18 de setembro de 2010

Esvaziando memórias...


Hoje eu queria propor a vocês um pequeno exercício !

Simples, fácil, mas que irá mostrar a vocês algo surpreendente.

Começa assim: Aí mesmo onde estão, lendo essas palavras comecem esquecendo o nome de vocês; sem nome....depois sua estória pessoal.... sua profissão....família, filhos....sem religião....sem crenças....agora esqueçam os desejos....os medos....os planos futuros....tudo o que foi e o que virá....esqueça o nome de tudo a sua volta....todos os objetos....rostos....tudo, como se você estivesse vendo tudo pela primeira vez, e tudo fosse novo, desconhecido....
Pare um instante e abra mão de todas essas memórias, fique vazio... façam isso agora...
Fechem seus olhos uns instantes e sintam o que acontece....fiquem o tempo que quiserem....

O que acontece nesse momento sem memória? Sem estória, sem medos ou desejos? Sem identidade?
Perceberam que o que fica é a simples sensação do existir? Que mesmo que tiremos tudo a volta, ainda assim temos a certeza absoluta que existimos...que estamos vivos e aqui-agora?

Essa é a consciência búdica! Essa é a base da meditação. Essa é a simplicidade dos ensinamentos orientais, que nos apontam a essência em nós, sempre presente, sempre clara e silenciosa, sempre ali ao alcance...
Basta que silenciemos nossa mente, e "descartemos" todas as alegorias que ficam a nossa volta.
Todas essas alegorias, são em realidade memórias, que trazemos ao longo de nossas vidas...mas foram "colocadas" em nossas mentes, foram sendo "coladas" em nós, mas não refletem a nossa real natureza, são como disse, memórias apenas memórias.

E nós na maioria das vezes, tomamos essas memórias por nós mesmos...como se nós fossemos nossas memórias...mas vocês viram por esse simples exercício que isso não é verdade.

Passamos bem sem elas. A consciência de que existimos, é que fica.
A consciência é que permanece observando e refletindo essas memórias, mas ela nunca foi e nunca será nenhuma dessas memórias, e porque? Porque a consciência não-identificada, é a nossa natureza verdadeira, ela permanece, as memórias vem e vão. São transitórias, são eventos, manifestações passageiras, que são projetadas na consciência, e esta desfruta dessa transitoriedade, brinca com esses eventos, apenas isso.

Assim como um espelho, a consciência acolhe, reflete as memórias, os eventos, mas o espelho permanece sempre intocado, pois não se transforma naquilo que reflete, apenas reflete.

Esse exercício simples, pode e deve ser feito sempre que quiserem. É a base de um aprofundamento, de uma retomada da nossa natureza profunda, que em um instante nos coloca em contato com o mais sutil, luminoso e eterno em nós. Isto é, nossa consciência, nossa certeza interior, que nos trás a deliciosa sensação: EU EXISTO / EU SOU / EU PERMANEÇO !
Amor
Lilian

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