30 de novembro de 2012

Liberdade Sempre Presente - Gangaji

"Estou convidando você a parar de imaginar o que é que você precisa para se fixar, ou qual obstáculo precisa de estar livre, ou como você precisa se aprofundar, ou como você precisa estar acordado cem por cento do tempo.

Tudo isso ainda está dentro do reino de imaginar um problema, imaginando que há certas medições. Os problemas aparecem na vida e há medições. 

Mas eu estou convidando você a participar de um experimento e investigação de realmente, imediatamente estar em casa. (...) Mas eu estou aqui para 
dizer-lhe que você está autorizado a tomar esse atalho. Você está livre para ir onde quer que você gostaria de ir, mas você não é obrigado. 

Você pode ir imediatamente para casa, porque casa é onde você está. É o que 
está sempre aqui. Se o que é chamado de atalho espiritual de fato leva a uma 
imitação de casa, isso não é estar em casa. (...) Em outras palavras, você está livre, livre para cavar em seu processo psicológico, e livre para estar 
imediatamente em casa. 

Agora mesmo eu o convido a estar em casa. Se houver um obstáculo que aparece, eu convido você para investigar, é real ... ou é imaginário? É algo que eu disse a mim mesmo, e me coloquei em alguma espécie de transe? Se você investigar o que está aqui você vai ver que é grande o suficiente para incluir todos os transes, e é livre de todos os transes. Esse é o ponto desta reunião. Você não está aqui para aprender a consertar algo, ou como superar obstáculos. 
Você está aqui para descobrir o que está sempre aqui. Você está aqui para descobrir a si mesmo.

Há, na verdade, nenhum obstáculo entre você e você mesmo. Os obstáculos são apenas na imaginação, e imaginação como sabemos, é realmente poderosa, terrível e bela. 

Mas quando nós queremos a verdade, temos de estar dispostos a não imaginar nada. Pelo menos para investigação. Não como dogma, não porque Ramana, disse ele, ou Papaji disse que, ou Gangaji disse. Não é isso. É para a sua própria investigação.. Você pode descobrir o que está aqui, na raiz, 
inimaginável, impensável e inegável.

Para que a sua descoberta tenha potência de verdade tem que ser inegável, sem dúvida, óbvio. Caso contrário, a maré e o impulso da imaginação trata de recuperá-la, reformulá-la e refazê-la, como um passado e um futuro. 

Não há nada que você precisa fazer para ser livre. Isso é chocante, se você permitir que seja. Todos os nossos condicionamentos é que temos que fazer algo para conseguir alguma coisa. Para obter a liberdade política relativa, há muito o que tem de ser feito.
Mas a liberdade de si mesmo, da verdade ... ela já está aqui."
Gangaji em Satsang

29 de novembro de 2012

Consciência é Tudo - Satyaprem

"Se você vê a si mesmo como Consciência, essa deve ser a base de qualquer reflexão, de qualquer relacionamento entre você e os objetos no mundo. 
Para deixar mais claro, vejamos o seguinte: ao perder algo, você reluta, questiona e julga essa perda como uma entidade separada, ou observa a perda enquanto a Consciência que acomoda todos os acontecimentos?

Satsang elucida que todos os movimentos no mundo, com quaisquer objetos, são "experienciados" a partir do ponto de vista da Consciência. 

Consciência que não pode perder nada – pois é Aquilo que contém todas as coisas. 
A perda é aparente. 
Tudo vem da Consciência e a Ela retorna. 
Não há nada além da Consciência.

O fato é que não somos instruídos a essa realidade. 
Pelo contrário, desde pequenos fomos acostumados a ganhar, ganhar, ganhar e nunca perder. Ou, ainda, em caso de perda, o sofrimento deve estar implícito. 

Aqui, portanto, nosso único projeto é um retorno à Origem, à Consciência que você é – e toda a sua atenção e inteligência devem ser oferecidas a este movimento. 
Nada se perde, nada se ganha, o movimento é circular e aparente, apenas.
Para isso, antes de mais nada, deve estar claro quem você é. 

Encontre a sua verdadeira morada, a essência de todas as coisas e, olhando para o mundo a partir deste prisma, uma nova compreensão refletir-se-á nos objetos ao seu redor – pois entre "você" e "eles" não há distância. 
Paz decorre dessa clareza e elucida, ilumina o seu dia a dia."
Satyaprem em Satsang

28 de novembro de 2012

Brisa, canto, lábios, flor...

Tens o silencio perene dos que encontraram o infinito,
Tens a alma pura de muitas léguas percorridas no abismo particular,
Respiras o instante e devora-o como o sumo doce da maçã,
Não pertences ao que passou,
Tens a eternidade na palma das mãos, em acolher a simples e sempre terna,
Imensidão...

Se enamoras de cantar o Viver.
Recolhes nos lábios só as rimas de amor.
Pode ser que a noite caia serena,
Pode ser que a rosa se abra em flor,
Não importa se o rio não corra para o mar.
Sentes a brisa da vida nas próprias veias,
Vens e traze-me de ti,
Brisa, canto, lábios, flor...

