12 de janeiro de 2011

O que quer que seja...


"Nós todos temos a experiência de procurar por alguma coisa perdida, talvez nossas chaves.
Temos certeza de tê-las deixado na mesa da cozinha, mas elas desapareceram. Nós procuramos por toda parte, mas elas não estão em parte alguma. Finalmente, quando desistimos e, exasperados, sentamos para tomar uma xícara de chá, encontramos as chaves.

Sobre a mesa da cozinha, durante todo o tempo, mas de alguma forma despercebidas e todo o tempo estávamos supondo que não estavam lá.

As chaves nunca estiveram perdidas, portanto procurá-las era inútil.

A busca pelo despertar é similarmente fútil.
De fato, nada está escondido, logo, a busca nunca será bem sucedida.

Todos os nossos anos de esforços inevitavelmente não levam a nada.
A dificuldade é causada pela má interpretação.

Desde a infância é reforçada a noção de que existe alguém chamado "eu", localizado dentro de nossas cabeças, observando um mundo separado de nós.

Na verdade, não existe um "eu" separado.
Isso é apenas uma idéia, um rótulo usado para identificar o que assumimos ser um local no centro do corpo a partir do qual tudo é vivenciado.

Quando o rótulo "eu" cai, tudo o que resta é uma "clara percepção". O pequeno velho "eu" é revelado como tudo e toda-presença, ser, consciência, na qual toda a vida simplesmente acontece. Tudo o que se acreditava previamente estar fora do corpo/mente ou interior e pessoal, é agora unificado. Existe simplesmente "o que quer que seja".
Isto é o despertar, a realização, a liberação. A busca acabou."
Roger Linden em Satsang

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