhe damos uma polida, essas são as mais importantes.
Elas nos colocam frente a frente com um desafio,
O desafio de transformar não a elas,
Mas o nosso olhar sobre elas.

Na grande maioria das vezes, o nosso olhar só colhe aquilo que aparece evidentemente,
Mas as preciosidades escuras requerem que lapidemos o nosso olhar
E encontremos o brilho que está neles
E expressemos o brilho sobre a realidade que se apresenta
E a transformemos a partir de dentro
A partir do Si mesmo.

Isso é transformar a realidade
É dar a ela mais brilho
É ser brilho também..
É comprovar que as preciosidades da Vida
Passam pelos "nossos" olhos,
Olhos que são dela também...

Feliz Ano Novo a todos (as)!!
Que a cada momento possamos apreciar, acolher e Ser pura preciosidade,
Preciosidade que é Viva, Amorosa, Manifesta, Presente e Consciente...
Amor
Lilian

30 de dezembro de 2011

As 7 Leis Universais...


Por Dr. Deepak Chopra

1-Lei da Potencialidade Pura
As respostas para concretizar qualquer coisa na vida encontram-se em nosso interior.
Aquietar a mente e ouvir a voz do silêncio é a melhor maneira de descobri-las.
O que você pode fazer para entrar em contato com essa primeira Lei: Duas vezes por dia, fique em silêncio e apenas seja.

Comece o dia dizendo: “Hoje não julgarei nada nem ninguém”. Não criticar significa manter livre a comunicação com sua consciência maior. Observe a inteligência da natureza. Sentir o perfume de uma flor, abraçar uma árvore ou assistir ao pôr do sol pode ajudar a entrar em contato com todas as coisas vivas.
As ações descritas acima geram nas células memória que traz desejo de repeti-las dia após dia. Assim o hábito tende a se introduzir espontaneamente.
Deepak Chopra explica:"A quietude por si só é o potencial da criatividade. O movimento por si só é sua expressão”.

2 -Lei da Doação
Tudo flui de maneira contínua no Universo, por isso acredite: dar e receber são atitudes exemplares para quem quer garantir a magia das trocas em uma vida abundante.
O que você pode fazer para entrar em contato com a segunda Lei:
diariamente, procure dar presentes a quem encontrar e veja a energia fluir livre, leve e solta entre os dois pontos. Não importa o quê, mas a intenção.
Pode ser uma palavra; uma oração; uma flor; um sorriso.

Com isso, incentivará a circulação de energia, trazendo abundância e riquezas para si e para o outro. Esteja sempre aberto para receber algo que lhe deixe feliz: presentes, dinheiro, cumprimentos, orações. agradeça as belezas que a natureza proporciona, como a luz solar; as flores; o barulho do mar; o canto dos pássaros.

Ao dar e receber, faça circular as riquezas materiais e imateriais em sua vida. Em silêncio, sempre deseje felicidade e alegria a quem encontrar.
Quer alegria? Dê alegria.
Quer amor? Dê amor.
Procura atenção? Dê atenção.
“A mera idéia de dar, de abençoar, de oferecer uma simples oração tem o poder de afetar a vida dos outros”, escreve Chopra.

3- Lei da Causa e Efeito
Quem semeia vento colhe tempestade. Quem semeia felicidade colhe alegria. Ao escolher um ou outro caminho, você cria o futuro, que começa aqui e agora.
Coloque em ação o princípio do carma, ou da causa e efeito, com os seguintes passos:
Observe as escolhas que fará e tenha noção delas.
Diariamente e a todo momento, leve em conta que preparar para o futuro significa se conscientizar do presente. Procure sempre responder as duas perguntas:
Quais serão as conseqüências desta opção?” e “Essa escolha trará satisfação e felicidade a mim e aos outros afetados por ela?”
Oriente-se pelas mensagens manifestadas por seu corpo, principalmente o coração. Sensações de conforto indicam a direção correta.
Para Chopra, mesmo atitudes impensadas influenciam a energia ao nosso redor e, por extensão, o futuro.

4-Lei do Mínimo Esforço
A natureza transcorre como deve ser. Aí reside sua sabedoria.
Aceitar os momentos que a vida traz, mesmo os difíceis, é o caminho para transformá-los em benefícios. Coloque em ação o princípio do mínimo esforço com os seguintes passos:
Aceite o presente como deve ser, dizendo diariamente:
“Hoje aceitarei pessoas, situações circunstâncias e fatos como eles se manifestarem” .
E também:
“Minha aceitação será total e completa. Verei as coisas como são no momento em que ocorrerem e não como eu gostaria que fossem”.

Assuma a responsabilidade por determinado problema, sem culpar algo ou alguém, procure se conscientizar das oportunidades para transformá-lo em benefício.
Baixe a guarda, procure flexibilizar seus pontos de vista, permanecendo aberto aos dos outros, mas sem prender a nenhum.
Para Chopra, transpor tal conceito para um cotidiano repleto de embates parece uma tarefa complicada. Mas, tendo como referência nosso interior e nosso espírito, a adoção de três posturas-chave pode canalizar a energia e auxiliar a travessia por qualquer dificuldade.

5- Lei da Intenção
Quando queremos alguma coisa, não é preciso despender uma força enorme para chegar lá. Ao semearmos com atenção o desejo no Universo, ele se concretiza – mas no tempo certo.

Solte os desejos no ventre da criação e confie verdadeiramente na idéia de que serão concretizados. Conscientize- se do momento presente em toda as suas ações e não permita que eventuais obstáculos consumam essa atenção.
Com o exercício de aceitar o presente como ele é, o futuro se manifestará como você espera.
Para Chopra, tudo tem razão de ser. Desse modo, somos capazes até de transformar em oportunidade os eventuais e verdadeiros obstáculos (não imaginários, que costumam ser a maioria).
“Então sereno e inabalável, você segue comprometido com seus sonhos”. Sempre confiante de que quando tiver que ser será.

6 -Lei do Distanciamento
Longe de velhos condicionamentos, vale a pena abrir a alma para a sabedoria do desconhecido e da incerteza. Essa é a formula mágica para acessar a mente criativa do Universo.
Aplique o distanciamento em sua vida com os seguintes passos:
Dê-se a liberdade de ser o que é. Evite impor-se e forçar soluções para problemas – o que pode criar novos.
Exercite o distanciamento. Transforme a incerteza em ingrediente da existência. As soluções tenderão a surgir de maneira espontânea.
Parece paradoxal, mas, quanto mais incerto for o caminho, mais seguro você deverá se sentir. Lembre-se de que essa é a trilha da liberdade.
Perceba a infinidade de escolhas da vida que a transforma numa aventura divertida, mágica e misteriosa.
Segundo Chopra, para conseguir qualquer coisa na natureza, é preciso desistir do apego.
“Não descartar o desejo, mas apenas desistir do apego ao resultado”.
No dia-a-dia, esse “apenas” pode dar trabalho porque, vira e mexe, nos flagramos querendo mostrar nosso poder ou buscar a aprovação dos outros. Pois saiba que se distanciar é uma atitude muito poderosa. Mesclar este ensinamento com o anterior (a lei da intenção e do desejo) forma o caminho para obter tudo que se deseja.

7 - Lei do Darma ou do Propósito de Vida
Todo mundo tem um ou mais talentos. E, quando esse dom beneficia os outros, chega-se à exultação do espírito – que é o objetivo supremo na vida. Aplique o darma em sua vida com os seguintes passos: Nutra a divindade que existe em você, prestando atenção ao que anima seu corpo e sua mente. Expresse seus talentos: “Eu os expresso e os ponho a serviço da humanidade, perco a noção do tempo e crio abundância em minha vida e na dos outros”.
Pergunte-se diariamente:
“Como posso servir?” e “como posso ajudar?”.

As respostas permitirão ajudar seus semelhantes com amor.
Para Chopra, assumimos uma forma física para cumprir um intento particular nesta existência.
Isso quer dizer que cada um de nós apresenta um talento e uma maneira singular de expressá-lo – algo que a gente pode fazer melhor que todo mundo. Dessa forma, trabalharemos com amor, sem perceber o passar das horas.
“É como tecer roupas com fios que vêm do coração”, ensina o poeta Kalil Gilbran.
Já parou um pouquinho para refletir sobre isso? Afinal, sempre existe tempo para revolucionar a vida."
Baseado em As 7 Leis Espirituais do Sucesso de Deepak Chopra

29 de dezembro de 2011

Além da Ignorância e da Ilusão - Nisargadatta


"Nem Ignorância nem Ilusão
Acontecem a você
Encontre aquele ao qual você atribui ignorância e ilusão
E sua questão estará respondida.

