30 de abril de 2011

Cenas da vida...



Pare um instante e perceba dentro de você aonde estão os "nós" que sempre teimam em aprisionar seu coração...

Olhe de frente aqueles assuntos, temas, pessoas, cenas, memórias, fases da vida, acontecimentos que volta e meia teimam em aparecer na sua mente, e no mesmo instante trazem um sentimento de tristeza, medo, mágoa, ressentimento, raiva, dor, angústia, saudade, prisão, vontade de gritar, de chorar, de ficar quieto e que no fundo nos deixam impotentes e feridos...

Olhe sem medo para eles...você já conhece o caminho, você já conhece os sentimentos que vem, não são novos...pelo contrário são antigos, já caminham com você por longos anos...

Veja como cada um deles te mostra inúmeros aprendizados...veja como em cada um deles a sua atitude, ou não-atitude foi determinante para o aprisionamento na sua mente...

Olhe os fatos como se você estivesse olhando um filme, os atores, as cenas, os cenários, mesmo que os sentimentos venham, deixe-os vir, não julgue nenhum de bom ou ruim, apenas observe os sentimentos, emoções...reviva as cenas dolorosas na posição do espectador do filme...

Agora vasculhe dentro de si o valor que a sua mente atribuiu a cada momento desse. Observe calmamente os adjetivos que sua mente teima em colocar colado a cada um desses momentos....
Perceba-se colocando adjetivos às cenas...
Agora retire as cenas, fique apenas com os adjetivos que você colocou...
Enumere esses adjetivos, sejam quais forem, traga todos à mente, faça uma lista deles...não importa de são positivos, negativos, neutros...faça uma lista de todos eles....

Pois bem, aí está o peso de seus momentos dolorosos...
Nesses adjetivos que sua mente colocou em cada um deles. Quanto mais adjetivos, valores, classificações, mais pesados eles tendem a aparecer para você...

Se eu digo: Uma rosa é perfumada e linda! Ela me trás alegria!
Que peso isso tem? Pouco não é. Traz leveza, tranquilidade.
Mas se eu digo: Ele me fez muito mal, me magoou, me feriu, acabou comigo, não suporto ele...
Que peso isso tem? Muito né? Perceba o grau de negatividade que coloquei encima "dele"!

Vejam como os adjetivos são apenas adjetivos, nada mais, são pensamentos...só isso...
O fato seja da "rosa", seja "dele" são apenas fatos...não tem peso em si...nenhum peso...são apenas cenas...eventos que acontecem...só isso...
Quando conseguimos desvincular os adjetivos que nós damos à realidade que se apresenta, damos um grande passo em direção à não fixação, isto é, estamos desvinculando o que acontece, a cena, o simples evento, do nosso ínfimo julgamento, dos nossos adjetivos mentais...

Isso torna a percepção da realidade possível, e mais clara. Num instante podemos ver o que acontece aos outros, a nós mesmos, de uma perspectiva não misturada, de uma perspectiva do observador...criamos uma distância entre o que acontece e nossa consciência perceptiva...
Essa distância é o início da meditação...ela pode e deve ser ampliada a todas as dimensões da nossa vida...O não envolvimento trás leveza e liberdade...
E do contrário que muitos pensam, que se agirmos assim ficamos "frios e indiferentes" em relação à vida, à realidade, na verdade o que acontece é que ficamos soltos, ficamos abertos, e assim tudo que acontece a nós, a nossa volta, e mesmo o que aconteceu a nós no passado, pode ser incorporado enquanto aprendizado puro e simples, nas inúmeras cenas desse maravilhoso filme cósmico que se chama Vida...
Reflitam sobre isso...e pratiquem...
Amor
Lilian

29 de abril de 2011

Permanecendo desapegado...


"Seguindo os ensinamentos Vajrayana, não abandonamos nem rejeitamos nada; em vez disso, utilizamos o que quer que apareça. Olhamos nossas emoções negativas e as aceitamos pelo que são. Então relaxamos nesse estado de aceitação. Usando a própria aflição, ela é transformada e transmutada em algo positivo, em sua verdadeira face.

Quando, por exemplo, surge raiva ou desejo intensos, um praticante Vajrayana não tem medo. No lugar disso, ele ou ela seguiriam as instruções que dizem o seguinte: tenha a coragem de se expor às suas emoções.
Não rejeite nem suprima, mas também não as siga. Apenas olhe para sua emoção, olho no olho, e tente relaxar dentro da própria emoção.

Não há confronto envolvido. Você não faz nada.
Permanecendo desapegado, você nem é carregado pelo emoção nem a rejeita como algo negativo. Então, você pode olhar para suas aflições quase casualmente e até se divertir com isso.

Quando se vai nosso hábito de magnificar nossos sentimentos e a fascinação resultante disso, não haverá nenhuma negatividade e nenhum combustível. Podemos relaxar dentro disso. O que estamos tentando fazer, portanto, é lidar de modo hábil e sutil com nossas emoções. Isso em grande parte equivale à habilidade de exercer a disciplina."
Dharma Quotes - Por Ringu Tulku

Neste belíssimo ensinamento, vemos a base do Zen: Permanecer como observador do que acontece. Nada é excluído, nada é tido como perverso, negativo ou indesejado. Na medida que a mente vai se tornando "permeável" à consciência, na medida em que a mente vai se entregando, se rendendo, o que acontece é uma profunda aceitação, ou melhor dizendo, uma total incorporação daquilo que acontece. Sem mais julgar, classificar, analisar.

Se pararmos para refletir um segundo, fica tão óbvio que tudo que acontece, não acontece a nós, o que acontece somos nós mesmos, pois tudo que existe, existe no Ser, e nós somos o próprio Ser auto- consciente, logo, aonde a rejeição se encaixa? Não existe sujeito e objeto. Existe somente o Ser! E o Ser é TOTAL!

Só mesmo uma percepção iludida com a divisão é que pode rejeitar alguma coisa, ou achar que aquilo não deveria ser assim, ou ser assado...

Na consciência não-dual, pelo contrário, tudo se torna Si mesmo. E ao mesmo tempo não é fixo, não é constante, é fluxo...
Essa percepção trás consigo a não rejeição de nada, mas também a não fixação a nada...

Manter-se no observador permite estar no momento presente, plenamente consciente de Si e do que acontece, aprendendo a cada momento um pouco mais, se conhecendo, e ampliando a capacidade de amar a realidade...infinitamente..

Termindo com uma linda frase de Swami Naseeb: O Amor tudo toca, mas nada toca o Amor.
O Amor é soberando e includente.
Só o Amor abre as verdadeiras portas para a consciência pura...Através do Amor a realidade é aceita, incorporada, e podemos manifestar nossa real grandeza...a grandeza do Ser, que é AMOR...
Lilian

28 de abril de 2011

Lindo desacontecer...


"Pensar a si mesmo como um objeto é parte de uma tremenda incompreensão. Você se pensa. Foi programado a pensar que acaba no limite da sua pele. Mas você não acaba aí. É tudo energia. Só não temos acesso, porque não temos os óculos corretos. Então nos enganados a respeito da realidade.

Mas, se você se deixar cair no Silêncio, indo mais e mais fundo, indo para dentro, você vê. Essa energia está sempre em movimento – ela nunca para, caso você goste ou não. A observação, no entanto, nos dá a maestria sobre os acontecimentos. Um breve olhar e você pode ver que está implícito no que está acontecendo, o desacontecer. Tudo desacontece mais cedo ou mais tarde. Tudo é temporário.

