31 de agosto de 2010

Não-dual...


Quando usamos o termo 'não-dual', estamos com isso, apontando para uma verdade que escapa para a maioria das pessoas - a de que a existência tal como a percebemos, tal como vivemos - não está separada, fragmentada, dividida.
Tomar posse dessa consciência é ver aqui e agora Toda a realidade como UM único e autêntico, indivisível oceano auto-consciente.

A existência com seus infinitos aspectos, características, formas, dramas, comédias, pensamentos, emoções, tudo absolutamente está nesse momento sendo manifestação aparente do Todo, neste exato momento. Nenhum aspecto tem mais ou menos relevância, nenhum é mais importante que o outro, não existem prioridades, não existem referências, nem nada que possa ser classificado.
Nada pode existir fora da existência. Trata-se do infinito UM sempre, nos aparentes 'tudo' e em 'todos'.

O fato que ainda não percebermos e vivermos a existência na sua Unicidade plena, deve-se apenas as divisões mentais que trazemos em nós. Seriam nossas muralhas internas, que são projetadas na existência. Se as divisões internas do medo, da crítica, do julgamento, das diferenças..enfim do ego, são abandonadas, todas as 'divisões' externas caem por si mesmas. A consciência Não-dual, nos mostra o significado da verdadeira comunhão. Vemos que não somos nós que vivemos, já que não temos autonomia, mas a vida que vive em nós.

Osho nos fala que a verdadeira linguagem da existência é o silêncio.
Tudo que recobre esse silêncio é ruído, é divisão, é muralha, que nos faz assim perceber e viver a existência acreditando que ela é fragmentada.
As muralhas mentais projetadas na existência, são em verdade os aspectos que precisam ser removidos, e o que surge é a unicidade original, o céu indivisível que sempre esteve lá, desde sempre.
Acolher a existência, é tomar posse da unicidade que somos, uma única e sem divisão existência/ consciência, se auto-revelando, se auto-experimentando.

Termino com um trecho de Satyaprem que ilustra essa tomada de consciência da verdadeira unicidade.
"No momento que você nota que não existe divisão em lugar nenhum, que a divisão é pensada, ela acaba.
Quer dizer, então, que eu posso fazer qualquer coisa, que eu sou Um com o Divino.Você pode até pensar: “Agora eu estou miserável, eu não estou Um com o Divino, com a Existência”.
Mas miséria também faz parte do Divino.
Essa é a brincadeira que “Ele” criou.
E quando a mente se desengata desses enganos, que são os “esconde-escondes”, você nota: “Quer dizer que mesmo se eu estiver miserável, triste, aborrecido, com raiva; eu sou Um com o Divino?” É.
Amor
Lilian

30 de agosto de 2010

Flor real...


"Quando alguma coisa desabrochar dentro de você. não salte sobre ela intelectualmente, ou matará a flor. Você tirará as pétalas para ver o que tem dentro, mas nessa própria dissecção, a flor se vai.

A ironia é que, se você quiser saber o que é uma flor e tirar as suas pétalas, nunca saberá o que é uma flor. Tudo o que você vier a saber sobre ela dessa maneira será sobre uma outra coisa - talvez sobre os componentes químicos da flor, sobre os componentes físicos da flor, sobre sua cor, sobre isso e aquilo, mas nada disso terá referência à beleza.
Essa beleza desaparece no momento em que você disseca e destrói;
O que você tem agora é apenas memória da flor, e não a flor real.

E tudo o que você souber sobre ela, saberá sobre uma flor morta, e não sobre uma viva. E aquela vida era a própria matéria, era a coisa real; aquela flor viva estava crescendo, desabrochando, liberando fragrância. E assim é o caso com o desabrochar interior.
A meditação trará muitos novos e belos espaços, mas se você começar a pensar a respeito - o que eles eram, porque aconteceram, o que afinal de contas eles significavam- trará a mente para dentro da experiência, e a mente é veneno.
Dessa maneira, em vez de aguar a flor, você a envenenou.

Meditação é a dimensão diametralmente oposta da mente.
Assim, não traga a mente. Desfrute !
Aconteceram boas experiências, e mais e mais experiências de maior significado estarão vindo - esse é apenas o começo.
Permaneça aberto e disponível."
Osho em Todos os Dias

29 de agosto de 2010

Be Fully Awake Unto Your Self ...

Auto cura...


"O processo de auto cura necessita de uma base vigorosa, feita de relaxamento, alegria, amor e compaixão. Precisamos relaxar o corpo, e equilibrar as emoções e afastar a nossa energia dos pensamentos negativos. Podemos então começar a afrouxar as nossas coações - a nossa ansiedade, a tensão, a preocupação e o medo.

À proporção que ficamos mais abertos, experimentamos um sentido de libertação e a energia está livre para fluir dentro de nós.
Existem vários métodos específicos que podemos empregar na cura, tais como meditação, mantras, visualizações e vários exercícios físicos, danças, mas o processo fundamental é relaxar-nos e equilibrar a nossa energia.
Quando você estiver num estado muito emocional, sente-se e respire de uma forma suave e delicada. Não dê atenção às suas emoções, mas simplesmente acompanhe e siga a sua respiração e o ritmo dela. Esse ir atrás da sensação de sua respiração fluindo através do seu corpo pode ajudá-lo a acalmar e a curar o corpo e a mente confusa.

Quando você tiver um bloqueio físico ou emocional, reflita numa lembrança alegre ou visualize um formoso jardim; imagine o que quer que lhe agrade e que o faça feliz. Fazendo assim, sua mente e seu corpo naturalmente se tornarão mais lentos, relaxados. Através do relaxamento você pode começar a selecionar seus sentimentos e emoções e a trabalhar com eles, simplesmente vendo-os como ondas que se erguem do oceano da consciência. A sua tensão e o aperto se afrouxarão, e você se tornará mais calmo e pacífico, simplesmente observando as emoções e os pensamentos que apenas passam pela tela da sua consciência pacífica.

Essas duas práticas simples de relaxamento o ajudarão a conseguir a integração do seu corpo, da sua mente, e dos sentidos, de modo que possam funcionar juntos, de maneira harmoniosa.
Essa integração do corpo-mente-emoções, é uma condição essencial de saúde e de felicidade.(...)

Nós mesmos somos o remédio para restaurar esse equilíbrio interior, porque nosso corpo todo, em essência é um universo; do ponto de vista químico, todo o nosso sistema é auto-suficiente - podemos abrir-nos as energias positivas e canalizá-las através do corpo.
À proporção que desenvolvemos essas energias positivas, elas aprimoram o nosso corpo e o transformam em canais saudáveis, claros e abertos.
A partir de então, quaisquer que sejam as experiência vividas, permaneceremos equilibrados."
Gestos de Equilíbrio por Tarthang Tulku

28 de agosto de 2010

Fique perto meu coração...


"Fique perto meu coração, daquele que conhece teus caminhos;
Venha para a sombra da árvore que sempre tem flores frescas.
Não vagabundeie preguiçosamente pelo bazar dos perfumistas;
Fique na loja do vendedor de açúcar.
Se você não encontra equilíbrio verdadeiro,
qualquer um pode lhe enganar com um objeto de palha,
Fazendo-lhe crer que se trata de ouro.
Não se agache com uma tigela diante de todo caldeirão que ferve;
Em cada caldeirão sobre o fogo, você encontrará coisas diferentes.
Nem toda cana tem açúcar, nem todo abismo um pico;
Nem todos os olhos possuem visão, nem todo o oceano está cheio de pérolas.

Oh, rouxinol, com sua voz de mel escuro!
Continue lamentando-se!
Só teu êxtase embriagado pode penetrar o duro coração da rocha!
Te entregue a ti mesmo, e se você não puder ser recebido pelo Amigo,
Saiba que internamente você está se rebelando,
Como uma linha que não quer entrar pelo buraco da agulha!
O coração desperto é uma lâmpada; proteja-o nas dobras de teu manto!
Corra e saia desta ventania, pois o tempo é ruim.
E quando você tiver deixado essa tempestade, chegará a uma fonte;
Você encontrará um Amigo que sempre nutrirá tua alma.
E com tua alma sempre verde, você crescerá em uma alta árvore
Sempre florescendo como fruta leve e doce, cujo crescimento é interior."
Fique Perto Meu Coração por Jalaluddin Rumi.

26 de agosto de 2010

Milagres...


