28 de novembro de 2012

Brisa, canto, lábios, flor...

Tens o silencio perene dos que encontraram o infinito,
Tens a alma pura de muitas léguas percorridas no abismo particular,
Respiras o instante e devora-o como o sumo doce da maçã,
Não pertences ao que passou,
Tens a eternidade na palma das mãos, em acolher a simples e sempre terna,
Imensidão...

Se enamoras de cantar o Viver.
Recolhes nos lábios só as rimas de amor.
Pode ser que a noite caia serena,
Pode ser que a rosa se abra em flor,
Não importa se o rio não corra para o mar.
Sentes a brisa da vida nas próprias veias,
Vens e traze-me de ti,
Brisa, canto, lábios, flor...

Tens a calma do sucumbir da aurora
e o beijo do pássaro cantante,
Seus olhos faíscam como raios,
e sua voz me diz palavras de amor inesquecíveis,
Temes que te deixe?
Jamais.
Como poderia viver sem ti,
Como poderia viver sem ar, sem luz,
Como poderia viver sem ti,
Vida...

Troco o dia pela noite
e me banho na tarde
em sol ardente,
Nascida em perpétua alegria,
Pertenço ao eterno
rosa, azul e lilás,
São as cores do meu coração,
Que se desfez de si mesmo,
Em ti...


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