23 de janeiro de 2010

Silêncio...


"Existe muito mais na vida do que as palavras podem conter. Se você puder ver o que há além do que a sua mente conhece, isso é suficiente - a semente estará plantada. Você quer experimenta a ausência de pensamentos, a ausência de emoções. Mas, onde você busca essa experiência? Stop! Fique em silêncio, agora, e veja qual o pensamento, qual a emoção. Pare tudo por um segundo...
Essa é a semente de tudo. Se nesse instante você nota que não tem nenhuma emoção e nenhum pensamento, existe a possibilidade de que você veja isso como precioso e abismal. Não está em nenhum outro lugar, está aqui. Está sempre aqui!

Sempre que existe alguém disposto a se afastar dos pensamentos, a se afastar das emoções, a se afastar de si mesmo, o AQUI se abre. Não guarde isso como uma memória, não tenha uma memória do aqui. Reconheça a possibilidade preciosa de estar presente para sempre. Este momento é eterno! É matemático: se este momento é eterno, se este momento é imensurável, ele não termina.

Quando começam os pensamentos, isso exige de você um pouco mais de acuidade, para que você veja que, mesmo que os pensamentos estejam, o Silêncio permanece. Apenas parece (para os desavisados) que o Silêncio desapareceu, mas não é verdade. É por causa do Silêncio que existe a possibilidade do ruído. Se não houvesse Silêncio, não haveria ruído. O Silêncio é a fonte de tudo - de onde tudo vem e para onde tudo vai. Quem é você? Você é o ruído? Se eu digo que sou o Satyaprem... O Satyaprem é um ruído. Se eu digo que sou o corpo... O corpo é um ruído na Consciência que eu Sou.

A equação é matemática e simples. Se você olhar para fora você é um corpo. Se você olhar para fora, em termos emocionais, você é alguma sensação definida pelas circunstâncias. Se você olhar para a sua mente, você é uma memória espelhada nas experiências. Mas se você olha para dentro, você é Silêncio. E você não pode fugir disso, não importa o quanto você tente. Mais cedo ou mais tarde você tem que se acomodar nisso - você aceita isso e lava as suas mãos. Os outros vão e você fica." Satyaprem.

Estar centrada no silêncio é estar centrada na nossa natureza essencial...
Somos silêncio, dele viemos, para ele voltamos...não existe nada fora dele...tudo nele incluído...
Manter-se consciente da nossa natureza silenciosa, é beber de uma paz que nunca se vai, é descansar em pleno trabalho, manter-se sempre claro e cristalino, pois o repouso e o frescor nos acompanham durante todo o tempo...
Isso desperta uma maior clareza de percepção e de sabedoria...passamos a agir e não mais a reagir...são ações e decisões que vem do silêncio e não mais dos condicionamentos passados....a resposta é sempre fresca e instantânea, pois surge no instante que é necessária e também se vai no instante que é necessária ir...
Silêncio = Plenitude...
Amor
Lilian



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