1 de maio de 2011

Consciência independente...


"Nos relacionamos com o mundo como se o mundo e as pessoas fossem objetos e nós fôssemos os sujeitos. O que quero compartilhar com você é que nós não passamos de objetos também. Essa pretensão de ser alguém que você chama de “eu” é apenas um objeto, e “Aquilo que você é” transcende tudo isso porque não pode ser manipulado. Essa visão é Satsang.

Suspenda completamente as suas memórias e ideias a respeito de tudo. Tudo aquilo a respeito do que você tem ideias, por mais sedimentadas e comprovadas, são apenas ideias. Coloque-as na prateleira! Imagine que você tenha uma livraria dentro da sua cabeça e lá estão todas as ideias colocadas em livros: sexo, família, verdade, iluminação, eu, o outro, nós... o que quer que seja. Deixe tudo isso na livraria e tente acessar aquilo que estou propondo agora, diretamente, sem nenhum vínculo com aquilo que já foi visto antes.

Você não tem nome, não tem forma, não tem tamanho. Não há sensação que possa descrever Você. Todas as sensações ocorrem dentro de Você. Não importa o que faça, Você está observando. Não importa a imagem que venha, o pensamento que venha, a emoção que venha... pois, quem é que sabe disso tudo? Esse é quem Você é. O foco é nesse que Você é e não nos objetos de observação - objetos vêm e vão.

Não importa o que faça, você está sempre ciente de alguma coisa. Pode não ser daquilo que a mente queira estar consciente. Às vezes, você quer falar uma coisa e esquece, mas está consciente de que esqueceu. A Consciência permanece como cortina de fundo para o que quer que seja que aconteça na periferia, isso é imutável e não depende de nenhum fazer. Não importa o que faça, mesmo que beba três litros de whisky e fique muito bêbado, você sabe que está muito bêbado. Talvez até desmaie e perca a consciência periférica, mas a Consciência que você É, permanece.
Essa Consciência é independente e ela não pode ser experenciada por você porque ela é Você."

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