Quero fazer os poemas das coisas materiais,
pois imagino que esses hão de ser os poemas mais espirituais.
E farei os poemas do meu corpo
E do que há de mortal.
Pois acredito que eles me trarão
Os poemas da alma e da imortalidade.
"E à raça humana eu digo:
-Não seja curiosa a respeito de Deus,
pois eu sou curioso sobre todas as coisas e não sou curioso a respeito de Deus. Não há palavra capaz de dizer
Quanto eu me sinto em paz perante Deus e a morte.
Escuto e vejo Deus em todos os objetos,
Embora de Deus mesmo eu não entenda
Nem um pouquinho...
Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?
Por mim, de nada sei que não sejam milagres...
Cada momento de luz ou de treva
É para mim um milagre,
Milagre cada polegada cúbica de espaço
Cada metro quadrado de superfície
Da terra está cheio de milagres
E cada pedaço do seu interior
Está apinhado de milagres.
O mar é para mim um milagre sem fim:
Os peixes nadando, as pedras, o movimento das ondas,
Os navios que vão com homens dentro- existirão milagres mais estranhos?"
Seleção de Poemas de Walt Whitmann

Acorde...


"O coração do homem é um instrumento musical, ele contém uma música magnífica.
Ela está adormecida, mas existe, está presente, esperando pelo momento certo para ser encontrada, pra ser expressa, pra ser cantada, dançada.
Um homem sem amor jamais saberá que esta música começa a se tornar viva, ativa, desperta e o potencial passa a se tornar realidade.
O amor desperta o processo, o amor é um agente catalisador.
E se o amor não estiver despertando o processo da música interior, então deve se tratar de uma outra coisa mascarada de amor, não é amor

Pode ser luxuria, pode ser simplesmente sexualidade, sensualidade. Não há nada de errado com a sexualidade e a sensualidade, nada a de errado na luxuria.
Eu não estou as condenando, elas são boas tal como são, mas não são amor.
Elas podem fingir que são amor; podem ludibriar alguém, levando-o a acreditar que são amor.

E o critério para se saber se é: se sua música interior começa a fluir, então existe amor. De repente você se sente em profunda harmonia.

Você não é mais uma discórdia, você se torna um acorde. Você não é mais um caos, você se torna um cosmo; e a vida começa a ter uma nova qualidade, a qualidade do jubilo, a qualidade da alegria.
Esse é o único critério: continuar se aprofundando mais e mais no amor, e um dia você vai esbarrar com a sua luz interior. E depois disso, sua vida jamais será a mesma.
De fato, depois disso é que a vida realmente começa."
Osho em Vida Amor e Riso

25 de agosto de 2010

Criando a realidade...


Pare um minuto do que estiver fazendo e observe de fora, a sua vida agora.

Faça uma observação minuciosa e detalhada, sem julgar nada, sem analises, apenas observe as dimensões da sua vida neste momento, como se fosse um filme, e você como um mero observador dos detalhes e do enredo da estória.
Seja o centro da cena da sua vida e observe, observe...
Sua família, esposa/esposo, filhos, trabalho, colegas, amigos, desafios, problemas, metas, desejos, sonhos...aprenda a ser um observador da sua vida, um observador de si mesmo.

Como um circulo, toda a sua vida "gira" a sua volta, as cenas vem, e vão, os acontecimentos vem e vão, as pessoas, os pensamentos, as emoções, todos vem e vão...a cada instante muitos eventos vem e vão, alguns duram um pouco mais, alguns perduram, mas se vieram, significa que também irão, em algum momento...
Observe sua vida. Detalhes. Aquilo que te angustia, aquilo que te dá uma sensação de prazer, o que te trás alegria, o que te trás amor, leveza, sensação de paz, de muita ternura...enfim...

E também olhe de frente os conflitos, os problemas, aonde você se sente impotente, aonde você se sente sem energia, o que te trás medo, raiva, os bloqueios que te paralisam...
Faça isso agora...
Não tenha medo de fazer essa observação da sua vida sempre...sempre mesmo...
Isso é uma maneira de te manter centrado, de te manter coerente com o que se passa dentro e fora de você... e faz com que você aprenda a observar os eventos da sua vida, cada um deles, sem julgamento, assistindo a um filme, onde você é o diretor...
Quando aprendemos a observar nossa vida dessa maneira, não-crítica, não-mental, vemos que TODOS os elementos, e eu disse TODOS mesmo, existem porque nós os criamos...cada um deles... mesmo aqueles que nos desagradam, que nos ferem, que nos confundem...também esses são elementos criados ( e mantidos) por nós...

Vocês me perguntam: Como posso estar fazendo do isso? De que maneira faço isso comigo mesmo?
Nossas dimensões criativas são infinitas. No nível da razão primária, provavelmente achamos que certos elementos da nossa vida nunca deveriam ter existido, ou acontecido, mas isso nesse nível limitado de compreensão. Em níveis mais elevados de consciência, é evidente que a criação de cada detalhe é feita por nós mesmos, nós somos agentes ativos da existência, não passivos, o que vêm a nós, foi atraído por nós, criado por nós, e tem uma função para nós...que muitas vezes também não compreendemos, no nível racional, porém estão perfeitamente coerentes quando alcançamos graus de consciência mais amplos e elevados.

Quando Jesus nos ensinou que deveríamos Por tudo dar Graças, isto é, agradecer ao que acontece a nós, ele estava nos apontando essa verdade: Nós somos criadores da realidade. A criação acontece em nós, através de nós e conosco.
A evolução de cada um de nós é e será única e exclusiva, autentica e intransferível...
A aparente pluralidade da humanidade, é mesmo aparente, pois o oceano de consciência não tem divisões, não é partido, nem é limitado. A consciência plena, absoluta continua sendo plena e absoluta em cada um de nós...mesmo que nossos sentidos nos apontem formas, sons, e muitos e muitos eventos cheguem a nós, nada pode estar separado desse oceano de consciência, tudo é o próprio oceano, experimentando-se, divertindo-se, descobrindo-se...brincando de dualidade, brincando de que são muitos, mas continua sendo UM, o mesmo e único TODO / Existência.
Quando por ignorância dessa verdade, algo acontece a nós, e nós não compreendemos, nos revoltamos, nos entristecemos, ficamos irritados, e nos rebelamos com aquela situação, ou aquela pessoa, enfim... na verdade estamos criando mais um jogo para nós mesmos, o jogo do não saber, o jogo do que eu não sei que fui eu que criei isso para mim...rsrs
Isso chega a ser engraçado... e mais uma vez estamos nós criando desafios, para que nós mesmos em algum momento teremos que desfazê-los, através da tomada de consciencia de que somos sempre o centro de nossas vidas, não somos agentes ativos uma hora e passivos em outra. Não, na vida somos só mesmo agentes ativos...não existem agentes passivos..Logo, quando acreditamos que certos fatos, não nos pertencem, isso apenas mostra a nossa ignorancia em relação a nossa real grandeza, em relação a nossa real dimensão de criadores da realidade.

Por isso, sempre que você se deparar com algum evento da sua vida que te cause estranheza, pare um instante e reflita, que é você criando aquele evento, ele acontece a você pois você o criou, em alguma dimensão sua aquele evento foi criado, e agora ele chegou...
Ao invés de se perguntar: Porque isso foi me acontecer? A melhor pergunta seria: O que posso aprender com isso?
Essa simples mudança de foco, abre mil possibilidades, além de uma infinita paz interior. E você continua tendo consciência de que é o centro, o agente ativo da sua vida...haja o que houver é seu.. é você criando...sempre...
Amor
Lilian

24 de agosto de 2010

Sunsets and Guitars...

Ambição...


A ambição está na raiz da loucura.

Tente entender sua ambição: seu esforço para ser alguém no mundo irá deixá-lo louco.
Tente apenas "ser ninguém" e você não terá mais problemas.
Aqueles que não têm ambições estão em paz, cheios de amor e compaixão.
Por outro lado, uma pessoa ambiciosa está sempre com pressa, com urgência, correndo em direção a algo que ela sente vagamente estar presente, mas que jamais irá encontrar.

É como o horizonte: algo que não existe, apenas parece existir.
As pessoas que não são ambiciosas vivem aqui e agora, e viver aqui e agora é ter sanidade.
Estar totalmente presente neste momento é ter sanidade.
Osho em Meditações para a noite

23 de agosto de 2010

Ser amoroso...


"Se você é amoroso para com uma só pessoa e não para com o outro alguém, então também você jamais pode amar no presente. Se o seu amor é um relacionamento e não um estado de espírito, você não pode amar é um relacionamento , você não pode amar no presente, porque, muito sutilmente, isso também é uma condição. Se eu lhe disser que posso ser amoroso só para você, então quando você não estiver aqui , não estarei amando. (...)

