Meditações Tibetanas

                                                                

"O Buda está tão próximo por isso nós o ignoramos.
Parece bom demais para ser verdade, então, não acreditamos nele.
É muito profundo, e portanto, impossível de se compreender.
Como não se encontra em nosso exterior, não conseguimos
discernir sua forma."
~Lama Jamgon Lodro Thaye~


As meditações Tibetanas, nascem da tradição Dzoguen,
que é considerado o ponto máximo dos nove veículos ou 
abordagens do Budismo, por isso, é chamado Ati, (Pico) Yoga ou 
Ati Yana, o Veículo Máximo, ou Maha Sandhi, a Perfeição Completa.

Ao longo dos séculos, o Dzoguen foi tido como um ensinamento secreto,
e foi através do guru Padmasambhava que levou o budismo ao Tibet no
século VIII que previu que o Dzoguen seria o ensinamento do futuro.
Estes ensinamentos diretos da consciência sem artifícios ou encobrimentos,
assim como as instruções objetivas, revelam a face radiosa do estado
búdico imanente, a liberdade intrínseca e a perfeição do ser que é
o estado natural da iluminação.

Guru Padmasambhava
O véu do segredo foi desvelado e o Dzoguem foi ensinado em diversos
países por mestres modernos como S.S. Dalai Lama, Namkhai Norbu e outros. 

Dzoghen nos ensina que já somos budas por natureza e que só precisamos
 tomar consciência desse fato para perceber 
quem e o que somos realmente. 
Ilusões momentâneas e confusões obscurecem nossa verdadeira natureza, inclusive nosso coração luminoso, o bodhichitta, a consciência desperta do coração, da mente e do corpo que todos temos.

Ensina-se que nossa única tarefa espiritual é vivenciar esse despertar de nossa verdadeira natureza, ou seja, a iluminação.

Essa é a essência da autorrealização ou satori ( iluminação no zen japonês)
É preciso captar e reconhecer que somos uma mente búdica luminosa
e infinitamente aberta e incorpórea, e que a natureza do nosso coração e 
mente tem uma consciência aberta e uma atenção plena inatas,
mesmo que não saibamos disso.

Nas práticas meditativas atualizamos as promessas de Buda que todos
nós podemos ser iluminados, conscientes, sábios, amorosos e altruístas
como o Buda, se fizermos uma jornada espiritual verdadeira.
A meditação Dzoguen tibetana é fundamentalmente uma prática de
percepção, são basicamente muito simples, porém profundas 
e transformadoras.

Incluem visualizações, contemplações, cânticos ritualísticos,
meditações com respiração e energia entre outros.





Preces Tibetanas e seus significados
(fonte aqui)

SANGYE TCHO TANG TSO GUI TCHO NAM LA
DJANGTCHUB BARDU DA NI KYAB SU TCHI

DA GUI DJIN SO DJIPE SONAM KYI
DRO LA PENTCHIR SANGYE DRUB PAR CHO 
(repetir 3 vezes)

No Buddha, no Dharma e na sublime sangha, eu tomo refúgio até o despertar;
Pelo merito produzido pela minha prática da generosidade e das demais
virtudes (ética, paciência, perseverança, concentração e sabedoria),
eu possa realizar o estado de Buddha pelo bem de todos os seres.


SEMTCHEN TAMTCHE DEWA TANg DEWE GYU TANg DENPAR GYUR TCHIK
DUNgAL TANg DUNgAL GUI GYU TANG DRELWAR GYUR TCHIK
DUNgAL MEPE DEWA DAMPA TANg MINDRELWAR GYUR TCHIK
NYERINg TCHADANg TANg DRALWE TANgNgOM TCHEMPO LA NEPAR GYUR TCHIK 
(Repetir 3 vezes)

Possam todos os seres possuir a felicidade e as causas da felicidade.
Possam todos os seres serem separados do sofrimento e das causas do sofrimento.
Possam todos os seres nunca mais perder a verdadeira felicidade desprovida de todo sofrimento.
Possam todos os seres residir na grande equanimidade 
Desprovida de todo apego e aversão parciais.


EMAHO, NGO TS’HAR SANG GYE NANG WA T’HA YE DANG
YE SU JO WO T’HUK JE CHHEN PO DANG

YÖN DU SEM PA T’HU CHHEN T’HOP NAM LA
SANG GYE JANG SEM PAK ME KHOR GYI KOR
DE KYI NGO TS’HAR PAK TU ME PA YI
DE WA CHEN ZHE JA WAY ZHING KHAM DER
DAK NI DI NE T’HSE PÖ GYUR MA T’HAK
KYE WA ZHEN GYI BAR MA CHHÖ PA RU
DU RU KYE NE NANG THAY SHAL T’HONG SHOK
DE KE DAK GI MÖN LAM TAP PA DI
CHHOK CHU SANG GYE JANG SEM T’HAM CHE KYI
GEK ME DUP PAR JIN GYI LAP TU SÖL
TAYAT’HA PENTSA DRIYA AWA BODHANAYE SOHA
OM AMI DEWA HRI