Tens a calma do sucumbir da aurora
e o beijo do pássaro cantante,
Seus olhos faíscam como raios,
e sua voz me diz palavras de amor inesquecíveis,
Temes que te deixe?
Jamais.
Como poderia viver sem ti,
Como poderia viver sem ar, sem luz,
Como poderia viver sem ti,
Vida...

Troco o dia pela noite
e me banho na tarde
em sol ardente,
Nascida em perpétua alegria,
Pertenço ao eterno
rosa, azul e lilás,
São as cores do meu coração,
Que se desfez de si mesmo,
Em ti...


27 de novembro de 2012

Vá para Dentro - Conto Zen

"Um lenhador costumava ir a floresta todos os dias. Passava por muitas privações em função do tempo que por vezes chovia muito e por outras o sol despontava sem piedade.
Um místico vivia na floresta. Ele assistia o lenhador ir envelhecendo, doente, faminto,trabalhando duro todo dia. Então lhe disse, 

“Escute, porque você não vai um pouco mais adiante?”
O lenhador respondeu, “O quê eu vou ganhar indo um pouco mais adiante? Mais madeira? Carregar desnecessariamente aquelas madeiras por kilômetros?”
O místico respondeu, “Não. Se você for um pouco mais adiante, você irá encontrar uma mina de cobre. Você pode pegar o cobre e levar a cidade, e ganhar o suficiente para viver uma semana. Você não precisará vir cortar lenha todos os dias.”
O homem pensou: “Porque não arriscar?”

Ele foi e encontrou a mina. E  ficou tão feliz que voltou e caiu aos pés do místico que lhe disse:.
“Não comemore tanto agora. Você tem que ir um pouco mais para dentro da floresta.“Mas”, ele disse, “Para que? Agora eu tenho comida para uma semana”.
E o místico disse, “Por enquanto..”
Mas o homem indagou, “Eu vou perder a mina de cobre se eu for mais adiante.”
E o místico respondeu: “Você vai. Você certamente vai perder a mina de cobre, mas existe uma mina de prata. E seja lá o que você possa trazer, será o suficiente para três meses.”
“O místico provou que estava certo com a mina de cobre,” pensou o lenhador. “Talvez, ele também esteja certo com a mina de prata.” E ele foi e encontrou a mina de prata.
E voltou dançando e disse, “Como posso lhe pagar? Sou imensamente grato.”

O místico falou, “Mas existe uma mina de ouro, alguns passos a frente.
O lenhador ficou indeciso. De fato ele era um homem pobre, e já tinha uma mina de prata…que ele nunca tinha sonhado.

Mas, se o místico está dizendo, quem sabe? – ele pode estar certo. E ele encontrou a mina de ouro. Agora era suficiente voltar só uma vez por ano.
Mas, novamente o místico o incitou, “Isto será muito tempo – daqui a um ano você vai voltar aqui. Eu estarei envelhecendo – Eu talvez não esteja aqui, talvez eu já tenha partido. Então, eu preciso lhe dizer para não ficar só na mina de ouro. Vá um pouco mais…”

Mas, disse o homem, “Porque? Qual é a questão? Você me mostra uma coisa, e no momento que eu consigo isto, você imediatamente me diz para soltar aquilo e ir adiante! Agora eu encontrei a mina de ouro!”

O místico então continuou: “Mas existe uma mina de diamantes um pouco mais adiante na floresta.”
O lenhador foi naquele mesmo dia e a encontrou. Ele trouxe muitos diamantes e disse,
“Isto será o suficiente para toda minha vida.”

O místico disse, “Talvez, não nos encontremos mais, então minha última mensagem é: 
Agora que você tem o suficiente para toda sua vida, VÁ PARA DENTRO! Esqueça a floresta, a mina de cobre, a mina de prata, a mina de ouro, a mina de diamante. 

Agora eu vou lhe dar o supremo tesouro que esta com você. Todas as suas necessidades externas, estão preenchidas. Sente-se, como eu estou sentado aqui.”
O pobre homem disse, “Sim, eu estava me perguntando…você sabia da existência de  todas estas minas – porque você escolheu se sentar aqui? Esta questão me veio muitas vezes e eu ia lhe perguntar, “Porque você não pegou todos aqueles diamantes? Só você tinha conhecimento deles. Porque você veio sentar debaixo desta árvore?”

“Depois que eu encontrei os diamantes, meu mestre me disse, “Agora sente-se debaixo desta árvore e VÁ PARA DENTRO.”
Conto Zen

25 de novembro de 2012

Ser Plenitude - Mooji

"Nós queremos provar do mel, mas não queremos Ser o mel.
Algumas vezes nós descobrimos o espaço interior, mas não quero que apenas experimentem este espaço; Na verdade este espaço é você!

Alguma coisa está confusa nisso. Parece que eu alcanço este espaço -  este sentimento pode ser útil por um certo tempo; 
Sei que quando fecho meus olhos, respiro e não me prendo a nada, este espaço surge novamente. Isto é belo, mas existe uma dualidade aqui. E não deixe que a dualidade seja a sua última resposta.
Isso se baseia na percepção de que eu sou isso aqui - corpo físico - e mesmo a iluminação se torna uma experiência. Quem está experimentando isso? Eu, é claro.