Você não pode estar num estado amoroso num momento e não estar no amor noutro momento.
Se sou sadio, sou sadio vinte e quatro horas por dia. (...) Saúde não é um relacionamento; é um estado de ser.

O amor não é um relacionamento entre duas pessoas; É um estado de espírito dentro de você mesmo. Se você está amando, está amando a todos. E não apenas às pessoas, as coisas também. O amor também se move de você para os objetos. Mesmo quando está só, quando ninguém está lá, você está amando. É exatamente como respirar. (...)

Portanto, ou você está amando ou não está amando.(...) Se você pode amar e estar amando, independente de quem, isso lhe traz uma tranquilidade positiva.
Não há pesadelos. Os sonhos tornam-se uma poesia.
Com isso você emana um perfume que permeia não apenas você mas os outros também.
Onde quer que esteja, o perfume do amor se espalha. "
Osho em Psicologia do Esotérico.

22 de agosto de 2010

Idéia de eu...


"Buda diz que essa idéia do eu é um mal-entendido.
Você é, mas não é um eu.
Você é, mas não está separado do universo.
A separação é a idéia básica de conceito do eu; se estou separado de você, então eu tenho um eu; se você está separado de mim, então você tem um eu.
Mas Buda diz que a existência é uma só.
Não há fronteiras, ninguém está separado de ninguém mais.

Vivemos num oceano de consciência, somos uma só consciência, iludidos pelas fronteiras do corpo, iludidos pelas fronteiras da mente.
E por causa do corpo e da mente e da identificação com o corpo e com a mente, achamos que estamos separados, achamos que somos "eus".
É assim que criamos o ego.
É como... Você vê a Índia no mapa, mas na própria terra não existe a Índia; apenas nos mapas dos políticos. No mapa você vê o continente Americano, o Africano como coisas separadas, mas no fundo, sob o oceano, a terra é uma só. Todos os continentes estão unidos, eles são uma só terra.

Estamos separados apenas na superfície. Quanto mais fundo formos, mais a separação desaparece. Quando chegamos a essência do nosso ser, subitamente ele é universal, e não existe o eu nele, nenhuma alma separada."
Osho em Buda sua Vida e seus Ensinamentos

20 de agosto de 2010

Soul Service...

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Escute-me...


"Eu conheço o som da flauta estática,
Mas não sei de quem a flauta é.
Uma lamparina está acesa, mas não tem nem mecha, nem óleo.
Uma planta aquática floresce e não está presa ao fundo.
Quando uma flor se abre, em geral, dúzias se abrem.
A cabeça do pássaro-lua está cheia com nada,
Exceto pensamentos da Lua.
E quando a próxima chuva virá,
É tudo que o pássaro-chuva pensa.
Com quem é que gastamos nossa vida inteira amando?
Chegou o momento de fazer um balanço do amor!
Reúna corpo e depois reúna a mente de forma que eles balancem,
Entre os braços do Ser Secreto que você ama.
Traga a água que cai das nuvens a seus olhos,
E cubra-se completamente com a sombra da noite.
Exponha sua face perto do ouvido dela,
E então fale sobre o que você quer profundamente que aconteça;
Kabir diz: "Meu irmão, escute-me, traga a face, a forma e o perfume,
Do Santo dentro de ti".
Escritos de Kabir

19 de agosto de 2010

Viaje dentro de Ti..


"Pudesse a árvore vagar e mover-se com pés e asas não sofreria os golpes do machado nem a dor de ser cortada,
Não errasse o sol por toda a noite, como poderia ser o mundo iluminado a cada nova manhã?
E se a água do mar não subisse ao céu, como cresceriam as plantas regadas pela chuva e pelos rios?
A gota que deixou seu lar, o oceano, e a ele depois retornou, encontrou a ostra a sua espera e nela se fez pérola.

Falam-te pés para viajar?
Viaje dentro de ti mesmo, e reflete, como a mina de rubi,os raios de sol para fora de ti.
As jornadas trazem amor e poder de volta para você.
Se você não puder ir a lugar algum, mova-se nos caminhos do Ser,
Eles são como raios de luz, sempre mudando, e você muda quando os explora.
Uma viagem como essa pode transmutar teu pó em ouro puro,

Ainda que a água salgada faça nascer mil espécies de frutos, abandona todo amargar e acidez e guia-te apenas pela doçura,
E o Sol de Tabriz que opera todos os milagres: toda árvore ganha beleza quando tocada pelo sol."
Viaje Dentro de Ti por Rumi

18 de agosto de 2010

Satchitananda...


"O estado primordial está repleto de bem-aventurança, mas não há ninguém para reconhecê-la.
As árvores ainda existem naquele estado primordial, as montanhas, os oceanos, as nuvens, os desertos, todos ainda existem naquela consciência primordial. É o estado de inconsciência.

Buda chama isso de puro nada, porque não havia distinção, não havia demarcação. Era nebuloso:nenhuma forma, nenhum nome, como uma noite escura.(...)

Há muitas teorias propostas mas a teoria do Big Bang é a mais aceita, de que a partir daquele nada, coisas explodiram como uma semente explode e se torna uma árvore(...) Uma única semente pode preencher a terra inteira (...) E não apenas a terra, mas todas as terras possíveis na existência. Uma única semente! E a partir desse nada, o todo se desdobrou (...)

Tentarei explicar "esse começo sem começo", porque você não pode voltar, mas há uma maneira de seguir em frente. E como tudo se move em circulo, o tempo também se move em circulo.(...) No oriente acreditamos no tempo circular. E o conceito oriental é mais próximo da realidade, porque todo movimento é circular. A terra, a lua, as estrelas, o ano, as estações, a vida, tudo se move em circulo.(...) Então porque deveria haver excessão para o tempo? O tempo também se move em circulo.Não podemos voltar, mas se você for para a frente, se seguir adiante, um dia alcançará o 'começo sem começo', ou pode chamá-lo agora de 'fim sem fim'.

Buda o conheceu e experimentou. (...)
O que os cientistas chamam de Big Bang, eu chamo de Orgasmo Cósmico, milhões de formas nasceram a partir dele e essa foi uma experiência imensamente bem-aventurada.

Nessa experiência três coisas de desenvolvem: A primeira, o Universo, que no Oriente chamamos de Sat, significa Ser; Do universo se desenvolveu a Vida, o que chamamos de Ananda. E da vida se desenvolveu a Consciência, que chamamos de Chit.

Sat significa Ser; Ananda significa celebrando o Ser, e quando uma árvore vem a florescer, ela está celebrando o seu Ser; e Chit significa mente/consciência, quando você ficou consciente de seu estado de plenitude, de sua celebração. Esses três estados são chamados de Satchitananda.

O ser humano chegou até a consciência. As rochas ainda estão no primeiro estágio do universo; elas existem, mas não florescem, não celebram; estão fechadas voltadas para si mesmas. Algum dia elas começarão a se mover, abrirão suas pétalas, mas no momento estão afundadas em si mesmas, completamente fechadas.Itálico
Árvores e animais, esses chegaram ao estágio seguinte, a vida, tão feliz, tão bela, tão colorida. Os pássaros ficam cantando, as árvores ficam florescendo...esse é o segundo estágio, a vida.

Apenas o ser humano alcançou o terceiro estágio; o estágio da mente, o estado chit, consciência.
Buda diz que esses três estágios são como um sonho. O primeiro, o "começo sem começo", o estado primordial, é como o sono sushupti. Esses três são como um sonho, como um drama, que continua se desdobrando. Se você for além da mente, se começar a caminhar em direção a meditação, isto é, em direção a não-mente, de novo uma outra explosão acontece; porém, agora ela não é mais uma explosão, mas uma implosão; Assim como um dia a explosão aconteceu e milhões de coisas nasceram a partir do nada, da mesma maneira quando a implosão acontece, formas e nomes desaparecem, e novaItálicomente o nada nasce daí. O círculo está completo. (...)

A explosão não pode existir sem a implosão; elas caminham juntas. A implosão significa que de novo a consciência penetra na vida, que a vida penetra no universo, que o universo penetra no nada, e então o circulo se completa. O nada penetra no universo, o universo penetra na vida, a vida penetra na consciência, a consciência penetra novamente na vida, a vida penetra novamente no universo, o universo penetra novamente no nada...o círculo está completo.
Após a implosão, quando ela aconteceu, quando tudo novamente chegou ao nada, agora há uma diferença...o primeiro nada foi inconsciente, este segundo nada é consciente; o primeiro foi escuridão, o segundo é como a luz; o primeiro foi como a noite, o segundo é como o dia; o primeiro chamamos de sushupti, o segundo de jagriti, que é percepção, despertar completo.
Este é o circulo todo."
Osho em Buda sua Vida e seus Ensinamentos.