EMAHO! O maravilhoso Buddha de Luz Infinita; à sua direita o Senhor da Grande Compaixão (Tchenrezig) e à sua esquerda o Bodhisattva de Grande Poder (Vajrapani).
Estão todos rodeados por incontáveis Buddha e Bodhisattvas.
Há felicidade e alegria, miraculosas e incomensuráveis neste domínio de Buddha chamado Dewatchen; 
Imediatamente, quando eu deixar esta vida, 
Sem a interrupção de um outro renascimento, possa eu lá nascer e ver a Face de Luz Infinita (Amitabha).
Tendo feito esta prece de aspiração, possa eu ser abençoado por todos os Buddhas e Bodhisattvas das dez direções, com uma realização sem obstáculos.



DUM SUM SANGUEI GURU RIMPOCHE
NGEU DROUP KUN DAK DEWA TCHENPEU SHAP
PARTCHE KUN SEL DU DUL TRAKPOTSEL
SOLWA DEBSO TCHINKYILAB TU SEUL
TCHI NANG SANGWAI PARTCHE SHIWA TANG
SAMPA LUNKYI DROPAR TCHINKILOP.

Precioso Guru, buda dos tres tempos
Mestre das realizações, grande felicidade
Trakpotsel, que dissipa os obstáculos e submete os demônios
Eu vos suplico
De conceder-me as vossas bençãos
Pacifica os obstáculos exteriores, interiores e secretos
Abençoe-nos e que nossos votos se realizem espontaneamente.

MA NAM KATAM NYANPÊ SANTCHEN TANCHÊ LAMÁ RINPOCHÊ LA SEULÀ DÊNBSO

MA NAM KATAM NYAMPÊ SANTCHEN TANCHÊ LAMÁ
KUN KIAB TCHEU KYI KU LA SEULUÀ DEMSO
MA NAM KATAM NYAMPÊ SANTCHEN TANCHÊ LAMÁ
DETCHEN LONGTCHEU DZOG PE KU LA SEULUÀ DENBSO
TUDJÊ TRULPÊ KU LA SEULUÀ DENBSO 
(Repetir 3 vezes)

Como todos os seres que preenchem o espaço pelo Lama, Precioso Buda
Como todos os seres que preenchem o espaço  pelo  Lama, onipresente corpo de vacuidade (Dharmakaya)
Como todos os seres que preenchem o espaço pelo Lama, a grande felicidade do Corpo de Regozijo (sambogakaya)
Como todos os seres que preenchem o espaço pelo  Lama, a compaixão do Corpo de Emanação.


SONAM DIYI TAMTCHE ZIG PA NYI

THOP NE NYEPE DRANAM PAM TCHE SHING
KYE GA NATCHI BALONG DRUKPA YI
SIPE TSOLE DROWA DRELWAR SHOK.

Que pelo mérito desta prática,
Tendo alcançado o estado de buda e
Vencido os inimigos, as ações negativas,
Sejam os seres liberados dos oceanos das existências
que agitam as ondas do nascimento, da doença, da velhice e da morte !
Que essa prece se realize o mais rápido possível.


Textos Sagrados Tibetanos
Leia aqui o Sutra do Lótus 

Leia aqui o Sutra do Coração 





(Documentário Tibet - Tradição, espiritualidade, sabedoria)

Aqui abordaremos os seguintes princípios de Dzoguen:

1- Os Men-ngak
2 - A Meditação Natural
3 - Rushen
4 - Trekchod
5 - Meditação Contemplando o Céu
6- Cantando o Mantra OM MANI PADME HUN
6 - Togal
7 - Criar uma prática de Meditação
8 - Os Oito Símbolos Auspiciosos Tibetanos

Visão Meditação e Ação
Tradicionalmente é ensinado no Dzoghen que a visão é como o céu,
a meditação é como uma montanha e que as ações e condutas que surgem 
espontaneamente são frutos da luminosidade búdica, inumeráveis
e que não tem fim, como as ondas do oceano.

A visão é como o céu infinito, vasto aberto, sem cantos ou centro. É um
círculo cujo centro está em toda parte e cuja circunferência está
em lugar algum.

A meditação Dzoghen é vista como uma montanha, na qual passamos a ver as coisas como de fato são, deixando-as inticáveis e repousadas no
fluxo natural da Grande Perfeição. Nossa consciência torna-se
imperturbável e inabalável, sem se afetar pelos acontecimentos. Por meio
da meditação acostumamos a repousar na visão e aceitá-la; começamos a
confiar na visão e ao mesmo tempo ver se há algo mais profundo, mais
elevado ou mais verdadeiro do que essa visão; e caso haja, somos
naturalmente atraídos por essa percepção. Assim, averiguamos a 
exatidão profunda dessa visão, das coisas como elas são.