Se houver uma grande turbulência, não se preocupe tanto, porque assim como veio, vai passar. Todas as coisas passarão e isso é inevitável. Por que você está se preocupando tanto? A sua preocupação pertence a uma profunda ignorância. Acorde! Não há nada para se preocupar.

Agora, ouça bem: isso não significa que você não deva ir trabalhar. Vá! Trabalhe. Apenas saiba que não é você que está indo trabalhar. Este é simplesmente mais um evento, no tempo e no espaço. Faça o que for necessário que seja feito e nada mais além disso.

Lembre-se que tudo está preso a uma enorme rede de energia. Você não pode voluntariamente interromper a evolução dessa rede, pelo simples fato de não estar separado dela. Não estamos falando a respeito de regular a sua vida. Você não precisa disso. Estamos falando a respeito de quem você é.

Investigue e deixe cair os seus conceitos. Aliás, eventualmente eles largarão você. Desperte e veja que eles não sobrevivem onde há luz. Os conceitos vivem na escuridão, eles se alimentam da ignorância. Se você acende a luz, eles somem."
Satyaprem em Satsang

27 de abril de 2011

Livre arbítrio - Ramesh



Ramesh: Primeiro, me diga o que você entende por “livre arbítrio”.

Pergunta: A noção de que “eu” posso escolher entre uma coisa ou outra.

Ramesh: Sim, mas isso inclui as consequências do que você escolhe? Seu livre arbítrio é escolher uma coisa ou outra. O seu livre arbítrio inclui o que decorrerá de fato daquilo que você escolher?

Pergunta: Não.

Ramesh: Que utilidade tem o seu livre arbítrio? Que livre arbítrio mais sem utilidade você tem! Então o que é o livre arbítrio? Certamente você pode escolher, mas se o que você escolher irá acontecer ou não, não está no seu controle. É por isso que quando as pessoas usam essas palavras eu geralmente as interrompo e peço-lhes para dizerem o que elas querem dizer por “livre arbítrio”.

Pergunta: A lógica que você apresentou, que faz sentido para mim, é que o desdobramento natural da criação, uma vez que é colocado em movimento desdobra-se a partir de um padrão determinado muito complexo. E então há este ego que pensa que pode escolher uma coisa ou outra.

Ramesh: Você vê, em que bases você faz suas escolhas? Como você faz suas escolha?

Pergunta: Essa seria minha pergunta, eu ia perguntar: “Quem escolhe?”

Ramesh: “Quem” escolhe? O ego escolhe. Mas o ego escolhe baseado em que? Meu ponto é que o ego faz sua “escolha” com base na programação que ele recebeu.

Pergunta: Sobre a qual ele não tem controle.

Ramesh: O condicionamento do meio circundante sobre o qual você não teve escolha.

Pergunta: Ou o DNA, ou algo mais.

Ramesh: Isso mesmo, portanto, há o DNA ou os genes, sobre os quais você não teve escolha, mais o condicionamento recebido do seu meio sobre o qual você não teve escolha. São essas duas coisas que eu chamo de 'a programação' com a qual você fará a “sua” escolha. Você fará sua escolha baseado no que você foi condicionado a pensar ser certo ou errado. Portanto, se o seu livre arbítrio está baseado na programação, a qual você não teve controle, então é o livre arbítrio “de quem” que estamos falando?

Pergunta: Então mesmo o livre arbítrio é uma função do Sujeito absoluto, da Fonte?

Ramesh: Correto, ou melhor, o livre arbítrio que você valoriza tanto está baseado em algo sobre o qual você não tem controle.

Pergunta: Muito bom. Isso é muito bom mesmo!

Ramesh: Eu retorno à válida questão do ego. O ego tem uma questão válida: “Vivendo em sociedade é esperado que eu faça escolhas – eu não devo fazer escolhas?” Eu digo: “É claro que sim.” Mas tudo o que estou dizendo para você considerar é: a escolha que você faz, é realmente “sua” escolha ou essa escolha acontece?
Ramesh Balsekar em Satsang

Meditação da Paz...



"A Paz flui através do meu coração e desliza como uma chuva fresca através de mim
A Paz satura o meu Ser com uma fragrância
A Paz me atravessa como raios de luz
A Paz transpassa o coração de toda preocupação e de todo ruído
A Paz consome toda minha inquietude
A Paz, como uma esfera incandescente, se expande até alcançar a onipresença
A Paz como uma maré, avança até inundar o espaço inteiro
A Paz como aureola ilimitada, circunda meu corpo com sua infinitude
A Paz brota em todo meu corpo e no espaço inteiro
O aroma da Paz floresce sobre os jardins floridos
O vinho da Paz flui constantemente em todos os lugares, em todos os corações
A Paz sopra nas montanhas, nas estrelas e nos sábios
A Paz é o delicioso vinho do Espírito, que flui da ânfora do silêncio, no qual bebo através dos meus infinitos átomos."
Paramahansa Yogananda em Meditações Metafísicas

26 de abril de 2011

Vastidão interior...


"Apenas sente-se debaixo de uma árvore. A brisa está soprando e as folhas da árvore estão farfalhando. O vento lhe toca, se move ao seu redor, e passa. Mas não o deixe somente passar por você; deixe-o mover-se para dentro de você e passar através de você.

Basta fechar seus olhos, e enquanto o vento estiver passando através da árvore provocando um farfalhar das folhas, sinta que você também é como uma árvore, aberto, e o vento está soprando através de você – não pelo seu lado, mas direto através de você.

O farfalhar da árvore penetrará em você, e você sentirá que o ar está passando por cada poro de seu corpo. Está realmente passando através de você. Isso não é só imaginação, é um fato – você esqueceu.

Você não está só respirando pelo nariz, você está respirando através do corpo todo – por cada poro dele, por milhões de poros.
Se lhe for permitido respirar através do nariz, mas todos os poros de seu corpo estiverem fechados, você irá morrer dentro de três horas. Você não pode ficar vivo respirando somente pelo nariz.

Cada célula de seu corpo é um organismo vivo, e cada célula está respirando. O ar está realmente passando através de você, mas você perdeu o contato. Portanto, sente-se sob uma árvore e sinta.

No princípio irá parecer imaginação, mas logo se tornará uma realidade. É uma realidade – que o ar está passando através de você. Então se sente sob o sol nascente, e não somente sinta que os raios do sol estão lhe tocando, mas que eles estão penetrando em você e passando através de você, assim você fica vulnerável, você começa a sentir-se aberto.

O ego é a barreira. Quando você sente que você é, você é tanto que nada pode lhe penetrar. Você está preenchido com seu próprio ser. Quando você não é, então tudo pode passar através de você. Você se tornou tão vasto que mesmo o divino pode passar através de você.

Toda a existência agora está pronta para passar através de você, porque você está preparado. Assim toda a arte da religião é como não ser, como se dissolver, como se render, como se tornar um espaço aberto."
Osho em Livro dos Segredos

25 de abril de 2011

O Absoluto e o relativo...


"Dizemos que há dois níveis de realidade, uma visível e outra invisível, porque estamos vivendo na mente. O ser humano vive na mente. A mente sempre DIVIDE tudo em dois. Forte e fraco. Bem e mal. Deus e diabo. Negativo e positivo, etc.

O ponto é que tudo que é visto pelo ser humano é repartido em DOIS.Como a luz do sol quando passa por um prisma é repartida em 7 cores, a mente reparte a luz da Unicidade em pólos opostos e nasce o ying e o yang, o positivo e o negativo, o bem e o mal.

Por isso existe o sensinamento chamado Não Dual - que significa que a realidade parece ser duas coisas, mas é uma só. Este ensinamento está apontando para o que a mente naturalmente faz: ela reparte tudo em dois.

