20 de agosto de 2012

A única questão - Satyaprem



"A sua única questão deve ser "quem sou eu?" – se seu interesse é pela Paz, é preciso averiguar isso.

Averiguando com precisão, uma série de pensamentos serão desmascarados.
E, ao contrário do que se pensa, isso não é tão difícil – desde que você tenha disposição e carinho para com a Verdade.

É certo que você continua sendo a Consciência, quer você saiba disso ou não. Mas no momento em que a Consciência é desperta no seu coração, nasce a sede de encontrá-la – e, permanecendo agudo, não tem chance de não encontrar, pois a possibilidade do encontro está muito perto de você.

Algumas pessoas declaram terem encontrado a si mesmas e serem a Consciência, daí, dois dias depois, algo considerado negativo ocorre, pensamentos considerados negativos surgem e logo se desconfia que a Consciência sumiu e deve ser procurada novamente. Calma!
Preste atenção: os pensamentos não têm a menor relevância para a Consciência que você é – e você só não aceita isso porque foge da suprema liberdade que essa realização traz consigo.


Habitualmente, você tem dado mais importância aos pensamentos do que a qualquer outra coisa. Um pensamento passa e você corre atrás dele. Imagine se o céu fosse atrás de todas as nuvens que passam... que loucura seria!
Pensamentos são apenas pensamentos: aparece um dia, some no outro dia. Aliás, aparece em um milésimo de segundo e some.

Por que dar tanta credibilidade a algo tão fugaz? A todo aparecimento está implícito o desaparecimento.Por isso o nosso encontro consiste em encontrar e repousar naquilo que não desaparece. A Consciência que você é não pode ser vista, por isso não pode ser perdida. Se ela aparecesse você já teria a encontrado, mas também já a teria perdido. Por isso não foque nos sentidos nem nas experiências, foque na não-experiência e no desaparecimento de todas as ideias e conceitos e descubra sua natureza límpida, virgem e original. (...)

É muito comum que você pense que está olhando para dentro, ainda que esteja olhando para fora. Isso acontece porque a mente tem uma série de camadas e, é claro, porque ela pensa o que quiser. Satsang promove um corte no sistema, de modo que ele pare de promover respostas pré-fabricadas a respeito do seu encontro consigo mesmo.

Esteja atento e note as respostas e opiniões que sua mente tece a respeito de quem você é, de quem o outro é, a respeito do mundo, da vida, de Deus... Você vive as opiniões, sem uma mínima investigação ou preocupação quanto à veracidade dos fatos. Ideias que vieram do passado são projetadas no futuro sem que você as experimente no momento presente.

Exclusivamente por este motivo, Satsang traz, a princípio, um ar de provocação. Os conceitos pré-fabricados, quando expostos, tornam-se vulneráveis e tendem a desaparecer. O desaparecimento é a meta. Mas, nesse momento, diante da
possibilidade de perder as referências passadas, externas a você, a mente se apóia onde e como puder na tentativa de manter-se no trono.

O Silêncio surge quando você não vê mais diferenças entre eu e você. Nesse momento, o verdadeiro Rei – o Silêncio – repousa no trono e a mente assume seu lugar de servente.
Por isso insista, não se satisfaça com as respostas da mente a respeito de quem você é. Essas respostas vieram de outros.

Vá para dentro e encontre a sua, originalmente e plenamente.
Se você quer saber onde o dentro fica, você foi “contaminado” pelo vírus da Consciência e está iniciado o nosso caso de amor."

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