8 de março de 2010

Amor, meditação e morte...


"Se você amou, então seu amor permanece.
Se você meditou, então sua meditação permanece. Tudo que você obteve em seu mundo interior permanece, tudo que você armazenou em seu mundo exterior se vai.
A morte pode pegar apenas aquilo que você possui; ela não pode pegar aquilo que você é.

Você possui dinheiro, poder, e isso ela pegará. Você não possui meditação, pois não se trata de ter algo a ser possuído por você, mas de uma qualidade do seu ser. Ela é você!
Você não possui o amor; ele não é uma posse, ele é ser. A riqueza interior irá com você e a exterior será retirada. Devido ao exterior pertencer ao corpo, o corpo cairá e todo o mundo exterior cairá e desaparecerá com ele.

Estes são os três pontos para se tornar iluminado: um é o amor, outro é a meditação e o terceiro é a morte. E a morte é o maior, pois é o mais natural.
Amor...pode ou não acontecer, não é uma inevitabilidade. Milhões de pessoas decidem viver sem amor. Elas vivem, mas nunca amam, portanto esse não é um fenômeno necessário; ele pode ser evitado.

E meditação - você precisa penetrar nela, fazer esforços, buscar e procurar- ela é árdua. Muito poucas pessoas fazem essa aventura. Nesse sentido o amor é mais natural, pois é algo embutido em seu ser. A meditação não é embutida. As pessoas perdem mesmo o amor, o que dizer da meditação? Menos pessoas ainda vão na direção da meditação.

Mas a morte é inevitável; não se pode evitá-la, escolhê-la. Ela está aí. Todos devem passar por ela; ela é absoluta, não há como esquivar. Tudo que se pode fazer é penetrar nela dançando ou relutando, se apegando à vida. Se você for relutante, você perderá a experiência da morte. Se você for alegremente, você terá a experiência da morte. Perder tal experiência é perder Deus, pois na morte, o amor e a meditação desabrocham automaticamente.
A morte retira seu corpo - de repente noventa por cento de sua vida evapora. A morte retira sua mente, então o dez por cento remanescente também se vai. Somente permanece a testemunha - meditação é isso. (...) ela não é mais um relacionamento, e se torna um estado de ser.
A morte simplesmente purifica seu amor e seu estado meditativo.
Sua consciência e seu amor são ambos banhados e afloram absolutamente limpos e purificados na morte.
Se você for alegremente, a morte pode se tornar seu samadhi."
Osho em A sabedoria das areias

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