Quem é você? Dê um pouquinho mais de energia para isso, Quem é você?
Porque sempre que você dá mais energia ao senso de "eu", não é ruim, mas cada vez mais é possível nos soltarmos nesse espaço interno da consciência; é bom estar neste espaço, é solto, é natural, é simples.. mas ainda persiste ali um pequenino "eu" solto neste espaço.. percebem?

Isso, podemos dizer é o último degrau que precisa ser transpassado, pois ainda é uma ideia  um pensamento residual que está persistindo.É ele que entra e sai dessa belo espaço.Ele precisa ser dissolvido.(...)

Podemos viver entrando e saindo desse espaço, sempre que quisermos, ou SER este espaço em si mesmo, espaço que não se move. A explicação disso é limitada, pois a palavra espaço não significa realmente esta dimensão de espaço que se experimenta, não existe nenhuma linguagem que alcance essa dimensão.
Lar, significa que alguém mora ali.

É difícil de se dizer: Eu sou Isso.
Só ISSO pode dizer: Eu sou ISSO!

Não é o suficiente para mim que vivam aqui, apenas belas experiências.
É importante que transcendam a isso também. 
Sair do que chamam de eu ou de você.. mas que fique tão claro que aquilo que está aqui não chega nem se vai..

Enquanto seres humanos encontrarmos algo que seja tão estável e constante, consistente e que possa ser afirmado: Isso eu conheço! Um fato! Disso estou certo! Do que vocês estão realmente certos? (...)

Na verdade não existe nenhuma diferença entre você e Isso. 
São apenas pensamentos.
Este espaço vai sendo percebido com mais e mais constância...ele vai sendo permanente. 
Quero que veja que ainda existe um "eu" fazendo alguma coisa... enquanto uma pessoa fazendo algo, criando uma dimensão...

Digo, tente ser este espaço, pode doer em você, pode machucar o seu ego, mas cada vez que isso acontecer examine essa pessoa que sente, essa pessoa que entra e sai desse espaço...se aprofunde, pare e veja...

Posso entrar e sair desse espaço, posso ser este espaço, mas quem é esse que entra e sai? Investigue "este".. continue olhando para esse "eu"...

Costumo dizer levante a saia dos olhos ( risos ), investigue aquilo que os olhos vêem... examine tudo...
Verão que não poderão encontrar nada... nada mesmo...

Quem é também que faz esta descoberta?
Quem não encontra nada? 
Não caiam em conversas, mas busquem através dessas perguntas; 
Esta busca final é muito bela. É fascinante para aqueles que se dizem buscadores. Não desistam de chegar a isso...
Ver quem é aquele que se diz "eu", aquele que vê. Não se pode dizer nada além disso...

Quem é o descobridor? Uma pessoa, a mente, consciência, ou o quê?
O que faz esta descoberta? Quando você diz: "eu", onde está esta substância de eu? (...)

Quando se está no nível alto de energia, tem -se a sensação de que aquilo sempre está lá, mas a mente tem uma tremenda habilidade, e aquilo escapa, e se sente que não mais está naquela dimensão. Conheci mas perdi...
Meus negócios não vão bem, minha esposa teve um filho, ou outra coisa acontece e aquilo se perde...

Esta é a diferença... Isso nunca se vai, haja o que houver, você perde uma perna, ou o doutor diz: Sinto muito mas teremos que retirar seus genitais.. Ok.. (risos!) 

Você não se move do EU SOU.
Nada pode te mover Disso. (...)

Encontrei um homem certa vez, que me disse que estava muito estressado, cansado, com a mente cheia, mas que dali a uma hora estaria em casa, relaxado, com sua esposa. Aí lhe disse que não. Porque não estar relaxado agora e só daqui a uma hora? Aqui e daqui a uma hora, são apenas pensamentos!
Aquilo que você acredita que irá acontecer pode não acontecer, e você perderá mais tempo estressado.

É isso que estou tentando mostrar a vocês.
Vocês não precisam ficar presos nestes pensamentos da mente, em ir e vir.
A essência sábia em vocês não existe problemas.

Vocês já são todos Consciência Búdica, não existe problema nisso. Mantenham-se nisso.
Como se manter nisso? Percebendo que aquilo que aparece para você não é você. Mantenha-se alerta.

Ninguém pode fazer com que a mente se vá para sempre. A lei do universo é que uma coisa se transforme em outra, mudanças acontecendo todo o tempo. Na dimensão relativa as mudanças são a regra.
Incrível, mas a mente tem medo de mudanças.

Você pode observar as mudanças, a partir de uma dimensão que não muda. Uma dimensão que permanece e continua permanecendo...apesar das inconstâncias da mente.

Os seres humanos deveriam se aperceber disso, reconhecer isso em si mesmos, Vocês são o Ser pleno, são a pura Luz...
Suas vidas são o fluxo do rio da Vida..
Um rio passa por altos e baixos, solavancos, flutuações, mas não é isso que um rio é.."
Mooji em Satsang (adaptado)

24 de novembro de 2012

Trabalho e Reconhecimento - Osho

"Precisa ser lembrado que a necessidade de ter aprovação e de ser reconhecido é problema de todo mundo. 
Toda nossa estrutura de vida é tal que somos ensinados que a menos que haja reconhecimento não somos ninguém, não temos valor. 