Você fala como se conhecesse o Ser
E o enxerga como se estivesse sob a influencia
da ignorância e ilusão.
Mas, de fato, você não conhece o Ser
Nem está ciente da ignorância.

Por todos os meios
Se torne consciente
Isto lhe levará ao Ser
E você realizará que não há nem
Ignorância nem ilusão nele.

Isto é como dizer:
Se existe o sol, como pode existir a escuridão?
Sob a pedra haverá escuridão,
Entretanto é forte a luz do sol,
Logo, na sombra da consciência de que "eu-sou-o-corpo"
Deve haver ignorância e ilusão.

Não pergunte "porque" nem "como".
Isto está na natureza que cria a imaginação
Em identificar a si mesma com suas criações.

Você pode parar com isso a qualquer momento
Transformando sua atenção em investigação"
Nisargadatta Maharaj em Neither Ignorance Nor Illusion

28 de dezembro de 2011

Tudo e Nada...


"Nisargadatta Maharaj disse: "Sabedoria me diz que eu sou nada”. Sabedoria é quando você olha e vê, é quando você sabe quem você é. E todos que olham, concordam, vêem o mesmo. Diante de tal concordância, revela-se o indescritível. A Consciência que nós somos não tem forma, nem tamanho – isso é o que a sabedoria nos revela.

Nisargadatta está nos dizendo que saber quem somos é saber-nos nada. Agora, encontre isso! Investigue e veja o que habita por trás de todos os véus de conceitos gerados pela mente. De repente, Atenção brota, vinda de lugar nenhum, e não há uma só criatura nesse universo que não seja Isso.

Cada vez que você atende ao convite do Silêncio, cada vez que você olha para esse “lugar nenhum”, apenas uma coisa fica evidente: tudo some. Até mesmo o seu corpo desaparece, quanto mais a ideia de “eu” e do mundo.

Nisargadatta continua: “Sabedoria me diz que sou nada, Amor me diz que sou tudo – entre os dois, a minha vida flui”. O Amor revela que não há nada nem ninguém que não seja eu mesmo, que não deva ser respeitado e honrado como eu mesmo. Não existe o outro, só tem um. Somente na mente "eu sou eu" e "você é você", isso é o que aparece aos nossos olhos, na periferia, e provoca todo o engano.

O Amor, o reconhecimento de quem você é, é o que apazigua todas as relações. Quando você olha e vê que tudo é você, não existe mais conflito e medo.

Essa é a Verdade, o poço está aberto, transbordando... você bebe ou não bebe. Nada pode ser feito por você, nem mesmo posso te dar esse Amor – o poço não vai sair correndo atrás de você, oferecendo um copo d’água. O Amor é como uma árvore, uma figueira enorme nos Pampas, num dia de calor. Quem quiser sombra, se acomoda embaixo dela, quem não quer, fica no sol tostando a nuca."

27 de dezembro de 2011

Ser Zen - Monja Coen


"Ser Zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, sem fazer nada.
Ser Zen é ser ativo. É estar forte e decidido. E caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.

Ser Zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
Ser Zen é fluir com o fluir da vida. Sem drama, sem complicação. Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário. Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento. Sente a ternura ( ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, o sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornaram possível um pequeno prato de comida à nossa frente. Sente gratidão, não desperdiça.

Come com alegria. Para satisfazer a fome de todos os famintos. Bebe para satisfazer a sede de todos os sedentos. Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.

A chuva o sol, o vento.
O guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, o padre, a enfermeira, o bancário, o servente, o garçom, a médica, o doutor, o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.

Ser Zen é ser livre e saber os seus limites.
Ser Zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
Ser Zen é hospitalidade, é ternura é acolhida.
Ser Zen é kyosaku bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentido a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.

Ser Zen é morrer.
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniquidade.
Ser Zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, no bicho, no livro na estante.
Ser Zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro passado.
Ser Zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
Ser Zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
Ser Zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.

Ser Zen é ser simplesmente que somos e nada mais.
É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo. Não se fazer ou, se fizer, assim o percebe e voltar.

Ser Zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada. Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
Ser Zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade. É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre seguir em frente.

Ser Zen é estar presente. Aqui neste mesmo lugar. Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias, esperanças.
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi.
Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele. Sem separação.
Ser Zen é Ser Tempo.
Ser Zen é Ser Existência."
Ser Zen por Monja Coen

26 de dezembro de 2011

O Céu interior...



"O estado da não-mente é o estado do divino.
Deus não é um pensamento mas a experiência de estar sem pensamentos. Ele não é um conteúdo na mente; ele é a explosão quando a mente fica sem conteúdo.

Este não é um objeto que você possa ver; é a própria capacidade de ver.
Não é o que é visto senão aquele que vê.

Ele não é como as nuvens que se juntam no céu, mas o próprio céu quando não há nenhuma nuvem. Ele é esse céu vazio.

Quando a consciência não estiver indo para algum objeto externo, quando não houver nada para ver, nada para pensar, somente vacuidade ao redor, assim você recai em si mesmo. Não há para onde ir - a pessoa relaxa na própria fonte do ser, e essa fonte é Deus.

Seu ser interior é simplesmente o céu interior.
O céu é vazio,mas é esse céu vazio que contém todas as coisas,toda a existência, o Sol, a Lua, as estrelas, a Terra, os planetas. É o céu vazio que dá espaço para tudo que é. É esse céu vazio que é a base de tudo que existe. Coisas vêm e vão e o céu permanece o mesmo.

Exatamente da mesma maneira, você tem um céu interior; esse também é vazio.
Nuvens vêm e vão, planetas nascem e desaparecem, estrelas surgem e morrem, e o céu interior permanece o mesmo, intocado, imaculado.

Chamamos esse céu interior de sakshin, a testemunha – e esse é todo o objetivo da meditação.Vá para dentro, desfrute o céu interior. Lembre-se, o que quer que você possa ver, você não é isso. Se puder ver pensamentos, então você não é pensamento; se puder ver seus sentimentos, então você não é seus sentimentos; se puder ver seus sonhos, desejos, memórias, imaginações, projeções, então você não é nenhum deles.

Prossiga eliminando tudo que você possa ver. Desse modo, um dia, o momento especial chega, o momento mais significante na vida de uma pessoa, quando nada resta para ser rejeitado.

Tudo que foi visto desaparece e somente aquele que vê está ali.

Este observador é o céu vazio.
Conhecer isso é não ter o que temer, e conhecer isso é estar repleto de amor.
Conhecer isso é ser Deus, é ser imortal."
Osho em Tarô da Transformação

25 de dezembro de 2011

Amor e desejo...

O Amor...
É difícil para os indecisos
É assustador para os medrosos
Avassalador para os apaixonados
Mas, os vencedores no amor são os fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!

Há pessoas que nos falam e nem as escutamos;
Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam.
Mas há pessoas que, simplesmente, aparecem em nossas vidas
E que marcam para sempre...

Há uma doce luz no silêncio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.

Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros
finalmente, que é preciso aprender a olhar para poder vê-las assim...

De longe te hei de amar - da tranquila distância
em que o amor é saudade e o desejo, constância...
Poema de Cecília Meireles

23 de dezembro de 2011

Cristo Vivo...


"Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância"(Jo 10,10)

Sempre que o Natal chega, traz com ele um sentimento,
Um sentimento puro, que vai além dos presentes, dos banquetes, dos desejos...
O sentimento do Natal é simples,
Profundo
E acontece mais no silencio que na fala...

Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo...

O mundo recebe Aquele que iria iluminar nossa consciência
Com a chama Viva de Amor-Compaixão
Nos lembrar da nossa grandeza Filial, existencial
Da nossa grande família Cósmica
Da nossa Unicidade eterna...

Não quis julgar
Não quis condenar
Nem culpar ninguém
Quis ser amigo
Ser abraço
Ser humilde
E nos fazer todos irmãos...

Quis nos acolher com o olhar
Quis abraçar
Promover a Paz
Curar
E Amar, Amar..sem limites...

Cristo elevou a humanidade ao patamar do Amor absoluto,
Despertou nos corações a Verdade oculta
E fez cintilar a onipresença de Deus em cada um de nós...

Cristo é Vivo
Vive em nós
Entre nós
Através de nós
Eternamente...

Vivamos o Natal na profundidade...
Vivamos o Cristo na fraternidade...
Vivamos o Amor e a Paz na sua Totalidade...

Feliz Natal a todos (as) !!
Amor
Lilian

22 de dezembro de 2011

Em Sintonia com Deus...