17 de agosto de 2010

Meditação: Porque? Para que?


Qual exatamente a importância da meditação? Para que serve?

Há dois pontos a serem vistos.
O primeiro ponto da meditação é aprender a centrar a mente. Desenvolver uma mente focada, capaz de estar presente, alerta, consciente deste momento, sem vagar excessivamente.

O segundo ponto da meditação é aprender a observar o pensador e a se estabelecer cada vez mais como o silêncio observador.
Como experiência, quando estiver sozinho, observe como seus pensamentos funcionam,
notando como acontecem na sua mente.

Treine a atenção para que possa observar cada vez mais e com mais clareza. Veja que tudo que acontece é uma experiência. Por trás de toda experiência há um observador consciente dela. Temos que aprender a notar este observador. Com o tempo, isso se tornará sua natureza.
Observar é sua natureza, mas no momento “parece” que não, devido a muita identificação com os pensamentos. Substitua gradualmente todo “eu faço” por “eu observo o corpo fazer”. Substitua o “eu penso” por “observo a mente pensar”.

Gostaria de alguns toques úteis para que a meditação possa acontecer mais fácil para mim.
1) Aceite você mesmo. Celebre você mesmo como você é.
2) Não crie separação entre você e Deus.
3) Ame a si mesmo. Amar é perdoar. Perdoar é aceitar o que É.
4) Ame a todos ao notar e compreender que Somos Todos Um na brincadeira da Consciência Divina de procurar por si mesma através de você.
5) Aprenda que a meditação e a oração é um estado de quando você está totalmente agradecido ao universo, tão agradecido que você se desmancha no cosmos, sem nome, sem destino, sem identidade. Apenas presente em tudo que há.
6) A mente criativa é um co-criador

Lembremo-nos de que a Inteligência Infinita se expressa através dessa mente criativa. A mente negativa é apenas uma parte ignorante dessa Inteligência Universal. A mente negativa é quando essa Inteligência está inconsciente de Si mesma. Portanto, em realidade, não há negatividade nessa Potencialidade Infinita, mas apenas em uma “pessoa” que ainda não reconheceu totalmente sua relação com a divina inteligência da Vida.

Ou seja, toda negatividade é um não-reconhecimento da nossa comunhão com Deus, que é esta Inteligência e Sabedoria Infinita. Negatividade existe apenas na mente.
É por isso que muitos mestres dizem que a negatividade é uma ilusão. O que eles querem apontar é que a sabedoria revela que negatividade é ignorância de nossas mentes. Na completa iluminação, tudo é visto como possibilidades infinitas. A ilusão é reconhecida como ilusão, e a mente não mais se enreda nos jogos da ignorância."
Swami S. Naseeb em Vida Iluminada

16 de agosto de 2010

Benediction...

Conhecimento e sentido...


"A verdade é sua própria experiência, sua própria visão.
Mesmo que eu tivesse visto a verdade e a contasse a você, na hora que eu a contar, ela irá se tornar uma mentira para você, não uma verdade.
Para mim era uma verdade, para mim ela veio através dos olhos. É minha visão.
Mas não será sua visão, será uma coisa emprestada. Será uma crença, será conhecimento, mas não saber.
E se você crer nisso, estará acreditando numa mentira. Agora lembre-se.
Mesmo uma verdade torna-se uma mentira se entrar em você pela porta errada. A verdade tem que entrar pela porta principal, através dos olhos.
A verdade é uma visão, precisa ser vista com seus próprios olhos.

Naropa era um grande erudito, um grande sábio, tinha dez mil discípulos. Um dia estava sentado cercado por milhares de escrituras – antigas, bem antigas e raras. Subitamente ele caiu no sono,
devia estar cansado, e teve uma visão.
Ele viu uma mulher muito velha, bem feia, horrível– uma bruxa. A feiúra dela era tal que ele começou a tremer no sonho. Era tão nauseante que ele queria fugir – mas fugir para onde, para onde ir?
Ele foi apanhado, como que hipnotizado pela velha bruxa. Os olhos dela eram como magnetos.“O que você está estudando?” perguntou a velha.
Ele disse, “Filosofia, religião, epistemologia, linguagem, gramática, lógica. "O velha perguntou de novo, “Você entende tudo isso?”
Naropa disse, “É claro... Sim, eu as compreendo.”
Mas você compreende as palavras, ou o sentido? "A mulher perguntou novamente.
Milhares de perguntas foram perguntadas a Naropa na vida dele – milhares de estudantes sempre perguntando,inquirindo. Mas ninguém havia perguntado isso: se ele entendia as palavras ou o sentido.
E os olhos da mulher eram penetrantes, olhos que iam até as profundezas de seu ser, era impossível mentir para ela. Para qualquer outro ele teria dito, “É claro que compreendo o sentido,” mas para essa mulher, essa mulher de aparência medonha, ele tinha que dizer a
verdade.

Ele disse, “Eu entendo as palavras.”A mulher ficou muito feliz. Começou a dançar e a rir, e a feiúra dela foi transformada; uma beleza sutil começou a surgir nela.
Pensando, “Eu a fiz tão feliz. Porque não fazê-la ainda mais feliz?” Naropa então disse,
“E sim, eu também entendo o sentido.”A mulher parou de rir, parou de dançar. Ela
começou a chorar e a lamentar-se e toda sua feiúra voltou, mil vezes pior.
Naropa perguntou: “Porque você está chorando e lamentando-se? E por que estava antes rindo e dançando?”
Ela respondeu: “Eu fiquei feliz porque um grande erudito como você não havia mentido.
Mas agora estou chorando e lamentando porque você mentiu para mim. Eu sei – e você sabe – que você não compreende o sentido.”

A visão desapareceu e Naropa havia sido transformado. Ele fugiu da universidade e nunca mais tocou numa escritura novamente na sua vida. Tornou-se completamente ignorante, pois
compreendeu que a mulher não era ninguém de fora, era somente uma projeção. Era o
próprio ser de Naropa, que, através do conhecimento, havia se tornado tão feio.
Bastou esse bocado de entendimento, a de que ele não compreendia o sentido, para que a
feiúra se transformasse em algo belo.

A visão de Naropa é muito significativa.
A menos que você sinta que o conhecimento é inútil, você nunca estará em busca da sabedoria.
Você irá carregar a moeda falsa, pensando tratar-se de um tesouro verdadeiro. Você precisa perceber que o conhecimento é uma moeda falsa, pois não é saber, não é entendimento. No máximo o conhecimento é algo intelectual: a palavra foi entendida, mas o sentido se perdeu."
Osho em Tarô da Transformação

15 de agosto de 2010

É como É...


"Eu sou... a expressão divina exatamente como eu sou, aqui e agora.
Você é a expressão divina exatamente como você é, aqui e agora.
É a expressão divina exatamente como é, aqui e agora.
Nada, absolutamente nada precisa ser acrescentado ou retirado.
Nada é mais válido ou sagrado que mais nada.
Não existem condições a serem atendidas.
O infinito não está em algum outro lugar esperando que nós nos tornemos merecedores dele.
Eu não tenho que vivenciar "o lado sombrio da alma", ou me render, ser purificado ou passar por qualquer tipo de processo ou mudança.
Como poderia o ego aparentemente distinto (separado) praticar alguma coisa a fim de revelar que é ilusório?

Eu não tenho que ser sério, honesto, desonesto, moral ou imoral, simpático ou grosseiro.
Não há pontos de referência.
A história de vida que aparentemente aconteceu, é singular, exata e apropriada a cada despertar. Tudo é exatamente como deveria ser, agora.
Não porque é um potencial para algo melhor, mas simplesmente porque tudo o que existe é expressão divina.
O convite para descobrir que não existe ninguém que precise ser liberado é constante.
Não há necessidade de esperar por momentos de transformação, de procurar pelo "não-agente", um estado sem ego, ou uma mente silenciosa.
Eu não tenho nem mesmo que esperar que a graça se manifeste, porque eu sou, você é, ela já é a graça constante e permanente."
Por Tony Parsons

14 de agosto de 2010

Miracles...

Asas do Ser...


