4 de abril de 2012

Existe algo realmente comum?



Em nossas vidas quantas vezes já vivemos momentos em que nos percebemos tão rasos, tão superficiais que nada a nossa volta tinha valor..vocês já refletiram sobre isso?

Tem momentos em que olhamos a volta e tudo parecem tão comum, tão banal, assim tão sem significado não é?

Incrível como a mente tem essa capacidade, de banalizar o momento presente e tirar dele todo o brilho...é como se de repente tudo ficasse cinza, tudo fosse tão conhecido que ali naquele momento somos um tédio só.. rs

Essas são as armadilhas da mente... que aparecem quando menos esperamos.
Não basta viver é preciso se sentir vivo, disse alguém (-que não me lembro agora-) certa vez.

O viver vai além dos sentidos, é algo que requer interação, percepção, sensação, vibração...
Nossos sentidos nos trazem estímulos de diversas naturezas, sons, imagens, tato, sabores diferentes, mas tudo o que tudo isso causa dentro de nós é que realmente conta.
Subjetivamente somos uma profusão de sensações, de emoções, paixões que de certa forma, integram aquilo que é percebido, e damos um colorido nosso um significado próprio a tudo aquilo que percebemos. Aí é que está a beleza da coisa! Nossa mente também é quem colore o desenho que ela mesma pintou...

Quando estamos em um estado de perceber a realidade pelo olhar do banal, do sem brilho é sinal que estamos rasos, estamos sem interatividade com a profundidade e com a beleza do momento presente.
Como os sentidos são limitados também, eles alcançam apenas determinadas camadas da realidade, mas se aprofundarmos MESMO na percepção veremos a beleza que se apresenta bem diante dos nossos olhos, dentro e fora de nós, e não somos capazes de ver.

O que chamamos de comum, de ordinário nada mais é que a nossa limitação em perceber além das aparências. O brilho da realidade está aí na nossa frente, em nós, em tudo a volta, não está oculto, não está escondido, somos nós que o perdemos de vista, mas ele permanece...
Na verdade nada é banal, nada é comum se formos aprofundar isso. Por exemplo olhe a ponta do seu dedo, sua mente dirá: Ah, sim minhas mãos...já as conheço bem.
Mas aprofunde o olhar e veja por exemplo suas impressões digitais, são únicas. Mais um pouco sua pele com camadas e camadas de células vivas, trabalhando; os vasos sanguíneos alimentando as células pequeninas; tudo que circula no seu sangue, todos as células de defesa, anticorpos, nutrientes; aprofunde um pouco mais e veja as moléculas de proteína, aminoácidos, açúcares, gorduras, oxigênio, enfim... e indo além disso temos os átomos de carbono, hidrogênio, os elétrons em suas órbitas...e por aí vai...

Só nesse pequenino exemplo da ponta do seu dedo já dá prá ver a dimensão que se apresenta, imagine tudo a sua volta...tudo MESMO!! Um universo imenso, maravilhoso, toda a natureza, tudo que se estende a sua volta, dentro e fora de você e você nem se dá conta disso...não é incrível!

Tem uma frase de Pasteur que gosto muito, ele diz: Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima. É verdade.
A ciência cada vez mais reconhece o mistério de Deus na realidade. E isso nos leva ao questionamento: Será que existe mesmo algo que seja comum, que seja ordinário, ou isso também não passa de um adjetivo que a mente "cola" na realidade para justificar a sua limitação em perceber profundamente aquilo que já está aí? Fica no ar a questão.
Se nós mesmos, os percebedores desse momento dito "comum" somos absolutamente extraordinários.. :)
Reflitam sobre isso...
Amor
Lilian

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