A mente reparte a completude natural da Essência, de Deus, em dois.

Essencialmente, tudo é completo, mas quando a mente está presente, nascem os opostos: completo e incompleto. Tudo é essencialmente amor, mas na mente, tudo se transforma em amor e medo (contrário de amor). O amor simboliza então aquilo que buscamos, que está além, que está distante (aparentemente). E o medo passa a ser a realidade natural de todos nós, o medo da vida e o medo da morte. Desenvolvemos tudo neste mundo a partir deste medo básico. E este medo básico é o nascimento da separação, dos opostos.

Ou seja, Deus é transformado de uma UNICIDADE em uma DUALIDADE. Na dualidade Deus passa a ser o oposto de diabo. O bem passa ser o oposto do mal.
Então, a realidade no modo relativo é mental. E no modo absoluto está além do mental.

Quando os mestres espirituais falam em conhecer quem você é, eles estão falando em conhecimento absoluto.

A mente não pode conhecer aquilo que nós somos, porque a mente opera em nivel RELATIVO (dividindo a realidade una em dois). E é por isso que em um ponto da busca você tem que desistir. Mas não que você desista, o Ego se dá conta de que não pode conhecer a verdade, que não pode descobrir aquilo que está além da mente, além dos conceitos mentais. É o ego que vê sua própria limitação! Quando o Ego se dá conta disso, algo acontece: a busca mental dá vazão ao desabroxar da fé, da confiança, da naturalidade de viver cada momento com o sabor divino, da caridade natural, da amizade com todas as criaturas vivas deste mundo, do cuidado que devemos ter com cada momento, com cada ser, com cada palavra

A busca acabou, porque Deus está ao seu lado quando você desiste de buscar Deus no horizonte distante.
Este é o ponto do fim da busca. Você passa a ser guiado a cada momento. Deus não está mais longe. Ele está tão perto de você como seu coração, e tão distante como todo o universo. Então toda a caminhada toma um sentido diferente. Tudo fica mais leve.

E a cada momento a voz do sagrado ilumina o coração com os desafios e insights de novas descobertas e visões. E mesmo que o sofrimento aconteça, você tem a clareza de saber que Deus e você são a mesma entidade, e que você pode confiar no processo, pode sae abrir para aprender mais e mais, pode relaxar no meio de uma lágrima, pode acolher a celebração e a dificuldade.

O fim da busca é o início da fé que vai além da crença. E quando a fé não é cega, quando a fé brota do coração, Deus e você cantam a mesma canção."

24 de abril de 2011

Deus somente - Sai Baba


"Conhecer Deus é o empreendimento mais importante da vida. O homem deve conhecer Deus, falar com Deus. Isto é realização. Isto é religião. De nada vale conhecer todas as outras coisas quando se desconhece Deus.

Todo ser humano é uma manifestação de Deus. Todo objeto manifesta o Divino. Nada há no mundo que não seja uma manifestação de Deus. Não tenham nenhuma dúvida de que o Cosmos é permeado por Deus e de que tudo está contido n'Ele. Não há sequer um átomo no Universo que não seja permeado pelo Divino.

Tentamos descobrir Deus buscando-O por todo Universo, mas deixamos de investigar Sua existência em nosso interior, como a própria essência e princípio básico de nosso ser. Com a descoberta de nós mesmos, de nosso Ser, toda a lamentação cessa e atingimos a felicidade suprema. Este é o verdadeiro autoconhecimento.

A mente é a espada de dois gumes: pode salvar, mas, igualmente, escravizar.A meditação, de fato, é o primeiro passo para a auto-realização. A razão por que tenho chamado este o primeiro passo de seu treinamento é que hoje há um considerável número de pessoas que não podem tolerar dificuldades e inconvenientes e, ainda assim, desejam coisas maiores, mais subjetivas. Esta disciplina, a qual a si mesmos vocês impõem, os conduzirá à felicidade e à glória.

Mediante dhyana (meditação) você mergulha na idéia da Universalidade e Onipotência de Deus. Não é para você uma diária constatação que uma preocupação maior domina uma outra menor e o leva a esquecer-se desta? Quando você plenifica sua mente com a de Deus, quando por Ele você anseia e a Ele levanta seu clamor, todos os demais anseios, todos seus desapontamentos e mesmo todas as realizações desmaiam, sumindo na própria insignificância. Você esquece tudo. Desejos, frustrações e realizações jazem submersas na inundação do divino anseio e, logo depois, no próprio Oceano da Bem-aventurança.

Você contempla as estrelas no espaço, mas conserva inexplorado o céu interior. Vasculha a vida alheia assinalando erros e falando mal das pessoas, mas não cuida de analisar seus próprios pensamentos, atos e emoções para julgar se são bons ou maus. Os erros que nos outros você vê não passam de projeções dos seus próprios; o bem que nos outros observa é o reflexo de sua própria bondade. Só mediante a meditação (dhyana) você poderá cultivar o bem-ver, o bem-ouvir, o bem-pensar e o bem-agir.

A meditação verdadeira é ficar absorvido em Deus como único pensamento, a única meta.
Deus somente, apenas Deus.
Pense em Deus, respire Deus, ame a Deus, viva Deus."

Sathya Sai Baba (1926-2011) Obrigada amado Mestre, por habitar entre nós, por tantos ensinamentos, devoção, seu puro amor e por sua luz me guiarem por toda a vida...A divina chama brilha, brilha, brilha eternamente...Om Sai Ram...Namastê

Eternity light of a candle

23 de abril de 2011

Volta para ti...



O que carregas na alma?
Que encobre o sorriso,
Que seca a fonte de água fresca,
Que suspira de pesar e de amargura..

O que suportas por décadas em ti?
Que ofusca a pura luz
E desfaz-se em prantos sem fim...

O que suportas em ti que te impede de alçar vôos altos?
Que impede de admirares a paisagem serena
Te impede de avistar o frescor das manhãs e repousar...

Suportas a insensatez do que já foi
Suportas o peso pesado do tempo ido
Suportas a estranheza das falas ditas
Suportas as miragens dos sonhos projetados na realidade
Suportas as memórias do que exisitiu um dia..

Não vês que o que carregas em ti é a falta?
Falta de amor
Falta de luz
Sabedoria
Alegria
Falta de Paz...

Não vês que o que carregas é puro nada,
Daí o peso que não consegues suportar,
Aquilo que te falta pesa...

Já que a vida é abundância, plenitude, excesso.
Nada existe de excassez na existência
Carregares o peso da falta é carregares a ilusão da excassez
É fugires do presente absoluto, abundante,
É enganar-se de que o simples agora, pode ser menosprezado
Esquecido...

Volta, vive o hoje,
Vive o aqui, simplesmente
Sem passado, sem futuro
Volta para tua casa, teu aconchego
Teu lar é o Universo inteiro,
As estrelas, o sol e o mar,
Teu lar cabe inteiro dentro de ti...

Vive aquilo que é teu, completamente teu,
Vive aquilo que tua respiração lhe dá
Aquilo que bate em teu peito
Aquilo que brilha em teus olhos
Aquilo que no silêncio canta em ti,
E lhe diz sem falar:
Eu Existo
Eu Amo
EU SOU, em ti...

22 de abril de 2011

O "eu" e os "problemas"...


"Como ficamos ansiosos para encontrar uma resposta para os nossos problemas!
Somos tão ávidos em achar uma resposta, que não o estudamos; isso impede nossa observação silenciosa do problema.

O problema é a coisa importante, e não a resposta. Se procurarmos por uma resposta, iremos achá-la; mas o problema persistirá, pois a resposta é irrelevante ao problema.

