30 de janeiro de 2012

Zen na Prática Diária - Parte 1


Aqui estão as bases da prática do Zen. Um guia simples, objetivo para que você possa praticar o Zen na sua vida diária.
Por Tai Sheridan em Buddha in Blue Jean

1- Sentar Calmamente.

Esta é a prática mais importante do Zen. É a sala de aula para se viver uma vida sábia e gentil.
Sente-se em qualquer lugar e permaneça quieto. Em uma almofada, na cama, em um banco, pode ser em um ambiente interno ou externo, pode ser embaixo de uma árvore, na beira de um lago ou do mar, em um jardim, no avião, ou no seu escritório, ou mesmo no chão ou no seu carro. Pode ser em almofadas para meditação também.
Sente-se em qualquer hora: manhã, noite, um minuto ou três anos.
Vista o que se sentir bem. Perca seu tempo ali, procure não apertar sua barriga, para que sua respiração possa fluir solta.
Sente-se o mais relaxado possível. Relaxe os músculos quando começar e durante o período que permanecer sentado.
Procure sentar com as costas retas e a cabeça repousada sobre o pescoço.
Respeite as suas condições físicas, tome apenas a postura que possa se sentir bem. Todas as posturas são boas. Faça o que possa, sem esforço.
Mantenha seus olhos abertos, e um pouco fora do foco. Se fechá-los você ficará sonolento e pode te manter ocupado.
Respire naturalmente pelo nariz. Desfrute a respiração. Observe como você respira. Transforme-se na sua respiração.
Procure ser como um gato ronronando. Fluindo com sua respiração como as ondas do mar, sempre indo e vindo.
Quando se distrair volte a mais primitiva e básica experiência da vida - sua respiração.
É isto. Nenhuma crença. Nenhum programa, nem regras. Nenhum dogma. Não precisa ser budista. Você pode ter qualquer crença, fé, religião, raça, nacionalidade,sexo, estado civil ou qualquer capacidade.
Apenas sente-se calmamente, conecte-se com sua respiração e observe o que acontece. Você aprenderá certas coisas.
Faça isso quando quiser. Você decide quando for suficiente para você. Se você praticar, depois de um tempo este estado alcançará o seu profundo, se tornará parte da sua vida.
Desfrute o prazer de se sentar sem silencio.
**A única maneira de se aprender é praticando.


2- Cuidados com o Corpo.

Seu corpo é sua vida. Por favor tome cuidado com ele.
Viva seu corpo. Seja gentil dentro dele. Torne-se o melhor amigo dele.
Procure não ferir seu corpo. Você ficará surpreso com as formas pelas quais você ainda não está completamente conectado ao seu corpo. Esta é uma aprendizagem para o resto da vida.
Dormir bem e bastante.
Comer bem e não muito. Mover-se e alongar-se o suficiente. Aceitar-se e cuidar de você, apesar de todas as dificuldades médicas que possam existir.
Você saberá o que seu corpo necessita para permanecer saudável e cheio de vida.
Por favor desfrute de cuidar do seu corpo.
** Você aprenderá isto sentando-se em silencio.

3- Aceitando suas Emoções.

Seus sentimentos, emoções são a maneira que seu coração responde ao mundo.
Tudo o que você sente está bem. Sentimentos podem ser difíceis de aceitar. Aceite seus sentimentos. Ás vezes você pode confiar neles como respostas honestas para pessoas e eventos. Ás vezes são reações, a pessoas e eventos. Mantenha consciência disso.
Seus sentimentos lhe dirão o que você realmente precisa. Aprenda a ser gentil com as necessidades não satisfeitas.
Gentilmente pergunte-se o que você precisa. Respeite os direitos dos outros também. Desista de ser egóico, e tomar o mundo por você mesmo, o máximo possível.
Desfrute das suas emoções e sentimentos!
** Você irá aprender isto sentando-se em silêncio.
[continua...]

2 comentários:

  1. Amei as dicas! É fundamental a prática de ficar em silêncio por alguns momentos, confortavelmente, com a mente vazia, apenas sentindo o nosso corpo...assim, vamos nos conhecendo e ao mesmo tempo, aprendendo a controlar nosso corpo e nossas emoções. É mágico!!
    Tenha uma bela semana!
    Beijos
    Mari

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  2. Mari querida! Fico feliz que tenha gostado...
    O zen nos ensina a aceitarmos com amor primeiro a nós mesmos, nosso corpo, pensamentos, emoções e nessa beleza amorosa sem divisões, vamos incluindo o mundo inteiro...sem limites...
    Quando que em um momento percebemos que "nós" enquanto entidade isolada, simplesmente desapareceu...e nos dissolvemos na totalidade...totalidade que sempre foi total, nós é que iludidamente acreditávamos que era partida, fragmentada... :)
    Pratique com amor! Beijos e ótima semana também!
    Lilian

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