31 de março de 2011

O que é Felicidade?


"O que é Felicidade? Depende de você, de seu estado de consciência ou de inconsciência, se você está adormecido ou desperto.(...)

A felicidade depende de onde você está em sua consciência. Se você estiver adormecido, então o prazer é a felicidade. Prazer significa sensação, tentar alcançar algo por meio do corpo. De todas as maneiras, as pessoas estão tentando alcançar a felicidade por meio do corpo. O corpo pode lhe dar apenas prazeres momentâneos, e cada prazer é equilibrado na mesma medida, no mesmo grau pelo desprazer, pelo sofrimento.

Cada prazer é seguido pelo seu oposto, pois o corpo existe no mundo da dualidade. Assim como o dia é seguido pela noite, a morte é seguida pela vida e a vida é seguida pela morte...

Trata-se de um circulo vicioso. Seu prazer é seguido pela dor, sua dor será seguida pelo prazer, mas você nunca ficará à vontade. Quando estiver em um estado ficará com medo de perdê-lo e esse medo o envenenará. Quando estiver perdido na dor, é claro, estará em sofrimento e fará todo esforço possível para sair dele, apenas para voltar a ele mais tarde.

Buda chama isso de roda do nascimento e da morte.
Seguimos nos movendo nessa roda e nos apegamos a ela...e a roda segue em frente. Às vezes aflora prazer, às vezes o sofrimento, mas somos esmagados entre essas duas rochas.
A pessoa adormecida não conhece mais nada além de algumas sensações do corpo: comida e sexo; esse é seu mundo. Ela segue se movendo entre esses dois...Estes dois são os terminais de seu corpo: comida e sexo. Se ela reprime o sexo, fica viciada em comida; se ela reprime a comida fica viciada em sexo. A energia segue movendo como um pêndulo. No máximo, tudo o que você chama de prazer é apenas um alívio de um estado tenso. (...)

O que chamamos de "felicidade" depende da pessoa. Para a pessoa adormecida, sensações prazerosas são a felicidade; ela vive de prazer em prazer. Ela está simplesmente correndo de uma sensação a outra, vivendo de pequenas excitações; sua vida é muito superficial, não tem profundidade, não tem qualidade. Ela vive no mundo da quantidade.
E há pessoas que estão no meio, que não estão adormecidas nem despertas. Às vezes você tem essa experiência quando levanta pela manhã e ainda não sabe se está acordado ou ainda está dormindo. Ouve os sons, mas ainda tem a impressão de tudo fazer parte do sonho; não é parte de sonho, mas você ainda está em um estado intermediário.

O mesmo acontece quando você começa a meditar. O não-meditador dorme e sonha; o meditador começa a se afastar do estado adormecido em direção ao estado desperto; ele está em um estado transitório. Então felicidade tem um significado totalmente diferente; ela se torna mais uma qualidade e menos uma quantidade, é mais psicológica e menos fisiológica.
O meditador desfruta mais a música, a poesia, desfruta criar alguma coisa, desfruta a natureza e sua beleza, o silêncio, desfruta o que nunca desfrutou antes, e isso é muito mais duradouro. Mesmo se a música cessar, algo se prolonga nele.

E a felicidade não é um alívio. A diferença entre o prazer e essa qualidade de felicidade é que essa última não é um alívio, mas um enriquecimento. Você fica mais repleto e começa a transbordar. Ao escutar uma boa música, algo se desencadeia em seu ser, uma harmonia surge em você; você se torna musical. Ou, ao dançar, subitamente você se esquece de seu corpo; ele fica leve, deixa de existir a força da gravidade sobre você; de repente você está em um espaço diferente: o ego não é mais tão sólido, o dançarino se dissolve e se funde na dança.
Isso é bem superior, bem mais profundo do que o prazer que você obtém da comida e do sexo; isso tem uma profundidade, mas também não é o final.

O final acontece somente quando você está completamente desperto, quando você é um Buda, quando todo o sono, o sonhar se foram, quando todo o seu ser estiver repleto de luz, quando não houver escuridão dentro de você. Toda escuridão desapareceu e, com essa escuridão, o ego se foi; todas as tensões desapareceram, toda angústia, toda ansiedade.

Você fica em um estado de total satisfação e vive no presente, sem mais nenhum passado e nenhum futuro. Você fica completamente no aqui-agora; este momento é tudo, o agora é o único tempo e o aqui é o único espaço. E então de repente, todo o céu repousa sobre você. Esse é o estado de plenitude, a felicidade verdadeira.
Procure o estado de plenitude, ele é seu direito inato.
Não fique perdido na floresta dos prazeres; eleve-se um pouco mais, alcance a felicidade e depois a plenitude.

O prazer é animal, a felicidade é humana, a plenitude é divina.
O prazer o prende, o acorrente; ele é uma escravidão. A felicidade lhe dá um pouco mais de corda, um pouco de liberdade, mas somente um pouco. A plenitude é a liberdade absoluta; você começa a se elevar, ela lhe dá asas. Você deixa de ser parte da terra grosseira e passa a ser parte do céu, você se torna luz, alegria.

O prazer depende dos outros; a felicidade não depende tanto dos outros, mas ainda assim está separada de você; a plenitude não dependente e também não está separado...ele é o seu próprio ser, a sua própria natureza."
Osho em Alegria a Felicidade que Vem de Dentro.

30 de março de 2011

A Consciência do Perdão...


Um dos maiores ensinamentos que Jesus trouxe ao mundo, foi o belíssimo ensinamento do Perdão.
Em muitos momentos ao longo da sua vida, Jesus nos mostrou o que significa em profundidade perdoar, acolher e acreditar na grandeza de cada filho de Deus.
Jesus encarna o Perdão, É Perdão na sua maior e mais bela consciência e manifestação.

A psicologia na atualidade reconhece o perdão e o perdoar como uma maneira de libertar-se de amarras emocionais, de libertar-se do passado e com isso dissolverem-se memórias dolorosas e conflitos, que tanto mal causam naqueles que ainda ficam aprisionados em culpas e julgamentos.

Mas se formos realmente fundo nessa reflexão sobre o Perdão, veremos que se trata em verdade de um dos maiores ensinamentos não-duais que podemos acolher. Trata-se da consciência elevada da única verdade e da impessoalidade da existência.

Os fatos acontecem a nós, e através de nós.
As cenas da existência transcorrem como tem que transcorrer, não temos controle sobre elas, já que somos manifestações dela.
Acordar para essa verdade é simplesmente acolher o que vier, o que acontece não pontuado em alguma coisa ou em alguém, mas simplesmente não perdendo de vista de que sempre veio do Todo da existência, e para o Todo da existência retornou.
Nós não somos agentes determinantes dos processos. Mesmo nossos atos e escolhas, não são "nossos" de fato, já que trazemos condicionantes que nos levam a determinadas direções e não a outras, e com isso vemos que no fundo, não temos autonomia, somos realmente vividos, e realmente as escolhas passam por nós, pois já estão inseridas em uma paisagem infinitamente maior que nós. Até as escolhas que parecem ser tão "nossas", no fundo não são...nunca foram...