Nossa busca é por uma fuga do problema, e a solução é um remédio superficial e portanto, não há compreensão do problema.
Todos os nossos problemas surgem de uma fonte e sem compreender a fonte, qualquer tentativa de resolvê-los irá somente conduzir a mais confusão e miséria.

A pessoa precisa, primeiro, ter muito claro que sua intenção de compreender o problema é séria, que ela vê a necessidade de estar livre de todos os problemas; pois, só assim, o fazedor de problemas pode ser abordado.
Sem estar livre dos problemas, não pode haver tranqüilidade, e a tranqüilidade é essencial para a felicidade – que não é um fim em si mesma. Assim como uma lagoa fica quieta quando a brisa para, assim também a mente fica quieta com o cessar dos problemas. Mas a mente não pode ser parada; se for, está morta, é uma lagoa estagnada. Quando isso está claro, então o fazedor de problemas pode ser observado. A observação deve ser silenciosa e não de acordo com qualquer plano pré-determinado baseado no prazer ou na dor.

Mas você está pedindo o impossível! Nossa educação treina a mente a distinguir, a comparar, julgar e a escolher, e é muito difícil não condenar ou justificar o que é observado. Como alguém pode ficar livre desse condicionamento e observar silenciosamente?”

Se você vê que a observação silenciosa, a atenção passiva é essencial para a compreensão, então a verdade da sua percepção liberta você do background. É só quando você não vê a necessidade imediata da atenção passiva – e ainda assim alerta – que surge o “como”, a busca por um procedimento para dissolver o background.

É a verdade que liberta, não os meios que você usa, ou o sistema.
A verdade que a observação silenciosa sozinha traz compreensão precisa ser vista; só assim você está livre da condenação e da justificação. Quando você vê o perigo, você não pergunta como você vai se afastar dele. É porque você não vê a necessidade de estar passivamente alerta que você pergunta “como”. Por que você não vê a necessidade disso?

Eu quero ver, mas eu nunca tinha pensado desta forma antes. Tudo o que posso dizer é que eu quero me livrar dos meus problemas, porque eles são uma real tortura para mim. Eu quero ser feliz, como qualquer outra pessoa.”

Consciente ou inconscientemente nós nos recusamos a ver como é essencial estarmos passivamente atentos, alertas, porque não queremos realmente largar nossos problemas; pois o que seríamos sem eles?
Preferiríamos nos agarrar em alguma coisa que conhecemos, embora dolorosa, do que arriscar a perseguir alguma coisa que possa nos levar não se sabe aonde. Com os problemas, pelo menos, estamos familiarizados; mas pensar em ir atrás do causador deles, sem saber aonde isso pode levar, cria em nós medo e entorpecimento.

A mente ficaria perdida sem a preocupação com os problemas; ela se alimenta de problemas, sejam eles problemas mundanos, ou problemas da cozinha, políticos ou pessoais, religiosos ou ideológicos; então nossos problemas fazem de nós pessoas mesquinhas e limitadas.
A mente que é consumida com problemas mundanos é tão mesquinha quanto a mente que se preocupa com o progresso espiritual que está fazendo.
Problemas sobrecarregam a mente com medo, pois os problemas dão força para o ego, para o “eu” e o “meu”. Sem problemas, sem realizações e falhas, o "eu" não existe."
J. Krishnamurti em Aos pés do Mestre

Renunciar a si mesmo...


"E Jesus então virou-se e disse: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz a cada dia e siga-me"

Esta é a disciplina, a única disciplina dada por Jesus: Renuncie a si mesmo..
Quando você vai a um homem como Jesus, tem de abandonar suas próprias idéias e seu ego.
Você tem de abandonar completamente suaItálicos decisões, porque só se você abandonar suas idéias, suas decisões, seu ego, Jesus poderá penetrá-lo. Logo, uma vez abandonado seu ego, as coisas começarão a acontecer a você por si mesmas. Mas, como primeiro passo, "renuncie a si mesmo"(...)

A segunda coisa: tome sua cruz a cada dia...
Uma vida com Jesus é uma vida momento a momento. Não é um planejamento para o futuro. Ela não tem nenhum plano para o amanhã. Não há plano, é espontânea. Tem-se de viver momento a momento e carregar a sua "cruz" todos os dias.

Por que uma cruz? Porque entregar-se é morrer. Por que uma cruz? Porque entregar-se dói. Porque uma cruz? Por que entregar-se é sofrimento. Seu ego inteiro sofrerá e arderá. Suas idéias, seu passado, sua personalidade estarão em fogo contínuo. Por isso a cruz. A cruz é um símbolo da morte...e antes que você morra, nada é possível; antes que você morra, a ressurreição não é possível.Itálico

"Renuncie a si mesmo, tome sua cruz a cada dia..." Isto deve ser feito diariamente, a cada manhã. Você não pode pensar. "Eu me entreguei, está acabado.." Não é tão fácil. Você terá de se render um milhão de vezes; terá de se render a cada momento, porque a mente é muito astuta. Ela tentará reconquistá-lo. Se você pensar que se rendeu uma vez e acabou, a mente irá recapturá-lo. Isso tem de ser feito a cada momento - até que você tenha morrido completamente e uma nova mentalidade tenha surgido, até que um novo homem tenha nascido dentro de você, até que tenha se tornado descontínuo com o passado: uma ruptura aconteceu.

Você saberá quando isso acontecer, porque você não se reconhecerá.
Quem é você? Você não será capaz de ver como esteve conectado com aquele passado. Você reconhecerá somente uma coisa: que aconteceu uma ruptura repentina. A linha se quebrou, o passado desapareceu e algo novo - que não tem nada a ver com o passado, que não está absolutamente conectado a ele - surgiu em você.

O homem religioso não é um homem modificado, o homem religioso não é um homem redecorado. O homem religioso não tem nada a ver com o passado, é absolutamente novo.

"Pois quem quiser salvar sua vida perdê-la-á; mas quem perder sua vida por amor a mim, salvá-la-á".

Perca sua vida e você a terá; apegue-se a ela e a perderá.
Parece paradoxal, mas é uma verdade simples. A semente morre no solo e se torna uma grande árvore. Mas a semente pode apegar-se à sua forma, continuar se protegendo e se defendendo, porque para a semente, o contrário parece morte. A semente nunca poderá ver a planta; assim é uma morte.
Você nunca poderá ver o homem sobre o qual estou falando; assim é uma morte perfeita. Você não pode imaginar esse homem porque, se imaginá-lo, ele será continuidade.(...) Não, você está completamente no escuro com relação a esse homem - eis por que a confiança é necessária.
Eu não posso oferecer provas, não posso argumentar, porque quanto mais argumentar e oferecer-lhe provas, mais aquilo se tornará impossível para você.
Se você for convencido, então a barreira é pNegritoerfeita, porque sua convicção será sua convicção.
E o novo só poderá surgir quando você tiver ido embora completamente; todas as suas convicções, ideologias, argumentos, provas se foram, por atacado - e ficou somente a ausência.

E nessa ausência, os céus se abrem e o espírito de Deus desce como uma pomba e o ilumina..."
Osho em Palavras de Fogo

A morte do ego, é a morte da ilusão, das nossas fantasias, passado, divisões..
Morrer para tudo isso é morrer para tudo que não somos...essa é a verdadeira "entregaNegrito"...
Quando entregamos nossos conceitos, valores, referência, opiniões, orgulho, ideologias...enfim, estamos dando um mergulho no escuro, já que não é possível vislumbrar nada além disso, nada mais que isso...isso é a própria morte...morte do ego...

