7 de julho de 2011

Aprendendo com o inverno...




Nesses tempo de frio, tempo de ficar em casa, se cercar de aconchego, calor, abraços, chás, cobertores, chocolates... despertamos para uma dimensão do pequeno, do conhecido, de coisinhas pequeninas que são absolutamente necessárias e que tem a capacidade de transformar nossos dias em algo delicioso, prazeiroso.

Observo como o frio do inverno transforma as pessoas. Traz com ele, um sentimento mais introspectivo, mais reflexivo, e sinto que deixa aflorar emoções sutis, que com a radiância do sol, do calor, não resistiriam, acabariam sendo destruídas por alguma superficialidade qualquer.

O frio nos trás o profundo, a observação silenciosa, o Ser.
O corpo fica naturalmente mais quieto, mais lento, e a mente se adequa às horas de quietude externa. Olhar pela janela e não ver o céu azul, mas aquele cinza frio; sentir a natureza encolhida, pássaros friorentos, folhas queimadas, ventania...sentir na pele o que é o desabrigo, o que é a falta do calor...nos põe a refletir sobre a falta...falta de amor, falta de sol...falta...

Quantos e quantos vivem nessa dimensão... a dimensão da falta.

Não se dão conta de que a falta é apenas uma história que nossa mente teima em contar para nós mesmos, e que desvia nosso olhar daquilo tudo que está bem diante dos nossos olhos.

Falta não há. Há a realidade. E e ela é o que é...como é...sempre...

O frio nos colore sim, com cores não tão vibrantes, é verdade, são tons pastéis, mas mesmo assim somos coloridos por ele. O frio também nos perfuma, alimenta e nos coloca em cenas igualmente lindas de se ver, de se viver...
A paisagem pode ser diferente, mas o que nos ilumina...ah isso nunca muda...seja inverno ou verão...pois é fogo, é chama, é amor plenitude.

Basta uma simples mudança de olhar, para descobrir toda a radiância do Ser que vive em cada um de nós. Tudo que é periférico, superficial, externo em nossas vidas, na verdade está sendo sustentado por aquilo que não se vê, mas se sente, e que se expressa de múltiplas maneiras, com a mesma intensidade, o mesmo perfume...o perfume da alma.
As dimensões, desafios, lições, estações são apenas cenários diferentes para que a mesma essência possa se expressar e com isso criar novos quadros, novas obras de arte e nuances cada vez mais ricas, mais exuberantes.

Acolhamos o frio do inverno com o coração radiante e luminoso. Possamos viver de forma rica e plena essa quietude da natureza e com ela fluir rumo ao profundo, rumo ao silêncio pacífico; E no despertar da primavera florescer com ela, irradiando o perfume da consciência luminosa e renovada, que acontece sempre que ficamos em paz em nós mesmos...
Amor
Lilian

2 comentários:

  1. Magnífico texto, aliás, como td q vc escreve. Conheci seu blog essa semana e qro dizer q é maravilhoso, manancial de sabedoria. Seus mestres, tb são meus mestres. Aki a realização do Ser, é preenchida com poesia e beleza no momento presente.
    Obrigado pelo seu carinho e sensibilidade.

    Namastê

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  2. Obrigada Fumanchu !! Fico feliz ! Seja super bem vindo, sempre !! Eu que agradeço por seu carinho e sensibilidade...Namaste!! :)

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