Não me toque com suas mãos calmas e carinhosas,
Já não sinto mais o corpo denso a murmurar.
Não me digas palavras doces de amor,
Já não me assento mais sobre elas,
São apenas murmúrios distantes, boiando sobre as águas do mar.
Não me olhe com esses olhos molhados de saudade e desejo,
Já nem mais vejo luzes nem sombras,
Deixaram de existir em mim, no momento que a brisa leve da verdade me acolheu.
Não me pergunte nada que não te possa responder.
Já que o que se diz, não responde, e o silêncio que é a resposta, é a única verdade que já se possui.
Não me interrompa, nem impeça meu caminhar,
Já que sou vento, sou verbo, movimento, e liberdade sem fim,
E não existe lugar que possa sequer me acolher.
Não chore sobre mim, nem comigo,
Lágrimas e sorrisos não me envolvem, nem me seduzem,
Apenas me lembram que já fui assim um dia.
Não braveje nem sussurre aos meus ouvidos,
Simplesmente eles escorrem calados, sobre o vasto silencio que absorve absoluto minha alma.
Não se sinta desprezado por não acolher seu doce amor em meu peito,
É que neste peito já não existe um alguém,
Existe apenas a vastidão da presença pura,
Que a muito soltou as amarras dos pensamentos vãos,
E abriu suavemente as asas do Ser... e partiu...
Não te inquietes com esse meu jeito de Ser,
Este também é o mesmo Ser em ti, só que ainda não revelado...
Ainda...

Peregrino...


"A bem-aventurança nunca tem lar, é uma errante.
A felicidade tem um lar, a infelicidade também tem um lar, mas a bem-aventurança, não.
Ela é como uma nuvem branca, sem raízes em lugar algum.

No momento em que você cria raízes, a bem-aventurança desaparece e você começa a se apegar à terra.
Lar significa segurança, garantia, conforto, conveniência.
E, finalmente, se todas essas coisas forem reduzidas a uma só, lar significa morte.
Quanto mais vivo você estiver, menos lar terá.
Este é o significado básico de ser um buscador: viver a vida em perigo, viver a vida em insegurança, viver a vida sem saber o que virá em seguida, permanecer sempre disponível e capaz de se surpreender. Se você puder ficar surpreso, estará vivo.

Maravilhar-se ( wonder, em inglês ) e peregrinar ( wander, em inglês) vêm da mesma raiz.
Uma mente fixa passa a ser incapaz de maravilhar-se, porque ela passou a ser incapaz de peregrinar.
Assim, seja um peregrino, como uma nuvem, e cada momento traz infinitas surpresas. Permaneça sem lar.

Sem lar não significa não viver em uma casa;
Significa simplesmente nunca ficar apegado a coisa alguma.
Mesmo se você viver em um palácio, nunca se apegue.
Se chegar o momento de partir, siga em frente sem olhar para trás.
Nada o prende; você usa tudo, desfruta tudo, mas permanece o senhor."
Osho em Todos os dias

13 de agosto de 2010

Unending Love- Tagore

Renda-se...


"Satsang é a discriminação entre tudo que você contém, provido do passado, e um "não saber" surpreendente - que é espontâneo e proveniente do agora.
Como você se sente nesse momento?
Com cinqüenta anos, com esse ou aquele defeito, ou simplesmente sem ano nenhum, sem problema nenhum?
Note que tudo o que você imagina ser, passa pelo crivo da sua mente.
E que, aqui e agora - diretamente - você fica sem saber.
É maravilhoso realizar o "não saber".
Porque nós não sabemos, realmente.
Você só sabe o que lhe disseram.
É claro que tem pessoas ao seu redor que todos os dias lembram isso ou aquilo...
Mas faça questão de esquecer, porque nada que eles digam,diz respeito a você, de verdade.
Sempre diz respeito a eles mesmos.
Essa é a maneira que aprenderam a se ver.
Permaneça vazio.

O Osho dizia: "Um urubu me olha e vê um urubu em mim".
É óbvio!
Ele está diante de um espelho.
Se vê o Divino em mim, você apenas está vendo o Divino em si mesmo.
E não existe a menor chance de ser diferente: se você entra no Agora, vê o Buda que você é."
Por Satyaprem

Pequena folha..


"Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube que ias comigo,
até que as tuas raízes atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
e floresceram comigo."
Pequena Folha por Pablo Neruda

Dois Pássaros...


"O pássaro domesticado vivia na gaiola e, o pássaro livre, na floresta.
Mas o destino deles era se encontrarem, e a hora finalmente havia chegado.

O pássaro livre cantou: - Meu amor voemos para o bosque.
O pássaro preso sussurrou: - Vem cá, e vivamos juntos nesta gaiola.

O pássaro livre respondeu: - Entre as grades não há espaço para abrir as asas.
- Ah, lamentou o pássaro engaiolado - no céu não saberia onde pousar.

O pássaro livre cantou: - Amor querido, canta as canções do campo.
O pássaro preso respondeu: - Fica junto comigo, e eu te ensinarei as palavras dos sábios.

O pássaro da floresta retrucou: - Não, não! As canções não podem ser ensinadas!
E o pássaro engaiolado gemeu: - Ai de mim! Eu não conheço as canções do campo.


Entre eles o amor era sem limites, mas eles não podiam voar asa com asa.
Olhavam-se através das grades da gaiola, mas em vão desejavam se conhecer.

Batiam as asas ansiosamente, e cantavam: - Chega mais perto, meu amor!
Mas o pássaro livre dizia: - Não posso! Tenho medo da tua gaiola com portas fechadas.
E o pássaro engaiolado sussurrava: - Ai de mim! As minhas asas ficaram fracas e morreram.

Dois Pássaros por Rabindranath Tagore

12 de agosto de 2010

Eckhart Tolle...

O Amor...



"Quando o Amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados,
Quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos,
E quando ele falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos,
Como o vento devasta o jardim.
Pois da mesma forma que o Amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica,
E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura,
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.

Como feixe de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração,
E vos debulha para expor sua nudez,
E vos peneira para libertar-vos das palhas,
Ele vos mói até a extrema brancura,
E vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.

Todas essas coisas, o Amor operará em vós,
Para que conheçais os segredos dos vossos corações,
E com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia se no vosso temor,
Procurares somente a paz do Amor e o gozo do Amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez,
E abandonásseis a eira do Amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis mais não todos os vossos risos,
E chorareis mas não todas as vossas lágrimas.

O Amor nada dá além de si próprio,
E nada recebe senão de si próprio,
O Amor não possui nem se deixa possuir,
Porque o Amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama que não diga:
"Deus está no meu coração".
Mas que diga:
"Eu estou no coração de Deus".

E não imagineis que possais dirigir o curso do Amor,
Pois o Amor se vos achar dignos
Determinará ele próprio o vosso curso.
O Amor não tem outro desejo se não o de atingir a sua plenitude,
Se contudo amares e precisares ter desejos,
Sejam esses os vossos desejos:
De vos diluíres no Amor e serem como um riacho
Que canta sua melodia para a noite,
De conheceres a dor de sentir ternura demasiada,
De ficares feridos por vossa própria compreensão do Amor,
E de sangrares de boa vontade e com alegria,
De acordares na aurora com o coração alado,
E agradeceres por um novo dia de Amor,
E descansares ao meio dia
E meditares sobre o êxtase do amor,
De voltares para a casa a noite com gratidão,
E de adormeceres com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança."
O Amor por Kalil Gibran

11 de agosto de 2010

Mestre Shibli...

Iluminar...


"Iluminar é cair na corrente de que somos guiados pelo Espírito sempre e sempre.
Não é aperfeiçoar a personalidade (apesar de muitas vezes melhorar a qualidade da vida física e mental da pessoa).

Iluminar é acordar para um novo ponto de vista. É compreender, sem nenhuma sombra de dúvida, que Deus se manifesta como Puro amor em você!

É o começo real da grandiosidade humana, a ponte para o infinito!
E quando você começa a aceitar o merecimento, os milagres da magia da vida se iniciam.
Quando a vida percebe que você está consciente da abundância e não mais da carência e da falta, essa consciência de abundância atrai pensamentos de abundância, e sua vida é recriada a partir do amor e da visão mais elevada de você mesmo.

Assim, você vê chegando a sua vida muitas coisas aos quais nem pensava que poderia atrair.
Mas o que está atraindo isto não é sua mente, é consciência de amor e acolhimento."

10 de agosto de 2010

Espelhos...


