16 de março de 2011

O Filme da vida...


"O filme é projetado na tela.
O filme não pode controlar a tela
Mas, dentro do filme, existe a aparência de escolha e controle. O personagem do filme parece fazer escolhas, dentro do filme, e parece ter um certo grau de controle sobre os eventos de sua vida no filme.
Eu posso parecer que controlo a "minha vida". Mas eu não posso controlar a vida.
E, apesar do filme de escolha e controle, a tela permanece intocada...
Você não pode escapar do filme e alcançar a tela, porque qualquer tentativa de alcançar a tela está acontecendo dentro do filme.
Libertar-se do filme é impossível para o personagem do filme.

Quando se interrompe a projeção do filme sobre a tela, o personagem desaparece. Assim, nunca houve um personagem preso e, portanto, nenhum personagem necessitaria escapar, ou poderia escapar, mesmo se ele precisasse ou desejasse.


A verdade é que não é o personagem que está preso e não pode escapar... a verdade é que não existe ninguém alí que esteja preso e não possa escapar.
Tudo o que desaparece quando o projetor é desligado, é simplesmente parte do filme, parte do sonho da individualidade.


Em outras palavras, os seus problemas são tão reais quanto você é.
E isso é uma maneira complicada de dizer uma coisa realmente muito simples:
A verdadeira liberdade não é encontrada tentando-se escapar da experiência presente.

A verdadeira liberdade está bem aqui, no meio de toda experiência presente, da mesma maneira que cada cena do filme é igualmente uma projeção - as cenas dolorosas e as cenas prazerosas.

Ao mesmo tempo, a tela, íntima de todas as projeções, já é liberta.
E, o que já está liberto, não tem necessidade de buscar a liberdade.
O fim da busca é mais simples do que você possa jamais imaginar.
E agora, aprecie o filme... "

Jeff Foster em Satsang

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