Quando Jesus nos mostra a grandeza do Perdão, com a consciência não-dual fica tudo bem mais claro e simples.
Não existem culpados, ninguém erra, ou acerta, já que não existe esse "alguém"...nem em verdade somos "nós" que perdoamos, uma vez que cada ato, cada ação, cada frase e movimento nascem da Totalidade, e ressonam igualmente na Totalidade...apenas isso...

O ego que de maneira fictícia "toma posse desses atos", é que se ilude em acreditar que foi dele que nasceu alguma coisa, que foi dele que tal ato nasceu...Mas nunca foi, pois nunca existiu um "ego" que possa realmente "fazer" alguma coisa, seja ela "certa" ou "errada", sempre foi a Totalidade da existência simplesmente acontecendo para Si mesma...

Como dizia o Osho: "Enquanto houver um "ego" haverá a culpa, e o orgulho. No momento que o "ego" dissolve-se a culpa e o orgulho deixam de existir"
E completando essa frase digo: "No momento que o "ego" dissolve-se o perdão também desaparece, pois quem em verdade está perdoando quem?"

Na não-dualidade somente o Amor acontece, o Sim acontece, o Acolhimento irrestrito da realidade acontece...simplesmente...tudo o mais são ilusões do "ego" apenas isso...
Amor
Lilian

29 de março de 2011

Canção do Eterno...


"Há coisas que as palavras não dizem.
Há sentimentos que voam na noite, como setas de fogo...
De coração a coração, iluminando os céus.
De espírito a espírito, por entre os planos da vida e além da mente.

Há coisas que os sentidos não percebem.
Algumas delas, muito boas. Outras, nem tanto.
As boas iluminam a consciência e abrem caminhos...
As outras tapam o discernimento e escurecem o coração.

Há coisas que os homens fazem a si mesmos, sem noção do perigo.
Como deixar o próprio espírito entorpecido e o coração seco.
Como viajar pela vida sem pensar e sem sentir, perdido em suas dores.
Como "viver sem viver", automaticamente, sem vitalidade na jornada.

Há coisas que ninguém diz, mas todos sentem, de alguma maneira.
Faixas escuras que apertam o coração incauto e angustiado.
Pensamentos intrusos que invadem a mente com ideias negativas.
E energias estranhas que chegam, sorrateiramente, e roubam o bom humor.

Há coisas obscuras rondando a aura dos homens, e muitos sofrem com isso.
No entanto, há aqueles que vêem e sentem o invisível diretamente.
E se escoram na Luz, para iluminar a consciência e abrir os caminhos...
Ligam-se ao Alto, em espírito e verdade, para seguir em frente...

Há coisas que a mente não entende, pois transcendem o seu limite.
Mas alguns sabem voar nas asas da prece, para além das estrelas.
Sabem unir seu pequeno coração ao Grande Coração do Eterno.
Sabem que viver não é só viver, é muito mais do que isso.

Há coisas que ninguém explica, mas muitos sentem.
Como caminhar com um grande amor num pequeno coração.
Como valorizar a vida, rir de uma piada e ver o Eterno nisso.
Como se sentir gente, mesmo sendo espírito.

Há coisas que são consideradas do "Além", mas que estão por aqui mesmo.
Elas falam, não com palavras, mas com a força da vida, que jamais acaba na morte.
E há coisas daqui, que, muitas vezes, viajam ao "Além", fora do corpo...
Viagens espirituais, que poucos conhecem, mas muitos fazem, mesmo sem lembrar.

Há coisas que bloqueiam a felicidade e chamam a dor e o vazio.
Como o ódio e o desejo de vingança, que permitem às faixas escuras apertar o coração.
Como perder a própria canção no imenso concerto da vida universal.
Como entorpecer o espírito com fortes doses de arrogância.

Há coisas que são simples, mas de grande efeito no céu do coração.
Como orar e vigiar, ligado ao Alto, preenchendo a aura de luz, pela força da vontade.
Como meditar nas palavras de Jesus, profundo conhecedor do coração dos homens:
"De que adianta a uma pessoa ganhar o mundo, se ela perder sua alma?"

Há coisas luminosas que chegam de mansinho, no centro do coração espiritual.
Presenças subtis e amorosas, que falam das coisas do céu aos homens de boa vontade.
Que falam de outros planos e estimulam as acções sadias e a valorização da vida.
Elas falam de um Grande Amor que está em tudo!

Há coisas que as palavras não dizem.
Setas de fogo varam a escuridão da noite, por entre os planos da vida...
E os corações se encontram, aqui e além, no Grande Coração do Ancião dos Dias.
Não há morte. A chama da vida está em todos os planos. E o Todo está em tudo!

Há coisas tão grandiosas na Luz, que não há palavras que as descrevam com justiça.
Quem escuta a canção do Eterno em seu próprio coração, sabe disso.
O espírito reconhece o espírito. Assim como o Amor reconhece o Amor, e chama a Luz.
Mas, como muitos já sabem, isso não se explica, só se sente, só se sente, só se sente..."
Há Coisas por Wagner Borges

28 de março de 2011

O Poema do instante...


"Procuramos por alguma coisa neste momento que não seja deste momento.
Extases, kundalinis subindo, chacras se abrindo, orgasmos celestiais, sempre alguma coisa que não é exatamente o que está acontecendo aqui - a simplicidade do viver de cada momento.

É uma pura simplicidade olhar para um lago ou um rio.
É uma pura simplicidade sentir a beleza de nossos passos.
É uma pura simplicidade amar cada palavra de sua boca, cada sentimento que sai do peito.
É uma pura simplicidade levantar todo dia e sentir o corpo renovado, tomar o café, ir ao trabalho.

Satsang não é uma procura pelo amanhã, nem a realização de qualquer desejo que a mente tenha - incluindo iluminação ou perfeição.
Mas sim ter o poema do instante no peito, no sangue e nas vísceras, o poema e o canto de cada momento, como ele é, em sua pura simplicidade amorosa e gentil.
Nós somos convidados em Satsang a relaxar na realidade.

Este relaxamento é o percebimento claro e possível da beleza e o encanto que existe no início, no meio e no fim de todos os acontecimentos da vida diária.
As palavras apenas indicam a possibilidade.
A boca saciada de satsang será agraciada com um toque macio e perfumado de um coração tranquilo. Este momento é perfeito quando os olhos vêem transparência e estão vazios. Todas as ações acontecem como tem que acontecer - porque qualquer ação é a simplicidade de cada timbre desta música.

O amor está sempre aqui.
Quem é capaz de ver?
Quem é capaz de ouvir a melodia que o coração sussurra em prece todos os dias de sua vida?"
Swami S. Naseeb em A Realidade é Satsang

27 de março de 2011

O Autêntico Sadhana...


"O tempo, o espaço e a casualidade são categorias mentais, que surgem e desaparecem com a mente.

O mais importante é estar livre de contradições: a meta e o caminho não devem estar em níveis diferentes.

Somos escravos do que não conhecemos; daquilo que conhecemos somos donos.

Quando esteja liberado do mundo, poderá fazer algo por ele. Enquanto seja seu prisioneiro não poderá alterá-lo.

Qualquer coisa que dependa de algo não é real. O real é verdadeiramente independente.

A busca de causas é um passatempo da mente. A dualidade de causa e efeito não existe. Tudo é a sua própria causa.

A pessoa que diz saber o que é bom para os demais é perigosa.

