31 de agosto de 2010

Não-dual...


Quando usamos o termo 'não-dual', estamos com isso, apontando para uma verdade que escapa para a maioria das pessoas - a de que a existência tal como a percebemos, tal como vivemos - não está separada, fragmentada, dividida.
Tomar posse dessa consciência é ver aqui e agora Toda a realidade como UM único e autêntico, indivisível oceano auto-consciente.

A existência com seus infinitos aspectos, características, formas, dramas, comédias, pensamentos, emoções, tudo absolutamente está nesse momento sendo manifestação aparente do Todo, neste exato momento. Nenhum aspecto tem mais ou menos relevância, nenhum é mais importante que o outro, não existem prioridades, não existem referências, nem nada que possa ser classificado.
Nada pode existir fora da existência. Trata-se do infinito UM sempre, nos aparentes 'tudo' e em 'todos'.

O fato que ainda não percebermos e vivermos a existência na sua Unicidade plena, deve-se apenas as divisões mentais que trazemos em nós. Seriam nossas muralhas internas, que são projetadas na existência. Se as divisões internas do medo, da crítica, do julgamento, das diferenças..enfim do ego, são abandonadas, todas as 'divisões' externas caem por si mesmas. A consciência Não-dual, nos mostra o significado da verdadeira comunhão. Vemos que não somos nós que vivemos, já que não temos autonomia, mas a vida que vive em nós.

Osho nos fala que a verdadeira linguagem da existência é o silêncio.
Tudo que recobre esse silêncio é ruído, é divisão, é muralha, que nos faz assim perceber e viver a existência acreditando que ela é fragmentada.
As muralhas mentais projetadas na existência, são em verdade os aspectos que precisam ser removidos, e o que surge é a unicidade original, o céu indivisível que sempre esteve lá, desde sempre.
Acolher a existência, é tomar posse da unicidade que somos, uma única e sem divisão existência/ consciência, se auto-revelando, se auto-experimentando.

Termino com um trecho de Satyaprem que ilustra essa tomada de consciência da verdadeira unicidade.
"No momento que você nota que não existe divisão em lugar nenhum, que a divisão é pensada, ela acaba.
Quer dizer, então, que eu posso fazer qualquer coisa, que eu sou Um com o Divino.Você pode até pensar: “Agora eu estou miserável, eu não estou Um com o Divino, com a Existência”.
Mas miséria também faz parte do Divino.
Essa é a brincadeira que “Ele” criou.
E quando a mente se desengata desses enganos, que são os “esconde-escondes”, você nota: “Quer dizer que mesmo se eu estiver miserável, triste, aborrecido, com raiva; eu sou Um com o Divino?” É.
Amor
Lilian

2 comentários:

  1. Oi! Que post bom para uma profunda reflexão. Adorei.
    Parabéns.
    Abraços.

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  2. Seja bem vinda Dayse!! Caminhemos juntas !! Grande abraço para vc também!! Namastê !

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