17 de janeiro de 2011

O Aprendido e o essencial...



"Silêncio" é um nome que indica sem definir.
Nada é definido quando digo "silêncio".

O nome é apenas indicativo. A verdade é que nem o barulho interfere.
Aquilo que não pode ser definido está sendo indicado.
Essa é uma tentativa de indicação, mas quem você é, não pode ser definido.

Tem um você que é definido e um você que é indefinível.
Osho diz: “Existem dois homens comigo, o aprendido e o essencial. Aquele que eu sou antes de qualquer coisa e aquele que eu sou depois de todas as coisas”.

O essencial é aquele que observa, é aquele que está no centro de tudo.
Aquele que foi aprendido está na periferia - são os comportamentos, o corpo, a mente..

Se você chegou até aqui com aquele da periferia é por que ele fez um bom trabalho, agora olhe para o essencial, olhe para o centro e descubra que entre o centro e o periférico existem infinitas milhas de distância.

O que acontece com um, nunca acontece ao outro,
Na verdade, nada acontece para Aquilo que você é.

Isso é dar-se conta do essencial, isso é voltar para casa.
Nisso não existe causa e nada se move.
Não estamos falando do silêncio-objeto, Satsang aponta para o silêncio-não-coisa, para a consciência-não-coisa.

Não estamos falando da consciência-objeto, passível de entendimento.
A Consciência não pode ser entendida, você só pode sê-la e agora, nesse instante, você já é.
Nada precisa ser adicionado, nada precisa ser removido.
Trata-se apenas de um entendimento.

Viver Isso em sua mais completa extensão, deve ser o seu trabalho.
É necessário o reconhecimento e que ele se estabeleça.

Satyaprem em Satsang

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