"Pai seja feita Vossa vontade..." essa vontade do Pai em nós só é plenamente verdade, quando a nossa vontade já se foi, foi entregue, foi dissolvida, foi morta...

Aqui o amado Osho nos mostra como essa entrega da nossa vontade, é constante, diária, isso é morrer para o ego, um pouco mais a cada dia...milhões de vezes o ego deve morrer...até que finalmente a ressurreição acontece, a iluminação acontece, no mais íntimo e silencioso da alma.... eis que surge como uma chuva fresca, uma brisa leve repleta de silêncio, amor e paz, é o renascimento, a redescoberta daquilo que sempre esteve lá... silencioso, tranqüilo e pacífico...

O Ser essencial inocente e puro, que é o próprio Deus vivo em cada um de nós...imenso, total e absolutamente luminoso...
A ressurreição se deu...
A semente germinou...
Amor
Lilian

21 de abril de 2011

A natureza do Ser...



"Possivelmente você não esteja vendo, talvez haja uma neblina. Mas, quando a neblina sai, lá está o Himalaia. Quando vem a neblina de novo, você duvida que o Himalaia esteja lá, até que ela saia e ele seja visto novamente.

A neblina é a mente, deixe-a fazer isso por quantas vezes ela quiser. Apenas lembre de uma coisa: o Himalaia está lá, quer você veja ou não.

Você é Iluminação, quer saiba ou não, porque essa é a sua natureza. Simplesmente entenda. E isso não pode ser possuído por você, da mesma maneira que uma gota não pode conter o oceano.
Ao contrário, é isso que o possui. Portanto, é muito mais simples a gota se entregar – somente na entrega, ela deixa de ser gota. Mas você teme a respeito do que virá a acontecer se você não for mais uma gota. Eu respondo: nada irá acontecer. Você apenas não terá mais a ilusão de ser uma gota. E é aí que mora a suprema liberdade.

A mitologia diz que uma vez dissolvido, talvez você não tenha mais vontade de viver nesse corpo. Mas você não vive nesse corpo – essa é a ilusão da história –, é esse corpo que vive em você. Essa é uma brincadeira da Existência para compreender a si mesma, para ver a si mesma. A mente questiona tudo isso porque acha que a realização da Essência tem uma forma, uma cara, uma estrutura.
A mente pensa que, realizando a Essência, você tem que se comportar de uma determinada maneira, totalmente baseada no que você leu em algum lugar. Esse é um grande problema. Você está sempre comparando o momento presente com a realidade de outros tempos.

A natureza do Ser é Silêncio, Paz. Possivelmente você já teve um vislumbre disso, é algo que não está, absolutamente, sob o nosso controle.
É um grande mal-entendido achar que de alguma forma podemos ter controle sobre o que acontece. Nada está sob o nosso controle.

Nossa natureza é Silêncio. Mas você tem esperado por um livro que virá com uma palavra-chave, que o fará entender em totalidade. Acontece que não tem nada para ser entendido. Quantos livros você já comprou e colocou na prateleira da sua casa? E quantos deles leu sem compreender? Não tem nenhuma palavra que possa transmitir diretamente e em totalidade. As palavras podem apenas apontar. O importante é a sua capacidade de entender o simples.

E, ainda, mais profundamente, não se trata de um entendimento. Estamos falando da sua natureza, não há necessidade de fazer nada. Quando a neblina sai, lá está o Himalaia."

O Grande homem...


"Quem faz jus ao título de "grande homem"?
Não sei...
O homem inteligente?
Não basta ter inteligência para ser grande...

O homem poderoso?
Há poderosos mesquinhos...

O homem religioso?
Não basta qualquer forma de religião...

Podem todos esses homens possuir muita inteligência, muito poder, e muita religiosidade - e nem por isso são grandes homens.
Pode ser que lhes falte certo vigor e largueza, certa profundidade e plenitude, indispensáveis à verdadeira grandeza.
Podem os inteligentes, os poderosos, os virtuosos não ter a verdadeira liberdade de espírito...
Pode ser que as suas boas qualidades não tenham essa vasta e leve espontaneidade que caracteriza todas as coisas grandes.
Pode ser que a sua perfeição venha mesclada de um quê de acanhado e tímido, com algo de teatral e violento.

O grande homem é silenciosamente bom...
É genial - mas não exibe gênio...
É poderoso - mas não ostenta poder...
Socorre a todos - sem precipitação...
É puro - mas não vocifera contra os impuros...
Adora o que é sagrado - mas sem fanatismo...
Carrega fardos pesados - com leveza e sem gemido...
Domina - mas dem insolência...
É humilde - mas sem servilismo...
Fala a grandes distâncias - sem gritar...
Ama - sem se oferecer...
Faz bem a todos - antes que se perceba...
"Não quebra a cana fendida, nem apaga a mecha fumegante - nem se ouve o seu clamor nas ruas..."
Rasga caminhos novos - sem esmagar ninguém...
Abre largos espaços - sem arrombar portas...
Entra no coração humano - sem saber como...

Tudo isso faz o grande homem, porque é como o Sol - esse astro assaz poderoso para sustentar um sistema planetário, e assaz delicado para beijar uma pétala de flor...

Assim é, e assim age o homem verdadeiramente bom - porque é instrumento nas mãos de Deus...
Desse Deus de infinita potência - e de supremo amor...
Desse Deus cuja força governa a imensidade do cosmos - e cuja paciência conhece o coração do homem...
O grande homem é, mais do que ninguém, imagem e semelhança de Deus..."
O Grande homem - Huberto Rohden

20 de abril de 2011

Recebendo a Deus...


"A coisa mais fundamental é conhecer a natureza da existência, para que possamos estar em sintonia com ela. Do contrário,todos dançamos fora do ritmo, e estar fora do ritmo é estar em amargura. Estar em harmonia com a existência é bem-aventurança, estar profundamente de acordo com ela é bem-aventurança. Estar em desacordo com a existência é amargura.

Portanto a única coisa que pode causar uma transformação total em sua vida é você estar ciente da verdade, da natureza, do Tao da existência. E o caminho não o conduz por fora, o caminho passa por você - é uma jornada interior.

Primeiro você tem de encontrar o centro da existência, porque eles não são duas coisas. Diferenciamo-nos apenas na circunferência - no centro estamos todos nos encontrando e nos fundindo. No centro somos todo um: as árvore, as montanhas, as pessoas, os animais, as estrelas...

No momento em que penetra no seu centro, você conhece o Tao de tudo que existe. E, quando conhece o Tao, a natureza, o darma, você não pode ser contra eles.
Seria simplesmente suicídio. Mas, sem conhecer o Tao, é claro que você vai tropeçar, errar o caminho.

A meditação é um caminho para chegar ao centro. O essencial é a meditação. Se você aprender a meditar, terá aprendido tudo.

O coração que canta, que dança, o coração que ama está pronto para receber a Deus. O indivíduo amargurado pode rezar, mas por causa dessa amargura, a oração está errada desde o começo. Ela fica pesada e cai por terra. Não tem asas, não pode chegar ao supremo.

Quando você está feliz, amando, quando está cheio de riso e alegria, quando não está levando a vida com seriedade, mas brincando como uma criancinha - inocentemente, deslumbrando-se com tudo, olhando para tudo com admiração, fascinação - quando o coração está cantando "Aleluia", então Deus pode chegar a qualquer momento.
Aprenda a ser receptivo, aberto, amoroso, alegre, aprenda a cantar - e ele certamente virá.

Jesus diz: " Bata e a porta lhe será aberta" e eu digo: " Não se incomode! Apenas cante e ele baterá à sua porta. Ele dirá: "Posso entrar?"
Faça-se tão feliz que até Deus vai querer entrar. Atraia-o, em vez de ficar batendo à porta dele!
Osho em Meditaçãos para a Noite.

