16 de fevereiro de 2011

A Voz Interior...



"Se você encontrou a sua verdade dentro de você, não há mais nada para descobrir em toda esta existência.
A verdade está atuando através de você.

Quando você abre os olhos, é a verdade abrindo os olhos.
Quando fecha os seus olhos, é a verdade que está fechando os olhos.

Esta é uma meditação extraordinária.

Se você puder simplesmente entender o mecanismo, não precisará fazer nada – o que quer que esteja fazendo, estará sendo feito pela verdade.

Se você estiver andando, será a verdade andando; se estiver dormindo, será a verdade dormindo; se estiver falando, será a verdade falando; se estiver em silêncio, será a verdade que estará em silêncio.
Esta é uma das técnicas de meditação mais simples.

Pouco a pouco, tudo se acomoda segundo esta fórmula simples e, então, não há mais necessidade da técnica.

Quando você está curado, joga fora a meditação, joga fora o remédio. Então, você vive como verdade – cheio de vida, radiante, satisfeito, abençoado, uma canção em si mesmo.

Toda a sua vida se transforma em uma prece sem palavras ou, melhor dizendo, em um estado de oração, em um estado de graça, de beleza que não pertence a este mundo, em um raio de luz vindo do além, iluminando a escuridão do nosso mundo.
A voz interior não fala por palavras, mas na linguagem inarticulada do coração.
É como um oráculo que só fala a verdade.

Se tivesse um rosto, seria assim, desperto, vigilante, e capaz de aceitar tanto a escuridão quanto à luz, simbolizadas pelas duas mãos que seguram o cristal.
O cristal, em si, representa a luminosidade que advém de se haver superado todas as dualidades.

A voz interior também pode ser brincalhona, à medida que mergulha profundamente nas emoções e ressurge para lançar-se em direção ao céu, dançando nas águas da vida.

Há momentos em nossas vidas, em que muitas vozes parecem nos estar chamando de várias direções. A própria confusão que sentimos nessas ocasiões, é um lembrete para que procuremos silêncio e centramento dentro de nós mesmos.
Só assim seremos capazes de escutar a nossa verdade."
Osho em Tarôt da Transformação

***

Todo nosso empenho, deveria ser numa única direção - a do auto-conhecimento.
Nascemos e crescemos e vamos sendo "preenchidos" por conceitos tão variados, complicados, desencontrados...e quando percebemos...viramos um "colcha de retalhos"...retalhos alheios, retalhos mentais, conceituais...que são incorporados, ou melhor, são aderidos à nós, mas não nos pertencem, nem nós a eles...

As emoções, as fixações, todas as crises existenciais que passamos ao longo da vida, ansiedade,depressões, não tem outra função, do que nos apontar para nós mesmos, o quanto estamos longe da nossa essência, o quanto estamos "carregando" referências estranhas, memórias, e o quanto ainda estamos identificados com tantas coisas, pessoas etc...

Nenhuma crise, por menor que seja, tem outra função que não seja esta: Nos mostrar para nós mesmos!

Conhece-te a ti mesmo...o famoso desafio da esfinge...

Essa é toda a meta da existência, toda a meta da nossa vida, auto conhecimento, ou melhor, auto-descobrimento, auto-revelação...

Aqui o amado Osho nos coloca frente a frente com esta questão fundamental.
A busca por si mesmo...uma caminhada que vai além de todas as regras, de todos os mapas, de todas as "dicas" ou sugestões alheias...

A busca é solitária, e única. Não serve para mais ninguém além de nós mesmos. Somos autores dessa melodia única da existência. Jamais se ouvirá a mesma canção, e jamais esta canção servirá para outra pessoa. Ela nasce verdadeiramente no coração, no silêncio e no amor que é derramado através de nós, e simplesmente devolvemos à existência esse amor, acrescido de uma profunda, uma imensa gratidão.

A voz interior, é silenciosa, mas repleta de luz.

A existência, Deus se manifesta através desse profundo em nós.
Alcançá-lo é ser verdadeiramente liberdade...é ser dança e dançarino, é ser música e silêncio, é ser alegria e gratidão, é ser Um, ser Sim, ser Amor, ser Tudo e Nada, plenamente...
Amor
Lilian

2 comentários:

  1. nossa, quanta luz e consciência, é assim que vamos conseguindo "desembaçar" o vidro que nos coloca sempre no agora! Paz e Luz

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  2. Isso mesmo Rômulo, a mente é o que "embaça" o aqui-agora, ela é tb o próprio vidro, e é tudo que nos dá a sensação de "separação"...Sem ela só resta o Absoluto..
    Paz e luz para você também...Namastê!!

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