Cada um vê o mundo através da ideia que tem de si mesmo. Segundo o que acredite ser você, assim acreditará que é o mundo.

O que você é, só pode sê-lo, não conhecê-lo.

Nada pode ajudar mais ao mundo que o feito de que você ponha fim à sua ignorância. Então você não terá que fazer nada em particular para ajudar o mundo. Sua própria existência será uma ajuda, atue ou não atue.

Você nunca nasceu nem nunca morrerá. O que nasceu e morrerá é a ideia, não você.

Limite os seus interesses e as suas atividades ao que seja necessário para você e para cobrir as necessidades dos que dependem de você. Reserve todas as suas energias e todo o seu tempo para romper o muro que a mente construiu à sua volta.

A porta que o mantém fechado também é a porta que o deixa sair.

Quando compreende que tudo sucede por si mesmo, você permanece só como a testemunha, compreendendo, mas sem ser perturbado.

Correr atrás dos santos, gurus e mestres é só um passatempo, um jogo mais. No lugar disso, recorde-se a si mesmo e observe a sua vida diária sem cessar.

O autêntico sadhana é sem esforço.

Não há nada para praticar. Para conhecer você mesmo, seja você mesmo. Para ser você mesmo, pare de imaginar-se como isto ou aquilo. Permita que sua natureza emerja. Não perturbe sua mente com buscas.

Kaivalya ( liberação) é uma questão de coragem, a coragem de acreditar que você já é livre e atuar de acordo com isso."

Nisargadatta Maharaj em Eu sou Aquilo


26 de março de 2011

Viver com leveza...


"Você tem toneladas de idéias sobre si mesmo.
A menos que você se livre delas, você estará viajando "pesado".

Você é para ser fluido.
Um barco muito leve, que pode navegar e enfrentar qualquer tipo de tempo.
Mas você, agora, é um petroleiro.
A cada instante grandes ondas batem em você. Você precisa de alívio.

Mas... onde é que você vai buscar alívio? Em sua cabeça!
Que é o problema. O alívio que ela oferece é parte da escravidão do ego.
Nós vamos ao problema em busca de aconselhamento!

Tome consciência de que você não é o problema. Nunca foi.
Essa é a solução. A mentira é que você estava "no ego".
Mas você nunca esteve. Sua atenção foi sequestrada, isso é tudo.

Quer dizer... tornou-se obsessiva por você mesmo; inventando histórias sobre os sentimentos que você está tendo ou não está tendo.
A atenção está colada na tela do ego.
Mas ela pode ser liberada, e retornar ao contato consciente, a pura experiência de cada momento.

Todas as suas ansiedades são um produto do que não está acontecendo. O você que você não é.
O que quer que seja que a mente apresente, relaxe. Não reaja. Assim você desenvolverá imunidade para o que quer que a mente apresente.
Suas reações irão mudar e a vida será totalmente diferente.
Porque é a sua reação que dá ao ego significado.

A vida é "o que está acontecendo".
Mas, quando há uma reação, é "o que está acontecendo COMIGO".

Lembre-se, você não melhora o ego.
Você não se livra do ego. Porque ele nunca existiu.
Você parece sentir a aparência de um construto mental chamado ego, mas ele nunca esteve lá.
Não existe um ego.
Não há razão para se livrar dele. Essa é a solução."
Paul Hedderman em Satsang

25 de março de 2011

Relacionamentos e condicionamentos...


"Com que rapidez formamos uma opinião e chegamos a uma conclusão sobre as pessoas!
O "eu" autocentrado gosta de avaliar os outros, dar-lhes uma identidade e rotulá-los.

Todo ser humano foi condicionado a pensar e agir de determinada forma - condicionado por sua herança genética, pelas experiências da infância e pelo ambiente cultural em que vive.
Tudo isso não mostra o que a pessoa é, mas como parece ser. Quando você julga alguém, confunde os modelos condicionados produzidos pela mente com o que a pessoa é.

Nossos julgamentos também têm origem em padrões inconscientes e condicionados.
Você dá aos outros uma identidade criada por esses padrões, e essa falsa identidade se transforma numa prisão tanto para aqueles que você julga quanto para você mesmo.

Deixar de julgar não significa deixar de ver o que as pessoas fazem.
Significa que você reconhece seus comportamentos como uma forma de condicionamento que você vê e aceita tal como é.
Não é a partir desses comportamentos que você constrói uma identidade para as pessoas. Deixar de julgar liberta tanto você quanto o outro de se identificar com o condicionamento, com a forma, com a mente.
Não é mais o ego que conduz os relacionamentos.

Enquanto o ego dominar sua vida, a maioria de seus pensamentos, emoções e ações virá do desejo e do medo. Isso fará você querer ou temer alguma coisa que possa vir da outra pessoa.
O que você quer dos outros pode ser prazer, vantagem material, reconhecimento, elogio, atenção, ou fortalecimento da sua identidade, quando se compara achando que sabe ou tem mais do que os outros. Você teme que ocorra o contrário — que o outro seja, tenha ou saiba mais do que você - e que isso possa de alguma forma diminuir a ideia que você faz de si mesmo.

Quando concentra sua atenção no presente - em vez de usar o presente como um meio para atingir um fim -, você ultrapassa o ego e a compulsão inconsciente de usar as pessoas como meios para valorizar-se ao se comparar com elas.

Quando dá total atenção à pessoa com quem está interagindo, você elimina o passado e o futuro do relacionamento - exceto nas situações que exigem medidas práticas.
Ao ficar totalmente presente com qualquer pessoa, você se desapega da identidade que criou para ela. Essa identidade é fruto da sua interpretação de quem a pessoa é e do que fez no passado.

Ao agir assim, você se torna capaz de relacionar--se sem os mecanismos autocentrados de desejo e medo.
O segredo dos relacionamentos é a atenção, que nada mais é do que calma alerta.
Como é maravilhoso poder ultrapassar o querer e o medo nos seus relacionamentos.
O amor não quer nem teme nada.

Se o passado de uma pessoa fosse o seu passado, se a dor dessa pessoa fosse a sua dor, se o nível de consciência dela fosse o seu, você pensaria e agiria exatamente como ela.
Ao compreender isso, fica mais fácil perdoar, desenvolver a compaixão e alcançar a paz.
O ego não gosta de ouvir isso, porque sem poder reagir e julgar ele se enfraquece.
Quando você acolhe qualquer pessoa que entra no espaço do Agora como um convidado nobre, quando permite que ela seja como é, a pessoa começa a mudar.

Para conhecer outro ser humano em sua essência você não precisa saber nada a respeito do passado ou da história dele.
Confundimos o saber a respeito de alguém com um conhecimento mais profundo que não é baseado em conceitos.

Saber a respeito e conhecer são coisas totalmente diversas.
Uma está ligada à forma; a outra, à ausência de forma.
Uma age através do pensamento; a outra, através da calma e do silêncio.
Saber a respeito de alguém ajuda por motivos práticos. Nesse sentido, não podemos prescindir de saber a respeito da pessoa com quem nos relacionamos. Mas, quando essa é a única característica de uma relação, ela fica muito limitadora e até destrutiva.