O resultado natural desse caminho triplo é a perfeita e completa realização
da Grande Perfeição. Dzoghen, na forma de uma atividade búdica espontânea
e inexaurível, beneficia a todos.
Emaho!



*[Emaho- expressão tibetana, que significa maravilhamento; Usada
para denotar a constante e crescente alegria e admiração na verdade
suprema, ao descobrirmos dentro de nós e no mundo o esplendor radioso
de nosso estado natural inato, percebido diretamente por nossos olhos, 
a grande plenitude, totalidade e unicidade de tudo que existe.]*



"Em razão das coisas serem perfeitas e completas, além do bem e do mal,
sem noção de rejeição, só podemos explodir
em risos!"
~Mestre Longchenpa~



1 - Instruções Fundamentais ou Men-ngak

Estes ensinamentos não são as informações que lemos em livros
e escrituras budistas, mas sim são a essência das lições que aprendemos
na vida, as instruções são em certo sentido, 
a sabedoria em sua essência ou cerne. 

São o elixir concentrado de todos os ensinamentos sábios de 
iluminação, que foram transmitidos e preservados oralmente até
os tempos modernos.
Essas instruções fundamentais quase sempre se voltam para o
cerne das questões humanas fundamentais em relação à 
verdadeira natureza de nosso coração e mente, quem somos e o que é real.
Elas também tentam responder a outras perguntas sobre a natureza
de Deus, a alma, a vida após a morte, nascimento e morte, e propósito
e significado da vida. Além da nossa verdadeira relação com os 
fatos básicos da natureza, a relação entre o impermanente e o eterno,
a relação entre Deus e a humanidade e que papel exercemos aqui.

Os Men-ngak devem ser meditados e aprofundados no coração e mente e vivenciados. Absorvidos como nectar, são pura luz dissipando as trevas nebulosas da mente egóica.

Os Men-ngak

~ Assim como é.~
*
~Deixe ir e ser ~
*
Ver através, ser do princípio ao fim ~
*
~Somos o que procuramos ~
*
~Nem muito apertado nem muito frouxo~
*
~Aqui~
*
~Agora~
*
~Deixe como está e descanse sua mente exausta~
*
~A naturalidade é o caminho~
*
~A mente natural é a mente Búdica ~
*
~Somos todos Budas, só precisamos reconhecer isso ~
*
~Tudo é puro e realizado espontaneamente desde o início ~
*
~Nada a fazer e nenhum lugar para ir ~
*
~Ver, reconhecer, penetrar, liberar~
*
~Ver através do observador e ser livre~
*
~Nada a fazer e não ser permanecer na Visão~
*
~Visão pura: ver o Buda em tudo e em todos ~



2 - A Meditação Natural

Algumas pessoas acham que meditar significa fechar os olhos e tentar 
não pensar, ou que a meditação é apenas um processo de acalmar e
desanuviar a mente. 
As práticas de meditação tibetanas Dzoguen, tem por princípio a atenção
consciente, a prática de observar as coisas como elas são na 
realidade, são formas naturais que nos colocam em contato com 
a experiência atual, isto é, a realidade.
A essência da meditação tibetana é despertar a consciência
pura, um estado que existe além do campo de formas, conceitos, culturas
e crenças.

Essencialmente chama-se rangshar rangrol, (em tibetano)
isto é: "Surgir por si mesmo; libertar/relaxar por si mesmo".
Desse modo apreciamos o vazio luminoso a aparência vívida de 
todas as coisas da criação externa e interna.
Assim, a meditação natural não reprime pensamentos ou sentimentos,
mas sim, nos conscientizamos de sua aparência espontânea.
É um desfrutar sem julgar de tudo aquilo que acontece fora, no ambiente
e de tudo aquilo que emerge de dentro, como pensamentos, sensações
sentimentos. Tudo é acolhido visto, reconhecido, e transcendido.

O sábio Tilopa dizia que não são as coisas que nos fazem mal, mas
o apego que temos a elas, são nossas fixações as verdadeiras causas 
da dor.

Na meditação natural tanto o corpo, quanto a respiração e a mente
e o coração são naturais, relaxados como o Buda. São os três naturais,
associados à ideia de deixar as coisas como são.
As instruções são as mesmas: deixe como está. 
Essa aceitação é a base do equilíbrio e do bem estar.

Com a prática aprendemos a confiar no eterno fluxo da existência e percebemos que elas podem não conter uma realidade sólida e 
substancial, mas continuam a manifestar-se e a afetar outras coisas, 
que por sua vez também não possuem realidade sólida e substancial,
porém que têm seus próprios efeitos que devem ser também considerados.