"Só na profundidade do puro silêncio podemos ouvir a voz de Deus.

Deus é compaixão. Ele está esperando na porta de cada coração. Ele é um convidado inesperado em todo lugar, porque, se você chamá-lo ou não, ele estará lá. Se você é crente ou descrente, ele está dentro de você, sendo convidado ou não. Por trás de cada forma, por trás de tudo, Deus está escondido. Ele embeleza as coisas e as cria. Ele é a fórmula oculta da vida. Mas ele não vai se revelar a você. Você não vai senti-lo se você não chamá-lo. A oração é o convite. Você deve invocá-lo através da oração e da meditação. Clamar, cantar e repetir o mantra são convites, são pedidos para Deus se revelar.

Deus não está confinado a um determinado corpo ou lugar. Não há sequer um átomo de espaço onde ele não esteja.
Entregue simplesmente a sua mente a Deus, refugiando-se nele, e não lhe faltará nada na vida. O que você precisa lhe será dado. Seus problemas serão resolvidos, e de alguma forma, você vai encontrar a paz. Aqueles que rezam para Deus e meditam sobre ele sinceramente, não sentirão falta de nada que seja essencial. Essa é a vontade de Deus.(...)

A oração verdadeira nunca deve conter sugestões, instruções ou ordens. O devoto sincero simplesmente diz:
"Senhor, eu não sei o que é bom ou o que é ruim para mim. Eu não sou ninguém, não sou nada. O Senhor sabe tudo. Eu sei que tudo o que o Senhor faz é para o meu bem. Portanto, faça o que quiser."

Na oração verdadeira, você se prostra, renuncia e declara sua impotência perante o Senhor. Para se lembrar de Deus, você tem que se esquecer de você. Estar realmente focado em Deus é estar plena e absolutamente no momento presente, esquecendo-se do passado e do futuro. Isso por si só é a oração real."

A Arte de Meditação é a arte de ir além do mental. A maneira que nós percebemos o mundo ao redor de nós depende completamente da nossa mente. Em nossa procura da felicidade, temos essencialmente duas opções – modificar o mundo inteiro de modo que tudo saia exatamente da maneira que nós queremos; ou modificar a nossa mente de modo que estejamos felizes, contentes e pacíficos, independente do que acontece no mundo externo. A primeira opção é obviamente impossível. Temos controle muito pequeno sobre o mundo externo.
A única esperança de felicidade se encontra em controlar o mundo interior. A meditação é um elemento chave neste processo.

Quando o pêndulo da mente deixa de balançar de um lado para o outro, alcançando um ponto de quietude, você passa a viver na quietude do momento presente.

A verdadeira oração é feita ao prestarmos atenção no que Deus nos diz e não ao dizer a Ele o que queremos."
Palavras de Amma Bhagavan

21 de dezembro de 2011

Aniversário Ventos de Paz...



Habita em nós uma Paixão,
Aquela Paixão assim desmedida, insana, absoluta
Uma Paixão avassaladora, que não tem limites
Paixão que, na verdade nos possui...

O que nos resta é Vivê-la,
Expressá-la
Demonstrá-la
Já que nada mais podemos fazer
De tão absoluta que é...

Somos esta Paixão manifestada
Materializada
Moldada
Somos esta Paixão dançante
Cantante,
Sonhadora
Brincalhona
Somos esta Paixão criança
Somos ela, simplesmente...
Em pleno dia, em plena noite
Essa imensa paixão se agita em nós
Faz marolas
Nos sacode
E nos coloca sempre em movimento...

Essa Paixão possui vários nomes,
Deus,
Existência,
O Absoluto
A Verdade
O Todo
Essa infinitude nas menores coisas,
Nos menores gestos
Nos poentes e nascentes
Nas asas da borboleta
No voo do pássaro
No sorriso de uma criança
No afago de mãos que se tocam
No beijo
No abraço amoroso
No silencio
Na meditação
No Ser

Essa Paixão imensa, e um profundo amor pelo Ser Humano
e pela Natureza, que fez nascer há 2 anos o blog VENTOS DE PAZ,
Para através de suaves brisas, levar os ensinamentos dos Mestres, meditações, melodias, poesias, e muita luz, à muitos corações...

Ventos de Paz levam essa Paixão aos quatro cantos desse nosso mundo maravilhoso, e na simplicidade de um pequenino sopro, desperta a mesma paixão pelo Absoluto por onde passa...

Obrigada à imensa Sabedoria dos Mestres, que se fazem presentes aqui, dia após dia, com seus ensinamentos preciosos...
Obrigada a todos que vivem junto comigo esta imensa Paixão...
Obrigada a todos que nos seguem com seu amor...
Obrigada aos blogs amigos que nos apoiam...
Obrigada por todos os comentários adoráveis, luminosos que nos enchem de mais e mais luz e de amor...
Obrigada, mil vezes obrigada...de coração...

Os Ventos de Paz sopram, sopram por onde querem..
Em cada pequenino instante, a infinta paixão acontece silenciosamente,
Não deixa rastros, é verdade
Mas é inegável sua presença...

Minha mais sincera Gratidão a todos(as)!!!
Amor
Lilian

20 de dezembro de 2011

Transformando a Solidão e a Tristeza...


"A solidão traz em si algo de tristeza, algo de pesar, e mesmo assim uma profunda paz e silêncio. Tudo depende de como você olha para ela.
Se você se separou do ser amado, olhe para isso como uma grande oportunidade de estar sozinho. Então a visão muda. Olhe para isso como uma oportunidade para ter o seu próprio espaço. Está ficando cada vez mais difícil termos o nosso próprio espaço, e a menos que o tenhamos, nunca nos familiarizaremos com o nosso próprio ser, nunca chegaremos a conhecer a nós mesmos. Estamos sempre ocupados, envolvidos em milhares de coisas — relacionamentos, compromissos do dia-a-dia, preocupações, projetos, o futuro, o passado —, vivemos continuamente na superfície.

Quando a pessoa está sozinha, ela pode começar a se aquietar, a assentar. Pelo fato de não estar ocupada ela não estará se sentindo da maneira como sempre se sentiu. Será diferente, e essa diferença pode parecer muito estranha. E certamente, quando a pessoa está separada, ela perde os seus amores, os seus entes queridos, os seus amigos, mas isso não será para sempre. É só uma pequena disciplina.
E, se você ama profundamente e mergulha fundo em si mesmo, estará ainda mais preparado para amar profundamente, pois só a pessoa que se conhece consegue amar profundamente. Se você vive na superfície, o seu relacionamento não pode ser profundo. Afinal de contas, é o seu relacionamento. Se você tem profundidade, então o seu relacionamento terá profundidade.

Por isso, considere essa oportunidade uma bênção e aproveite-a. Delicie-se com ela. Se você lamentar muito, toda a oportunidade estará perdida. E ela não é contra o amor, lembre-se. Não se sinta culpado. Na verdade, ela é a própria fonte do amor.

O amor não é o que acostumamos pensar. Não é isso. Não é uma mistura de sentimentalismo, emoções e sentimentos. É algo muito profundo, muito fundamental.Trata-se de um estado de espírito, e esse estado de espírito só é possível quando você penetra no seu próprio ser, quando você começa a se amar. Essa é a meditação quando a pessoa está sozinha: ame-se a si mesmo tão profundamente que, pela primeira vez, você se torna o seu próprio objeto de amor.

Portanto, nesses dias em que estiver sozinho, seja narcisista; ame a si mesmo, delicie-se consigo mesmo! Delicie-se com o seu corpo, com a sua mente, com a sua alma. E aproveite o espaço que está vazio à sua volta e preencha-o com amor. Não existe nenhum amante ali, preencha-o com amor!
Espalhe o seu amor pelo espaço, e ele começará a ficar luminoso, reluzente. E então, pela primeira vez, você saberá, quando o seu amante se aproximar de você, que agora esse amor tem uma qualidade totalmente diferente. Na realidade, você tem algo para dar, compartilhar. Agora você pode compartilhar o seu espaço, porque você tem o seu espaço. As pessoas comuns acham que elas estão compartilhando, mas elas não têm nada para compartilhar — nenhuma poesia no coração, nenhum amor. Na verdade, quando elas dizem que querem compartilhar, não querem dar nada, porque elas não têm nada para dar.

