30 de março de 2013

Sobre a morte - Yogananda


"Pratique estas coisas e veja se o que digo não é verdade. 
Você pode aumentar a dor pela sensibilidade e diminuí-la pelo desapego mental.
 
Quando se perde um ente querido, em vez de desesperar-se irracionalmente, 
compreenda que ele foi para um plano mais elevado, segundo a vontade divina, e que Deus sabe o que é melhor. 
Alegre-se por ele estar livre. Reze para que seu amor e boa-vontade sejam mensageiros de estímulo que você envia para ele, em seu caminho para diante. 
Essa atitude ajudará muito mais. Naturalmente, não seríamos humanos se não sentíssemos falta dos entes queridos mas, ao sentirmos a solidão provocada por sua ausência, não devemos permitir que apegos egoístas 
prendam os outros à terra. A tristeza excessiva impede que a alma que partiu continue progredindo em direção à paz e liberdade maiores.
A maioria das pessoas que hoje vive na Terra não estava aqui há cem anos. Outras estavam aqui antes de nós. E nós, que agora caminhamos pelas ruas do mundo, não estaremos aqui dentro de cem anos. Tudo terá terminado para nós e a nova geração nem se preocupará conosco. Ela sentirá, como nós agora, que o mundo lhe pertence; mas, um por um, todos também serão levados daqui. 

A morte deve ser boa, ou Deus não teria ordenado que acontecesse a todos. Por que viver com medo dela?

Os que temem a morte não podem conhecer a verdadeira natureza de sua alma. "Os covardes morrem muitas vezes antes da morte; o valente prova seu gosto só uma vez." 
O covarde vive em sua mente, repetidas vezes, um filme de dor e morte. O valente morre de causas naturais ou é espiritualmente avançado, o corpo das sensações simplesmente adormece e, quando a consciência volta a despertar em outro plano, tem todas as sensações do corpo sem a forma física. Toda a consciência está na mente, exatamente como nos sonhos. Não é difícil imaginar isso. Quem morre, apenas se desfaz do corpo físico denso, que é apenas uma forma inferior da mente e a causa de todos os problemas para a alma.

Na morte, você esquece todas as limitações do corpo físico e compreende o quanto é livre. Nos primeiros segundos existe uma sensação de medo - medo do desconhecido, de algo estranho à consciência. 
Em seguida, porém, vem uma grande compreensão: a alma experimenta uma alegre sensação de alívio e liberdade. 
Você percebe que existe separado do corpo mortal.

Todos nós vamos morrer um dia, portanto é inútil ter medo da morte. Você não se sente infeliz com a perspectiva de perder a consciência do corpo no sono; aceita o sono como um desejável estado de liberdade. 

Assim é a morte: um estado de repouso, uma aposentadoria desta vida. 
Não há o que temer. Quando a morte chegar, ria dela. 
A morte é apenas uma experiência a que você está destinado para aprender 
uma grande lição: você não pode morrer.

Nosso ser real, a alma, é imortal. Podemos ficar por
algum tempo adormecidos neste estado chamado "morte", porém nunca seremos destruídos. Nós existimos e essa existência é eterna. 

A onda alcança a praia, depois volta ao mar, mas não se perde. Ela se torna una com o oceano, ou retorna, na forma de outra onda. este corpo veio e desaparecerá, mas a essência da alma que traz dentro dele jamais deixará de existir. 
Nada poderá extinguir essa consciência eterna."
Paramahansa Yogananda em Onde existe luz

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