Testemunhar é a chave, testemunhamos o fluxo mágico contínuo a cada momento, a dança divina, Maya ou Lila, a dança da ilusão, e surge
e continua sem qualquer solidez.
Não temos de reprimir ou modificar esse fluxo, mas podemos reconhecê-lo
como projeções manifestando-se na consciência que observa.
Por isso a meditação tibetana é chamada de Não meditação, ou
além da meditação. 
Chamada de "o estado de perfeita iluminação sem meditar", trata-se
de um processo de reconhecer nossa verdadeira natureza em todos os momentos. A cada instante a pura consciência observa, e deixa passar.
Não constrói fixações e nem reprime pensamentos e emoções.

A meditação natural é também um processo de deixar o momento presente esvair-se, sem estar presente por meio de pontos de referência habituais 
relativos ao tempo linear, mas em vez disso, vivem em um tempo eterno,
em que o agora brilha no extremo do infinito. 
É uma percepção radiosa, ou shunyata em sânscrito, algumas vezes
traduzido por vazio.



Praticando a Meditação Natural Dzoguen

Escolha um lugar tranquilo, pode ser ao ar livre, ou ao lado da sua cama
ao despertar pela manhã (recomendável). Procure estar próximo a uma 
janela para que possa ver o céu, tente criar uma atmosfera calma e limpa
onde você possa iniciar suas práticas.
Sentados no chão, pernas cruzadas, ( posição de lótus ou meio-lótus), mas pode ser uma cadeira caso não se sintam a vontade. 
Escolham uma cadeira de praia ou uma espreguiçadeira.
Relaxe inicialmente nesta posição por algum tempo, sinta seu corpo ir se
adequando. 
Sempre comece a prática com uma sensação de prazer e satisfação.

O relaxamento é sinal de ausência de controle ou manipulação do momento
presente. Fixe-se no momento presente e deixe os pensamentos, sentimentos
lembranças, projetos de trabalho, escola, família amigos se dissiparem.
Deixe os pensamentos sobre o passado/futuro dissolverem-se e pratique simplesmente estar presente. Agora é o momento de deixar ser. Seja
o que for será bem vindo, aceito e liberado.

O segundo estágio é se transformar em uma presença completa e unificada.
Nenhuma parte de você estará divagando em algum lugar. 
Permanecer 100% alerta, atento e presente.

O terceiro princípio - a naturalidade - se refere a deixar tudo como está.
Pode-se dizer que a naturalidade envolve o relaxamento e a presença: entregar-se ao momento, integrar-se a ele. No entanto a naturalidade se estende mais além, porque você se aceita sem restrições, exatamente como é: um ser búdico, completo e perfeito, um praticante Bodhisattva que em si mesmo 
almeja o bem estar de todos.



"Deixe sua consciência elevar-se
Deixe-a estender-se para o céu infinito.
Neste estado de abertura total,
Essa vasta expansão, cante!"
~Lama Shabkar~



3 - O Mantra AH

Para esta prática utilizamos o mantra de respiração Dzoghen
"AHHHH", fácil memorizar e de usar. Embora seja tradicionalmente a primeira prática realizada pela manhã, também pode ser feita em qualquer momento do dia, para despertar-se e despertar o mundo, ou apenas para renovar as energias.

A qualquer momento, em que se sinta cansado, pare um instante e faça a respiração Ahhhh.

Ao cantar o mantra Ahhh, faça uma inspiração profunda, e ao expirar solte o ar falando Ahhhhh. Bem vigoroso, longo e isso lhe trará um grande alívio.

Fique consciente da respiração todo o tempo, e não grite. Faça o mantra no seu tom de voz natural, sem esforço. Escute a si mesmo, perceba-se.
Repita várias vezes, e depois de algumas vezes brinque modulando a voz, mais grave, mais aguda, mas sempre consciente, sempre atento a respiração.
Mantenha os olhos abertos, boca aberta e sinta o som ressoar no seu peito e cordas vocais.

As posturas são sentadas ou em pé. Os braços sobem na inspiração e descem na expiração e na expressão do mantra. Mãos abertas, olhos abertos, percepção e consciência.
Por fim, após repetir o mantra algumas vezes, se sente em lótus ou meio lótus e medite em silencio, como a montanha.


4 - Rushen

"Por ter deixado os laços da terra natal e da família para trás, 
agora todos os lugares são meu país, 
todas as pessoas, meu povo"
~Miralepa~


A autoinvestigação é um instrumento antigo para penetrar nas profundezas e no esplendor de nossa verdadeira natureza, e descobrir quem e o que somos. Os meios tradicionais de autoinvestigação na tradição Dzoghen são conhecidos como Rushen.

A prática do Rushen externo é eficiente pois é feito com a orientação de um professor. O Rushen interno é uma série de exercícios de meditação incisivos, práticos, contemplativos e analíticos pelos quais aprendemos a distinguir aquilo que é pura consciência do metal egoico da personalidade. 

Rushen significa discernimento sutil, por meio da auto-investigação e observando de maneira clara, os condicionamentos mentais que trazemos.

 Através do Rushen percebemos a verdadeira natureza do coração. 
Discernir entre o Eu impessoal, do ego limitado, as diferenças entre o fazer e o Ser. 