Os pensamentos e conceitos criam uma barreira artificial, uma separação entre as pessoas.
Suas interações não ficam presas ao ser, mas à mente.
Sem as barreiras dos conceitos criados pela mente, o amor se torna naturalmente presente em todas as relações humanas.

Quando você observa uma pessoa e sente muito amor por ela, ou quando contempla a beleza da natureza e algo dentro de você reage profundamente, feche os olhos um instante e sinta a essência desse amor ou dessa beleza no seu interior, inseparável do que você é, da sua verdadeira natureza.
A forma externa é um reflexo temporário do que você é por dentro, na sua essência.
Por isso o amor e a beleza nunca nos abandonam, embora todas as formas externas um dia acabem."
Eckhart Tolle em O Poder do Silêncio - Relacionamentos

24 de março de 2011

Tudo provém da mente...


"O Buda, intuitivamente, compreendeu as limitações do conceito que um ser humano comum faz do tempo.

Ele ilustrou esse ponto com uma história sobre um jovem que abordou um grande mestre em busca de ensinamento profundo. O mestre concordou, mas sugeriu que o jovem tomasse uma xícara de chá antes. “Depois disso”, ele disse, “eu lhe darei o ensinamento profundo que você busca”.

Então, o mestre serviu uma xícara de chá e, enquanto o estudante a levava à boca, a xícara de chá se transformou em um vasto lago cercado de montanhas. Enquanto ele estava na beira do lago, admirando a beleza do cenário, uma garota chegou por trás e aproximou-se do lago para pegar água num balde. Para o jovem, foi amor à primeira vista e, quando a garota olhou para o jovem parado na beira do lago, também se apaixonou por ele. O jovem a seguiu até a casa dela, onde morava com os pais idosos. Aos poucos, os pais da garota foram se afeiçoando ao jovem, que também se afeiçoou a eles e, mais tarde, eles concordaram que os dois jovens deveriam se casar.

Depois de três anos, o primeiro filho do casal nasceu — um menino. Alguns anos mais tarde, uma menina nasceu. As crianças cresceram felizes e fortes até que um dia, aos 14 anos, o filho adoeceu. Nenhum dos remédios prescritos curou sua doença. Em um ano, ele estava morto.

Pouco tempo depois, a filha do casal foi pegar lenha na floresta e, enquanto estava ocupada com seus afazeres, foi atacada e morta por um tigre. Incapaz de superar o desgosto de perder ambos os filhos, a esposa do jovem decidiu se afogar no lago. Enlouquecidos pela perda da filha e dos netos, os pais da garota pararam de comer e morreram de fome. Tendo perdido esposa, filhos e sogros, o jovem começou a pensar que ele também deveria morrer. Ele andou até a beira do lago, determinado a se afogar.

Quando estava prestes a se jogar na água, contudo, ele subitamente se viu de volta à casa do mestre, segurando a xícara de chá em seus lábios. Apesar de ter vivido uma vida inteira, só um instante se passara; a xícara ainda estava aquecida em suas mãos e o chá ainda estava quente.

Ele olhou para o professor, que fez um gesto afirmativo com a cabeça, dizendo: “Agora você percebe. Todos os fenômenos provêm da mente, que é a vacuidade. Eles não existem de verdade exceto na mente, mas eles não são o nada. Este é o seu ensinamento profundo”.
Monge Mingyur Rinpoche, em A Alegria de Viver.

23 de março de 2011

A Busca do Amor...


"Nós nos apertamos muito na vida, às vezes durante longos trechos do caminho, às vezes durante o caminho todo, porque queremos ser amados.

Esticamos a corda, fazemos escolhas equivocadas, abrimos brecha para as doenças, mentimos para nós mesmos, mentimos para os outros, criamos as mais estranhas confusões, porque queremos ser amados.

Passamos ao largo dos sentimentos mais viçosos, das verdades mais intensas, das belezas mais risonhas, porque queremos ser amados. Erguemos muros altíssimos, amordaçamos as nossas sementes, engaiolamos os nossos pássaros, tentamos conter os nossos rios, porque queremos ser amados.

Ai, porque queremos ser amados, por mais estranho que pareça, às vezes fechamos o coração ou abrimos só um pedacinho dele e, ainda assim, lá na porta dos fundos. Sustentamos enganos, vestimos roupas que não nos servem, fazemos pactos com a escassez, ignoramos prazeres, agüentamos privações, porque queremos ser amados.

Mantemos a ilusão de que alguém ou alguma coisa trará, enfim, a chave que abre o nosso cárcere, e, enquanto o tal carcereiro não aparece, morremos por falta de alegria, um pouquinho a cada instante, porque queremos ser amados. Apagamos sóis, em vez de acendê-los. Soterramos sonhos, em vez de cultivá-los. Desenhamos uma história que nada tem a ver com a gente. Deixamos crescer a erva daninha até o ponto em que ela oculta as flores mais lindas e mais nossas, porque queremos ser amados.

Até que num belo momento, depois de muito cansaço, depois de muito doer, depois de muita neblina, depois de muita busca, sobretudo, a gente descobre, contente que nem criança diante de novidade, onde o amor estava o tempo todo. Onde estava a chave. Onde estava o alimento.

Maravilhados, começamos a cuidar de nós mesmos. Começamos a dedicar carinho e delicadeza a nós mesmos, esses que pensávamos que podiam vir somente dos outros. Começamos a ser a mãe e o pai de nós mesmos, e também os filhos, os enamorados, os benfazejos. Descobrimos que o interruptor que faz a vida acender esteve o tempo inteiro no nosso próprio coração.
Começamos a caminhar a partir da fonte inesgotável de amor que já nos habita. Que é a nossa essência. Que independe de intermediários, que são preciosos, sim, mas para enriquecer a nossa passagem pelo mundo. Para trocarmos aprendizado e entusiasmo. Para brincarmos juntos. Para partilharmos encantos.

Para partilharmos também as dores que, invariavelmente, nos visitam. Começamos a caminhar, enfim, a partir do amor que é essa matéria-prima disponível em nós, que permeia tudo o que podemos criar, agora, com a nossa existência. Começamos a querer somar com a nossa contribuição, seja lá qual for, porque quando a gente começa a se amar começa também a sentir que dar é o primeiro jeito de recebimento.

A vontade de fazer o amor circular é tão genuína, é tão natural, que a gente quer molhar a vida inteira nesse oceano amoroso, sabedores de que somos parte dele.
Continuamos a querer ser amados, é claro.
Amados com o charme que flui, com o olhar que abençoa, com a atenção que enleva.

Mas o amor que vem dos outros não é mais salvação, a única chance de felicidade, o tapa-buracos, o paliativo para a carência que o afastamento de nós mesmos nos provoca. Não é mais remédio, fórmula, chá milagroso ou coisa que o valha.

É, antes de tudo, um espelho que reflete a nossa própria capacidade de viver um amor que ri. Um amor que canta. Um amor que é gentil. Um amor que é paciente. Um amor que cuida, porque o cuidado é da natureza dele. Um amor que é grande e que abraça com calor e sem pressa. Um amor que, generoso, nos respeita e nos acolhe, com tranqüilidade, do jeitinho que a gente é. Um amor que vale a pena. Com frescor, com alegria, às vezes com tristeza e dificuldade também. Mas, principalmente, um amor que não sabe o que é esforço.

