18 de janeiro de 2013

Relaxando na consciência...

Você continua acreditando nos pensamentos que passam pela sua cabeça?
Você ainda fica dando crédito a cada pensamento cada emoção que te acontece?
Pare e reflita um segundo:
Quem é que define um pensamento, define uma emoção?
Quem é que diz: estou pensando nisso... estou sentindo isso...

Existe "algo" que observa naturalmente os pensamentos, emoções, lembranças, sentimentos...
Sem este "algo" não haveria como identificar nada disso.. concorda?

Quando te pergunto: Qual o seu nome? Você me diz: Me chamo João.
Quando te pergunto: Como você está se sentindo hoje? Você me diz, estou meio triste hoje.

Veja que João é algo que foi lhe dado, um nome, uma referência apenas. A tristeza está acontecendo a "algo" que a observa. João é um nome. João é uma etiqueta. Poderia ser qualquer outra. Nós não somos nosso nome, nós TEMOS um nome.
Nós TEMOS uma história, um passado, mas nós não SOMOS isto.
Nós nos apegamos a essas etiquetas que nos colocaram, e vamos acreditando nelas, alimentando-as pela vida toda. E nisso, também estão os pensamentos, os sentimentos, emoções, memórias, histórias...
São apenas etiquetas, rótulos, pensamentos mas que se não lhe dermos crença, atenção, em si mesmos não tem poder algum. São como nuvens passando no céu. Nenhuma consistência em si mesmos.

Vocês me perguntariam então QUEM SOU EU? Ou O QUE SOU EU?
Se não sou meu o nome que me deram, nem meu corpo, já que ele muda todo o tempo, nem minha história, pois é passado, nem minhas memórias, pois são temporárias, nem os sonhos, nem nada...
o que SOU afinal?


QUEM, nos trás uma personificação, uma particularização, que é falsa, já que a VIDA é Única, Total e em expressa-se de diferentes formas, perifericamente. No âmago, na essência, seria melhor perguntarmos O QUE SOU EU?
Você é a Vida! A Totalidade! Acontecendo, sempre e sempre...aqui e agora!!

Nós somos AQUILO que permanece, AQUILO que observa tudo isso acontecendo.
Nós somos a consciência que permanece em estado de pura observação não identificada.

Quando compreendemos isso, no âmago do nosso verdadeiro Ser, reconhecemos o quanto estivemos sonâmbulos pela vida á fora. Acreditávamos em sombras, em rótulos, nomes, formas, e isso nos levava ao sofrimento, porque não eram verdades em si mesmos. Eram miragens, passageiras, muitas vezes conflitantes, confusas, e nós buscando reter as que nos davam prazer, e nos afastar das que nos traziam dor.
Reconhecer que tudo acontece ao observador. Tudo está aparecendo na tela da consciência que você já É.

Aquilo que a mente dá atenção, aumenta, se torna para você algo grande e importante.
Aquilo que a mente não dá atenção, simplesmente diminui e desaparece.

Quando permanecemos centrados na Consciência, não nos identificamos com nada do que acontece.
Vivemos tudo e cada instante com total liberdade de identificação. Trabalhamos, vivemos, nos relacionamos, cuidamos da casa, dos filhos, da família, temos nossas responsabilidades e compromissos como qualquer um, só que nosso foco permanece no aberto, permanece da totalidade da consciência ampla, e não se prende a nada que seja passageiro.

Permanecendo no aberto é incluímos TUDO e TODOS e em nada nos prendemos. Permitimos que tudo passe, sejam pensamentos, sentimentos, emoções, fatos, tudo tudo mesmo, e nós permanecemos naquilo que É, naquilo que observa tudo acontecer... sem se identificar... esse é o verdadeiro Amor...
Como nos diz Mooji, sentimentos, pensamentos são visitas. Passam por nós... deixe-os vir, deixe-os ir...

A Vida se manifesta através de pensamentos, sentimentos, ações, palavras, silencio...a Vida se manifesta plenamente através de você.
Não somos nós que a possuímos, mas a Vida é que nos possui...
Relaxar nessa consciência aberta, é permanecer no fluxo da Vida, é realização.
É a paz original.
O céu...a luz...
A felicidade inata sempre presente, em cada um de nós...
Amor
Lilian



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