7 de setembro de 2012

Silenciar e maravilhar...


No momento em que nos damos conta de que a vida é Totalidade,
que nada está fora do lugar,
desde as menores, até as maiores coisas.
Tudo está desempenhando seu papel milimetricamente,
nem um único grão de areia está no lugar errado, nem nada que nos acontece está equivocado.

No momento em que nasce em nós este olhar, esta percepção, ( e nem sabemos também de onde ela vem..) apenas passamos a perceber tudo com um novo e includente olhar,
temos a percepção de que não existe nenhuma separação, ( nem tem como existir realmente...)
é daí que compreendemos que a existência não tem centro,
não é possível dizer: isso é mais importante que aquilo.

Tudo é importante, e nada tem importância ao mesmo tempo...
Já que tudo simplesmente É.
Tudo pertence.

Experimentar a Totalidade é perder-se de si mesmo,
é compreender profunda e completamente que aquele que percebe não tem existência separada de nada.
Aquele que percebe é a própria percepção acontecendo.
Aquele que percebe a Totalidade não é um alguém,
é a própria Totalidade percebendo a si mesma,
sem limites,
nem restrições..

O pássaro que canta na árvore, está completamente ligado às montanhas a volta, as folhas e as árvores,
as estrelas no céu, a mim e a você.
Mesmo que não o vejamos, ele está tão intimamente ligado a tudo e a todos neste exato momento...
Tudo existe em uma completa inter-dependência tão bela e perfeita,
que nenhuma explicação alcança,
na verdade, a explicação afasta, destrói.

Quando a mente silencia é possível descobrir a Vida vivendo tão plena, tão perfeita,
que só mesmo silenciar e maravilhar é possível,
nada mais...

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