Amor cria espaço e beleza, é só a gente olhar para o universo. Quem entende bem dessa história de aperto é o medo, esse nosso carcereiro sabotador
."
Ana Jácomo em Onde está o Amor?

22 de março de 2011

O Maior dos Milagres - Osho



"Fazer um milagre é um grande feito, mas não grande o bastante.
Fazer um milagre é ainda permanecer no mundo do ego. A verdadeira grandeza é tão comum que nada reivindica;
É tão ordinária que nunca tenta provar coisa alguma.

Um homem veio até Lin Chi e disse,“Meu mestre é um grande médium. O que você tem a dizer de seu mestre?
O que seu mestre pode fazer, quais milagres faz?”Lin Chi perguntou, “Que tipo de milagres seu mestre tem feito?”

O discípulo disse, “Um dia ele me falou para ir para a outra margem do rio, segurando um pedaço de papel na minha mão.
O rio era muito largo, quase uma milha. Ele estava na outra margem e de lá, ele começou a escrever com uma pena, e sua escrita apareceu no meu papel. Eu mesmo presenciei isso, sou uma testemunha disso!
O que seu mestre é capaz de fazer?”

Lin Chi disse, “Quando ele está com fome, come, e quando sente sono, ele vai dormir.”
O homem disse, “Do que você está falando? Você chama isso de milagres? Todo mundo faz isso!”

Lin Chi respondeu, “Ninguém faz isso. Quando você dorme, faz mil e uma coisas.
Quando você come, pensa em mil e uma coisas. Quando meu Mestre dorme ele apenas dorme; não se mexe, não se vira, sequer sonha.
Somente o sono existe naquele momento, nada mais. E quando sente fome, ele come. Ele está sempre exatamente no lugar onde está.”

"Qual o sentido em escrever de uma margem do rio para a outra? Isso é pura tolice. Só pessoas tolas se interessariam por isso.
Qual o sentido?"

Alguém disse a Ramakrishna: “Meu mestre é um grande homem. Ele pode andar sobre as águas.”
Ramakrishna disse, “Tolice! Pois eu posso simplesmente ir até ao barqueiro, e, por apenas duas moedas, ele me leva para o outro lado.
Seu Mestre é um tolo. Vá e faça-o perceber de que ele não deve desperdiçar a vida dele com coisas tão simples.

Mas a mente está sempre desejando algo.
A mente não é nada além disso, um desejo constante de que alguma coisa aconteça.
Às vezes está pensando em dinheiro, ter mais dinheiro, em ter uma casa maior, ter mais respeito, mais poder político.
Depois você se volta para a espiritualidade, mas a mente permanece a mesma. Agora quer ter mais poderes psíquicos – telepatia, clarividência, e outras besteiras do mesmo gênero.
Mas a mente permanece a mesma, querendo mais, sempre mais.
O mesmo jogo continua.

Agora é telepatia, clarividência, poderes psíquicos: “Se você pode fazer isso, posso fazer mais que isso. Posso ler os pensamentos das pessoas a milhares de quilômetros de distância.”

A vida em si já é um milagre, mas o ego não está preparado para aceitar isso.
Este deseja algo especial, algo que ninguém mais esteja fazendo, algo extraordinário.
Osho em Tarot da Transformação - O Maior dos Milagres

21 de março de 2011

Intimidade...



Intimidade é uma dimensão do relaxamento a dois,
Sem se importar com formatos e regras,
Sem se importar em se esconder ou se esforçar,
A delicia de se encontrar no outro,
Se espelha no encontrar a si mesmo...

A respiração é suave, é doce, os olhares se cruzam frescos,
O tocar é espontâneo e suave,
E celebram aquele momento eterno de cumplicidade silenciosa...

Não existe explicação,
Não precisa de explicação,
A intimidade é tão luminosa que já é a própria poesia viva...

Os corações se enlaçam tranqüilos,
E a alegria tempera o momento com toda sorte de brincadeiras e risadas soltas,
Soltas como as folhas das árvores, que se lançam ao vento
E nem se dão conta aonde cairão, ou se cairão,
Nem importa.
O que importa mesmo, é se deixarem levar...

Intimidade é uma música deliciosa em nossas vidas,
Um canção amorosa,
Daquelas que só a harmonia já nos transporta,
Mais alguns versos, pronto....já nos desmanchamos para sempre...

A paisagem é bela, sem dúvida,
E o encontro mais ainda,
Se permitem dizer:
Intimidade é a respiração do coração,
É a expansão gratuita do amor,
Que assim num piscar de olhos
Alcança a nossa vida inteira num segundo,
E nunca mais nossas vidas serão as mesmas depois disso...

20 de março de 2011

Viver sem idade - Osho



Osho, tenho sessenta e dois anos e me sinto cada vez mais jovem, como isso é possível?

"Meditação é uma transformação de todo o seu ser. Você não é mais parte da multidão, não é mais um parafuso da máquina. Você tomou a responsabilidade sobre os seus próprios ombros; tornou-se um indivíduo livre.
A nacionalidade irá desaparecer, porque são linhas arbitrárias criadas pelo homem — a sua existência é algo feio porque mostra que o homem ainda não é maduro; senão qual é a necessidade de haver tantas nações, e de cada nação ter enormes exércitos?

As pessoas estão morrendo de pobreza, e setenta por cento do rendimento nacional em todo o mundo vai para gastos militares. A humanidade está vivendo apenas com trinta por cento e os exércitos ficam com todo o restante — naturalmente, porque eles venderam suas vidas e estão se preparando para a morte, seja para matar ou ser morto.

Isso parece ser tão inútil. Por que deve haver guerras? Por que deve existir violência? (...) O homem de meditação está destinado a ser cidadão do mundo. Ele não irá ser cristão, ou hindu, ou maometano, porque ele se relaciona com a existência por si mesmo.(...)

À medida que você se torna mais silencioso, que seus olhos se tornam mais claros, que a fumaça ao seu redor desaparece, as religiões, nações, discriminações entre preto e branco, entre homem e mulher, começam todas a desaparecer.
Está certo você se sentir sem idade. A meditação começa por levá-lo além do tempo, porque ela vai também levá-lo além da morte.
Você ficará surpreso ao saber que em sânscrito há apenas uma palavra para morte e tempo. A palavra é Kal. Kal significa também amanhã — amanhã haverá apenas a morte e nada mais; a vida é hoje.

À medida que você se torna mais tranquilo... as suas tensões são o seu peso. Quando as tensões não existem mais, você se torna leve, sem peso. E a consciência, que é a sua realidade, não tem limitação de espaço e tempo.
Seu corpo cresce da infância para a juventude, para a velhice e para a morte. Essas mudanças estão ocorrendo apenas ao corpo. São uma troca de mobília da casa, ou uma nova pintura, ou uma nova fachada, mas o homem que vive na casa, o chefe da casa, não é afetado por essas coisas.

A consciência é o mestre.
O seu corpo é apenas a casa.

No momento em que você entra em meditação, você toca, dentro de si mesmo, em algo universal — algo que não tem idade, que não tem limitações seja de tempo ou espaço.

Isto não está acontecendo somente a você. Eu recebo muitas cartas de sannyasins velhos, dizendo que eles estão se sentindo tão jovens que não sentem nenhum contraste de gerações.