18 de abril de 2011

Distinção entre mente e consciência...


Não consigo ver a distinção entre o que você está chamando de consciência, de eu puro, e aquilo que você chama de pensamentos, de mente. Para mim é tudo igual.

"É muito simples. Tudo que aparece como visível para você é o que é observado. O visível é apenas um reflexo do seu ser real. E tudo que não aparece é o eu puro, o observador. Você não pode ver o observador, porque ele é quem . Vá a um espelho e olhe seu reflexo. Você é o reflexo? Não. Da mesma forma, o que você concebe como você, é simplesmente um reflexo do Ser Real, da consciência espiritual que você é.


O corpo e a mente são expressões de quem você é.

A sua atenção deveria se voltar para o sujeito.

O sujeito é você! O sujeito é o observador. O sujeito é você, sempre intocado pelo mundo. Mas este sujeito não é uma pessoa. É simplesmente uma consciência impessoal.

O amor e o desapego desabrocham quando sua atenção começa a transitar da mente para o coração.


O coração sente diretamente a vida.

O coração ama. A mente duvida.

O coração sempre o guia ao que você precisa.

A mente hesita, põe minhocas em sua cabeça, lhe impõe dezenas de condições para ser feliz.

Coloque-se do ponto de vista do coração, que é seu Eu puro.

Olhe para a vida sem exigências, sem imposições, sem julgamentos.

Olhe para a vida com os olhos de criança.

Os olhos puros veem apenas pureza. Olhos corrompidos veem corrupção.

Os olhos do eu puro são límpidos e frescos. Eles não carregam o ranço da memória, dos anos. Eles estão sempre jovens e presentes.


Os olhos do espírito estão sempre límpidos. O que você está vendo no mundo é aquilo que está em sua mente. Se sua mente está pura, se você vê sob o ponto de vista da pureza, tudo está no seu lugar.


Assim, quando está em seu centro de amor, todos os pensamentos de que você precisar para viver a vida, virão naturalmente a você, e não lhe causarão nenhum mal.

Pensamentos não são o problema quando você vive do ponto de vista do seu coração inocente.

Pensar é natural e espontâneo, mas a mente e o coração precisam estar alinhados um com o outro."

Swami S. Naseeb em Satsang

Páscoa Viva...



Tempo de Páscoa...passagem.

Tempo de nos conscientizarmos da impermanência da vida, da eterna e divina transformação, do fluxo da existência.

A mente vagueia, se move, está em constante ir e vir, essa é sua natureza, fluir...
Mas a consciência, nossa verdadeira natureza espiritual, essa observa, observa, observa...

Observa o pensamento que vem, o pensamento que vai...
Observa o sentimento que vem, o sentimento que vai...
Observa a emoção que vem, a emoção que vai...
Observa tudo aquilo que os sentidos trazem, sabores, cores, sons, toques....
A consciência observa, intocável, somente observa....

Observar aquilo que passa, sem fixações, sem se identificar com nada, é viver a páscoa, é ser passante, ser não fixado, ser LIBERDADE...

Liberdade é a nossa natureza original.
Quando a mente se fixa em algo, alguém, alguma época, lugar, emoção, sentimento, pensamento, ela está indo contra sua natureza original, que é fluxo...a fixação da mente cria o sofrimento, cria o estado de infelicidade. Isso é o medo, é a ilusão de que podemos reter, controlar, prender algo ou alguém...isso gera muita dor e doenças...

Quando Cristo nos diz: "Sejamos passantes..." ele está nos mostrando a cura para a grande maioria dos nossos males...Sejamos não-fixados, sejamos nós mesmos, sejamos consciência livre que vive plenamente o momento presente, sem nenhuma fixação...isso é viver plenamente a impermanência, é viver plenamente a páscoa...

Cristo nos aponta essa verdade luminosa.
A saúde, a vida plena é verbo, é ação, é não fixação.
Viver e Amar são verbos.
O coração que acolhe a realidade livremente, e dança com a vida, jamais adoece, jamais envelhece, jamais se perde...está sempre centrado, sempre presente, sempre amando cintilante e confiando na verdade que se manifesta a cada segundo...sem preferências...
Centrados na consciência manifestamos o Todo, manifestamos a sabedoria absoluta da alma, manifestamos a pura luz...

Páscoa viva é retomar nossa Liberdade original.
É amar e acolher a Vida com V maiúsculo, sem julgamentos, críticas ou qualquer divisão.
Acolher e transcender...sempre...
É manifestar a luz original, sábia, búdica, crística que existe em cada um de nós,
Mesma luz, mesma Consciência, mesmo corpo, mesmo Espírito,
É ser Unicidade, Fraternidade e Paz...
Que a Páscoa Viva seja verdade em todos os corações...
Amor
Lilian

17 de abril de 2011

Verdade e inverdade - Sai Baba


Pergunta de um devoto a Sai Baba: "Qual é o grande fator que nos impede de ver a verdade da vida claramente?"

Sai Baba: "Tempo, trabalho, motivação e experiência: esses quatro juntos, em harmonia, são a Verdade. Quando os quatro são encontrados sem harmonia, vocês sentem que há algo falso."

Devoto: "Mas a verdade, em termos de trabalho, tempo, motivação e experiência..., olhando-se em redor, notam-se essas coisas operando, e o mundo está numa confusão muito grande. Assim sendo, deve existir algo além disso."

Sai Baba: "Quando você não tem fé absoluta no resultado, então a dúvida surge. Um exemplo: agora é dia e os objetos na sala são vistos claramente e não há dúvidas a respeito deles. À noite, quando está completamente escuro e você tem que andar tateando e não vê nenhum dos objetos, não há dúvida a respeito da situação. Mas ao cair da noite, quando há meia-luz e meia-treva, a dúvida pode surgir e você, ao ver uma corda, pode imaginar que ela é uma cobra e sentir medo.

A luz não é total e a visão não é clara. A luz plena é sabedoria e a completa escuridão é ignorância. A dúvida aparece quando há metade escuridão e metade sabedoria. A meia-luz é sabedoria e a meia-treva é ignirância. Ignorância e sabedoria: quando ocorrem juntas e metade-metade, há dúvida. Agora você está no estado intermediário, no qual tem um pouquinho de sabedoria e também alguma ignorância, onde a ignorância e a sabedoria estão misturadas. Você não é totalmente experiente. Quando tiver a experiência apropriada, a dúvida desaparecerá. Como você não tem experiância, está sentindo essa dúvida.

Um pequeno exemplo: sofrendo de malária, você come um doce, mas sente que ele tem um sabor amargo. O doce não é amargo, mas, na sua experiência, ele é amargo. Não é culpa do doce. A ignorância também é uma doença, como a malária. E a cura para esta doença da ignorância é Sadhana (o caminho interior). O homem tem dúvida somente enquanto ele não conhece a verdade. Quando você vivenciar a verdade, a dúvida desaparecerá. A verdade é única e eterna. Tudo o que muda, saiba que é inverdade.

Você foi pequeno e cresceu. Isso também é inverdade. Onde está o corpo do menino de dez anos? Tudo se juntou no presente corpo. Primeiro, inverdade; depois, quando temos a experiência, conhecemos a verdade. Luz e trevas não são diferentes, são apenas um. (...)

O mesmo se passa com a luz e as trevas. Quando a luz vem, as trevas vão. Mas, na verdade, as trevas não vão a parte alguma e nem a luz vai a parte alguma. Quando uma surge, a outra é ignorada, ela não vai a parte alguma."

