28 de julho de 2011

Dentro é agora...



"A mente propõe a lógica de que precisamos de tempo para chegar onde idealizamos.

Baseada na ideia de que as coisas acontecem através de um desenvolvimento no tempo, ela considera que se algo errado foi feito, o mesmo tempo levado para a realização será necessário para a correção do erro. Digamos que você tenha cometido um engano por vinte anos...

A lógica da mente é que você precisa de mais vinte anos para corrigí-lo. Mas isso é verdade?

Proponho que você seja absolvido desse processo. Note que está perdendo tempo e, principalmente, questione-se a respeito do que está tentando corrigir. Você ainda tem a ideia de que corrigindo seus erros se tornará puro e entrará finalmente no agora.
Mas a noção de evolução espiritual é uma história contada pelo ego; é uma história contada pelo pequeno você – é ele quem inventa as histórias, as religiões, as seitas... e, claro, se reinventa freneticamente.

O pequeno você não quer morrer de maneira nenhuma, mas estou aqui para propor que ele desapareça, apresentando uma única seta: olhe para dentro e veja se dentro você encontra algum “eu”.

Antes de tudo, saiba que dentro é sinônimo de agora. Por isso reforço que somente agora é possível olhar para dentro. Mas você prorroga, acreditando que depois que terminar de pagar a última parcela do seu apartamento estará pronto para olhar para dentro; sem se dar conta de que qualquer conteúdo encontrável o leva a um outro lugar que não aqui, que não agora.

Note que mesmo quando você tenta meditar, ao fechar os olhos, um vasto conteúdo não examinado salta em seu campo de percepção.

A grande maioria das pessoas acredita e aplica que você deve examinar e eliminar esses conteúdos, enquanto Satsang nos diz que devemos apenas notar que todo o conteúdo provém do passado e que aqui e agora nem o passado e tampouco seu conteúdo tem a menor relevância."

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