9 de outubro de 2011

O que sua mente diz?



"O que a mente quer, incessantemente? Digamos que o que o traz aqui, seja a busca pela iluminação. Então, podemos dizer que o que move sua mente, este incansável andarilho, é – em tese – algo que usam chamar de “iluminação”.

Porém, lamento frustrá-lo, mas eu prometo não dar iluminação para você. Antes mesmo que esse processo se complete, trago uma pergunta : verifique internamente o que iluminação significa. O que a sua mente diz?

Se examinar com carinho o conceito em si, há de voltar pra casa muito rapidamente. Pare e note o que é que o afasta do agora. Perceba, o mais claro que puder, quem é que fica vagando, vagando, vagando... Se afastando de casa, com desejos intermitentes, recorrentes.

Essa tentação até parece uma herança genética, não é mesmo? A grande massa recebe e reproduz esse “andarilhar” da mente, sem o mínimo questionamento. É muito raro que alguém pare, espere um pouco, e tente compreender de uma maneira diferente o que lhe está sendo transmitido.

É exatamente nesse momento que Kabir diz: “Fique onde está e todas as coisas virão a você na hora certa”. Não posso discordar... Portanto, o convite implícito em nosso encontro é aquietar-se. Afinal, é primavera! E, como exalta o Zen: “Sentado em silêncio, vem a primavera e a grama cresce por si mesma”.

O que o impede de penetrar nisso é a covardia em convidar o andarilho a voltar para casa. Experimente ir além! Convide sua mente a verificar se as metas, se os desejos que ela impõe sobre você, tão forçosamente, têm alguma relevância no agora. O que você necessita agora?

Já estamos num ponto de maior intimidade a respeito do que seja o agora. Ou, melhor dizendo, confio que você já esteja – depois de tanta proximidade – embebendo-se do agora. Então, agora, é mais simples de entender esse apontamento.

Comecei e encerro com perguntas, a fim de fazê-lo realizar as “respostas” por si mesmo. Pondere: o que você precisa para ser feliz? O que você, realmente, precisa para ser você? Contemple isso. E logo estaremos nos entendendo silenciosamente."
Satyaprem em Satsang

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