Extraído do livro Conversações com Sai Baba, de J. S. Hislop.


16 de abril de 2011

O Instante presente...


Uma rajada de inverno
desaparece entre os bambus
e assenta-se numa calmaria.

Basho

"O que é nossa assim chamada vida?
Uma rajada de inverno desaparece entre os bambus e assenta-se numa calmaria Justamente como um drama, apenas uma brincadeirinha e você se foi.

Nossa assim chamada vida é tão momentânea que a gente não devia apegar-se a ela. Sua única função – única função apropriada – pode ser a de encontrar o imortal.
Oculto atrás de cada momento está o eterno. Mas você pode continuar movendo-se na superfície, nunca aprofundando-se na sua consciência. Você irá mover-se por milhões de vidas sobre a superfície semelhante a ondas.

Isso é puro desperdício de uma imensa consciência que pode abrir todas as portas de sua originalidade, de sua criatividade, de sua beleza, de sua alegria.
Cada momento torna-se assim um momento de dança."
Osho em The Original Man

Viver consciente é ir além das aparências, além das divisões e diferenças...
O Todo se manifesta absolutamente óbvio, sem nenhuma máscara, porém estamos tão acostumados a crer em miragens, a tomar o sonho por realidade que por mais que sejamos o Todo, vivamos o Todo, manifestemos o Todo, estejamos mergulhados no Todo, assim como um peixe no oceano, o Todo nos cerca por todos os lados, dentro e fora, tudo enfim...ainda passamos vidas e vidas procurando esse Todo, procurando essa Unidade...

A Unidade É Total. É Tudo. Nada está "fora" dessa Unidade. Logo, o que buscar? O que perseguir? Sejamos, vivamos, manifestemos,dancemos e agradeçamos pela graça da vida...

A chamada "busca" simplesmente nos projeta para algo futuro, algo a ser alcançado lá...e o aqui é negligenciado...o aqui que é a verdadeira preciosidade mais cristalina que possa existir, acaba sendo desprezado, esquecido, apagado, por alguma coisa lá...lá aonde? Se não existe esse tal de lá!

Me diga se alguém consegue estar lá? O aqui é real. O momento presente é somente Ser. E o Ser é sempre onde o EU SOU se manifesta, meditem sobre isso..
O viver no instante é viver na consciência que percebe, que interage pura, clara e serena, luminosa...O diálogo da consciência com o momento presente é tão espontâneo como um raio de luz...não existem distorções, nem interpretações de qualquer espécie.. O diálogo da consciência com o momento presente é Unidade, é ressonância, é espelhamento...não se prende, é sempre novo e absolutamente dançante...
Amor
Lilian

15 de abril de 2011

Silêncio e calma...



"A calma é nossa natureza essencial. O que é a calma? É o espaço interior ou a consciência onde as palavras desta página são assimiladas e se transformam em pensamentos.
Sem essa consciência, não haveria percepção, não haveria pensamentos nem mundo.
Você é essa consciência em forma de pessoa.

Quando você perde contato com sua calma interior, perde contato com você mesmo. Quando perde esse contato, fica perdido no mundo.
Sua mais íntima noção de si mesmo, de quem você é, não pode ser separada da calma. Ela é o EU SOU, mais profundo do que seu nome e sua forma externa.

O equivalente ao barulho externo é o barulho interno do pensamento. O equivalente ao silêncio externo é a calma interior. Sempre que houver silêncio à sua volta, ouça-o. Isso significa: apenas perceba-o.
Preste atenção nele.
Ouvir o silêncio desperta a dimensão de calma que já existe dentro de você, porque é só através da calma que você pode perceber o silêncio.
Veja que, quando percebe o silêncio à sua volta, você não está pensando.
Está consciente do silêncio, mas não está pensando.

O silêncio ajuda, mas você não precisa dele para encontrar a calma. Mesmo se houver barulho por perto, você pode perceber a calma por baixo do ruído, do espaço em que surge o ruído. Esse é o espaço interior da percepção pura, da própria consciência.
Você pode se dar conta dessa percepção como um pano de fundo para tudo o que seus sentidos apreendem, para todos os seus pensamentos.
Dar-se conta da percepção é o início da calma interior.

Quando você percebe o silêncio, instala-se imediatamente uma calma alerta no seu interior. Você está presente. Nesses momentos você se liberta de milhares de anos de condicionamento humano coletivo.
Olhe para uma árvore, uma flor, uma planta.
Deixe sua atenção repousar nelas.
Note como estão calmas, profundamente enraizadas no Ser.

A verdadeira inteligência atua silenciosamente. A calma é o lugar onde a criatividade e a solução dos problemas são encontradas.

Deixe que a natureza lhe ensine o que é a calma. Quando você olha para uma árvore e percebe a calma da árvore, você também se acalma. Você se conecta à árvore num nível muito profundo.
Você sente uma unidade com tudo o que percebe na calma e através dela.
Sentir a sua unidade com todas as coisas é amor.
Echkart Tolle em O Poder do Silêncio

14 de abril de 2011

Amanhece...



Amanhece,
Sol sereno,
Clareia o céu e os olhos,
Mais um dia, repleto de amor
Virá...

Nem imagino como posso
Ser
Como posso
Ter
Viver
Todo esse Amor presente
Aqui....

Em semente que vira flor,
Em nota que vira canção
Em letra que vira frase, poesia,
Em lembrança que vira saudade...

Pássaros voam e fazem ninhos,
As montanhas choram de alegria,
Nuvens passam apressadas,
O orvalho refresca os campos,
E as estrelas teimam em brilhar sem limite,
Toda beleza que se mostra assim,
Evidente, explícita,
Radiante,
Aqui...

O Todo ama e transborda,
Através desse pequeno e frágil coração...
O Todo vive e experimenta esse sentimento puro,
De plenitude e vastidão...

A Alma repousa calma,
Tranquila,
Ninguém vê,
Ninguém sabe,
Ninguém escuta, nem percebe,
Mas o universo inteiro celebra,
O universo inteiro canta e dança,
Em um único e eterno encontro,
E tudo o mais
Simplesmente,
Amanhece...

Seja!


"Investigando a mente, é possível dar-se conta de algo que está além dela.
Porém, aqui deve nascer o verdadeiro Você, pois somente o verdadeiro Você pode ver o que está além da mente.
A mente não pode ir além dela mesma.

Muitas coisas não terão sentido lógico no que apresento, principalmente porque a mente quer chegar a conclusões.
Ela sempre quer encaixar as peças, e, pior, tenta conter o Ser.
Mas há fugacidade – ele nunca será controlado pela mente.

É por isso que é tão raro que alguém “Seja”.
A maioria das pessoas está no “ter” e não no “ser”.
Elas “têm” a si mesmo, elas têm profissões, ideias, percepções, experiências...
Elas não “são”! Elas têm, têm e têm.

O mundo é regido pela cartilha do acúmulo.
Quanto mais experiências e conhecimento você tem, mais você é, porque ter é poder.
Para o mundo, saber é poder.
Ou você já ouviu dizer que “Ser é poder”?
Eu nunca ouvi.
O Ser não quer poder nada, ele já está resolvido, está em paz.
E é por isso que estamos aqui.
Para reencontrar esse lugar que já está pacificado, que é o seu lar.
Seja!"
Satyaprem em Satsang

13 de abril de 2011

O Espírito além da forma...


"Ir além da reencarnação é o propósito.
Reencarnação significa aprendizado na terra.
É a jornada da mente nas experiências.
E um dia a mente salta desta roda e outra jornada mais profunda se inicia. Todas as grandes religões afirmam isto.