Elas estão em busca de alguém que lhes dê algo, e o outro está no mesmo barco. Ele está procurando tirar algo de você, e você está tentando tirar algo dele. Ambos estão, de certo modo, tentando roubar algo do outro. Por isso o conflito entre os amantes, a tensão; a tensão contínua para dominar, para possuir, para explorar, para fazer do outro um meio para atingir o prazer; para de algum modo usar o outro para a sua própria gratificação. É claro que escondemos tudo isso atrás de lindas palavras. Dizemos: "Queremos compartilhar", mas como você pode compartilhar algo que não tem?

Portanto, aproveite o seu espaço, a sua solidão. Não o preencha com lembranças do passado nem com fantasias acerca do futuro. Deixe-o como está — puro, simples, silencioso. Delicie-se com ele; brinque, cante, dance. É uma grande alegria estar sozinho!
E não se sinta culpado. Isso também é um problema, porque os casais sempre se sentem culpados. Se estão sozinhos e se sentem felizes, eles se sentem culpados. Pensam: "Como uma pessoa pode ficar feliz longe do ser amado?" — como se você estivesse enganando a outra pessoa.
Mas, se você não consegue se sentir feliz quando está sozinho, como vai conseguir se sentir quando estiverem juntos? Portanto isso não é uma questão de enganar ninguém.

À noite, quando ninguém está olhando, a roseira está preparando a rosa. Lá nas entranhas da terra, as raízes estão preparando a rosa. Ninguém está olhando. Se a roseira pensar: "Só mostrarei as minhas rosas quando houver alguém por perto", ela não terá nada para mostrar. Não terá nada para compartilhar, porque qualquer coisa que você possa compartilhar primeiro tem que ser criada, e toda a criatividade surge das profundezas da solidão.

Portanto, deixe essa solidão ser um útero, e aproveite-a, delicie-se com ela; não sinta que está fazendo alguma coisa errada. Trata-se de uma questão de atitude e maneira de ver. Não dê a interpretação errada. A solidão não precisa ser algo para se lamentar. Ela pode ser cheia de paz e felicidade, depende de você."
Osho em A essência do Amor: Como Amar com Consciência e se Relacionar Sem Medo.

19 de dezembro de 2011

A Paz do Ser - Leloup



"Paz, em hebraico, é Shalom, e, literalmente, Shalom quer dizer: “estar inteiro”, “estar em repouso”... É então conveniente que perguntemos: o que nos impede de estarmos inteiros? O que nos impede de experimentarmos o repouso, isto é, de estarmos em paz?

As respostas são múltiplas; destaco apenas as que me parecem essenciais;
O que nos impede de estarmos inteiros, de estarmos inteiramente presentes na integridade do que somos, é o medo.
O que nos permite estarmos inteiros, estarmos inteiramente presentes na integridade do que somos, é o amor.
O contrário do amor, e portanto da realização do que somos, não é fundamentalmente o ódio, e sim o medo.


Medo de quem? Medo de que?

Medo de amar, melhor dizendo, de se perder, pois amar antes de se encontrar é perder-se.
Certamente, existe toda sorte de medo: do desconhecido, do sofrimento, do abandono, da morte... Todos esses medos podem resumir-se num só: medo de ser “nada”.
Este medo nos leva a esforços inimagináveis, para provarmos a nós mesmos e aos outros que somos alguma coisa e que “vale a pena” sermos amados, que o merecemos... Ser amado seria, portanto, um direito do homem?

Infelizmente, este é um segredo muito bem guardado: aquele que procura ou solicita o amor jamais o encontrará... Só o encontramos no momento em que o damos... Unicamente quem ama, quem se torna amável e é capaz desse dom “gracioso” recebe o amor gratuitamente.
O Amor jamais se manifesta àquele que o pede, mas se revela sem cessar a quem o doa. Aquele que compreendeu e viveu isto sente-se em paz. E também inteiro, porque só o amor nos realiza (e é o cumprimento da lei).

O medo nos “castra”, torna-nos enfermos e impede a livre circulação da vida em todos os nossos membros. E no Amor não há “membros impuros”: “Tudo é puro para aquele que é puro”; é o Amor que purifica.

Amar com todo o seu ser, este é o mandamento (mitzvah), ou, mais exatamente, o “exercício” que nos é proposto: “Amarás com todo o teu coração, com todo o teu espírito, com todas as tuas forças”; isto traz também uma esperança.

Um dia amarei inteiramente, não somente com o meu corpo, minha cabeça ou meu coração, mas “inteiramente”; um dia, se almejo isto sem perder a esperança, estarei em paz. Pois é suficiente desejar amar, querer amar, mesmo que ainda não seja amar... Bem sabemos que o inferno não está nos outros; o inferno é não amar, é não se amar inteiramente, até em nossa dificuldade e algumas vezes em nossa incapacidade de amar...

Nesse caso, talvez seja bastante não mais querer, não mais ter medo deste medo sutil, menos grosseiro, que é o medo de não ser amado, o medo de não amar... Aquele que perdeu o medo de ser “nada” não tem mais medo de tudo; paradoxalmente, é o medo de ser nada que nos impede de ser tudo. Se aceitássemos, por um instante, este “nada” que somos, este “nada a mais e nada a menos” do que somos, então, nesse mesmo momento, não haveria mais obstáculos à revelação e ao desdobramento do Ser que ama, em nós e através de nós.


Se, supostamente, ser amado é um direito do homem, ser capaz de doar é uma realização, uma graça divina concedida ao homem; a alegria de participar da Dádiva e da Vida do Ser que faz “girar a Terra, o coração humano e as demais estrelas”, generosamente...

Porém, não fosse pelo fato de nos “sentirmos mal”, como seria possível aceitarmos “ser nada” quando nos sentimos ser alguma coisa? O termo “nada” pode parecer negativo; talvez fosse preciso dizer simplesmente “ser”, sem acrescentar qualquer palavra, para podermos pressentir que o que se soma ao “ser” é algo de “mental” e compreendermos melhor a palavra do Cristo, precedida pela de Buda (seis séculos antes): “O que é, é, o que não é, não é”. Tudo o que é dito a mais vem do mental ou do “mau”, ou ainda, em algumas traduções, do “mentiroso”.

Sentir-se em paz é estar num corpo relaxado, com o coração livre e a mente serena. E conhecendo melhor, hoje, as funções coordenadoras do cérebro, é sem dúvida pelo mental que devemos começar. Ser nada a mais (e nada a menos) do que somos – estar em paz – pressupõe uma mente pacificada, em repouso, e é o segundo sentido da palavra Shalom. (...)

Em resumo, o principal obstáculo à paz, o maior dos demônios é a nossa própria mente, este reservatório de emoções passadas, que se derrama sem parar sobre o presente; este “pacote de memórias” que denominamos ego, ou eu. Quem sofre ou é infeliz é sempre o eu e nossa identificação com o que não somos realmente.

Que só o presente existe é um segredo bem guardado; o que era, não é mais; o que será, ainda não é; se vivermos eternamente em nossos arrependimentos e projetos, teremos que sofrer e passaremos ao largo do “segredo”... “Ora ao teu Pai que está aí, dentro do segredo”, na presença do que é presente. São palavras do Evangelho e também palavras de cura...

A morte não existe ainda, ela não é. Só permanece este “Eu Sou”, que existe desde sempre e para sempre. Não podemos ir para outro lugar, senão onde estamos; e onde nos encontramos aqui já estamos. Por que procurar, em outra parte, a vida e a paz que nós somos, se a paz é nossa verdadeira natureza, não está por fazer? Trata-se, primeiramente, de conferir menos importância àquilo que nos “impede” de estar em paz; depois, não lhe dar importância alguma, se quisermos; e isto significa aderir, instante após instante, ao que é, com um espírito silencioso, uma mente serena, ou melhor, não identificados com as memórias e com as emoções que essas memórias provocam.

Lembrar-se de que nossa verdadeira natureza está em paz é uma forma universal de oração. Essa rememoração de nosso ser verdadeiro encontra-se, efetivamente, na base das práticas de meditação de várias culturas ou religiões (dhikr – prática islâmica; japa – modalidade de ioga; hesicasmo – seita antiga de místicos cristãos orientais, etc.).

Temos medo de que? De perdermos a cabeça, perdermos a alma, de não sermos o que nossas memórias nos dizem que somos, não sermos coisa alguma do que pensamos ser? Perdem-se as ilusões, os pensamentos, e fica somente o medo de morrer. Se eu paro de me identificar com o que deve morrer, permaneço já naquilo que sou desde sempre.

Não pode haver outro artesão da paz que não seja aquele cujo corpo está relaxado, que tem o coração livre e a mente pacificada. Mesmo o nosso desejo de paz pode tornar-se uma tensão, um nervosismo, um obstáculo à paz, uma obrigação, um dever que se somará à infelicidade e à inquietação do mundo.

