6 de janeiro de 2010

Vínculo e Aversão...


Hoje queria refletir sobre o vínculo e a aversão.

Duas faces de uma mesma ligação.

Ao longo da nossa vida, temos sempre a tendência a nos vincularmos com um monte de coisas, lugares, pessoas, épocas, fatos, enfim...nossa mente / memória, tem uma avidez enorme em vincular-se, grudar-se, fazer conexões...isso envolve fatores diversos para acontecer, mas basicamente significa ligação.

Quando estamos vinculados, ligados, cria-se em nós um espaço de honestidade, fidelidade, aquelas pessoas a quem estamos vinculados...fazemos claramente uma separação daquelas pessoas a quem "devemos" uma fidelidade e daquelas que não temos "obrigação" de sermos fieis...podemos lidar com essas de maneiras diversas.

Quando por outro lado ao invés de vinculo criamos uma aversão a pessoas, lugares, coisas, hábitos, fatos, etc...nossa mente/ memória cria uma barreira e uma distância bem clara daquilo.

Mas façamos uma reflexão sobre isso.
Trata-se de dois lados da mesma ligação.
O fato é que a ligação existe, seja pelo positivo, seja pelo negativo...uma boa imagem que cabe aqui, é um homem de pé, e o mesmo homem de cabeça para baixo...vínculo e aversão....mas o homem ainda existe...ele só virou de cabeça para baixo ...

Isso é um exemplo para que possamos ver que a "prisão" mental ainda está presente.
Só quando vamos além da mente e observamos nossos vinculos e nossas aversões como aspectos que "se projetam" em nós, mas que não refletem nossa natureza essencial, saimos dessa dualidade, e alcançamos o aberto...

Os antigos diziam que é impossível para alguem lançar duas flexas ao mesmo tempo....montar dois cavalos ao mesmo tempo...qual a saida desses vinculos e aversões...descer do cavalo...largar o arco!!
Nossa mente /memória ama alternar entre vinculos e aversões...ora um ora outro...isso instiga uma busca, uma conquista, e quando se consegue, instiga um tédio, um cansaço...é assim que ficamos oxilando entre tédio-conquista, sim-não, vinculos-aversões...

É curioso pois um aspecto não existe sem um outro. Não adianta "fugir" de um e cair no outro...os dois continuam existindo...

Quando se observa quem vincula e quem tem aversão, podemos alcançar o observador que permaneçe calmo, tranquilo e imparcial...nosso Ser essencial.
Com isso deixamos de diferenciar essa, daquela pessoa.
A fidelidade é interna.
Tomamos consciência da familia cósmica, universal, e já não existe "o outro", existe o Um em cada um...somos todos Um
Não existem mais estranhos, nos sentimos inceridos e amparados por uma onipresença divina manifesta e amorosamente disponivel em cada átomo, em cada ser, em cada momento...
Isso se reflete em paz...
Isso se traduz em deixar levar...
Isso é Ser Com...
Isso é sair da mente,
Isso é manifestar nossa natureza essencial...livre...onde tudo faz parte,
Mas Sou mais que a soma das partes...
Reflita sobre isso..
Amor
Lilian

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