8 de julho de 2011

Sonhos...


Diga-me: quem é o outro? O outro existe em si ou é um objeto no seu próprio sonho? O mundo, o outro e o seu corpo são objetos observáveis – este é um dilema que você não compreende, mas que estou aqui para convidá-lo a ver.

Dê-se conta de que o seu corpo é um objeto observado no espaço e no tempo.

Ficando silencioso, o seu corpo deixa de existir. Como disse U.G. Krishnamurti: “Seu corpo é o seu mais longo pensamento”.

Ao afirmar isto, ele exige que a nossa capacidade de entendimento seja estendida praticamente ao seu absoluto, porque ele está propondo que você veja que você pensa ser o corpo, mas que, apesar de aparentemente real, este também é um pensamento.

Por isso a ênfase de quase todos os mestres em sentar-se em silêncio e apenas observar. Eu reitero: olhe para dentro, tire a atenção do seu corpo e mais cedo ou mais tarde você terá experiências fragmentárias de que não tem corpo em lugar nenhum.

Você irá se deparar com momentos em que nada faz sentido e você fica quase que num limbo, onde ainda não é completa a “experiência” de ser Consciência, mas é notável que você não é o corpo tampouco. Proponho que permaneça aí e, eventualmente, você será magnetizado para dentro de si – ou seja, para o seu centro.

Este ambiente é inexplicável e de certa maneira inconcebível, porque não faz sentido para o mundo racional, onde as coisas têm idade, nome e forma. Por isso você deve entrar com muita confiança e paciência, e, além de tudo, com muito amor e carinho pela Verdade. Se não for assim, não existe chance, você tende a voltar para a mentira.
Portanto, aqui, não estou dizendo para você não sonhar. Sonhe! Mas saiba que você está sonhando – este é o detalhe que faz toda a diferença.

Diante disso, mesmo quando estiver chorando pelo fato do sonho não ter chegado onde você gostaria, você lembra que o seu choro também é parte do sonho.

Mesmo que haja sofrimento, lembre-se que você está sonhando que está sofrendo. Quem você é não está sofrendo em realidade.

Nesse momento, você está voltando para casa.
Essa é a única prática: a eterna vigilância. Você parece estar sofrendo, mas, voltando para casa, vê que não tem ninguém sofrendo, apesar de parecer o contrário."

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