21 de janeiro de 2011

Suprema síntese...


"Tente me entender; quando digo que uma pessoa é espiritual, quero dizer que ela está fluindo facilmente tanto no exterior quanto no interior. Ela é inteira.
Nem o Oriente, nem o Ocidente foram espirituais.

O Ocidente tem sido materialista e o Oriente espiritualista - mas não espiritual.
O Ocidente acredita na filosofia do exterior e o Oriente na filosofia do Interior.

A pessoa espiritual é aquela que chega na suprema síntese entre o exterior e o interior, entre o corpo e alma. Na pessoa espiritual real, o Oriente e o Ocidente se encontram e desaparecem.
A pessoa realmente espiritual não é do Oriente nem do Ocidente, ela é global.

Não importa onde ela exista.
Por sua abordagem ser total, sua abordagem é global.
Ela é inteira e por isso a chamamos de sagrada.
Nem o Oriente, nem o Ocidente são inteiros, ambos sofreram.

Ninguém escolheu a REALIDADE TOTAL, como ela é.
A realidade total é enorme, ela contém contradições - por isso ninguém a escolheu.
Se você escolher o interior, fica com medo de escolher o exterior, porque eles parecem opostos.
Você começa a se sentir inconsistente. Se você escolher o exterior, naturalmente começa a negar o interior, pois eles não combinam.
Você aprende um tipo de linguagem - a exterior ou a interior - e nega o outro tipo de linguagem.

Quem é espiritual? A quem chamo de iluminado?
Chamo de iluminado aquele que não está com medo dessas contradições da vida, que a aceita, e nesta aceitação transcende o Oriente- Ocidente, a mente-matéria e todos os tipos de dualidades.

Um Buda não é oriental, nem pode ser.
Cristo não é ocidental, não pode ser.
Eles chegaram ao ápice de consciência de onde a terra inteira é una. (...)
Chamo de iluminado aquele que percebe a vida como inteira.
Eles desabrocharam a floresceram em todos os lugares."
Osho em A Sabedoria das Areias.

Escolher a realidade total é sair da mente. Escolher a realidade é aceitação, pois os paradoxos não são entendidos, eles são transcendidos...
A mente fracionada enxerga apenas antagonismos, polaridades... quando a realidade é simplesmente complementar, os aparentes antagonistas - nunca foram na verdade - sempre foram aspectos complementares da mesma unicidade.
Como se conhece o alto, se não pelo baixo; como se conhece o calor se não pelo frio; o dentro se não pelo fora, e assim vai...
Nunca foram dois aspectos separados, mas apenas manifestações complementares, como os dois lados da mesma moeda.

Se ainda percebemos a realidade de forma dividida, significa que nós é que estamos divididos, isto é, carregando internamente divisões. Todo auto-conhecimento passa pela dissolução destas divisões internas, passa pela recuperação da unicidade original.
Que uma vez alcançada, muda totalmente a maneira com que percebemos e nos relacionamos com a realidade.
Transcender as divisões internas, da mente, é situar-se simplesmente, relaxadamente, na dimensão da consciência, que não é tese nem antítese, é síntese..suprema síntese....

É alcançar a dimensão do Espírito indivisível.
Onde o absolutamente TUDO e o absolutamente NADA, simplesmente são a mesma e única sacralidade...
Amor
Lilian

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