Porque? É que a reencarnação existe porque existe crença em algum conceito, imagem ou pensamento.
Ou seja, não há pureza na mente e a mente vive a ilusão da separação da Inteligência Infinita, com medo da morte e medo da vida.
O espírito (consciência) precisa se desidentificar de tudo aquilo que se apega, de tudo aquilo que vê, de que tudo aquilo que pensa que é.
Somos uma pessoa?
Quem nos disse isso?
A idéia de ser uma pessoa está aí pela identificação com nosso corpo e com os pensamentos.
A meditação derrete essa identificação.
A meditação lhe dá a experiência de que você é Espírito Puro, consciência além dos limites da razão humana.
O único peso na consciência chama-se PENSAMENTOS.
Sem este peso, todos estamos livres.
Sem raça, sem religião, sem fronteiras, sem ideologias, sem julgamentos, sem certos ou errados.

O SER em cada um de nós é esta pureza imaculada.
Silêncio, amor, verdade.
Se você é um silêncio caminhando, então perceberá que todos são silêncio caminhando. É claro que alguns não se apercebem disso, não estão ainda no momento de se aperceberem disso. Mas são.
Podem estar vivendo ilusões, podem estar causando problemas aos outros. Mas são.
Tem o mesmo potencial para um dia despertar na luz.
O SER, quando está impuro (acreditando nos pensamentos) se torna pesado e ignorante da verdade.

Meditação é a mais nobre ferramenta criada pela Inteligência Universal para revelar a verdade mais íntima de todos nós:
Somos muito mais do que pensamos Ser!"

Swami Naseeb em Você é Espírito além da forma

12 de abril de 2011

Amar-se...



Muitas e muitas vezes ao longo de nossas vidas, somos quase que impelidos à acreditar que não somos importantes para a existência, para a vida não é mesmo?

Desde pequenos somos comparados, somos julgados, menosprezados, discriminados e com isso passamos a nos relacionar com nós mesmos sempre com essas barreiras discriminatórias presentes...são as ilusórias barreiras mentais...
Para que possamos nos amar de verdade, é importante que investiguemos todo desamor que introjetamos, todo julgamento e negatividade que se incorporaram ao nosso psicológico e que carregamos como verdadeiras "montanhas internas" por toda a vida.

Paralelo a isso, o que acontece é que a sociedade, as culturas sempre apontam algumas figuras de referências que devemos seguir, pois são "certas, corretas, adequadas". Isso ao invés de ajudar, atrapalha ainda mais, pois não só não nos conhecemos de verdade, carregamos uma série de confusões internas, e além disso ainda temos que nos inspirar nessas pessoas, e tentar ser como elas, pois aí estaremos adequados e "certos"...

Percebam como isso cria mais problemas, mais confusão, mais desdobramentos !
Pois bem, a primeira coisa que precisamos ter claramente em nós é que somos únicos, absolutamente únicos, jamais existiu, nem existirá alguém como você.
Deus não se repete, Deus não cria cópias....toda a criação é única, e ainda mais nós seres humanos, quem foi dada a auto-consciência, a consciência do Eu Sou. Essa grandeza da nossa unicidade é fundamental que esteja absolutamente clara em nossos corações.

Amar-se significa primeiramente assumir-se, não brigar nem julgar-se, simplesmente fazer as pazes consigo mesmo, e olhar-se com um olhar amoroso: eu me amo, eu me respeito, eu me aceito, eu existo!

O amar a si mesmo, começa simplesmente na consciência de que somos o resultado de toda a criação, que somos uma obra de arte da natureza, de Deus, e que cada detalhe em nós, pertence a existência, pertence à totalidade. Somos criados, somos feitos, e dizer SIM a nós mesmos, é dizer SIM a Deus, ao Todo.
Essa é a primeira aceitação, aceitar a si mesmo com amor.

A vida nos foi dada, não fizemos nada para estarmos aqui, tudo que somos e temos, são presentes de Deus para nós...como se queixar de alguma coisa, se tudo é graça, se tudo é pura graça...
Se temos um corpo, se respiramos, se nos emocionamos, se vivemos e apreciamos a vida, tudo isso é presença viva de Deus em nós...não temos nenhum controle sobre nada, somos seus filhos amados, e esse amor é a base de toda a existência...

Essa consciência luminosa é fundamental para que possamos ampliar o olhar e perceber que cada pessoa, cada ser vivo, cada planta, animal, cada flor, cada elemento da natureza pertence a essa mesma e bela paisagem de amor divino.
Estamos todos imersos no infinito amor de Deus. O vasto oceano, o imenso coração/consciência de Deus, no qual todas as coisas são criadas, são manifestadas e a dança cósmica acontece envolta na sinfonia do amor...

O amor cria, o amor transforma, o amor re-cria e se expande. O amor faz e acontece !!
Amar-se e alcançar a dimensão amorosa da vida é dizer um grande SIM ao que vier. Vem de Deus, vem do Todo da existência, pois foi o melhor que o Todo criou para aquele momento...o que acontece é sempre o melhor, simplesmente porque acontece... aceitemos então...

Se somos do jeito que somos, é simplesmente porque é assim que a existência quer viver em nós. Sem nenhum detalhe diferente. Quando houver necessidade de mudança, somos mudados...a mudança simplesmente acontece...quando vemos, já foi...

Admirar alguém, é diferente de querer ser como ela. Podemos admirar algumas referências importantes para nós, mas saibam primeiro que podemos até aprender algumas coisas daquela pessoa, mas jamais seremos ela. Ela é ela, e nós somos nós.

Deus está vivendo em cada um de nós de uma maneira única, como jamais viveu.
Cada pessoa é única e deve ser tratada assim, valorizada por isso, reconhecida por isso.
Quanto mais consciência dessa grandeza da unicidade em nós tivermos, mais poderemos nos amar, nos respeitar e respeitar tudo e todos a nossa volta, pois cada detalhe é único, cada momento é único, cada ser é único. Você é único e importante para a existência, tenha certeza disso...
Nós nunca seremos ninguém que não seja nós mesmos...por mais que nós tentemos, nós existimos para sermos realmente nós mesmos, nos auto-realizarmos enquanto unicidade, totalidade...
Vocês já viram uma árvore querer ser uma pedra, um pássaro querer ser um golfinho rsrs...claro que não...isso chega a ser engraçado !! Na natureza não existe tal coisa...tudo está adequado, certo, todos os elementos estão plenos, harmonizados no Ser.

Gosto muito de uma frase do Gasparetto que diz assim: "A única pessoa que permanece conosco por toda a vida somos nós mesmos, ninguém mais, todos os outros passam". Isto é, amar-se significa fazer as pazes com a única pessoa que permanece conosco a vida toda, ou seja, nós mesmos. Se nós não nos amamos, viveremos um verdadeiro inferno ao longo da vida..
Viver plenamente é participar vibrante, dançante dessa unicidade em fluxo, eterno fluxo.
Sem fixações, nem julgamentos, nem projeções. Todo desamor vem da mente que julga, critica e projeta em cima da realidade o ideal...mas o ideal não cria o real, o real será sempre infinitamente maior que qualquer ideal...reflitam sobre isso...

A Vida é um imenso presente, e viver plenamente é acolher o momento presente como um verdadeiro presente que ele é...com o coração confiante e cheio de gratidão, amando-se e amando toda a existência, simplesmente por sermos únicos, somos a fonte de Todo Amor.
Nunca existiu algo que não viesse do Amor, nem para o Amor retornasse.
Logo, vivamos o presente, vivamos amorosamente, é tudo que se precisa fazer...ou simplesmente Ser...
Amor
Lilian
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