Afirmar que estamos em paz não é negar nossos medos, nossas memórias, nossos sofrimentos... é colocá-los em seus devidos lugares, na corrente insensata e tranquila da verdadeira Vida..."
Jean-Yves Leloup em Dos medos do eu ao mergulho no Ser


18 de dezembro de 2011

Felicidade e Humildade...


"O que e a felicidade?

Imaginar a felicidade como a materialização de todos os nossos desejos e paixões e, sobretudo, concebê-la unicamente de modo egocêntrico, é confundir a aspiração legítima de realizar-se interiormente com uma utopia que inevitavelmente leva à frustração.
Ao afirmar que "a felicidade é a satisfação de todos os nossos desejos" em sua "multiplicidade", "grau" e "duração", Kant a relega, desde o início, para o domínio do irrealizável.
Quando ele afirma que a felicidade é a condição de alguém para quem "tudo vai de acordo com seu desejo e sua vontade", temos que nos perguntar sobre o mistério pelo qual qualquer coisa poderia "ir" de acordo com os nossos desejos e vontade. Isso me lembra um diálogo que ouvi certa vez em um filme:
- Quero aquilo que me é devido.
- O que lhe é devido?
- O mundo, garoto, e tudo que há nele.

Mesmo se a satisfação de todos os nossos desejos fosse possível, isso não levaria à felicidade, mas à criação de novos desejos ou à indiferença e à repulsa ou até mesmo à depressão.

Por que a depressão? Se tivéssemos nos convencido de que a satisfação de todos os desejos nos tornaria felizes, o colapso dessa ilusão nos faria duvidar da própria existência da felicidade. Se eu tenho mais do que necessito e ainda assim não me sinto feliz, a felicidade deve ser inatingível.
Isso mostra bem a que ponto podemos chegar, iludindo-nos sobre as causas da felicidade.

O fato é que sem paz interior e sabedoria não temos nada do que é realmente necessário para sermos felizes.
Vivendo num movimento de pêndulo entre a esperança e a dúvida, a excitação e o tédio, o desejo e o cansaço, é fácil desperdiçar cada pedacinho da nossa vida sem nem mesmo notar, correndo para todo lado sem chegar a lugar algum.
A felicidade é um estado de realização interior, não a gratificação dos inesgotáveis desejos exteriores.(...)

O que é verdadeiramente a Humildade?

O conceito de humildade é muitas vezes associado ao desprezo por si mesmo, à falta de confiança nas próprias capacidades, à depressão ligada a um sentimento de impotência e até um complexo de inferioridade, um sentimento de menos-valia ou de não ser digno.
Isso é subestimar consideravelmente os benefícios da humildade, pois se a suficiência é o privilégio do estúpido, a humildade é a virtude fecunda daquele que sabe quanto ainda tem que aprender e a extensão do caminho a ser percorrido.

Diz S. Kirpal Singh: "A verdadeira humildade consiste em ser livre de toda a consciência do eu, o que implica em ser livre da própria consciência da humildade. O homem de fato humilde ignora a sua humildade". Na ausência do sentimento de ser o centro do universo, ele está aberto para os outros e se situa na perspectiva justa da interdependência."
Felicidade por Matthieu Ricard

17 de dezembro de 2011

A Sabedoria sempre presente...


"O corpo deve funcionar corretamente, perfeitamente. Isso é uma arte, isso não é uma austeridade. Não é uma austeridade; você não deve lutar com ele, você precisa simplesmente compreendê-lo. O corpo é tão sábio... mais sábio do que sua mente, lembre-se, porque o corpo tem existido por mais tempo do que a mente. A mente é uma recém chegada, apenas uma criança.

O corpo é muito antigo, muito antigo… porque quando você se movia como uma rocha, o corpo estava lá, a mente estava profundamente adormecida. Então você se tornou uma árvore, o corpo estava lá, com todo o seu verdor e flores. A mente permanecia profundamente adormecida; não tão adormecida como na rocha, mas ainda adormecida. Você se tornou um animal, um tigre; o corpo estava tão vivo cheio de energia, todavia a mente ainda não estava funcionando. Você se tornou um pássaro, você se tornou um homem... O corpo tem estado funcionando por milhões de anos.

O corpo acumulou muita sabedoria, o corpo é muito sábio. Assim, se você come demais o corpo diz, “Pare!” A mente não é tão sábia. A mente diz, “O sabor é bom – um pouco mais”. E se você escutar a mente, então a mente se torna destruidora do corpo, dessa ou daquela maneira. Se você escutar a mente, primeiro ela dirá, “Continue comendo”. Porque a mente é boba, infantil. Ela não sabe o que está dizendo. Ela é recém chegada; não possui nenhum conhecimento em si mesma. Ela não é sábia; ela ainda é uma boba. Escute o corpo. Quando o corpo disser, “Fome”, coma. Quando o corpo disser, “Pare”, então pare.

Se você escutar a mente, é como se uma criança pequena estivesse conduzindo um idoso – ambos cairão num buraco. Se você der atenção a mente então, primeiro você estará muito nos sentidos e desse modo você irá ter problemas. Cada sentido lhe trará miséria e cada sentido lhe trará mais ansiedade, mais conflito, mais sofrimento.

Se você comer demais haverá sofrimento; o corpo todo fica perturbado. Então a mente diz, “Comer é ruim, então faça um jejum”. E o jejum também é perigoso. Se você der atenção ao corpo ele nunca comerá demais, ele nunca comerá pouco; ele irá simplesmente seguir o Tao.

Alguns cientistas estão trabalhando sobre esse problema e eles descobriram um fenômeno muito bonito: as crianças, elas comem sempre quando sentem fome, elas vão dormir sempre quando sentem que o sono está chegando. Elas escutam o corpo delas. Os pais, porém, as perturbam, eles continuam forçando: “É hora de jantar, ou de almoçar, ou é hora disso e daquilo, ou é hora de dormir – vá!” Eles não permitem que o corpo delas...

Então um pesquisador tentou deixar as crianças por elas mesmas. Ele estava trabalhando com vinte e cinco crianças. Elas não eram forçadas a ir dormir, elas não eram forçadas a se levantarem. Elas não foram forçadas de maneira nenhuma por seis meses. E surgiu uma profunda compreensão.

Elas dormiram bem. Elas sonharam menos, nenhum pesadelo, porque pesadelos vinham através dos pais que as estavam forçando. Elas comiam bem, mas nunca demais – nunca menos que o necessário, nunca mais que o necessário. Elas gostavam de comer e às vezes, elas não comiam de jeito nenhum. Quando o corpo não sentia vontade, elas não comiam e nunca adoeceram por causa disso.Mais uma coisa que ninguém nunca suspeitou veio a ser compreendido, e isso foi milagroso.(...) Eles chegaram a entender que se uma criança estivesse doente, então ela não comia certos alimentos. Assim eles tentaram entender porque ela não estava comendo esses alimentos. Os alimentos foram analisados e foi descoberto que esses alimentos eram perigosos para aquela doença. Como a criança decidiu? Apenas a sabedoria do corpo...(...)

Se você permite ao corpo dizer o que sente, você está indo pelo caminho certo, o grande caminho. E isso é assim não somente com o alimento, isso é assim com toda a vida. Seu sexo dá errado por causa da mente, seu estômago tem problemas devido a sua mente. Você interfere no corpo. Não interfira! Mesmo se você puder fazer isso por três meses, não interfira. Subitamente você ficará tão saudável, e um bem estar desce sobre você. Tudo parece ok, o calçado se ajusta. Mas a mente é o problema.

Se você escutar os sentidos você se torna simples.(...)
Escute o corpo! – porque você está aqui para desfrutar desse momento que foi dado a você, esse momento gracioso, essa beatitude que aconteceu a você. Você está vivo, cônscio e num mundo tão vasto!

O ser humano é um milagre sobre esse pequeno planeta… muito pequeno, minúsculo! O sol é sessenta mil vezes maior do que esta terra, e esse sol é medíocre. Existem sois milhões de vezes maiores do que esse, e existem milhões de sois e milhões de mundos e universos. Até agora parece que, até onde a ciência alcança, essa vida e essa consciência só aconteceu aqui nessa terra. Essa terra é abençoada.

Você não sabe o que você alcançou. Se você perceber o que você alcançou, você será simplesmente grato e não pedirá por mais coisa alguma. Você podia ter sido uma pedra e você não poderia fazer nada sobre isso. Você é um homem! – e você está sofrendo, e você está preocupado, e você está perdendo todo o ponto. Desfrute desse momento porque ele não tornará a vir novamente.