Eles se misturam com jovens e nem por um momento lhes vem a ideia de que eles têm oitenta anos e que os outros têm apenas vinte. Eles se comunicam e ninguém acha isso estranho.

Uma mulher sannyasin, da Escócia, escreveu para mim: "Agora, Osho, já está um pouco demais!" Ela está com setenta e oito, e agora está correndo atrás de borboletas! Todo o vilarejo pensa que ela ficou louca, porque ela está continuamente rindo e se divertindo e ninguém consegue acreditar nisso.

Por eles a terem visto sempre miserável, não podem acreditar no que aconteceu. Ela está se comportando como uma criança.Ela me perguntou: "O que eu devo fazer? Devo tentar me comportar da maneira antiga?"

Eu disse a ela: "Você pode tentar, mas não vai ser bem-sucedida. Não perca seu tempo, continue a correr atrás das borboletas. E por que se importar com os idiotas de sua cidade? Divirta-se."

Meditação não é algo mental.
Meditação é algo que diz respeito ao seu ser.
É necessário apenas uma pequena conexão... e, de súbito, tudo é diferente. O corpo continuará seu caminho, mas você saberá que não é seu corpo. Pessoas morrerão, mas você saberá que a morte é impossível.
A sua própria morte virá — mas a meditação o prepara para a morte, para que você possa ir dançando e cantando para o derradeiro silêncio, deixando a forma para trás e desaparecendo no sem-forma."
Osho em Após a meia-idade : Um céu sem limites

19 de março de 2011

O Todo em Você...


Quando você acorda pela manhã, nem se dá conta de que é o Todo da existência despertando para mais um dia..

Quando se alimenta, e saboreia as delícias da mesa, nem se dá conta de que é o Todo saboreando prazeres gustativos, "palatáveis", e nutrindo, cuidando de seu corpo mais denso..

Quando você sorri, brinca, se diverte, nem se dá conta de que é o Todo vivendo a expressão da expansão, da graça de desfrutar o momento, de ver a brincadeira da existência, de si mesmo, e com isso trocar sentimentos de amizade, de leveza com um outro você..
Quando você trabalha, e cria e constrói coisas novas, nem se dá conta de que é o Todo realizando, criando, "bolando" coisas novas, através de suas mãos, de sua inteligência, e com isso trazendo ao mundo material, novas formas, novos modos, nova dinâmica para que o Todo em todos possa desfrutar mais uma vez...

Quando você se olhar no espelho, e ver o brilho dos seus olhos, perceba que é a face do Todo. As emoções que surgem, o amor, a saudade, os pensamentos que surgem, as falas que surgem, os sentimentos que surgem, surgem justamente do Todo, e para ele retornam simplesmente.

A existência, o Todo, Deus é o grande Todo, é a Totalidade da Existência.
Quando acreditamos que somos nós que agimos, que fazemos, que realizamos, isoladamente, separadamente, e de que, nada que fazemos tem a ver com o todo, aí é que está a grande ilusão, a grande "nuvem" da ignorância, da qual nos falam os orientais.

Não tem como ser assim. Já que toda energia, toda a vida que vive em nós, e através de nós, não vem de nós...ela passa por nós.. Já existia antes de nós chegarmos aqui, e continuará depois que partirmos, porque? Simplesmente porque Deus, Existência o Todo é eterno, e a existência, a realidade é Ele...

Deus se dá na Existência. Não é algo separado, como um artista que cria uma obra, não, Ele é a própria obra...não existe separação...

Quando nos vem a idéia de erro, de errado, de pecado, de "coisa terrível", isso não passa de um julgamento, em cima do fato, em cima daquilo que É. Só isso.

A existência é Total, por isso ela fatalmente inclui os paradoxos, os opostos...não tem como ser diferente. Quem já viu uma moeda de um lado só?... Não existe...uma moeda tem necessariamente, que ter dois lados..

E a existência é assim...é Total, simplesmente Total...
Por isso, aceitar aquilo que É, e viver com o coração aberto, acolhendo o momento e tudo que há, mesmo que não compreendamos os fatos, significa que estamos sintonizados com a existência, significa que estamos vivendo, "surfando", e desfrutando o momento presente do jeito que ele vier... simplesmente porque o que acontece é sempre o melhor, porque? Porque aconteceu, não tem como mudar isso...Ou se aceita o presente e desfruta do que ele nos traz, e tiramos dele o máximo que pudermos, em termos de lições, aprendizados e consciência, e isso é viver em plenitude, ou se briga com o instante presente, critica-se, e se revolta com aquilo que é, dizendo "não" para a existência, e com isso viver-se um inferno...podemos escolher...está tudo aí...afinal a existência é Total não é?

O Todo sempre É.
Lembre-se disso sempre. A cada momento, amplie seu olhar e saiba que também essa ampliação do olhar é o olhar do Todo que se amplia através de você..
Amor
Lilian

18 de março de 2011

Sesshin...



"A palavra Sesshin, em Japonês, pode ser escrita de duas formas.
O som é o mesmo, mas pode dar dois significados diferentes.
Unificar a mente, a essência do ser. Tornar-se um, uma: corpo-mente-espírito, o eu-outro a outra-eu.
Unificar a mente - perceber que sempre está una, que sempre é a realidade suprema se manifestando, mesmo na confusão e na dúvida.
Como poderia a Verdade se esconder?

A outra é penetrar a mente, penetrar a essência de si mesma, o nosso eu mais íntimo e real. (...)
Não dualidade.

O Uno se manifesta em múltiplas formas.
O Multiverso.
Cada som é um som.
Notas musicais.
Ruído. Silêncio.
Luz e sombra são um par.
Pares e ímpares seguimos respirando,
sentando,
caminhando entre os períodos de Zazen.

Caminhar solene, lento, consciente dos passos,
da postura, da respiração, da distância entre uma pessoa e outra.
Visão periférica.
Não estamos sós.
Somos a vida da Terra em contínua, perpétua transformação e movimento.
Os corpos imóveis estão em plena atividade.
Circulando a seiva da vida.
Coluna vertebral alinhada com a cervical.
Olhos semi abertos pousados à frente,
Mãos no mudra cósmico: estamos no cosmos e o cosmos está em nossas mãos.
Responsabilidade.
Habilidade da resposta adequada.
Adequação.
Ação de se adequaràs circunstâncias.
Sem dentro nem fora.
Cada instante perene vivenciado em plenitude.
Presença absoluta.
Agradecendo todos e todas as mestras e mestres do Yoga, do Zen, das tradições que nos permitem hoje vivenciarmos a extraordinária simplicidade de InterSer.
Mãos em prece"
Sesshin - por Monja Coen

Pura Consciência...



Pergunta: Como posso recuar de minhas emoções, desejos e agitações de modo que eu possa manter-me na Pura Consciência?

Jean Klein - Você não pode manter-se na Pura Consciência porque ela é o que você é. O que ela é e o que é você é a luz em toda percepção. Todos os objetos, todas as percepções dependem da luz, sua natureza real.

Não podem existir sem perceber a luz. Eu chamo sujeito final a esta luz em todas as percepções. Está claro que não tem nada a ver com o sujeito, o “eu”, o qual passa por nós mesmos na relação sujeito-objeto.

