18 de março de 2011

Sesshin...



"A palavra Sesshin, em Japonês, pode ser escrita de duas formas.
O som é o mesmo, mas pode dar dois significados diferentes.
Unificar a mente, a essência do ser. Tornar-se um, uma: corpo-mente-espírito, o eu-outro a outra-eu.
Unificar a mente - perceber que sempre está una, que sempre é a realidade suprema se manifestando, mesmo na confusão e na dúvida.
Como poderia a Verdade se esconder?

A outra é penetrar a mente, penetrar a essência de si mesma, o nosso eu mais íntimo e real. (...)
Não dualidade.

O Uno se manifesta em múltiplas formas.
O Multiverso.
Cada som é um som.
Notas musicais.
Ruído. Silêncio.
Luz e sombra são um par.
Pares e ímpares seguimos respirando,
sentando,
caminhando entre os períodos de Zazen.

Caminhar solene, lento, consciente dos passos,
da postura, da respiração, da distância entre uma pessoa e outra.
Visão periférica.
Não estamos sós.
Somos a vida da Terra em contínua, perpétua transformação e movimento.
Os corpos imóveis estão em plena atividade.
Circulando a seiva da vida.
Coluna vertebral alinhada com a cervical.
Olhos semi abertos pousados à frente,
Mãos no mudra cósmico: estamos no cosmos e o cosmos está em nossas mãos.
Responsabilidade.
Habilidade da resposta adequada.
Adequação.
Ação de se adequaràs circunstâncias.
Sem dentro nem fora.
Cada instante perene vivenciado em plenitude.
Presença absoluta.
Agradecendo todos e todas as mestras e mestres do Yoga, do Zen, das tradições que nos permitem hoje vivenciarmos a extraordinária simplicidade de InterSer.
Mãos em prece"
Sesshin - por Monja Coen

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