Agora peço-lhe que faça a sua própria prática de meditação Rushen interna e analítica. Observe sua mente em movimento ou imobilidade. É a mesma mente nessas duas situações, ou são duas mentes diferentes?

Observe de onde surgem seus pensamentos e sensações, onde estão quando se manifestam, para onde vão quando se dissolvem. A medida que se dissolvem siga esse ponto de dissolução no vácuo luminoso do qual tudo emana e ao qual tudo retorna, o shunyata.

Por meio dessa prática Rushen, você entrará em contato com a profundidade do seu verdadeiro Ser, a base infundada de seu ser primordial. 
Você aprenderá a se desapegar do seu corpo, a dissipar seus pensamentos e reflexões - assim como de sua história e papéis na vida - para perceber o que acontece quando você deixa sua mente ir e vivenciar a pura presença.

Você abre um espaço muito maior para que a Grande Perfeição surja espontaneamente quando descobri seu caminho!



Na verdade existem momentos em que a mente para e ficamos apenas presentes, sem pensamentos ou conceitos. 

Nesses momentos, vire holofote para dentro de você e olhe: 
Quem ou o que está vivenciando essa experiência?
*
Quem ou o que é você?
*
Quem está escutando?
*
Quem está sentindo, lendo essas palavras, compreendendo?
*
Quem está meditando? Quem está querendo silenciar a mente?
*
Quem sou eu? 
*
Quem está com medo de morrer?
*
Quem morre? O que morre?


* Com Rushen investigamos profundamente todas essas questões, a fim de explorar diretamente nosso ser profundo e a verdeira natureza da realidade.

Todas as coisas incluem a mente, surgem do vazio e para ele retornam. Tudo é transparente, mesmo quando está presente e é marcado ou caracterizado pelo vazio. Tudo inclusive nós, é vívido, porém incorpóreo como um arco-íris. Tudo passa, nada permanece. Saboreie esse momento.

Não controlamos o Universo; o Universo estará sempre fora do nosso controle; Não é o que acontece que tem importância, mas como agimos com aquilo que acontece, isso sim faz toda diferença. 

Este é o fundamento da auto-investigação do Rushen

Rushen na prática individual

"Se quiser proteger seus pés, não é preciso cobrir o mundo inteiro com couro; 
só é necessário cobrir seus pés com sapatos."
~Sidharta Gautama - o Buda~


Sente-se confortavelmente em um ambiente tranquilo, ou um local sagrado onde possa meditar.
Pode ser no chão, ou em uma cadeira, contanto que assuma uma postura ereta porém acomodada e relaxada. Mantenha a coluna vertebral ereta para que haja um alinhamento natural.

Olhos fechados, mãos em mudrá cósmico.
Relaxe na postura e atenha-se a inspiração e a expiração.
Mantenha-se presente, deixe tudo o mais se dissipar. Vivencie a sua plenitude simplesmente por existir.
Permaneça atento, alerta aos sons ambientes, e aos pensamentos/emoções que passarem também.
Quando a mente estiver calma, focada e lúcida faça a ela uma pergunta perfurante, direta como um raio:

Quem está pensando esses pensamentos?
Quem está tentando meditar?
Quem é? O que é?
Quem está vivenciando minha experiência agora?


Faça uma pergunta por vez, e deixe ressonar no âmago do seu Ser. Não analise. Pergunte e observe o que virá. Deixe a sensação fluir. Mantenha-se observando, pura presença.

investigue a Fonte de onde surge a pergunta e de onde nascem as respostas.
A Consciência que é você permanece observando o livre fluxo de pensamentos perguntas e respostas. 
Aprimore-se nessa observação, sem pressa, nem pressão.
Mergulhe cada vez mais fundo na observação da mente.

Permita que o livre fluxo de pensamentos, emoções sentimentos permaneça sem controle. Não os alimente tão pouco. Permanecer na observação de tudo seja interno seja externo é a base do Rushen.

Permita que aquilo que É se revele a você.
A realidade final é o último refúgio.
Emaho! Extraordinário, surpreendente, sim!!



4-Trekchod

"Acha-se tudo dentro do estado natural, portanto, 
não procure em outro lugar."
~Padampa Sangye~


A prática principal dos ensinamentos Dzoguen, chama-se Trekchod, ou seja
"ver através", "atravessar" ou "ser por inteiro".

A prática do Trekchod é um meio de atravessar a dualidade aparente, de ver através do vazio luminoso das aparências e das percepções externas, de ver internamente por meio das luminosas experiências vazias e do vazio luminoso da mente, e por fim, ver através do vazio luminoso de quem vivencia a experiência.

Treckhod é a grande meditação, conhecida como não-meditação, ou 
iluminação sem meditação.

No início da meditação a mente parece uma cachoeira trovejante; mais tarde torna-se um rio caudaloso e aos poucos se acalma. Por fim, fica tranquila e límpida como um lago, ou oceano sereno, onde os rios se unem.

