9 de junho de 2011

O Jogo Cósmico de Maya...


Os orientais chamam a vida de um “Jogo Cósmico”. Eles dizem que ela é uma brincadeira do Divino com Ele mesmo. É isso?

Sim, esta é uma maneira bondosa de alguns mestres transmitirem o intransmissível. Devemos ver tudo que os mestres falam como uma tentativa cheia de compaixão de nos ajudar a dar os importantes passos iniciais em direção a Si.

Por isso eles contam histórias, criam conceitos, apontam ensinamentos.
Mas como o ilimitado pode caber numa palavra? Como o infinito pode caber dentro do finito? Como o oceano pode caber num balde?

Os hindus falam do Jogo Cósmico – Maya.
O Divino, em sua eterna solidão, queria uma companhia. Criou então um outro mundo e outros seres a partir de si mesmo. Mas não poderia brincar lá se soubesse que todos eram criações dele mesmo. Seria como jogar xadrex consigo mesmo! Não teria graça! Então o que ele fez? Criou a partir dele seres que esqueciam de sua origem.

E fez o Jogo Cósmico: que era fazer com que estes seres fossem em busca de sua origem divina e perfeita, mas em sua jornada, passariam por inúmeras experiências fantásticas que se chamaria VIDA.

Eis a história de maya – o poderoso feitiço que hipnotiza a mente dos homens e os faz pensar que são seres separados e imperfeitos, e que não são o Amor em sua Essência. Assim, com esta separação na mente do homem, foi criado o MEDO.

Para que o medo foi criado?

Para que houvesse um impulso em direção ao seu oposto: o Amor. O movimento da Vida é este: da ignorância ao Amor Consciente.
E cada ser evoluirá dentro do plano de vida criado por um Plano maior que não sabemos.
Entregar-se a isso é o que chamo viver sem saber. Quando relaxamos no mundo do não-saber começamos a chegar perto da Essência. O verdadeiro conhecimento não tem palavras – tem Amor.
O verdadeiro conhecimento não está no futuro – está aqui, no seu coração.

O verdadeiro conhecimento está dentro de todos nós.

É uma chama que expande nossa maneira de ver a vida, e tudo pode ser sentido e visto como Graça.

É por isso que todo sábio é relaxado. Ele não tem nada a procurar.

O que há para procurar se tudo está aqui? Mas o que realmente procuramos? Um espaço de paz, silêncio e Amor.
Sambodh Naseeb em O Jogo Cósmico de Maya

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