O trabalho não é importante, mas sim o reconhecimento. E isso está pondo as coisas de cabeça para baixo. O trabalho deve ser importante... uma alegria em si mesmo. 
Você deve trabalhar, não para ser reconhecido, mas porque você gosta de ser criativo; você ama seu trabalho porque gosta do que faz.

Poucas pessoas foram capazes de escapar da armadilha que a sociedade preparou para vocês, como Vicent Van Gogh. Ele continuou pintando – faminto, sem ter onde morar, sem roupas, sem remédios, doente, mas continuou pintando. Nenhuma pintura era vendida, não havia reconhecimento de lugar algum, porém o mais estranho era que nessas condições ele ainda estava feliz... Feliz porque ele era capaz de pintar o que ele queria. Com ou sem reconhecimento, seu trabalho é intrinsecamente valioso.

Na idade de trinta e três anos ele cometeu suicídio – não por causa de alguma miséria, de angústia, não, mas simplesmente porque ele havia pintado sua último quadro, sobre o qual ele esteve trabalhando por quase um ano, um pôr do sol. Ele tentou dúzias de vezes, mas não ficava a altura de seu padrão e ele o destruía. Finalmente ele conseguiu pintar o pôr do sol da maneira que desejava.(...)

Agora, quase um século depois, cada uma de suas pinturas vale milhões de dólares. Existem somente duzentos quadros disponíveis. Ele deve ter pintado milhares, mas estes foram destruídos; ninguém deu muita atenção a eles.

Atualmente, possuir um dos quadros de Van Gogh significa que você tem um senso estético. A pintura dele lhe dá um reconhecimento. O mundo nunca teve qualquer reconhecimento pelo trabalho dele, mas ele nunca se importou. E é assim que deve ser a maneira de olhar as coisas.

Você trabalha se você ama seu trabalho. Não espere por reconhecimento. Se isso acontecer, aceite-o tranquilamente; se não acontecer, nem pense sobre isso. Sua realização deve estar no próprio trabalho. E se todos aprendessem essa simples arte de amar seu trabalho, qualquer que seja, desfrutando-o sem pedir por qualquer reconhecimento, teríamos um mundo mais bonito e celebrativo. 

Como é agora, o mundo lhe apanhou numa armadilha de um padrão miserável: O que você está fazendo não é bom porque você o ama, porque você o faz 
perfeitamente, mas porque o mundo o reconhece, o recompensa, lhe dá medalhas de ouro, prêmios Nobel.

Eles retiraram todo o valor intrínseco da criatividade e destruíram milhões de pessoas – porque vocês não podem dar prêmios Nobel a milhões de pessoas. E vocês criaram o desejo por reconhecimento em todos, assim ninguém pode trabalhar pacificamente, silenciosamente, desfrutando do que quer que 
esteja fazendo. 

E a vida consiste de pequenas coisas. Para essas coisas pequenas não há recompensas, nem títulos dados pelos governos, nem diplomas honorários dados pelas universidades.(...)

Porque você deveria se incomodar com reconhecimento? Incomodar-se com 
reconhecimento só tem sentido se você não ama seu trabalho; então isso é 
significativo, desse modo parece substituir. 

Você odeia seu trabalho, você não gosta dele, porém você o está fazendo porque haverá reconhecimento; você será apreciado, aceito. Ao invés de pensar em reconhecimento, reconsidere seu trabalho. 

Você o ama?... Então isso é o fim. Se você não o ama, então mude-o!

Os pais, os professores estão sempre enfatizando que você deve ser reconhecido, você deve ser aceito. Essa é uma estratégia muito esperta para manter as pessoas sob controle.(...)

Fui mal interpretado de todas as maneiras. Tudo que pode ser dito contra um homem foi dito contra mim; tudo que pode ser feito contra um homem foi feito contra mim. Vocês acham que isso é reconhecimento? Mas amo meu 
trabalho. Amo-o tanto que não o chamo de trabalho; simplesmente o chamo de minha alegria.(...)

Aprendam uma coisa básica: Façam o que quiserem, amem o fazer, e nunca esperem por reconhecimento. Isso é mendigar. Porque deveríamos pedir por reconhecimento? Porque deveríamos ansiar por aceitação?

Olhe bem fundo em si mesmo. Talvez você não goste do que está fazendo, talvez esteja com medo de estar na trilha errada. 
A aceitação lhe ajudará a sentir que você está certo. (...) Dessa maneira você se torna um individuo. E ser um individuo vivendo em total liberdade, sobre seus próprios pés, bebendo de suas próprias fontes, é o que faz um homem 
realmente centrado, enraizado. 
Esse é o início de seu florescimento definitivo."
Osho em Além da Psicologia

23 de novembro de 2012

Nova Humanidade - Robert Happé

"Presenciamos atualmente o nascimento de um novo mundo. A luz de uma nova esperança chega à consciência das massas, preparando todos para a união.

Anos repletos de desenvolvimentos estimulantes em todos os setores da vida, de modo que mudanças significativas e duradouras possam ser feitas. É aconselhável manter-se um observador(a) informado(a), sem se deixar arrastar emocionalmente pelos eventos.