Isso é o que os Hindus querem dizer: eles dizem que você pode novamente se tornar uma pedra. Se você não desfrutar e não crescer, você irá cair. Você pode se tornar um animal novamente. Esse é o significado: lembre-se sempre que esse clímax de consciência é um pico: se você não desfrutar nem se tornar integrado a isso, você irá cair.(...)

Não desperdice tempo e energia, porque se você morrer não cristalizado você simplesmente desaparece. E quem sabe quando uma oportunidade surgirá novamente ou não? Ninguém pode saber, não há ninguém que possa dizer algo sobre isso.

Apenas isso pode ser dito: que nesse momento a oportunidade está presente para você. Se você aproveita, torna-se mais cristalizado – se você se sente extático e grato por isso. Lembre-se, nada mais é necessário para estar agradecido. Tudo que você tem já é muito, já é demais para se sentir grato e agradecido. Não peça mais da existência. Simplesmente desfrute o que já lhe foi dado. E quanto mais você desfruta, mais lhe será dado.

Jesus diz, uma sentença muito paradoxal: “Se você tem muito, mais lhe será dado, e se você nada tem, até o que você tem lhe será tirado”. Parece ser muito anticomunista. Parece ser absurdo. Que tipo de matemática é essa? “Quanto mais você tem, mais lhe será dado; e se você não tem nada até o que você tem lhe será tirado!” Parece ser para os ricos e contra os pobres.
Isso não tem relação com a economia ordinária; essa é a suprema economia da vida. Somente aqueles que possuem terão mais porque quanto mais eles desfrutam dela mais ela cresce. A vida cresce através do desfrutar. Alegria é o ensinamento.

Seja alegre, agradecido, o que quer que você tenha. O que quer que seja! Fique extático quanto a isso. Mais aberto, e mais virá para você: você se tornará capaz de receber mais bênçãos. Aquele que não está agradecido perderá tudo que tem. Aquele que é grato – toda a existência o ajuda a crescer mais porque ele merece e ele está realizando o que tem.
Osho em Hsin Hsin Ming

16 de dezembro de 2011

Carrossel...


"Bem-vindos!
Bem-vindos ao parque de diversões!

Eu posso ver, você já está sentado no carrossel!
Você está dirigindo muito bem! Você tem um carro vistoso, com um acelerador e um freio. Mas, acima de tudo, você tem uma direção, que você pode girar, e é justamente o que você está fazendo; embora estranhamente, quanto mais você dirige, ou afunda o pé no acelerador, ou pisa no freio, o carro continua na mesma direção.

É assim que você (o assim chamado ‘ego’) funciona. Ele dirige para a esquerda, dirige para a direita, e nunca está plenamente contente com o resultado. Ele pensa: “Eu olharei para os outros. Como eles estão dirigindo? Como é que faz o cara ali? Aquele está definitivamente deslocando mais o seu peso na curva. Tentarei isto também”.

Mas nada muda.
O carro continua dando voltas e mais voltas.
A todo momento o carrossel para. Pausa curta. Os Tibetanos chamam a isto ‘bardo’. Então você busca outro veículo. “Tentemos o cavalo. Ele vai galopar por um tempo. Talvez este seja o meu destino!” Muito inteligente de sua parte! Ou, talvez, seja verdadeiramente sábio subir num skate porque todo este dirigir o cansou e o deixou cheio de humildade.

Durante toda esta direção, seu ego amadureceu tremendamente. E, se por sorte, você estava visando a mesma direção que a do carrossel, então você pode triunfar: “Opa, eu fiz isto realmente bem! Agora, penso que eu entendi!” Agora você descobriu como tudo isto funciona.

“Tenho controle completo. Olhe aqui!” Você está em harmonia com o cosmos, em harmonia com a criação. Um ego que é tão coerente dirige na mesma direção que a do carrossel. “Olhe como eu posso dirigir! Todo o carrossel se move porque eu estou dirigindo deste modo! Aqui, olhem para mim!”

Se você dominou a arte desta forma incomparável, então você pode mesmo dizer aos outros como eles devem dirigir. “Este é o jeito que você tem que fazer, como eu!” Agora você e um condutor plenamente desperto. “Sigam-no!” Exclamam uns poucos outros, entusiasticamente. A melhor coisa seria se você assumisse todo o ônibus: “Subam a bordo, todos, e sentem atrás de mim! Eu sou um com o carrossel!” Então, você é um guru.

Se você quer agir ainda melhor com discrição, obviamente você pode assumir outros trabalhos importantes tal como dirigir o carro dos bombeiros ou a ambulância. Ou simplesmente seguir a ambulância, para estar no lado seguro!

Em tudo isto é importante que você mantenha a visão global. Que você pressione o acelerador no momento certo e freie no momento certo e, acima de tudo, que você dirija com grande habilidade. Isto ajuda os outros. Deste modo, você não apenas mantém seu veículo perfeitamente no caminho, mas também contribui para o giro bem sucedido de todo o carrossel! Se todos pudessem dirigir deste modo! Você tem tudo sob controle.

Até que um dia, você acidentalmente abandona a direção.
Ooops!
Agora você está surpreso.
Isto também funciona por si próprio! Isto leva a coisa por si mesmo!

Exatamente, o Ser está dirigindo. Você não tem que se esforçar.
Você pode relaxar e gozar seu Ser.
Ele sempre dirige diretamente para a felicidade."
Karl Renz em Carrossel - Diálogos com Karl Renz

15 de dezembro de 2011

O Caminho circular...



"O caminho perfeito não possui dificuldades
Mas não faz distinções ou preferências;
Apenas quando não houver apego nem aversão
É que tudo surgirá de modo claro e aberto.

Porém, com a menor diferenciação,
As coisas se afastam mais do que o céu e a terra;
Se quiser o caminho bem aqui, diante de seus olhos,
Não concorde ou discorde dele.

A competição entre a aceitação e a rejeição
É uma doença para a mente;
Sem compreender o significado profundo,
Esforça-se em vão para aliviar os pensamentos.

O caminho é circular, é um vazio imenso
Em que nada falta e nada sobra;
É só por causa do escolher e do rejeitar
Que o caminho deixa de ser assim.

Não procure condicionamentos externos
Nem permaneça no vazio interno;
Quando a mente repousa na unidade,
O dualismo desaparece por si mesmo.

Se acalmar a mente detendo seu movimento,
Essa quietude fará movê-la ainda mais;
Enquanto estiver nesse dualismo,
Como poderá conhecer a unidade?

Onde a unidade não é total,
Os dois extremos perdem seu mérito;
Negar a realidade é o mesmo que afirmá-la,
Perseguir o vazio é afastar-se ainda mais dele."
Shin Jin Mei.

14 de dezembro de 2011

Ares e horizontes...



Abraço o mundo como um rouxinol
Olhos vivos
Asas abertas
Alma leve
Simplicidade...

Almejo os ares e horizontes
Como as brisas frescas da lavanda
Que alcançam esferas infinitas
Entorpecem, inebriam
E invisíveis,
Transformam tudo por onde passam...

Descanso sob as sombras dos Manacás
Espero que suas pétalas rosadas me cubram no frio inverno
E enfeitem meus cabelos no calor do verão
Deixo-me cobrir de pétalas
Para me transformar em flor...

Pertenço ao mundo
Vivo-o dentro
Guardo cada sopro em meu sopro
Guardo cada sentimento
Cada dor
Cada palavra e verso
Onde somente o infinito ousa alcançar...

Desperto para a divina música
Me transformo em totalidade
No detalhe mais puro mais simples
Eis que mergulho inteiramente no ato de amar...

Abraço o mundo como um rouxinol
Desperto nova a cada manhã
Olhos que cantam
Asas leves
Alma viva
Tudo isso é Paz...

13 de dezembro de 2011

Picos e Vales...



"A evolução da consciência passa através de muitos altos e baixos. Muitas vezes ela descerá apenas para subir mais alto que antes. Ela passa através de vales para alcançar picos, e cada pico é apenas o início de uma nova peregrinação, porque um pico ainda mais alto está adiante. Mas para alcançar o pico mais elevado, você terá que descer novamente.

Uma vez que você tenha entendido que isso é natural, todo o sofrimento, todas as nuvens simplesmente se dispersarão.

Assim, a primeira coisa a ser lembrada é: nunca fique preocupado quando chegam os dias de descer; mantenha sempre seus olhos nas estrelas mais distantes. Os vales fazem parte das montanhas. Não se pode acabar com os vales e deixar apenas as montanhas. Uma vez que você entenda isso profundamente, você irá passar através dos vales dançando e cantando, sabendo perfeitamente bem que há um pico mais alto à sua espera. E não há fim para essa peregrinação.

