28 de setembro de 2010

Paixões...


Kabir pergunta: Com quem é que gastamos nossa vida inteira amando?

Quando você se apaixonou por uma mulher, realmente se apaixonou pela mulher ou ela foi simplesmente uma janela para algo mais alto, mais elevado, maior?
Você se apaixonou por um amigo; você deve ter visto algum vislumbre do além. Sempre que você se apaixona, você se apaixona por Deus. Aparentemente não é assim; você se apaixona por um homem ou uma mulher - mas essas são janelas. E é por isso que o amor é tão frustrante.

É como se você tivesse visto o sol subindo pela janela, e se apaixona pela moldura da janela. Agora cedo ou tarde, você ficará desesperado - porque aquela moldura da janela não é o sol subindo. Aquela beleza não pertence à janela, a janela só lhe permite uma aproximação, com a beleza. Você se agarra à armação, e mais tarde você descobre que é como se tivesse sido enganado e iludido. E naturalmente então ficamos bravos um com o outro - pensam que o outro o iludiu. Todos os amantes experimentam isso.(...)

Ninguém o enganou; houve uma má compreensão. A janela tinha lhe dado um vislumbre do além - o céu, os pássaros voando e o sol e a lua, as estrelas e a brisa que vem da janela - havia aberto uma dimensão. Mas a janela não é aquela dimensão. E você ficou enfeitiçado pela janela. Agora fica frustrado.(...)

Se puder lembrar que é sempre Deus que você ama... é sempre Deus;
Deus é seu objeto de amor. Sim, às vezes ele se mostra nos olhos de uma mulher, no rosto de um homem - isso é apenas um reflexo, isso é apenas um eco.

Sinta-se grato à janela, sinta-se grato ao eco, sinta-se grato ao espelho que refletiu algo além. Mas vá a procura do além.

Se o amor crescer corretamente, ele se tornará oração.
A mulher virá a ser seu templo, o homem se tornará seu templo.
Você se sentirá grato à mulher, mas saberá que Deus olhou para você através dos olhos da mulher. E você buscará por aquele Deus.(...)

Kabir diz: É chegado o momento de se mover na direção real do amor, o momento de procurar o amor real.
Osho em Revolução, conversas sobre Kabir

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