Durante milênios, todas as atividades políticas e religiosas têm sido projetadas para manter a maioria das pessoas prisioneiras. Através do medo as forças controladoras manipulam as escolhas de livre-arbítrio das massas. 

Atualmente, muitos temem as previsões de desastres; é aconselhável, porém, ignorar tais mensagens, não entregando a elas a sua energia.

Os desastres acontecem apenas àqueles que não se alinham com a luz; quanto mais pessoas começarem a desejar um mundo de paz e harmonia, mais rapidamente as sombras se desintegrarão.

Chegou a hora de transformar o passado, incluindo experiências de relacionamentos mal entendidos. Decida simplesmente retornar à paz.

O despertar é um processo individual no qual descobrimos habilidades e valores em nós mesmos dos quais não tínhamos consciência anteriormente. Quando esses predicados são aplicados em nossas experiências diárias, ajudamos a implementar o processo de reforma.

Desse modo podemos participar na promoção do progresso. É uma questão de sintonia com as forças de orientação interiores.

Foi necessário que a humanidade passasse, no decorrer do seu processo de despertar, por um período de ´tentativa e erro`, para que pudesse aprender o discernimento. Quando a mente estiver treinada a abrir-se à voz do coração, as experiências serão bem mais criativas, espontâneas, cooperativas e emocionalmente recompensadoras. 

A pergunta é, então: o quanto somos livres? O livre-arbítrio é um princípio universal. Trata-se de um conceito não muito bem compreendido. Há pouca experiência de livre-arbítrio em nosso mundo, por causa da programação cultural, pressões econômicas, rituais, hábitos, etc. Contudo, o livre-arbítrio está ao alcance de todos. 

Refere-se à escolha da atitude que uma pessoa assume nas experiências que atrai de momento a momento em sua vida. 
Por exemplo, quando algo acontece, a reação a esse evento é amplamente determinada pelo condicionamento que a pessoa recebeu e pelas características de sua personalidade, que é desenvolvida em parte por condicionamentos astrológicos, genéticos e psicológicos.

Essas energias, somadas às pressões ambientais, fazem de nós aquilo que somos, ditando as reações e as escolhas que fazemos ao nos expressarmos no que diz respeito a nossas experiências. São os condicionamentos que fazem de nós o que somos, e são os condicionamentos que escolhem por nós. 

Há, no entanto, uma área onde temos livre-arbítrio. Trata-se de nossa capacidade de escolher evoluir e viver uma vida livre das programações, confiando que o coração guie nosso processo de vida.

Exercitar nosso livre-arbítrio é a experiência de felicidade. 

Contudo, o livre-arbítrio depende do conhecimento que temos de nosso próprio poder. 
A felicidade depende do amor que damos e recebemos. Para conhecermos a verdade, devemos encará-la sem a interferência do filtro de nossas crenças. 

O que parecia impossível em nossa história, muitas vezes tornou-se possível. Nosso futuro será ainda mais surpreendente à medida que descobrirmos o pior e o melhor.Ao tomarmos decisões baseadas no livre-arbítrio e gerenciarmos nossos próprios assuntos, poderemos atingir a maturidade espiritual e mental por nossa conta. Isto é evoluir. 
A evolução somente é interrompida devido à falta de desejo de unificação, à 
ignorância, à indiferença e ao medo. A maioria das pessoas pensa em termos de prosperidade material e assim acumula somente objetos quando, na verdade, o que importa é nos tornarmos seres conscientes.
O objetivo é de se unir e realizar um projeto comum em que todos os povos e 
culturas possam, por sua vez, se unir e curar as energias que nos mantêm separados.

A liberdade é construída dia após dia, à medida que nos tornamos conscientes de nós mesmos e do ambiente em que vivemos. Nossa história até aqui é de guerras entre culturas e entre pessoas, sendo as conquistas sempre em detrimento dos outros.

Muito embora cada um de nós, enquanto filho da luz, tenha muitas qualidades e capacidades potenciais, são poucos os que podem exercê-las com dignidade, devido à falta de educação útil.
A educação e as condições da vida diária, incluindo a vida animal e vegetal, são controladas pelos representantes políticos, financeiros, militares e religiosos, forçando a maioria das pessoas a se tornar escrava de um sistema cruel que oferece riqueza para poucos e pobreza para muitos.Quando as verdadeiras regras do jogo forem conhecidas, entenderemos que não se trata 
absolutamente de vencermos os outros, mas sim de conquistarmos a nós mesmos. 

O número de pessoas que começaram a despertar cresce diariamente e intenções cooperativas amorosas mostram uma atitude diferente para com a vida. Simultaneamente, porém, um trabalho de sabotagem é conduzido inteligentemente para sufocar esse serviço amoroso dirigido aos outros.

Não é fácil exercer o livre-arbítrio, pois é pesadamente bloqueado e manipulado pelos que querem a todo custo impedir que as nações deste mundo cheguem à paz e se unam umas às outras.

Conscientes da dádiva inestimável do livre-arbítrio, somos motivados a buscar um ponto de vista alternativo, mais holístico em relação à vida, onde aprendemos a ciência da interação construtiva, consequentemente entendemos melhor a consciência.
Cada um de nós é convidado a participar e fazer um esforço consciente para construir o mundo que deseja. A indiferença constitui uma negação do livre-arbítrio.