Fique impassível durante esses três estágios da meditação reconhecendo-os como diferentes estágios do mesmo fluxo de consciência.

Deixe o corpo ficar como uma montanha, firme, imperturbável, resistindo a tudo. Deixe a respiração e a energia fluírem naturalmente, como as ondas do oceano, e aproveite esse maravilhoso estado de repouso. Esse é o momento de usufruir e apreciar o fluxo do ir e vir e relaxar. 
Trekchod ou meditação da Mente do Céu.

Permaneça sereno, sentado de olhos fechados observando o livre fluxo interno da mente sem fixar, sem julgar e sem questionar. Não impeça, nem se fixe em nada, veja tudo como adereços que enfeitam a consciência, usufrua do espetáculo que se forma na mente. Sem esperar que algo aconteça, ou ter esperança ou expectativa; sem pressentir ou duvidar se algo acontecerá ou como se livrar de algum acontecimento. Não planeje, nem projete. Permaneça em estado natural de observação desinteressada, porém presente.


Todos os fenômenos do nirvana estão contidos na natureza da mente. Se houver só um, ele é perfeito; se houverem dois, eles são perfeitos; se houverem muitos, ou nenhum serão igualmente perfeitos.

Pois a natureza da Existência é a Grande Perfeição.
Ao permanecer como pura observação a Grande Perfeição se apresentará a você. Na expansão inexistente da consciência intrínseca - rigpa - você encontrará o Buda primordial em seu assento neste momento.

Buda disse que a natureza final da mente intrínseca é totalmente pura, tranquila, profunda, íntegra e incondicional, eterna, luminosa e livre desde o início sem fim.

Assente-se e observe o livre fluxo da mente Búdica agora.
Dos vastos e caudalosos rios de pensamentos, até o lago silencioso e calmo
da Grande Perfeição.



5 - Meditação Contemplando o Céu

"Quando me dissolvo nessa vasta dimensão, vazia e límpida 
sem fim nem limites, não há diferença entre a mente e céu."
~Lama Shankar~



A meditação contemplando o céu é o cerne da aplicação prática da meditação Dzoguen. Por meio dessa prática de consciência natural meditativa, nossa percepção inata desdobra-se e revela-se. Aos poucos soltamos nossa mentes pequenas, medíocres, egoístas e dualísticas na mente búdica não dual, similar ao céu e infinita, enquanto meditamos na natureza expansiva e inclusiva da rigpa: nossa mente sábia e a percepção inata.

Três estágios: 
Começo
Intensificação
Entrega

Começo: Sente-se no chão em uma almofada ou cadeira, em um local aberto, ( pode ser um parque, um campo, praia, montanha- para que possa ver céu aberto acima da sua cabeça). As costas devem ficar eretas, porém não rígidas. Coloque os braços sobre as coxas em qualquer ponto em que caiam naturalmente. Olhos ficarão abertos durante a meditação.


Intensificação: Conscientize-se de sua respiração. Não mude o ritmo ou profundidade de sua respiração, apenas observe como o ar reage ao sair de seu corpo. Seu expiração o faz sair de seu eu reduzido e o conecta com tudo o que existe. Deixe que a inspiração ocorra com naturalidade, sem lhe dar uma atenção especial. Olhe o ambiente que o circunda com suavidade.
Cerca de metade de sua atenção deve ficar concentrada em sua respiração, e a outra metade está consciente do céu.

Entrega: Incline-se um pouco para trás e levante os olhos até que o céu preencha seu campo de visão. Abra seus sentidos para os elementos. Á medida que os pensamentos, sentimentos e percepções surgirem, como inevitávelmente surgirão, deixe-os fluir gentilmente, sem julgamentos. Não os siga, nem os reprima. Seja apenas um fluxo de pura energia na amplidão infinita do espaço.

É importante ter em mente que não existe uma maneira "correta" de se praticar a meditação, nem muito menos "incorreta". Tudo aquilo que acontece é genuíno, verdadeiro. Essa prática lhe libertará da mente cotidiana acelerada e crítica, reativa para retornar à pura consciência tranquila inata, 

Se sentir que a mente está divagando ou o corpo está ficando tenso, pare e relaxe. Respire fundo, cante o AHHH, e recomece renovado - vivo, desperto.

Por quanto tempo conseguirá permanecer consciente não é importante; o essencial é a qualidade e não a quantidade da consciência. 

Talvez não consiga logo nas primeiras vezes, mas não desanime, é assim mesmo; talvez demore um pouco até se sentir relaxado e presente nesta meditação; mas procure continuar, esse é o segredo!
Dissolva-se no espaço até que se torna uma ampla consciência. Tudo é acolhido amado e incorporado na infinita consciência que é você.