"Aconteceu uma vez: Aesop, um grande mestre grego, contador de estórias, estava saindo de Atenas. Ele encontrou um homem que estava vindo de Argos. Eles conversaram.
O homem de Argos perguntou a Aesop: 'Você vem de Atenas, por favor me diga como são as pessoas de lá? Quais os hábitos dos homens de lá, como eles são?

Aesop pergunta ao homem: ' Primeiro me diga como são as pessoas em Argos'?
O homem respondeu: 'Lá elas são horríveis, nauseantes, violentas, deprezíveis'. Todas essas qualidades surgiram no rosto do homem enquanto ele falava.
Aesop disse: ' Sinto muito, mas você achará as pessoas de Atenas exatamente iguais;

Mais tarde, Aesop encontrou outro homem que também vinha de Argos e ao lhe encontrar, lhe faz a mesma pergunta do anterior: 'Você vem de Atenas, me diga como são as pessoas de lá'?
E Aesop mais uma vez lhe pergunta: 'Primeiro me diga como são as pessoas em Argos'?
E o homem com um ar nostálgico respondeu: ' São pessoas adoráveis, tenho lembranças maravilhosas das pessoas de lá.' Seu rosto se mostrou nostálgico e disse: 'Muito agradáveis, amigas, gentis, e delicadas, e muito bons vizinhos também'.
Aesop disse:' Fico feliz em te dizer que as pessoas de Atenas são exatamente assim também, da mesma maneira.'

Essa história é muito linda, pois nos mostra uma verdade básica do ser humano: aonde você for, você sempre encontrará a si mesmo. Qualquer lugar que olhe, sempre encontrará a si mesmo.
O mundo não é nada além de um espelho, e todas as relações são espelhos.
Novamente e novamente você encontrará a si mesmo - e novamente você não compreende.

Você ainda não compreendeu o ponto, que é sempre o seu rosto que você tem olhado, é sempre o seu humor que você vê nos outros, espelhado.(...)
Se você está triste, melancólico, apenas reconhecerá tristeza e melancolia. Se você está luminoso, feliz, então você se torna capaz de reconhecer luz, alegria.
Seus olhos podem reconhecer a luz pois algo em você se tornou ensolarado, porque dentro de você algo se transformou em luz. Uma profunda transformação aconteceu em você.

Somente assim é possível se reconhecer um Jesus, um Budha, um Krishna, um Mohammed. Do contrário, você os terá perdido.
Eles são seus reflexos. São seus próprios ecos. Eles são a sua própria voz que tem ressonado através deles; Eles são o seu próprio rosto, o mesmo que você tem visto no seu espelho."
Osho em Come Follow Me

Forgiveness...

9 de agosto de 2010

Conceitos de Vida e Morte...


"Em um anoitecer, quando as pessoas pareciam tristes e aflitas, Maharaj começou a falar sobre a vida e a morte.
Se pudessem apenas aperceber-se da situação como ela realmente é – disse ele –, vocês também, como eu, não estariam preocupados com a vida e com a morte.

De fato, não há diferença alguma entre as duas.
Não estavam ‘mortos’ antes de nascer?
O que é a escuridão senão a ausência de luz?
O que é a ‘morte’ senão a ausência de ‘vida’?
E, mais significativamente, a ‘vida’ não é simplesmente a ausência da ‘morte’?
A ‘vida’ começa com uma imagem na consciência e, quando a imagem cessa de existir, nós a chamamos ‘morte’.

O medo da morte é realmente um produto do desejo de viver, do desejo de perpetuar a própria identidade com a entidade ilusória de um ‘eu’ como algo separado de ‘você’.
Aqueles que conhecem a realidade também conhecem a falsidade de ‘vida’ e ‘morte’.
A causa básica da confusão é a crença errônea de que há uma entidade, uma entidade objetiva e autônoma, para experimentar os acontecimentos – chamados ‘nascimento’ e ‘morte’, e a duração entre os dois chamada ‘vida’.
Na realidade, todos estes são meras imagens conceituais na consciência, as quais têm tanta substância como as imagens da televisão ou de um sonho.
Tente entender, continuou, o que é o fenômeno – todo fenômeno.
Eles são apenas aparições na consciência.

Quem os percebe? A própria consciência, através do mecanismo do conceito duplo de espaço e tempo, sem o qual as aparições não teriam uma forma perceptível e não poderiam ser conhecidas.
E a própria cognição acontece através da divisão da mente (sendo esta o conteúdo da consciência) em sujeito e objeto, e através do processo de raciocínio e seleção baseado na dualidade dos opostos interdependentes – amor e ódio, felicidade e infelicidade, pecado e mérito, etc.

Uma vez que este processo seja observado corretamente, pode ser facilmente entendido que não pode existir nenhum indivíduo real que nasça, viva e morra.
Há uma manifestação, uma aparição na consciência, geralmente conhecida como ‘nascer’ – uma ilusão no espaço.
Quando esta aparição manifestada atravessa seu intervalo de tempo de vida e chega a seu fim, ocorre uma outra ilusão na temporalidade, a qual é conhecida como ‘morrer’.
Este processo simples não pode ser percebido como tal enquanto se persistir na noção de alguém que ‘vive’ uma vida e ‘morre’ uma morte.

Maharaj, então, concluiu: Esse ‘material’, ou ‘químico’, o qual foi concebido no útero da mãe e se desenvolveu espontaneamente em um corpo de bebê, continua crescendo por si mesmo até seu limite máximo e, então, começa a decair, e, finalmente, acaba fundindo-se no ‘material’ original.
A respiração deixa o corpo e se mistura com o ar externo; a consciência interior funde-se com a Consciência Impessoal, e o processo desse ‘acontecimento’ particular termina.
O que-nós-somos não ‘nasce’, não ‘vive’, nem ‘morre’."
Sinais do Absoluto por Ramesh Balsekar

Renova-te...


Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro.
Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.
Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o Céu
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde és Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa, completamente silencioso,
Até a glória de ficar silencioso,
Sem pensar.
Renova-te por Cecília Meireles

8 de agosto de 2010

Namastê...

Culpa...


"A palavra culpa, jamais deveria ser usada. (...) Ela não é um fenômeno natural, foi criada pelas pseudo-religiões. Através da culpa se pode explorar a humanidade.
Toda história das pseudo-religiões está baseada na culpa: é a mais venenosa das palavras.

Não se pode encontrar culpa nos animais. Os animais simplesmente são; eles não tem nenhum ideal, eles simplesmente existem. Não existe perfeição a ser alcançada, por isso todos os animais permanecem belos e inocentes.
O ideal corrompe.
No momento que se tem um ideal a alcançar, você jamais estará a vontade, estará em casa, e você jamais estará contente. Insatisfação segue o ideal como uma sombra, e quanto mais insatisfeito você fica consigo mesmo, mais isso se torna impossível de alcançar o ideal.

Se você está satisfeito consigo mesmo, se você se aceita como você é, o ideal desaparece imediatamente. Eu enfatizo a palavra 'imediatamente': sem nenhum intervalo, neste exato momento, aqui e agora, você realiza que já é perfeito: isso não é algo que se precise ser alcançado no futuro, isso é algo que existe em você.

Perfeição é a sua natureza - você é perfeito.
Essa é a diferença entre as pseudo-religiões e as religiões autênticas. (...)
As religiões autênticas dizem que você é perfeito, não que você venha a ser perfeito um dia.

Você não pode ser imperfeito, porque para Deus, imperfeição é impossível. Se Deus cria o mundo, como ele pode ser imperfeito? E se você vem de Deus, como você pode ser imperfeito?

Vocês são Deuses - vocês são o tattvamasi. E isso é a realização e um profundo entendimento, isso não é algo a se tornar, ou um vir a ser. Se você está silente, nesse exato momento você realiza a verdade, você é perfeito! E uma vez realizado que você é perfeito, sua vida é perfeita, porque tudo que emana de ti é perfeito também.

Por isso, por favor não usem essa palavra 'culpa', ela é perigosa.(...)
Aceitem-se como vocês são totalmente, incondicionalmente.
Essa é a maneira que Deus quer que vocês sejam: a maneira exata que são, precisamente como são. É assim que vocês são necessários aqui nesse momento. Até o esforço de mudar é infundado. Quem irá mudar de fato? Se vocês tentarem mudar mesmo que seja um pouco, vocês cairão no ideal, no mesmo circulo vicioso do ideal e da culpa, e vocês falharão.(...)