A percepção existe apenas porque você, luz, Consciência, sujeito final, ou como o quiser nomear, é. A percepção aparece e desaparece em você.

Desta forma, seja completamente consciente da percepção. Veja que ela existe no tempo e no espaço, enquanto você é atemporal. Espaço e tempo não são senão energia em movimento.

Quando nenhum sujeito volitivo interfere para cristalizá-la, a percepção toma forma e então se desfaz de volta ao silêncio, pois o silêncio é contínuo, enquanto a percepção é descontínua. Portanto acentua o que percebe, o sujeito, não o percebido, o objeto.

Em um primeiro momento você experimenta a Consciência silenciosa e, depois, a dissolução da percepção, mas, mas tarde, você será o silêncio tanto na presença como na ausência de objetos.Como uma folha de papel em branco não é afetada pelo que você escreve sobre ela, da mesma forma a Consciência impessoal não é afetada pelos três estados de vigília, sono e sonho. Estes três estados são sobreposições à Consciência Pura.

Parece paradoxal que devamos ultrapassar um movimento no tempo para estabelecer-nos no que você chama de atemporalidade. Nós nos estabelecemos nela ou ela em nós?

J.K- Seja consciente de como você funciona. Conheça seu corpo, suas sensações, seus sentimentos, medos e pensamentos. É então que você pode descobrir que o que chama de seu corpo, sentidos e mente, são apenas idéias que você mantém na mente sem conhecer realmente o que são. Você sobrepõe uma imagem-memória a seu corpo e suas emoções.

Assim, o primeiro passo, se podemos falar de passos, é ver quão raramente você escuta devido às suas constantes reações e à antecipação. Na observação inocente, o que é visto aponta novamente para a própria visão. Não há mais nenhuma interferência de um ego que se apressa em julgar, qualificar ou concluir. Você se descobre em uma atenção que é livre de tensão e concentração, onde não há ninguém atento nem algum objeto de atenção. Viva esta atenção sem referência a algo, pois ela está fora da relação sujeito-objeto.

Você é Consciência que permanece durante todos os variados estados nos quais entramos e saimos. Ali e então há apenas o amor e a alegria de viver a serem descobertos.

Quando você entrou na sala, você sentou e retirou sua jaqueta. Onde estava sua mente quando você a retirou?
J.K- Não há nenhum ator, apenas atuação, apenas o retirar da jaqueta. Na realidade, não há nenhum ator de modo algum. O ator é uma sobreposição, uma forma de memória que aparece apenas depois da ação. Na própria ação, há apenas unidade. Você pode crer que é possivel atuar e, enquanto atua, pensar “Eu estou agindo”, mas estas duas coisas não acontecem ao mesmo tempo, O “eu”, como um ator, é um pensamento; a ação é outro pensamento; e dois pensamentos não podem existir simultaneamente.

A rápida sucessão de pensamentos dá uma impressão de simultaneidade, mas só pode haver um pensamento num momento.

Você está dizendo que retirou a jaqueta inconscientemente?

J.K - Veja... Estou sentado aqui, mas não sou o corpo. O corpo é um objeto de minha percepção. Este objeto sente calor e este sentimento de calor remove a jaqueta, uma ação completamente espontânea, mas não há alguém que atue. Este “eu” que retirou a jaqueta aparece depois como uma idéia, como uma imagem de mim mesmo como ator. Mas, durante a própria ação não é possível estar em uma idéia de mim mesmo e no ato ao mesmo tempo.

Digamos que você seja um violinista. Enquanto toca o violino não é possível pensar, “Estou tocando o violino”. No momento de tocar, você está completamente envolvido no movimento, de forma que não há lugar para a idéia de um intérprete.

O pensamento “Estou tocando” pode passar rapidamente pela sua mente, mas neste instante você está nesta idéia, não no tocar. Nossa linguagem é dualística. Quando você diz “Estou tocando o violino” significa que o fato de tocar o violino pertence a um “eu”. Quando você identifica o “eu” com o violinista, você tem uma idéia de si mesmo como intérprete. Mas, realmente, este “eu” não tem nada a ver com o violinista.

A maioria de nós se identifica com nosso corpo, nossas ações, nossos pensamentos e sentimentos. Isto é o que aprendemos desde que éramos muito jovens. Mas você parece dizer que este processo de identificação é falso. Que percepção nos leva à posição de não-identificação?

J.K - Seus pais deram a você uma forma e um nome. Sua educação e ambiente lhe atribuíram muitas qualificações e você se identificou com elas.

Em outras palavras, a sociedade lhe deu uma idéia de ser alguém. Assim quando você pensa por si mesmo, você pensa em termos de um homem com todos os tipos de qualificações que acompanham sua imagem. Esta acumulação passou por muitas mudanças, mas ainda assim você é consciente delas.

Você pode lembrar de quando tinha sete anos. Você pode lembrar de quando não tinha barba. Isto indica que há um observador destas mudanças. A habilidade para observar as mudanças indica que a mudança está em você, não você nela, pois se assim fosse, como poderia observá-la? Assim, o que realmente pertence à percepção (para usar sua palavra) é o que é imutável em você.
Você é a testemunha de todas as mudanças, mas esta testemunha nunca muda. Assim, a questão real é, “Como eu posso conhecer a testemunha?”

Não estou certo de ter entendido o que você quer dizer. Entendo que as mudanças acontecem e são lembradas em meu cérebro, e estou consciente destas memórias. Não vejo a necessidade de admitir uma testemunha.

J.K - A testemunha está sempre presente, é sempre presença. É o que não se identifica com a mudança, com as circunstâncias, e então as “observa”. Sempre que você atenta para uma mudança, você o faz de uma posição do presente. É um pensamento presente. É esta presença contínua por toda a vida que nos chamamos de testemunha.

Não se pode dizer que nasceu, pois nascimento e morte são idéias, conhecimento de segunda mão, algo que foi falado a você. Conhecer a testemunha, portanto, significa experimentar o estado de presença em todas as mudanças.

Chamar de “testemunha” à presença é apenas um artifício pedagógico para mostrar-lhe que você não é a imagem que tem de si mesmo, e para destacar o sujeito, não o objeto, em suas percepções. No fim, mesmo a testemunha se dissolve na presença da qual emergiu.

Quando o corpo morre, a consciência permanece?

J.K - O que é o corpo? O corpo é um pensamento, uma invenção da mente. Quando você olha para o céu, onde está o corpo? Quando você olha para o céu, onde está o homem? Há um homem? Há apenas visão do céu. Sem o pensamento de ser um homem, não há homem. Você tem a idéia de um corpo, mas na realidade ele não existe. O corpo, o homem, são formas de pensamento.

Você não desperta de manhã. É a idéia de um corpo que desperta em você. O que há antes que o corpo desperte? Você é!

Isto é simplesmente uma idéia... Eu não estou consciente de existir antes de despertar.

J.K - Isto é verdade, mas ainda você estava presente antes de o corpo acordar. Você conhece certos momentos em que o corpo não está completamente desperto, mas você está.

