13 de julho de 2011

Bem-aventurança...


"A oração nada mais é que silêncio, puro silêncio. Você não diz nada a ninguém; o outro está absolutamente ausente. Não há conteúdo em sua consciência, nem ao menos uma pequena ondulação no lago da consciência. Tudo está calmo e silencioso.

Nada é dito, mas o coração, as batidas do coração, o fluxo do sangue, a própria graça que cerca esse silêncio e uma grande vontade de se curvar em reverência à existência, por tudo o que ela faz por nós...isso é oração.
Por isso, não ensino o que a oração é, só ensino o silêncio, afinal a oração é um resultado necessário do silêncio, é um florescimento do silêncio. Você trabalha para criar o silêncio e quando seu trabalho está completo, vem a oração.

É como a chegada da primavera, quando as árvores ficam cheias de flores. Crie silêncio e você terá criado a primavera. Agora as flores não estão longe, elas estão por chegar. Crie silêncio e você será abençoado pela oração.

A bem-aventurança é apreciada por todos. Em tudo que fazemos, procuramos a bem-aventurança. Em todo ato - certo ou errado, moral ou imoral, material ou espiritual - a busca é a mesma: a busca pelo supremo objeto amado, a bem-aventurança.
E no momento em que você está totalmente tranquilo e em silêncio, ela cresce dentro de seu ser.

Esse é o momento em que se nasce de fato. Antes disso só se nasce psicologicamente, não espiritualmente. Ninguém se torna uma alma antes disso. Só depois é que a pessoa se torna uma alma, se torna imortal, se torna um Deus.

A religião nada mais é que a simples arte de se dissolver no todo. O todo se chama Deus.
É por isso que o homem que alcançou Deus, é chamado de santo. Ele se tornou o todo, não é mais separado, abandonou a ideia idiota de ser separado. Ele não é mais como um cubo de gelo, ele se derreteu no oceano.
Esse é o momento de grande bem-aventurança. E, quando você o alcançar, nunca mais sai da bem-aventurança - não há como sair. Mesmo que você queira se sentir amargurado, não consegue.

A pessoa comum que vive segundo o ego, tenta ser feliz mas não consegue; fica sempre amargurada. E a pessoa que se entrega, ainda que tente se sentir amargurada, não consegue.
A bem-aventurança é a consequência da entrega, e a amargura é a consequência da resistência."
Osho em Meditações para a Noite

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