Quando sabemos que somos nós a criar nossa realidade com nossas intenções e pensamentos, logo procuramos limpar aqueles pensamentos que não são saudáveis, já que eles podem, de fato, criar uma situação incômoda para nós.
Quando finalmente avançarmos para uma consciência superior, o mundo será 
definitivamente baseado no reconhecimento."
Robert Happé em Evoluções

22 de novembro de 2012

Sobre as fixações...

Vamos abordar um tema que considero importante para muitos. As fixações da mente.

Nossas vidas vão sendo alvo de muitas fixações, e nem nos damos conta disso; A mente tem essa característica - se fixar- em algo, em alguém, em algum pensamento, em algum sentimento, em algum desejo, em algum sonho, em algo... se fixa e fica ali presa, repetindo aquele pensamento incessantemente... isso pode durar horas, dias, anos e até décadas... 

Todos nós já vivemos isso, tenho certeza, e podemos sentir o quanto isso é desagradável, e nos leva a um profundo desconforto, pois, ficamos divididos entre a realidade do momento presente e a aqueles sonhos, desejos, memórias, pensamentos a que estamos presos...

Essas fixações são alvo de infinitas analises, pesquisas e tenho certeza que são válidas, porém, o que sugiro aqui, é que possamos nos colocar na posição de observadores dessas fixações. Saiamos do meros pensadores identificados - fixados, e aprofundemos que existe algo que observa essas fixações, existe uma consciência de base que diz: Ah, estou fixado nisso... estou preso neste pensamento ...ou estou sempre pensando nisso... ou sentindo isso... sempre fico desejando isso...

Essa consciência que reconhece e aponta a fixação é que nos interessa.

Essa consciência é a fonte que alimenta as fixações. É ela que alimenta os pensamentos, sentimentos, memórias, comportamentos, essa consciência somos nós de verdade, não aquilo que ela aponta.
Aquilo que ela aponta é temporário, muda a todo momento, e não tem existência própria, existe porque a consciência está alimentando aquele pensamento, sem a consciência alimentando aquele pensamento/sentimento/emoção, nada acontece, simplesmente desaparece.

Esta via direta é a base da sabedoria do Jnana Yoga.  Não nos perdemos em analises e reflexões sobre aquilo que estamos presos. Pode ser o que for, não importa, o que realmente importa é que façamos uma investigação e coloquemos nosso foco na fonte que alimenta qualquer coisa, e que enquanto estiver iluminando aquele pensamento, alimentando-o ele permanecerá ali. 
No momento em que nós identificamos que estamos novamente caindo em fixações, podemos parar e reconhecer, quem nós somos? Somos os pensamentos/emoções/sentimentos que passam, ou somos a fonte que alimenta todos eles? 

Essa consciência deixa claro aquilo que é real e aquilo que não é.

Vemos que para que uma fixação exista, e persista, é necessário que a nossa consciência a alimente, dia a dia, momento a momento, do contrário o que resta é a serenidade do silencio e a paz.

Negar alguma coisa só a faz aumentar. Dizer que isso é bom ou ruim, só faz com que criemos divisão interna, e com isso só reforçamos a mente, é sempre ela que se fortalece com qualquer tipo de divisão... 

Mas quando partimos do princípio que estamos mergulhados no vasto oceano da mente e, absolutamente TUDO pode acontecer, então deixamos de julgar aquilo que acontece e buscamos apenas observar;
  
A partir da consciência observadora, vemos TODOS os pensamentos são como nuvens que tentam encobrir a realidade, mas que não tem nenhuma base em si mesmos. Eles chegam, e se vão. Se não os alimentarmos, se não nos identificarmos com eles, eles se vão do mesmo jeito que chegaram. E permanecemos livres, silenciosos, e em paz. 
Lidar com a realidade de forma direta é a maneira mais simples de se viver.

Percebam que o silencio, a paz da consciência estão sempre presente. 
Eles não são tocados pelos pensamentos/emoções/sentimentos da mente. Se estamos ancorados na consciência tudo pode acontecer, pois não estamos mais identificados com aquilo que acontece. Ancorados na consciência observamos os eventos, simplesmente como eventos que são, e agimos de acordo com o que o momento nos pede, nada mais... 
As fixações desaparecem naturalmente, pois só existem se lhes dermos atenção, energia, alimento.. se simplesmente as observarmos também, sem nenhum julgamento, elas serão vistas como são, apenas mais alguns pensamentos/emoções/sentimentos passando pela tela da consciência que somos.. ele vem e se vão...
Somente a consciência permanece...
Silenciosa, pacífica... e livre...
Amor
Lilian


21 de novembro de 2012

Tu Mesmo - Hermógenes

"Cultiva a paz e o silêncio.

Tesouros imensos serão teus, se aprenderes a quietude criadora; se souberes e puderes curtir os prazeres do sábio ocioso, sentado à sombra da árvore; se imitares o vento, quando pára de soprar por não querer quebrar o encanto com que a lua se deita sobre o rio, quase parado.