Todos os pensamentos, sentimentos, emoções, objetos, memórias, sonhos, desejos, pessoas, lugares, flutuem neste espaço infinito da consciência. Nada é rejeitado, nada é analisado, nem julgado. Somente uma profunda e amorosa aceitação incondicional é presente.
Assim como as nuvens não tocam o céu, a mente não pode tocar a consciência. As nuvens de pensamentos são vistos, reconhecidos e dissolvidos. 

O céu da consciência permanece intocável, e perfeito.




6 - Cantando o Mantra OM MANI PADME HUN


O cântico é uma forma de música sagrada, do encanto sublime e uma parte importante da prática espiritual em muitas tradições diferentes no mundo inteiro. O canto é uma das terapias mais antigas, infindáveis e universais da humanidade, eficaz em muitos níveis.
No Himalaia os mantras e cânticos estão constantemente nos lábios de pessoas de todas as idades. Já experimentamos o mantra AHH como parte do despertar matinal. 

Saiba mais sobre Mantras aqui

O mantra do Dalai Lama e o mantra mais popular no Tibet é o 
OM MANI PADME HUN ( a Jóia do Lótus) o mantra do amor e da compaixão


[Siga o vídeo acima como referência, respirando de forma consciente e ritmada.]

O cântico utiliza o som sagrado como um instrumento de transformação; É também uma prática contemplativa da mente e do corpo e abre e estimula ambos os lados do cérebro. No canto tibetano acrescentamos a respiração consciente e visualizações à vocalização do mantra para criar uma prática Vajrayana completa que pode nos despertar e libertar por meio das três dimensões de energia pura do corpo, fala e mente. Essa prática alinha os níveis místicos externos, internos e secretos em uma só consciência, que habitualmente inclui e integra todas as diversas dimensões ou invólucros do nosso ser.

Entoando o Mantra


Coloque as palmas das mãos juntas em frente ao seu coração como se estivesse rezando. Esse mudrá tem a intenção de transmitir respeito a tudo o que existe, inclusive sua natureza búdica. 
Segundo porque todas as coisas estão verdadeiramente conectadas, cada ato do corpo, fala e mente tem um resultado.
Os mantras podem e devem ser repetidos ao longo de todo o dia, e sempre deverão estar incluídos nas suas práticas meditativas tibetanas.


7 - Togal

Dizem com frequência que a meditação togal é a melhor maneira de desenvolver a estabilidade na visão trekchod ( a natureza da mente ) que já vimos e vivenciamos na prática rushen e treckchod.

Togal é conhecida como a prática mais secreta do Dzoghen e significa 
"estar lá" ou "saltar sobre". Essa é outra prática que só pode ser vivenciada e não conceitualizada.
Na meditação Togal nos aprofundamos ainda mais na visão da clara luz, a nitidez e a constância do silencio são mais perenes e pacíficos.

Percebemos diretamente a luz clara da natureza da mente e suas manifestações como energias, formas, inclusive todos os espaços vazios internos e externos e os fenômenos radiosos.

Ao fazer essa ou qualquer outra prática espiritual, acumulamos merecimentos, isto é, reunimos um bom karmas. Porém, é necessário que se tenha consciência do perigo de nos tornarmos orgulhosos e egoístas por acumular merecimentos.

Por isso, todas as práticas das tradições tibetanas terminam com uma "dedicação do mérito" formal: uma declaração de nossa disposição de doar todos os merecimentos que ganhamos, com a intenção de beneficiar os seres humanos e nos ajudar a alcançar a libertação e a iluminação.




Você pode dedicar o mérito de qualquer forma que tenha um significado pessoal para você.
Aqui coloco uma dedicação usada nos templos tibetanos:


"Que todos os seres em qualquer lugar
Aos quais estamos inseparavelmente conectados
Estejam despertos, liberados, curados, realizados e livres;
Que haja paz nesse mundo e que a guerra, a violência, 
a injustiça e a pobreza terminem.
E que todos concluam a jornada espiritual juntos."
Om Shanti Om 
Namaste.
***


8 - Criando uma Prática de Meditação

"Assim como uma criança pequena gradualmente 
desenvolve o corpo e a força,
o Dharma também se desenvolve e se fortalece
dos passos iniciais
até a completa perfeição."
- O Buda -



A meditação é um caminho, uma experiência que podemos realizar e vivenciar, algo que realmente muda e transforma não só a nós mesmos, como também nossos relacionamentos, nossa vida inteira e o mundo.
A continuidade é o segredo.

A prática espiritual regular, corrói aos poucos nossos padrões fixos e nosso egoísmo. Ao longo do tempo, aprendemos com nossa experiência; isso nos ajuda a nos tornarmos mais sábios, a abrir nossos corações e mentes e a diminuir o preconceito e o foco em si mesmo. A atenção meditativa, como qualquer trabalho consciente pode e de fato transforma as coisas em muitos níveis.

O ideal é praticar a meditação natural todos os dias, independente do tempo de que dispõe. Embora uma hora e meia seja uma prática tradicional, a prática da meditação não se baseia na quantidade de tempo investido nela e sim, na qualidade de consciência e intenção.
O mais importante é a paixão e curiosidade sinceras, um interesse e a bisca da verdade, a vontade de chegar ao âmago do Ser.