Assim como cada dia é seguido por uma noite, cada elevação é seguida por uma descida. A pessoa deve aprender a exultar-se não apenas durante o dia, mas durante a noite também – ela tem a sua própria beleza. Os picos têm sua glória, os vales têm sua riqueza. Mas se você habitua-se apenas aos picos, você começa a escolher, e uma consciência que começa a escolher cria um problema.

Permaneça sem escolha e, não importa o que aconteça, aceite isso como parte natural do crescimento.

A noite pode tornar-se até mesmo mais escura, mas quanto mais escura a noite, mais perto está a alvorada. Sendo assim, exulte-se na noite escura e aprenda a ver a beleza da escuridão, das estrelas, porque durante o dia você não encontrará as estrelas. E nunca compare o que foi, o que deveria ser, ou o que é.
O que existe deve ser celebrado."
Osho em The New Dawn

Consertando o mundo...



"Era uma vez, um grande cientista que vivia preocupado com os problemas do mundo e decidido a encontrar meios de melhorá-lo. Passava dias e dias no seu laboratório à procura de respostas.

Um dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário querendo ajudar o pai a trabalhar. Claro que o cientista não queria ser interrompido e, por isso, tentou que o filho fosse brincar em vez de ficar ali a atrapalhá-lo. Mas, como o menino era persistente, o pai teve de arranjar forma de entretê-lo, ali mesmo no laboratório. Foi então que reparou num mapa do mundo que vinha numa página de uma revista. Lembrou-se de cortar o mapa em vários pedaços e depois apresentou o desafio ao seu filho:

- Filho, você vai me ajudar a consertar o mundo. Aqui está o mundo todo partido. E você vai arranjá-lo para que ele fique bem outra vez. Quando terminar me chame, ok?

O cientista estava convencido que a criança levaria dias a resolver o quebra-cabeças que ele tinha construído. Mas surpreendentemente, poucas horas depois, o filho já chamava por ele:

- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui consertar o mundo!

O pai não queria acreditar, achava que era impossível uma criança daquela idade ter conseguido montar o quebra-cabeças de uma imagem que ele nunca tinha visto antes. Por isso, apenas levantou os olhos dos seus cálculos para ver o trabalho do filho que, pensava ele, não era mais do que um disparate digno de uma criança daquela idade. Porém, quando viu o mapa completamente montado, sem nenhum erro, perguntou ao filho como é que ele tinha conseguido sem nunca ter visto um mapa do mundo anteriormente.

- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os pedaços de papel ao contrário e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo."
Contos para reflexão - desconheço a autoria

12 de dezembro de 2011

Consciência e acolhimento...


"Consciência é como o espaço, e nós somos isso. Nosso corpo é acolhido pela consciência.Nossos pensamentos são acolhidos pela consciência.

Quando despertamos para este acolhimento que já está acontecendo de fato, tornamos conscientes do quanto estamos sendo cuidados neste exato instante.

Quando acolhemos todos os pensamentos, os positivos e os negativos, nós despertamos a unidade que somos.
Por acolher, percebemos que somos maiores do que aquilo que estamos acolhendo.
Logo, se acolho todos os pensamentos, eu sou consciência acolhendo.E consciência está além dos conceitos positivos e negativos da mente.

Acolhemos em nosso coração consciente tudo que aparecer.
Podemos fechar os olhos e praticar isto por alguns momentos.
Você pode colocar uma música relaxante se quiser.
Inicie colocando as mãos no centro do seu peito, uma em cima da outra.
Quando sentir a conexão mais profunda, relaxe as mãos no colo e diga para si mesmo: “Acolho tudo que vier pra mim agora”.

E fique simplesmente sentindo este acolhimento.
Significa que você não luta com nenhum pensamento.
Só acolhe. Você também não entra em conflito com nenhum sentimento negativo.
Só acolhe. Qualquer sensação desconfortável no corpo, apenas acolha em seu coração consciente.

Esta prática tem um poder de cura imenso, porque lhe ensina a transformar suas energias ao invés de lutar com elas.

Onde eu estou aparecendo para mim? Num pensamento! Eu e você existimos em pensamentos! E você antes aqui constatou que existe mesmo sem pensar. O que existe mesmo sem pensar? O que existe antes do pensamento? Consciência.

Consciência é onde os pensamentos aparecem e onde os pensamentos desaparecem. Consciência é o que eu e você somos! Em unidade somos consciência. Não amanhã, não meia hora depois, não depois que meditarmos. Mas AGORA. Neste exato momento. E o que esta unidade traz agora? O que é esta unidade? Qual a natureza desta consciência? Paz, silêncio, criatividade, beleza e liberdade."

11 de dezembro de 2011

Obrigada!


"A vida é um presente de Deus. Nada fizemos para ganhá-lo; aliás, nem o merecemos. Mas somos criaturas tão ingratas que nem sequer um "obrigado" brota de nós.

Não somos gratos por termos recebido essa oportunidade de crescer, ver, amar, rir, aproveitar a música da existência, a beleza do mundo. Não somos nem um pouco gratos; ao contrário, estamos sempre reclamando.

Se você escutar as orações das pessoas, ficará surpreso: todas elas são queixas. Não são orações cheias de agradecimento; estão pedindo algo mais, estão dizendo: "Isso não é suficiente."

Na verdade, nunca será suficiente, pois o pobre pede, o rico pede, o imperador pede — todo mundo pede.

Todo mundo pede mais. Isso significa simplesmente que tudo que você recebeu não foi suficiente: "Eu mereço mais, você não tem sido justo comigo!" Chamo isso de irreligiosidade.

A verdadeira oração é apenas de gratidão, um simples OBRIGADA! basta."
Osho em Meditações para o Dia.

Obrigada amado Osho...sua luz, amor, ensinamentos iluminam nossa alma e resplandecem no gesto, no sorriso na alegria de viver, em nosso Ser...
No dia de hoje, Osho completaria seus 80 anos...sua luz brilha eternamente em nossos corações... Om Shanti

Eternity light of a candle

9 de dezembro de 2011

Despertar...


Oh, Amado,
Não seja tão precipitado consigo mesmo,
Não seja pego pela ansiedade da mente
O Silencio é sempre aqui
No profundo do seu coração
Esperando você...

Compreenda o seu Ser...

Você é a consciência
Na qual este mundo de nomes e formas
Aparecem, brincam, desaparecem
Mas seu próprio Ser é eterno
Não pode jamais desaparecer
Nem pode aparecer também
Porque é infinito,
É atemporal...

Saiba,
VOCÊ É ISTO...


Vastidão...



"Você tem toda razão: é tudo vasto. Essencialmente vasto. Generosamente vasto. Assustadoramente, também. Tão assustador que, pelo medo, muitas vezes inventamos e mantemos cativeiros que nos afastam da liberdade de sermos nós mesmos e de sermos felizes sendo nós mesmos. Que nos afastam da liberdade de avançar, gesto a gesto, incluindo os tropeços, as mancadas e os cansaços todos da nossa experiência, na direção do nosso conforto mais genuíno. Da nossa alegria mais profunda. Do jeito mais nosso de somar no mundo. Da nossa paz mais macia. Disponíveis, acessíveis, mesmo quando precisamos também lidar com as adversidades invariáveis da nossa humanidade, os riscos, as incertezas, os improvisos que surpreendem os roteiros, os sofrimentos.

Você tem toda razão: é tudo vasto. Essencialmente vasto. Generosamente vasto. Assustadoramente, também. Tão assustador que, pelo medo, muitas vezes nomeamos carcereiros e lhes atribuímos poderes, responsabilidades e chaves que, mesmo que quisessem, eles não têm, pois os poderes, as responsabilidades, as chaves, estão o tempo todo no mesmíssimo lugar onde os guardamos sem lembrar de tê-los escondido. Sem lembrar que são nossos e que o acesso a eles só pode acontecer se entrarmos e passearmos, receptivos, desarmados, desnudos de ego o máximo possível, no nosso próprio coração.

Você tem toda razão: é tudo vasto. Essencialmente vasto. Generosamente vasto. Assustadoramente, também. Mas se é nossa intenção sermos felizes, prósperos, bondosos, fazer florescer sementes de amor na nossa passagem por aqui, mesmo com todo medo do mundo, precisamos querer de verdade ir além da nossa assustada e acomodada estreiteza. Tantas vezes, tão doída. Tantas vezes, tão motivadora.

