28 de março de 2011

O Poema do instante...


"Procuramos por alguma coisa neste momento que não seja deste momento.
Extases, kundalinis subindo, chacras se abrindo, orgasmos celestiais, sempre alguma coisa que não é exatamente o que está acontecendo aqui - a simplicidade do viver de cada momento.

É uma pura simplicidade olhar para um lago ou um rio.
É uma pura simplicidade sentir a beleza de nossos passos.
É uma pura simplicidade amar cada palavra de sua boca, cada sentimento que sai do peito.
É uma pura simplicidade levantar todo dia e sentir o corpo renovado, tomar o café, ir ao trabalho.

Satsang não é uma procura pelo amanhã, nem a realização de qualquer desejo que a mente tenha - incluindo iluminação ou perfeição.
Mas sim ter o poema do instante no peito, no sangue e nas vísceras, o poema e o canto de cada momento, como ele é, em sua pura simplicidade amorosa e gentil.
Nós somos convidados em Satsang a relaxar na realidade.

Este relaxamento é o percebimento claro e possível da beleza e o encanto que existe no início, no meio e no fim de todos os acontecimentos da vida diária.
As palavras apenas indicam a possibilidade.
A boca saciada de satsang será agraciada com um toque macio e perfumado de um coração tranquilo. Este momento é perfeito quando os olhos vêem transparência e estão vazios. Todas as ações acontecem como tem que acontecer - porque qualquer ação é a simplicidade de cada timbre desta música.

O amor está sempre aqui.
Quem é capaz de ver?
Quem é capaz de ouvir a melodia que o coração sussurra em prece todos os dias de sua vida?"
Swami S. Naseeb em A Realidade é Satsang

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