18 de setembro de 2012

A Roda do Samsara...

"Pensamos que a mente possa ser o eu, mas a mente está realmente mudando de momento a momento. 

Todo tempo a mente está mudando.

E a mente passada já está extinta, já foi. 
Algo que já foi não pode ser chamado de eu. 
E a mente futura deve ainda surgir. Algo que deve ainda surgir não pode ser o eu. E a mente presente está mudando todo tempo, está mudando a cada 
momento. 

A mente quando éramos bebês e a mente quando somos adultos são muito diferentes. E estas mentes diferentes não ocorrem de imediato. Estão mudando a todo o momento. 
Algo que está mudando constantemente não pode ser o eu. 
Portanto, fora o nome, corpo ou mente, não há nenhuma coisa chamada o eu, mas devido ao longo hábito, nós todos temos uma tendência muito forte para se agarrar a um eu. 

Em vez de ver a verdadeira natureza da mente, nós nos apegamos a um 
eu sem qualquer razão lógica. E enquanto fizermos isso, é como confundir uma corda colorida com uma serpente. 
Até nos darmos conta de que não é uma serpente, mas somente uma corda, temos medo e ansiedade. 

Enquanto nos prendemos a um eu, temos sofrimento. 
Apegar-se a um eu é a raiz de todos os sofrimentos. 
Não conhecendo a realidade, não conhecendo a verdadeira natureza da mente,  e nos apegarmos a um eu. 

Quando você tem um "eu", naturalmente existem os "outros" — o eu e os outros. O "eu e os "outros" são dependentes do "eu". 
Justo como direita e esquerda, se houver uma direita, tem que haver uma esquerda. 

Do mesmo modo, se houver um eu, existem os outros. Quando você tem um eu e outros, então aparece o apego a nosso próprio lado, a nossos amigos e parentes e assim por diante, e surge o ódio aos "outros" de quem você discorda, as pessoas que têm visões diferentes, idéias diferentes. 
Estes três são os venenos principais que nos mantêm nesta rede dos 
ilusões, samsara. 

Basicamente a ignorância de não saber e aderir a um eu, apego ou desejo, e ódio — estes três são os três venenos principais. E destes três, surgem outras impurezas, tais como ciúme, orgulho e assim por diante. E quando você tem estes, você cria ações. E quando você cria ações, é como plantar uma semente em uma terra fértil que no devido tempo renderá resultados. 
Desta maneira criamos constantemente o karma ( ação ) e somos aprisionados nos reinos da existência."
S.S. Sakya Trizin Ngawang Künga 

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