6 de dezembro de 2010

Esvaziando a mente...


"Esvazia tua mente e não penses em nada.

Como você fará para esvaziar sua mente? Quando os pensamentos vierem, observe. A observação tem que ser feita com precaução: deve ser passiva, e não ativa. (...)

Seja passivo como quando você senta à margem de um rio, enquanto ele flui; simplesmente observe. Não há aflição, não há urgência, não há emergência. Ninguém o está forçando. Mesmo que deixe passar, nada está perdido.
Você simplesmente observa, olha apenas. Olhe apenas. (...)

É muito, mas muito essencial que essa passividade seja compreendida, porque a sua obsessão pela atividade pode tornar-se inquietação, pode fazer-se uma espera ativa, e então, você pode pôr tudo a perder.(...) Seja um observador passivo.

A passividade esvaziará automaticamente sua mente. Ondulações de atividade, ondulações de energia mental se aquietarão, aos poucos e toda a superfície de sua consciência ficará sem ondas, sem qualquer ondulação. Tornar-se á um espelho silencioso.

Cada mestre tem seu método especial, por meio do qual ele alcançou e por meio do qual gostaria de ajudar outros. Essa é a especialidade de Tilopa : Como um bambu oco, repousa bem teu corpo.

Um bambu completamente oco por dentro. Quando você repousa procure sentir-se como um bambu: completamente oco e vazio por dentro. E é realmente assim, seu corpo é tal e qual um bambu. Sua pele, seus ossos, seu sangue, fazem parte do bambu, mas dentro há espaço, esvaziamento. Quando você está sentado, a boca silenciosa, inativa, a língua tocando o céu da boca e silente, observando passivamente os pensamentos, sem esperar por coisa alguma em particular, você se sente um bambu oco - e subitamente, infinita energia começa a derramar-se dentro de você; fica repleto do Desconhecido, do Misterioso, do Divino.

Desde que esteja vazio, não haverá barreiras para o Divino entrar em você.
Tente isso: é uma das mais belas meditações - a meditação de se tornar um bambu oco.
Não precisa fazer nada. Você simplesmente se transforma - e tudo o mais acontece. Subitamente, sente que algo desce para o seu espaço vazio. Você é como um útero e vida nova está entrando em você; uma semente está caindo. E chega o momento em que o bambu desaparece completamente.

Repouse bem, não deseje coisas espirituais, não deseje o céu, nem mesmo deseje Deus. Deus não pode ser desejado. Quando estiver destituído de desejos, Ele virá ter com você.
A libertação não pode ser desejada, porque o desejo é um laço.

Quando você está livre de desejos, está liberado.
O estado de Buda não pode ser desejado, porque o desejo é um obstáculo.
Quando não existem barreiras, Buda explode em você.
Você já tem a mente. Quando você está vazio, há um espaço - e a semente explode. (...)

Ponha de lado o desejar. Deixe que o desejar desapareça, torne-se um silencioso lago de não-desejos - de repente, você será surpreendido: inesperadamente , ele estará ali.
E você rirá como Bodidarma riu. Riu porque "que tipo de brincadeira é essa? Você já é o que estava tentando ser! Como pode ter êxito, se já é aquilo que está tentando ser? Como é possível que se torne aquilo que já é? Por isso é que Bodidarma riu. (...)

Você alcançou, se não se prendeu. Nada em suas mãos e você alcançou.(...)
Quando as coisas estiverem maduras e a estação certa chegar, você florescerá como um Buda."
Osho em Tantra a suprema compreensão.

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