6 de julho de 2011

Experiência direta...


"Assim como entre duas notas musicais há silêncio, da mesma forma entre dois
pensamentos há quietude. E no silêncio, quem é você? O que é isto que está sem pensamentos e ao mesmo tempo silencioso em você?

Talvez você tenha dificuldade de comprender agora, pois pode ser que nunca tenha se perguntado isso, mas toda a meditação e yoga têm apenas esta função: lhe mostrar que você é uma consciência pura, com ou sem pensamentos.

A consciência pura é realmente o grande mistério maravilhoso da existência.

Você está vendo estas palavras por causa desta consciência. Ela vê em seus olhos. Quando pensa, o pensar é feito pela memória, mas aquilo que vê, a visão que você tem da vida agora mesmo, não é vista por um pensamento. Um pensamento não vê. Ele é apenas um rótulo para comunicar o que vemos. Pensamentos são veículos de comunicação. O que vê?

Nada menos do que uma pura consciência, que é inegável para você neste exato momento. Isto é o claro ver! Isto é o óbvio que está diante de nossos olhos!
Tudo em verdade é tão incrível e mágico, que a mente fica de boca aberta ao ouvir tudo isso. Por que em verdade, tudo aquilo que rotulamos ser a realidade neste momento é apenas uma opinião momentânea dada pela mente, e jamais podemos reduzir a realidade a isto. A realidade permanece sempre um mistério.

A sua personalidade é a cor e a tonalidade singular e individual da consciência.

Não há nenhum problema com os pensamentos ou a personalidade, afinal, o fato de a consciência poder expressar-se em tantas formas mostra a suprema riqueza e a esplendorosa natureza deste mistério infinito. Viver a verdade do que você é legitima a beleza de sua unicidade no mundo e dá uma expansão na sua identidade, que não se baseia mais no ego para sustentar-se, e sim na consciência imediata.

Afinal nenhum pensamento pode lhe dar o que a consciência imediata pode. A consciência imediata está além e é anterior a qualquer definição mental. E o mais fantástico disso tudo é que a percepção imediata e direta da consciência lhe dá uma experiência do que você é essencialmente: silêncio, paz, quietude, aconchego, tranquilidade, inteligência, verdade, beleza.

Podemos apreciar isto que somos quando sentamos num banco de uma praça, quando vamos tomar nosso chimarrão, no intervalo de um lanche, na apreciação de uma caminhada num dia de céu azul, numa roda de amigos queridos, no mergulho no rio ou no mar, em que nada precisamos fazer, em que nada precisamos controlar, a não ser celebrar o momento como ele é.

Você está disposto a parar de contar histórias sobre sua vida ou a vida dos outros e começar a viver realmente? Observe que no “presente” não há histórias! Esteja disponível a abandonar o apego a suas histórias do passado e se libertará de toda a limitação mais facilmente. Boas histórias ou más histórias. Pare e observe o que você é exatamente agora, sem histórias.

Use uma personalidade, mas não seja uma personalidade!
A maravilha da vida está por todos os cantos, e vem nos convidar para o seu banquete de amor a cada momento.
Você aceita o convite?"
Swami Naseeb em Vida Iluminada

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