Ninguém conseguirá silêncio, se ficar a protestar contra o ruído que vem de fora.
Ninguém conseguirá dormir, se ficar forçando o sono.
Ninguém conseguirá a paz, se ficar lutando contra os opostos da existência.
Ninguém conseguirá meditar, se ficar violentando a mente; forçando concentrá-la e emudecê-la.

Deus é, para todas as criaturas, o que o mar é para todos os rios.

Yoga é o caminhar do rio.
Yoga é seu mergulho no mar.

Há uma esperança, e está na direção oposta.
Pára! Busca a solidão! Aquieta-te! Sonda-te!
Enfrenta-te com o que mais tens temido - tu mesmo.
Busca analisar-te, sem autopiedade, sem te culpares ou desculpares, sem te condenares, sem que venhas a sentir vergonha de ti.

Não aceites consoladoras razões.
Estuda-te sem remorsos, sem pavores.
Pára.
Reúne teus muitos pedaços dispersos pelos temidos padeceres, inebriantes prazeres, absorventes deveres, anestesiantes creres, esgotados caminhos, obsessivos apegos, irritantes aversões...
Senta-te.
Emudece.
Quietude.
Solidão.
Medita.
Junta-te em ti mesmo.
Une-te àquilo que És, Tu Mesmo."
Professor Hermógenes em Tu Mesmo

19 de novembro de 2012

Mente Búdica - Osho

"Osho o que significa a Mente Búdica?

Isso tem sido perguntado por muitos séculos. Por vinte e cinco séculos todos que são interessados em Gautama o Buddha tem feito essa mesma pergunta: O que é a Mente do Buda?

Esta pergunta é significante - é significante porque a própria pergunta cria um paradoxo. A mente do Buda é a não mente. Se falar qualquer coisa sobre a mente do Buda é o mesmo que dizer algo sobre a não-mente. 

Nós vivemos na mente, o Buda foi além. Ele não é mais a mente, ele é não-mente. Logo, a mente do Buda não significa um certo tipo de mente, ela simplesmente significa a transcendência da mente

A questão é significativa, e bem fundamental: é o início da inquirição, a real inquirição.

O discípulo não pergunta, O que é Deus?; ele não pergunta, O que é o paraíso?; ele não pergunta O que é o pecado?; ele faz a pergunta mais existencial: O QUE É A MENTE DO BUDA?, porque compreender a realidade da mente búdica é compreender o fundamento da própria existência.

A mente do Buda é a pura consciência. 
É como um espelho: ela simplesmente reflete, não há projeções; não há ideias, nenhum conteúdo, nem pensamentos, nem memória, nem desejos, nem imaginação, nem memória. 
É o presente do sempre-presente, é viver o momento presente, E quanto se está completamente no presente, a mente desaparece, ela perde seus limites. Apenas uma grande vacuidade acontece a você. É claro, que essa vacuidade não é vazia no sentido comum da palavra, é uma espécie de plenitude - vazia no que diz respeito as coisas do mundo.

Buddha sempre diz: Não sou um filósofo. Sou um médico. Não quero intelectualizar, quero torná-lo inteligente. Não quero lhe dar uma resposta para se agarrar, quero lhe dar percepções para que suas questões se evaporem.

Precisamos estar alertas com a mente, porque a mente pode lhe dar muitas questões que lhe conduz por direções erradas, e então não termina nunca; você seguirá e seguirá para sempre. Dez mil anos de filosofias e não se chegaram a nenhuma simples conclusão.

Esteja consciente que sua mente é uma grande enganadora. E assim como sua mente é enganadora, a mente dos outros também são. Se você faz a pergunta errada, receberá as respostas erradas. (...)

Buddha diz: Não estou interessado em perguntas, a menos que sejam perguntas existenciais, a menos que me faça perguntas que são capazes de causar transformações - não apenas para informar, não apenas para acumular conhecimento.

Para perguntas erradas existem muitos professores no mundo que estão prontos para lhe dar muitas respostas, muitos tipos de respostas; Uma resposta chega com aspectos e tamanhos diferentes, e se ajustam para cada pessoa. Mas lembre-se, existe você e a sua mente astuta, e existe os outros e mais astúcia. (...)

Lembre-se que o mundo está cheio de pessoas astutas. (...) Você pode evitá-los apenas fazendo a pergunta correta; eles não poderão responder, porque para responder a resposta correta eles terão que ter tido a experiência. A resposta correta não poderá ser dada pelo conhecimento; só poderá ser dada se eles tiverem tido uma experiência da verdade.

Isso é a beleza da pergunta correta: O que é Mente do Buda?

Bodhidarma respondeu: Sua mente, sua mente é a Mente do Buda.

Não se trata de uma questão histórica sobre uma pessoa chamada Sidharta Gautama, o Buddha. Ele lhe dá uma nova perspectiva para essa questão, Ele a torna imediatamente não existencial, mas pessoal. 
Essa questão não é mais filosófica, ela se torna uma questão sobre você. 

Você pode perguntar sobre Buddha, mas nas mãos de Boddhidarma, essa questão é imediatamente transformada, modificada. Ela se torna uma flecha que vai direto ao seu coração.

Sua mente é a mente do Buddha.

