6 de março de 2010

O Lótus...


A flor de Lótus é venerada na Índia e no Japão, lá é a flor símbolo da espiritualidade; a mais admirada de todas, por suas qualidades.
A semente de Lótus pode, por exemplo, ficar mais 5.000 anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade pra germinar.
Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então mostra suas luminosas e imaculadas pétalas, que são autolimpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras.

É também a única planta que regula seu calor interno, mantendo-o por volta de 35º, a mesma temperatura do corpo humano.
O botão da flor tem a forma de um coração, e suas pétalas não caem quando a flor morre, apenas secam.

Assim, para os Chineses, o passado, o presente e o futuro estão simbolizados, respectivamente, pela flor seca, pela flor aberta e pela semente que irá germinar.

Nas gravuras indianas, deuses costumam aparecer em pé ou sentado sobre a flor. Isto ocorre com as representações do deus elefante (Ganesha), Lakshmi — a deusa da prosperidade — e Shiva, o destruidor.
Krishna têm a seus pés algumas flores de Lótus, que são chamados pada-kamala (pés-de-Lótus).

A tradição budista nos relata a lenda de que quando Siddhartha (que mais tarde se tornaria o Buda) tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram.
Representa, assim, que cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual.

Tanto que o conhecimento espiritual supremo é comparado ao florescimento do Lótus de mil pétalas no topo da cabeça, como é chamada a expansão do chakra coronário, e seria o equivalente à auréola dos santos católicos.
A flor de Lótus, tem sua correspondente ocidental na rosa, que também possui muitas pétalas e ao abrir, exala um perfume encantador.

O Lótus
"No dia que a flor de lótus desabrochou,
A minha menta vagava e eu não percebi,
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim
Acordei do meu sonho sentindo um doce rastro,
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim,
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura,
Tinha desabrochado no fundo do meu coração..."
Rabindranath Tagore

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