7 de abril de 2012

Verdade, Beleza, Bondade e Turiya - Osho



"Verdade (Satyam), Beleza (Sundaram) e Bondade (Shivam), estas não são qualidades de Deus. Melhor dizendo, são as nossas experiências de Deus. Elas não pertencem ao divino como tal; elas são as nossas percepções.

O divino por si só é incognoscível. Ou ele é todas as qualidades ou não é qualidade alguma.
Mas tal como é constituída, a mente humana pode experimentar o divino através de três janelas: você pode ter o vislumbre ou através da beleza, ou da verdade ou através da bondade.

Estas três dimensões pertencem à mente humana. Estas são nossas limitações. A moldura é dada por nós: o divino em si é sem moldura. É assim. Podemos ver o céu pela janela. A janela parece uma moldura ao redor do céu, mas o céu em si não tem moldura ao redor dele. É infinito. Somente a janela lhe dá uma moldura. Da mesma forma, beleza, verdade e bondade são as janelas através das quais podemos vislumbrar o divino.

A personalidade humana está dividida em três camadas.
Se o intelecto é predominante, então o divino toma a forma da Verdade. A abordagem intelectual cria a janela da Verdade, a moldura da Verdade.
Se a mente é emocional - se alguém chega à realidade não através da cabeça, mas através do coração - então o divino transforma-se em Beleza. A qualidade poética é dada a você. É apenas a moldura. O intelecto lhe dá a moldura da Verdade; a eItálicomoção lhe dá a moldura da Beleza.
E se a personalidade não é nem emocional nem intelectual - se a ação é predominante - então a moldura torna-se Bondade.

Aqui na Índia nós usamos estes três termos para o divinoItálico. Bhakti yoga significa o caminho da devoção e é para o tipo emocional. Deus é visto como Beleza. Jnana Yoga é o caminho do conhecimento, Deus é visto como Verdade. E Karma Yoga é o caminho da ação, Deus é visto como Bondade. (...)

Portanto se uma determinada mente é predominantemente intelectual, não pode entender a mente emocional e vice-versa. Eis porque há tanto mal entendido e tantas definições. Nenhuma definição pode ser aceita por toda a humanidade, Deus deve chegar a você nos seus próprios termos. Quando você definir Deus, você será parte da definição. A definição virá de você: Deus como tal é indefinível. (...)

Há também a possibilidade de um quarto modo de ver o divino, para aquele que transcendeu a estas três dimensões em sua personalidade. Na Índia não temos uma palavra para a quarta. Simplesmente chamamos de TURIYA (a quarta). Há um tipo de consciência na qual você não é nem intelectual, nem emocional, nem ativo, mas simplesmente Consciente. Você não está olhando o céu através da janela. Você saiu da casa e conheceu o céu sem janela. Não há padrão, não há moldura.
Somente o tipo que realizou a quarta, pode entender as limitações das outras três. Ela pode entender a dificuldade de compreensão em meio às outras e pode também entender as similaridades subjacentes entre a Beleza, a Verdade e a Bondade. Somente o quarto tipo, Turiya, pode compreender e tolerar. Os outros tipos estarão sempre discutindo.

Todas as religiões pertencem a uma destas três categorias. E elas têm discutido constantemente. Buda não pode tomar parte neste conflito. Ele pertence ao quarto tipo. Ele diz: "É tudo sem sentido. Você não está discutindo as qualidades divinas, você está discutindo as suas janelas. O céu permanece o mesmo, de qualquer janela".
Osho em A Psicologia do Esotérico.

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