Uma vez satisfeito um desejo, há um momento de carência de desejos onde não há ninguém sem desejos. Há apenas ser, e nisto não há nem idéia nem emoção. Você pode ter uma bela esposa. Quando estão separados um do outro, você pode visualizar seu encanto, sua forma, sua inteligência e todas as suas qualidades. Mas chega o momento em que todas as qualidades desaparecem e há apenas um ser. Não há mais alguma imagem de um amado ou uma imagem de um amante. Há apenas amor.

Isto é o que quero dizer quando afirmo que você não é nem os sentidos nem a mente. Você é este amor.

Como posso libertar-me desta imagem de mim mesmo?

J.K - Torne-se plenamente consciente da idéia que você tem de si mesmo. Este “eu” é um objeto que você pode conhecer. Você conhece seus desejos, medos e ansiedades, mas quem é o conhecedor? Você nunca pode objetivar o conhecedor porque você é ele. Então, seja o conhecedor.

Não tente encontrar-se em algum lugar em uma auto-imagem porque você não está em parte alguma. Não procure por si mesmo!

Porque sempre nos identificamos com o que não somos?
J.K - Reformulemos esta pergunta. Perguntemos em primeiro lugar, “O que é que não somos?” Não somos o corpo, os sentidos ou a mente. Mas, para entender isto realmente, devemos aceitar primeiro nossas funções físicas e mentais. O conhecimento real de alguma coisa exige abertura total.

Talvez você seja consciente de que seu corpo está pesado ou tenso, mas seu corpo é mais do que peso e tensão.

Conheça o corpo através da escuta, pois o corpo está em você, não você nele. O corpo é um depósito de histórias, devemos dar-lhe a oportunidade de revelar-se. E, para fazer isto, você deve estar silencioso. Na escuta, não há lugar para alguém que escuta. Há apenas atenção, escuta vazia, a qual permite que o corpo expresse sua história.

De qualquer outra forma, você não pode nunca conhecer seu corpo, porque ele se converte em uma projeção da memória. Para a maioria de nós, não é o corpo que desperta a cada manhã, mas a impressão, a idéia que se tem dele. Ele não é real. Você pode perguntar “O que é real?” Aquilo que existe em si mesmo é real. O corpo necessita da consciência para existir. Se você não está consciente dele, o corpo não existe.

O que não depende de nossa consciência para existir?

J.K - Tudo o que pode ser percebido não tem realidade; tem necessidade de um representante para ser conhecido. Apenas a consciência é real porque não necessita de nenhum representante. O corpo é simplesmente uma idéia. Ele aparece e desaparece em você quando você não pensa sobre ele. Ele aparece e desaparece na consciência, e o que aparece e desaparece na consciência é nada mais que consciência. O corpo, a totalidade do universo, é uma expressão da consciência.

Qual a diferença entre mente e consciência?
J.K - Você pode ter consciência de sua mente. Você pode ter consciência das funções dos hemisférios direito e esquerdo de seu cérebro. Você é o conhecedor de sua mente, de seu cérebro. Portando, você não é a mente."
Jean Klein em A Simplicidade de Ser

16 de março de 2011

Um Planeta, uma humanidade, uma alma...



Temos acompanhado os recentes acontecimentos no Japão. Berço de uma cultura milenar, que já passou por tantos momentos delicados, em que se exigiu do seu povo, além de muita coragem, determinação e trabalho, muita cooperação e solidariedade.

A Natureza tem seus ciclos, suas leis, se move, cria, transforma. Nosso planeta é Gaia, e está sempre em profusão. Nossa Mãe Terra é viva, pulsa, tem seus ritmos, e nós, seus filhos, podemos acolhê-los e acolhê-la com amor. Não somos auto-suficientes, somos parte dela, e com ela vivemos as múltiplas experiências dessa divina manifestação que se chama humanidade.

O povo Japonês, que já passou por bombas nucleares, agora vive uma situação semelhante, não vinda mais como conseqüência da guerra, mas como consequência da energia atômica pacífica, mas ainda assim, a mesma poderosa energia atômica... Ou seja os mesmos riscos de antes acontecem neste momento e nos levam enquanto humanidade a uma profunda reflexão sobre se, de fato, este é o melhor caminho para se pensar, em termos de investimento energético no mundo, para as gerações futuras.

O Planeta é um. Tudo que acontece em cada parte reflete no todo não tem como ser diferente. Nada fica restrito a alguma parte. O planeta é nosso corpo mais externo, e isso nos faz refletir em como estamos lidando com essa verdade.

A Alma Universal se manifesta desde a galáxia mais longínqua e gigante, até a mais minúscula das células. No nosso DNA existem os mesmos átomos que estão nas estrelas a milhões de anos luz daqui.

Tudo se combina de formas infinitamente diferentes, combinações que levam a manifestações múltiplas, mas que quando são vistas em detalhes, o que se revela a mesma inteligência criativa, o mesmo "traço" do artista, a mesma marca peculiar da existência plena.
A energia que move os astros é a mesma que respira em você, é a mesma que faz as flores se abrirem, é a mesma que queima a milhões de graus no sol, é a mesma que sobe e desce nas marés, é a mesma que faz o planeta girar, e a criança nascer...nada separado, nada isolado, nada partido, nem fracionado...

Pelo contrário, tudo "intersendo", uma interdependência perfeita, fluida e bela que somos em verdade cada um de nós...

Somos a auto-consciência do planeta. A natureza se percebe, e se percebe através de cada um de nós, somos ondas desse oceano infinito e isso é inerente a cada ser humano, não tem como ser diferente.

Todo aquele que diz " Eu Sou" é dotado desta auto-consciência divina, e só isso já significa que ele é o Todo, se auto-percebendo, e se auto-experimentando conseqüentemente.

Com isso, quero chamar a atenção para esta nova fase que caminha a humanidade, e o planeta e o Japão enfim...todos nós... estamos em profunda transformação, em profunda auto-descoberta, e todos os eventos são propícios para um maior aprofundamento da consciência, a nível global.

É importante que nós nos demos conta da grande importância da sermos solidários uns com os outros e nos ampararmos sempre, não só em momentos difíceis, mas sempre. O que faço para mim na verdade estou fazendo para o Todo; o que faço para o outro na verdade estou fazendo para mim, e para o Todo...
Quando cada um de nós cuida da sua casa, do seu corpo, está cuidando na verdade do planeta. Quando olhamos para o planeta, estamos olhando para nós mesmos.

Tudo aquilo que emanamos para o universo é o próprio universo que se expressa através de nós, e com isso cria um novo evento...isto é criação, isto é evolução...isto é "interser"..

Já que nada está separado, em cada momento o Todo, em cada evento, o Todo...mesmo aonde não enxergamos, o Todo é sempre presente, pois só o Todo existe de fato...

Acordemos para a verdade que somos.
Um planeta, uma humanidade uma alma...
Em cada pequeno gesto de cuidado e de amor, está ali implícito todo o amor que há...

Que o Amor seja pleno, e que todos aqueles que agora choram, possam receber o amor e o cuidado que precisam, para se sentirem novamente plenos e pertencendo a essa grande festa cósmica, que somos todos nós, e tudo que há.

Ao povo do Japão, deixemos aqui a nossa solidariedade e o nosso amor.
Ao planeta, enviemos as melhores e mais puras energias, todo cuidado e gratidão.
E que todos esses eventos nos ensinem a sermos mais e mais conscientes da nossa verdadeira unicidade...
Amor
Lilian
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