A Budeidade não é algo que acontece a alguém; Budeidade é um potencial; é algo que está esperando para acontecer a você; 
Logo, a primeira coisa a ser dita é: É a sua mente. 
Mente Búdica não é algo estranho a você, é o seu centro mais profundo, sua verdadeira natureza. 

Vocês são Buddhas - talvez inconscientes dos fatos, talvez um pouco adormecidos, mas isso não faz diferença. Um Buddha adormecido ainda é um Buddha. Um Buddha inconsciente da sua própria budeidade ainda permanece um Buddha. Sua mente é a mente do Buddha."
Osho em The White Lotus

18 de novembro de 2012

A Meditação amorosa...

"Trata-se de uma meditação adaptada por Tich Nhat Hanh do 
texto Visuddhimagga, escrito por Buddhagosa em 430 d.C. - texto tradicional Theravada.

Esta meditação pode ser praticada da seguinte maneira:
Escolha um lugar calmo, sente-se confortavelmente, e respirando calma e serenamente acesse o seu centro de paz no seu coração. 
1-Recite todos os versos usando a primeira pessoa, (eu) referindo-se a si mesmo;

2-Recite então na terceira pessoa, referindo-se à pessoas que lhe são indiferentes (se possível substituir o "ele/ela" pelo nome)

3-Recite em terceira pessoa, referindo-se à pessoas amadas e queridas (se possível substituir o "ele/ela" pelo nome)

4-Recite em terceira pessoa, referindo-se à pessoas que lhe tenham causado sofrimento (se possível substituir o "ele/ela" pelo nome)

5- Recite por fim, referindo-se a todos, e agradeça por este momento de vivenciar a compaixão através da meditação amorosa.

 Meditação Amorosa

Que eu possa estar em paz, feliz e leve de corpo e de espírito
Que possa viver em segurança e livre de males
Que que eu possa estar livre da raiva, das aflições, medos e ansiedades
Que eu possa aprender a me olhar com olhos de compreensão e amor
Que eu possa reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade que existem em mim
Que eu possa aprender a identificar as fontes de raiva, cobiça e ilusão que existem em mim
Que eu possa alimentar as sementes de alegria em mim todos os dias
Que eu possa ser sereno, firme e livre
Que eu possa estar livre do apego e da aversão sem me tornar indiferente
Que ele/ela possa estar em paz, feliz e leve de corpo e de espírito
Que ele/ela possa viver em segurança e livre de males
Que ele/ela possa estar livre da raiva, das aflições, medos e ansiedades
Que ele/ela possa aprender a se olhar com olhos de compreensão e amor
Que ele/ela possa reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade que existem em si mesmo(a)
Que ele/ela possa aprender a identificar as fontes de raiva, cobiça e ilusão que existem em si mesmo(a)
Que ele/ela possa alimentar as sementes de alegria em si mesmo(a) todos os dias
Que ele/ela possa ser sereno, firme e livre
Que ele/ela possa estar livre do apego e da aversão sem se tornar indiferente."
Thich Nhat Hanh em The World We Have.( adaptado)


17 de novembro de 2012

Solidão e pensamentos - Adyashanti

“Quando me refiro por estar sozinho, eu não digo sozinho no sentido de 
estar isolado, não tendo amigos, desaparecendo em uma caverna e toda essa bobagem. 

Porque provavelmente você vai levar todos seus conceitos com você pra dentro da caverna, meditar em coisas que você já está condicionado a meditar. 

Mas me refiro a um tipo diferente de solidão. Uma solidão que não tem nada a ver com o fato de termos muitas pessoas ao nosso redor. Isso é bom, ter muitos amigos e companhia e tudo isso...

Mas falo da solidão que definitivamente te conduz a um silêncio cada vez mais e mais profundo. 
Porque a solidão definitiva não é a solidão em relação às coisas externas. Isso não é importante. 

Mas é a solidão em relação à nossa própria mente de realidade virtual.

E você já se questionou quanta realidade virtual a sua mente faz brotar, em qualquer momento? 
Pegue apenas um momento, apenas cinco segundos. Só cinco segundos e fique quieto. Tudo desapareceu nesses cinco segundos pra vocês? Isso é o que não era real. 

Quando você não está pensando, tudo o que desaparece é o que não era real. 

Para a maioria das pessoas isso é 99% de todas as suas experiências de vida. O mundo inteiro. “Eu sou o filho de alguém, ou filha, ou mãe, ou irmã, eu sou um homem, uma mulher, eu entendo o que ele está dizendo, eu não 
entendo…” 

Tudo isso é pensamento. “Eu gosto, eu não gosto”. Mais pensamento. “Eu vou chegar lá? Como eu chego?” Mais pensamento. “Eu sou um cara relativamente bonito” 

Mais pensamento.”Eu sou totalmente indigno” 

Mais um pensamento. Tudo isso desaparece quando paramos de pensar. Isso se chama realidade virtual, ou delusão, não-realidade-definitiva. 
Se você realmente conseguir isso, vai se supreender, vai realmente ficar chocado, se você nunca sentiu isso antes, quanta inverdade nós aceitamos como sendo verdade... 

Então isso é que é estar sozinho, e não cavernas, sair de casa, nada disso. É mais profundo. É uma solidão de dentro. Solidão até mesmo em relação aos nossos conceitos..."
Adyashanti em Satsang

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