Se vocês estão aqui e agora e se aceitarem completamente como são, essa aceitação total cria transformação pois estão de acordo com a sua natureza original, essa é a beleza que acontece. Quando vocês aceitam a si mesmos, vocês começam a se mover - não pela força; nem apresse o rio; nem mesmo lute - flua com a vida. Sem nenhum ideal.(...)

Perfeccionismo gera neurose. Todo esforço em se tornar algo perfeito é obsessivo, isso cria neurose, isso cria toda sorte de loucuras. Logo você jamais será sadio. A única sanidade que existe é aceitar-se como você é. Não se condene, nem se julgue.(...)
De repente você descobrirá que está se movendo com o rio da vida, fluindo. E todos os rios alcançam o oceano, e nenhum esforço é necessário."
Osho em Come Follow Me.

7 de agosto de 2010

Law of ONE...

Apenas um pensamento...


"Isso, não requer nenhum esforço.
Não tem nada a ver com aprendizado.
Nenhum processo existe aqui.
E nenhuma prática também.

Isso, não é sobre ver algo novo, ou se libertar de algo antigo.
Nem retirar da mente algo que esteja aprisionado.
Isso, não é nada pessoal, nem tem nada a ver com o 'impessoal'.
Isso, não se trata de escolher uma consciência acordada, ou ver através do ego, ou mesmo um auto-questionamento.

Isso, não é sobre palavras, nem mesmo essas palavras.
Não é sobre chegar a qualquer lugar.
Isso, não tem nenhuma relação com nenhum acontecimento futuro.
Isso, não é sobre seguir caminho, não há nenhum caminho, embora as vezes traga a ideia de 'caminho'.

Isso, não é nada sobre se alcançar um estado de consciência mais elevado.
Não existem estados mais elevados, embora exista o conceito de 'estados mais elevados'.
Isso, não é sobre se tornar coisa alguma, embora se acredite que isso aconteça também.
Isso, certamente não é sobre se colocar 'um fim no eu'. Só um 'eu' poderia querer isso.

Isso, não é definitivamente se tornar mais 'presente' - já que o presente nunca foi perdido.
Isso, não é sobre se esperar que um evento chamado libertação aconteça - isso não requer nem tempo, nem o 'eu' que eventualmente se torna liberto.
Isso, não tem nada a ver com ir através de alguma coisa - não há nada para se ir através, e ninguém que possa ir através, mesmo que queira isso.

Isso, não é sobre iluminação. Não existe tal coisa chamada iluminação.
Isso, não é sobre acordar. Não existe tal coisa chamada acordar.
Isso, não é sobre iluminação individual após a morte. Essa é uma boa história, e bastante convincente, mas é apenas uma história, e sem nenhuma profundidade real.

Isso, não é algo que se possa ter utilidade para qualquer um.
Nem é algo que alguém jamais iria querer.
Mas não importa -de qualquer maneira, o 'eu' que gostaria disso tudo e apenas um pensamento mesmo.
Apenas um pensamento".
Jeff Foster

6 de agosto de 2010

Fé...


"Pedro andou sobre as águas, não muito, apenas alguns passos.
Mas andar sobre as águas mesmo alguns passos é suficiente - se você pode andar um passo sobre o oceano dos desejos, oceano da ignorância, oceano do ego, oceano do mundo, você pode andar sobre o oceano inteiro.

Um homem de pouca fé... mesmo com pouca fé milagres acontecem.
Mesmo com uma pequena semente de fé, você pode se tornar uma grande árvore da experiência divina, e florescer completamente.
E se com uma pequenina fé isso é possível, o que dizer então de uma grande fé, de uma fé total?

Se a fé total existe, imediatamente a semente se torna uma grande árvore; nem precisa de tempo para acontecer.
O tempo de abertura existe por causa da pouca fé, o tempo existe por que você não pode acreditar agora mesmo.
Se você puder acreditar agora mesmo, o mundo desaparece e somente Deus É.
O oceano desaparece.

Você está numa planície porque o mundo não é nada mais que um sonho.
Com a dúvida o mundo continua; com a fé, subitamente você está acordado."
Osho em Come Follow Me.

5 de agosto de 2010

Heaven and Hell...

Retirando o desamor...


"Nós não amamos. Mas esse não é o único problema, nós desamamos.
Assim primeiro comece a abandonar tudo que você sente como sendo desamoroso.
Qualquer atitude qualquer palavra que você usa pelo hábito, mas que agora de repente, sente que é cruel, abandone-a!

Esteja sempre disposto a dizer: "Me desculpe".
Pouquíssimas pessoas são capazes de dizer isso.

Mesmo quando parece que elas estão dizendo, não estão.
Pode ser apenas uma formalidade social. Realmente dizer "Me desculpe ou sinto muito", é um grande entendimento. Você está afirmando que fez algo errado e não retirado um ato que iria acontecer, está retirando uma palavra que você pronunciou.

Retire o desamor, e quando fizer perceberá muito mais coisas. Essa não é realmente uma questão de como amar, mas somente uma questão de como não amar. É como uma nascente de água coberta com pedras e rochas. Você remove as rochas e a nascente começa a fluir. Ela está ali.
Todo coração tem amor, porque o coração não pode existir sem ele. Ele é o verdadeiro pulso da vida. Ninguém pode existir sem amor, é impossível.

Uma verdade básica é que todos têm amor, têm a capacidade de amar e de ser amados.
Mas algumas rochas estão bloqueando o caminho.(...)
Retire os atos desamorosos, as palavras desamorosas, e repentinamente apanhará a si mesmo em um estado de ânimo muito amoroso. Haverá muitos momentos em que subitamente você perceberá que algo está borbulhando - e haverá amor, um vislumbre dele. E aos poucos esses momentos se tornarão mais prolongados."
Osho em Todos os dias.

Satisfação...


Viver muitas cenas, muitas miragens, nos faz refletir e meditar muitas vezes nas possibilidades...
Possibilidade disso, possibilidade daquilo...
Como seria se...como poderia acontecer isso...aquilo...

Essa reflexão aconteceu, devido a um texto vedanta que li recentemente, onde o mestre nos mostrava como o envolvimento afetivo, emocional, e eu diria, mental também ecoa como um ruído dentro da cena de realidade que se apresenta a nós.

O texto mostrava que quando admiramos uma paisagem, um pôr do sol, um céu estrelado, nós não ficamos pensando se aquela nuvem, ou aquela árvore, ou aquela estrela, deveriam estar aqui ou ali, que aquela nuance de azul do horizonte, ou aquele pássaro, deveriam estar acontecendo deste ou daquele jeito rsrs...
Reflitam sobre isso, é mesmo curioso...
Nós apenas observamos, nos emocionamos, aquilo nos toca, ou não toca, mas não julgamos...então aquela cena simplesmente é aceita, sem sequer 'pensarmos' nela. Isso a torna leve, simplesmente é aquilo, daquele jeito, pois foi a natureza que fez, foi Deus, foi o que se apresentou...e pronto!

Quando em outros aspectos da nossa vida, estamos envolvidos, incorporados, como eu digo rssr, no fundo dos acontecimentos...aí a coisa é beeemmm diferente!!
Parece que por estarmos envolvidos pessoalmente com a situação, temos poder sobre ela, temos domínio, somos os agentes ativos daquela cena, daquele enredo...mas será mesmo?
Essa é uma questão que devemos ir a fundo...

Nossa vida não é realmente aquilo que imaginávamos quando pequenos, é?
Muitas e muitas coisas foram acontecendo, outras não, e por mais que nós acreditemos que somos nós que controlamos, decidimos, fazemos ou acontecemos, existe sempre o elemento surpresa!! E esses elementos quando surgem, mudam de rumo muitas coisas, nos colocam frente a situações em que temos que refletir, ponderar, nos adaptar...ou então nos revoltar e não aceitar...

Justamente aqui, eu pergunto: -Aonde fica o nosso olhar esvaziado de quando observamos uma paisagem, ou o céu estrelado? É possível justamente nesse momento olharmos nossa vida, e a cena em si, com esse olhar de não envolvimento? É possível experimentarmos as situações da vida, todas elas, sem excessão, dessa maneira? Aceitando o que vier, e agindo de acordo com o nosso coração, mas tendo sempre a consciência de que nada, realmente acontece "fora" de uma ordem, de uma perfeição maior, na qual todos nós estamos envolvidos...

E digo mais, mesmo os nossos pensamentos, emoções, e atos, fazem parte dessa grande engrenagem, dessa grande perfeição que se chama Vida, Deus, Existência...
O que nós vemos, e acreditamos que está sob nosso controle, de fato nunca esteve...