Você tem toda razão: é tudo vasto. Essencialmente vasto. Generosamente vasto. Assustadoramente, também. Inclusive, o próprio amor. Que não tem limites. Que tudo pode curar. Que tudo pode abraçar. Que tudo pode transformar, contrariando as perspectivas apertadas e assustadíssimas das temporadas nos cárceres."
Ana Jácomo em Vastidão

8 de dezembro de 2011

Sinais e Sincronicidades...


"Você sabia que o Universo se comunica conosco o tempo todo e nos envia respostas, mensagens e sinais, de acordo com nossos desejos e necessidades? Estes sinais se manifestam através do fenômeno que conhecemos como sincronicidade, ou seja, no momento em que você necessita de algo, ou de que alguma situação aconteça, aquilo se manifesta repentinamente em sua vida.

Mas eles não se apresentam somente com soluções grandiosas ou espetaculares. Manifestam-se igualmente nos acontecimentos rotineiros.

A prova incontestável de que você está vivendo e atuando numa parceria harmoniosa com a vida, é a presença destas sincronicidades em seu dia-a-dia. Para percebê-las, é necessário que você esteja atenta e consciente de que o Universo sempre responde, de alguma forma, a todos os seus pedidos.

Se você vinha recebendo estes presentes e, de repente, eles pararam de acontecer, saiba que algo saiu do eixo em seu plano de vida. É indício de que você se deixou perturbar por alguma forma de negatividade que gerou um curto circuito em seu equilíbrio. Este é um sinal de que é hora de se re-equilibrar, se harmonizar e re-conectar com seu ser divino, aquele que direciona suas ações sempre para um caminho positivo para você e para o mundo.

Um dos meios de evitar esta desconexão é parar de julgar, a si próprio e as outras pessoas. Esta atitude impede que criemos novos laços cármicos, geradores de sofrimento.

Agradecer é a melhor forma de fortalecer nossa conexão com o Divino, pois quanto maior for nossa gratidão, mais bênçãos de amor, alegria, paz, virtudes positivas e prosperidade ele nos enviará. (...)

"Julgar os outros é uma reação."

Mas lembrem-se de que, como uma reação, ela começa a julgar os outros. Quando todos a estão julgando, não há nenhuma razão para que ela não julgue os outros. Você a está ensinando a julgar, a julgar a todos - e, tanto quanto possível, a julgar negativamente. Então, ela começa a julgar que os outros estão errados.

E este é o nosso mundo... onde todos estão se julgando errados e julgando aos demais como errados. Como você pode ser amoroso, amigável, confiante? Como você pode abrir o seu coração? Você ficará isolado, ficará completamente fechado, viverá em um mundo que você condena e o mundo o condenará.

"Pare de julgar."
Seja o que for que esteja fazendo, se você gosta do que faz, faça-o. Não existe a questão do julgamento: nenhuma outra pessoa tem o direito de dizer que o que você está fazendo está errado. Se você gosta de fazê-lo, não está ferindo ninguém, não está perturbando ninguém...

Desde a minha infância, eu sempre gostei de sentar-me num canto, silenciosamente. Todo mundo que passasse ali, dizia: "O que você está fazendo? Eu dizia: "Nada".E todo mundo dizia: "Isso não é bom".Eu dizia: "Isto é estranho: eu não estou fazendo nada, não estou fazendo mal a ninguém - estou sentado neste canto - e você diz 'Isto não está certo'. Parece que se tornou um puro hábito seu, condenar, criticar. Mas eu estou desfrutando sentar aqui sem fazer nada, e vou continuar, a despeito do seu julgamento. Não lhe pedi conselho, e dar conselho sem que seja pedido é insensato".

Pouco a pouco a pessoa tem de se afirmar, deixar claro sua posição. A menos que eu passe por cima do direito de outra pessoa... - se eu estou fazendo algo de que estou gostando e que não veja ser prejudicial de modo algum, então, eu não permitirei a ninguém me julgar, porque não se trata apenas da questão deste ato, trata-se de uma questão de toda a minha vida. "Você está me ensinando uma muito sutil doença de julgamento". E, quando eu condeno a mim mesmo, como posso deixar alguém sem condenação?

Assim, a primeira coisa é esta: pare de se julgar. Ao invés de julgar, comece a aceitar-se com todas as suas imperfeições, todas as suas debilidades, todos os seus erros, todos os seus fracassos. Não peça a si mesmo para ser perfeito - isso é, simplesmente, pedir pelo impossível e, depois, você se sentirá frustrado. Você é um ser humano, afinal de contas.

O julgamento é feio - ele fere as pessoas. Por um lado, você vai machucando, ferindo-as; e por outro lado, você quer o amor delas, seu respeito. Isso é impossível.

Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possa ajudá-las a mudar muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas - porque o amor lhes dará uma nova energia, um novo significado, uma nova força. O amor lhes dará novas raízes para se erguerem contra os ventos fortes, um sol quente, a chuva forte.

Se apenas uma única pessoa o ama, isso o faz tão forte, que você nem pode imaginar. Mas, se ninguém o ama neste vasto mundo, você fica simplesmente isolado; então, você pensa que é livre, mas você está vivendo numa cela isolada em uma cadeia. É que a cela isolada é invisível; você a carrega consigo.

O coração abrirá por si mesmo. Não se preocupe com o coração. Faça o trabalho preparatório".
Osho em The Trasmission of the Lamp

7 de dezembro de 2011

O Reconhecimento do Ser...


"O que digo a vocês não tem qualquer relação com religião. Embora o mestre do meu mestre Ramana Maharshi fosse hindu, e meu mestre Papaji também, este ensinamento não pertence nem ao Oriente nem ao Ocidente. Não faz distinção entre qualquer religião, nem entre homens, mulheres, pagãos, ou eu ou você...

Trata-se do reconhecimento da onipresença do Ser que se torna aparente em você, eu, no oceano, nas montanhas, no céu e todas as bençãos, em todas as circunstâncias. Este campo da pura presença é vivo e inteligente e trás em si o potencial da auto consciência em reconhecer a si mesmo através de você.

A verdade de quem você realmente é, é consciência: nenhum nome, ou seu corpo, ou emoções nem pensamentos. Isto são coberturas do ser, que vem e vão. Todas essas coberturas tem um nascimento, uma existência no tempo e uma morte. Consciência não nasce nem morre. É sempre aqui e agora. Não conhece outro tempo além deste eterno aqui e agora.

Consciência é livre. Não está limitada por qualquer nome ou conceito. Não está limitada por noções de tempo ou espaço. Não é afetada por emoções ou doenças.

Você é pura consciência.
Você sempre foi livre, pois a sua natureza última é e sempre foi pura consciência. Você tem experimentado a si mesmo como um ponto na consciência e a partir daí, tem se imaginado como sendo limitado por um corpo.

Este reconhecimento, mesmo que seja por um breve instante, é o início da infinita e profunda auto-investigação. É o fim da preocupação com os ciclos da auto-definição, e o início da verdadeira auto-exploração que é infinita.

Quando digo "pare", é parar de procurar por si mesmo nos pensamentos, emoções, circunstâncias, ou imagens corporais. Isto é muito simples.

A busca termina quando você realiza que a verdade e a satisfação duradoura que você havia procurado, nunca estiveram em outro lugar se não onde você está. Ou seja, aqui. Em você, em mim, em toda a vida, em tudo que há. Está em toda parte. Enquanto você ficar procurando por isto, você não poderá encontrar porque, você assume que esta satisfação duradoura está em outro lugar. Você está continuamente seguindo uma mentira.

A verdade de quem você é, é completamente simples. Está mais perto que seus pensamentos, mais perto que as batidas do seu coração, mais perto que a sua respiração.
Se você acredita que seus pensamentos são reais, você segue seus pensamentos como base da realidade, você constantemente negligencia aquilo que está perto, aquilo que está em toda parte ao longo do tempo lhe dizendo: "Você está aqui! Você está em casa! Entre! Sinta-se em casa!"

Estar em casa é simplesmente estar aqui!
Adiar simplesmente o estar aqui, significa se prender a infinita complexidade da auto-definição e a identificação equivocada.

Agora mesmo é a oportunidade de parar e realizar a verdadeira chama da consciência, que é a essência do seu Ser. Escolher a negação, é continuar a sofrer. Escolher se render é por fim ao desnecessário sofrimento.

Quando você encontra a si mesmo, quando você ama a si mesmo, quando você se reconhece que a chama da verdade que você tanto ama, É você mesmo, você não precisa mais buscar por amor, ou tentar conseguir amor. Você está completo."
Gangaji em The Diamond in Your Pocket

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