Experimente as diferentes técnicas e monte um programa que se sinta bem.
Procure sempre um ambiente calmo, arejado, e o ideal é que seja reservado
somente para suas práticas. 

Lembre-se que seu caminho espiritual é seu, mas que a luz que emana alcança a todos os seres.

Deixe que a sua natureza Búdica luminosa se revele e ilumine o mundo inteiro.


" Aquele que procura o caminho iluminado 
brilha no mundo".
- Gautama, o Buda -





9 - Os oito Símbolos Auspiciosos Tibetanos

Os oito símbolos auspiciosos Tibetanos originaram-se em um grupo 
de símbolos indianos utilizados pela realeza e eram 
apresentados em Cerimônias Especiais como a coroação 
de um rei. 

 Sinta-se coroado agora a um novo nível em sua vida individual, abra-se para receber novas Bênçãos de Luz de Deus e do Universo.

Para que possamos meditar neles nestes momentos de mudança e escolhas, a sugestão é contemplar um símbolo por semana. 
Imprima e coloque em um local visível da sua casa.

São símbolos que atuam no subconsciente e juntamente com os mantras e as meditações trazem paz e tranquilidade.

Símbolos Sagrados levam suas vibrações a níveis diferentes de nossos corpos: físico, mental, emocional e espiritual .

Que as Bênçãos dos Símbolos lhe despertem a consciência adormecida e lhes tragam clareza e sabedoria; possam iluminar cada momento de 
suas vidas com amor, saúde, abundância e muitas 
realizações.

( seguem-se os símbolos e suas explicações- em sequência)



Guarda-chuva - Proteção
Este é um símbolo de proteção e realeza. A 
sombra protege do calor e do sol e o frescor
de sua sombra representa proteção contra
o sofrimento, desejo, obstáculos e doenças.
Tradições diferentes desenvolveram
muitos tipos de guarda-chuvas:
a parte de cima simboliza sabedoria e o tecido
que protege simboliza compaixão.


Peixes Dourados 
Simbolizam felicidade, devido à sua liberdade
na água, fertilidade e abundância, devido à sua 
capacidade de se multiplicar rapidamente.


O Grande Vaso Dourado
Ele é feito em argila como um bebedouro de água na 
tradição indiana. Os desenhos tibetanos trazem 
pétalas de Flor de Lótus.
O tecido é seda e vem dos patamares dos deuses. 
A parte superior é selada com uma árvore de pedidos de boa sorte, com 
a raiz retendo água da longevidade para criar todos os
tesouros que possuem qualidades especiais e não 
importa quanto possa ser retirado do vaso, ele sempre 
permanece cheio. Simboliza Vida Longa e Prosperidade.


O Lótus Branco
O lótus é símbolo de pureza expressada em
diferentes formas. É capaz de crescer e florescer 
do lodo, portanto é um símbolo de Geração Divina.
O lótus no trono implica a concepção imaculada, 
portanto é Divino. 
As Divindades são sempre  representadas segurando um lótus 
como símbolo
de suas qualidades de pureza, compaixão, 
renúncia e perfeição.


A Concha 
A concha vem das estórias indianas antigas que 
descrevem como os heróis míticos carregavam
grandes conchas.É um símbolo de Poder e seu som
afasta os maus espíritos e previne a aproximação
de criaturas que possam causar danos ou 
que atraiam desastres naturais.


O Nó sem fim
Este nó não tem começo nem fim, e 
simboliza a sabedoria e a compaixão ilimitadas.
Indica a continuidade da vida conforme
as linhas se sobrepõem na realidade
da existência humana.


A Flâmula da Vitória 
Originou-se nos estandartes militares de vitória 
carregados pelos indianos nobres. Ela simboliza os 
métodos de ultrapassar problemas. Também traz 
o desenvolvimento do conhecimento, sabedoria, 
compaixão, meditação e votos éticos.   


A Roda do Dharma
A roda é um símbolo antigo da Criação, Nobreza e 
Proteção, que representa Movimento e Mudança. 
É também Dharmachara ou Roda da Lei, 
que no Tibet significa a Roda da Transformação 
ou Mudança Espiritual.
Simboliza a Impermanência da vida 
e os eternos movimentos da mente.
Também significa que ultrapassarmos todos 
os nossos obstáculos e ilusões mentais.
[Fonte aqui]
 

"A natureza da mente é a última esfera, como o espaço.
A natureza do espaço é a natureza da mente, a natureza inata.
O significado delas não está separado.
Elas são uma só na Grande Perfeição
Por favos, perceba a natureza neste momento."
~Longchenpa~

EMAHO!!



Extraído e adaptado 
do Livro 
"O Esplendor Natural - Desperte para a
Grande Perfeição - 
de Lama Surya Das"



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