Já que a manifestação acontece, e nós somos guiados por ela...
Se refletirmos um instante, veremos que nós não temos nenhuma autonomia de fato....já que não controlamos sequer o batimento dos nossos corações...nem podemos viver sem respirar, nem sem nos alimentar, enfim...a nossa frágil existência não nos pertence...
Chegamos aqui, não sabemos como, crescemos e vivemos também sem saber, e um dia partiremos, também sem saber quando, nem como....logo, que autonomia real nós temos?

Com isso, fica claro que se nem mesmo controlamos nossa existência pessoal, como vamos nos aventurar a controlar, julgar, criticar a Existência maior da vida, infinitos fatores que se revelam, dentro de uma imensa ordem...de uma imensa engrenagem...
Só nos resta mesmo, contemplar...nos satisfazermos e usufruimos daquilo que a vida nos oferece, ou seja, que a vida oferece a Si mesma...e deixar que ela mesma se encarregue de pintar a realidade com as cores que quiser...
Amor
Lilian

4 de agosto de 2010

Deus e a natureza...

Ternura...


Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentanda
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...

É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieto, muito quieto
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar estático da aurora.
Ternura por Vinicius de Moraes

3 de agosto de 2010

Extraordinária ausência...



"Só a presença acontece na vida.
Só a presença sinais, sons e odores, mas não há ninguém no centro disso tudo, há somente uma ausência,
Que é uma presença absoluta,
apenas nada, brincando o jogo de ser tudo.
Pensamentos acontecem, mas não há ninguém lá que pensa,
Existe uma cadeira, mas ninguém sentado nela.
Agora mesmo ninguém está respirando, ninguém está vendo, ninguém escutando,
Respiração apenas acontece,
Através do livro, as palavras nas páginas apenas aparecem,
Os olhos se abrem, e elas apenas aparecem,
Sons simplesmente acontecem.
Eu respiro, eu vejo, eu escuto, tudo isso é história.
Histórias prioritárias, onde não existe absolutamente nada.
Antes da história: -eu sou uma pessoa, e estou sentado em uma cadeira, lendo meu livro;
Não existe nenhuma pessoa, nenhuma cadeira, nenhum livro.
História prioritária do eu; não existe nada, e ninguém lá para saber disso.
Prioridade do eu, nós não podemos dizer realmente nada sobre isso.
Existe apenas o mistério. Apenas o mistério é verdadeiro.

E fora do mistério o 'eu' aparece.
E no momento que você tem um 'eu', aparece um mundo frio, contraído,
Não existe nenhum mundo. O mundo aparece com o 'eu'.
Expansão, contração, criação, destruição...
O coração bate com o cosmos.

O mito da iluminação:
'Liberdade é algo que eu tenho e você não.' Essa mensagem não vem de alguém acordado, ou pessoas iluminadas, que falam dessa maneira para impressionar outras pessoas.
Não existem pessoas acordadas. Não existem pessoas iluminadas.
Por que em realidade não existem pessoas.
Pessoas que crêem que estão acordadas, que dizem 'eu estou acordada, você não', ou 'eu vejo isso e você não', essas pessoas ainda acreditam na separação.
" Eu acordei e você não", é a maior separação que existe.

Numa frase como essa, o ponto de referência ainda é o 'eu'. O 'eu' que se compara com o 'você'.
Um 'eu' que acorda todas as manhãs e se lembra de si mesmo acordando.
Quando esses conceitos 'eu' e 'você' são postos fora, e se deixa todos os demais conceitos, o que sobra é o mistério.
Quando todos os conceitos se vão, não se tem mais como 'saber' que 'você' acordou.
Você não tem mais como saber nada.
Você não tem mais palavras para definir, 'isto é..'
Como um bebê recém nascido, você vê tudo pela primeira vez. E nada tem um nome.
Como Adão no jardim do Éden. (...)

Nada muda e tudo muda.
Mesmo que você tenha esse código 'acordado', o que você fará com ele?
Nós nem mesmo podemos ver a graça de apenas estarmos sentados na cadeira.
Nós nem mesmo podemos ver o que se passa na nossa frente com clareza.
Como nós podemos então dizer o que é a iluminação, e nos darmos conta que ela aconteceu, se nem mesmo conseguimos ver isso. Mesmo que tivéssemos esse conceito de acordado, iluminado, nós não conseguiríamos vê-lo também.

Pare com isso. Pare aqui.
Veja ISSO primeiro.
O engraçado é que quando você vê ISSO, você não quer AQUILO mais.
Porque quando você vê ISSO, ele já é suficiente em si mesmo.
Apenas sente aqui nessa cadeira, respire, só Isso é o suficiente. Mais que o suficiente.
E na visão disso, a vida ordinária pode ser desfrutada.
Apenas acorde pela manhã, coloque suas roupas, caminhe ao ar livre, vá as compras, etc.. leve uma vida normal, e mesmo assim tudo está mudado.
Porque a necessidade se foi.
A seriedade se foi.
A busca se foi.
O buscador morreu.
Nada mudou, e tudo mudou.
O que nós vemos é o inicio, do que seja um milagre".
Jeff Foster em An Extraordinary Absence.

2 de agosto de 2010

Called by Grace...

Mãe do mundo...



Buda disse:_"Quando todos os seres forem mãe, o mundo estará iluminado".

O estado de amor mais sublime
Pleno e incondicional
É experimentado em êxtase
Em toda a sua profundidade
Pelos seres de luz

Que já estão preparados
Para serem mães.

Quando você alcançar
O indizível dom
De olhar para pelo menos
Um ser com sentimento verdadeiro de MÃE
Você alcançou uma oitava superior.
Na escala energética
Quando você conseguir ver
Pelo menos Um ser
Que não tenha nascido de ti
Com a clareza e a imparcialidade de uma mãe
Você já saiu da escala dos comuns.

Quando você sentir todas as coisas
E todos os Seres que cruzarem por ti
Como filhos amados e honrados
Você terá encontrado a ILUMINAÇÃO.

Seja quem for ou o que for
Que a vida lhe traga
Volte para eles teus olhos maternais
E ame...Ame...Ame...Ame...Ame...
Ame muito mais...!!
Siga os caminhos do coração!
Por Victtoria Rossini

Quase loucura...


"No que se refere ao mundo, tornar-se um buscador é quase tornar-se louco. Assim, você está entrando na loucura. Mas essa loucura é a única sanidade que existe !

Nossa infelicidade é que nos esquecemos da linguagem do amor. A razão de termos esquecido a linguagem do amor é que ficamos demasiadamente identificados com a razão, com a mente.

Nada há de errado com a razão, mas ela tem a tendência a monopolizar. Ela se prende a todo o seu ser. Então, o sentimento sofre, passa fome e aos poucos você esquece completamente dele.
Ele continua encolhendo e encolhendo, e esse sentimento morto se torna um peso morto; esse sentimento se torna um coração morto.
Então a pessoa pode dar um jeito de empurrar a si mesma, e sempre será de 'algum jeito'. Não haverá charme ou magia porque sem amor, não existe magia na vida.

E também não haverá poesia; a vida será apenas prosa, sempre a mesma prosa. Sim ela será gramática, mas não terá canção; ela terá uma estrutura, mas não terá substância...
O risco de se mover da razão ao sentimento -da mente para o coração - e tentar manter um equilíbrio é algo apenas para os realmente corajosos -apenas para os loucos- porque o preço de admissão nada mais é que sua mente dominada pela razão, sua mente dominada pela lógica, sua mente dominada pela matemática.
Quando essa atitude for abandonada, a prosa não estará mais no centro, e sim a poesia; o propósito não estará mais no centro, e sim a brincadeira; o dinheiro não estará mais no centro, e sim a simplicidade, a não-possessividade, o puro deleite da vida, ou seja, quase uma loucura!!"
Osho em Todos os dias

1 de agosto de 2010

Power of Gratitude...

Raízes...


A ação perfeita
Carece de ser feita
Como o fruto que amadurece
Cai da árvore e perece.

O linguajar do coração
Prescinde do intelecto
Faz-se simples e completo
Sem nenhuma intenção.
Está além de nossa vontade
Verdadeira ação que invade
Cria raízes no tempo
E laços na eternidade.
Ouvi dizer daquele
Que nada faz
E tudo é feito através dele
Não tem mais remo
Nada a fazer
Deixar o barco a esmo
Sem nada estabelecer.

Mas para isto
Tem que estar pronto
Para tudo aceitar
sabendo que disto
mais do que nada
a vida há de cuidar.
Por Eduardo Piereck
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