12 de setembro de 2011

Tristeza e Felicidade...


"Osho, como faço com os pensamentos confusos, misturados, contraditórios que vivem passando pela minha mente? Ora Alegria, ora tristeza. É tudo como uma montanha russa e eu nunca sei como vou me sentir daqui a pouco."

"Observe os seus pensamentos, observe as suas emoções e só de observá-los você começará a tomar consciência de um novo fator: o observador. Essa conscientização é o início de uma revolução interior; você é um observador, não a coisa observada. Você não é a mente tagarela, nem o corpo, mas algo escondido bem dentro: você é o observador.

O observador observa todos os altos e baixos da vida. Não há mais necessidade de se identificar. Se está na pior, você não precisa se agarrar a tristeza, a infelicidade, pois o observador é só o observador, ele não é a "coisa" observada. Se está numa fase boa, leve,também não precisa figar egocêntrico: você é só o observador de tudo que acontece, dentro e fora. Aos poucos todo o tumulto ao seu redor começa a diminuir.

As emoções não são o problema. Elas vêm e vão, não há nada errado nelas. O problema é a sua identificação com as emoções, você quer umas e rejeita outras, quando na verdade elas são ambas picos e vales.

Não rejeite a tristeza, nem se apegue a felicidade, desidentifique-se de ambas.
Quando a tristeza vier, aceite-a, ouça sua canção, ela tem algo para lhe dar. Trata-se de uma dádiva que felicidade nenhuma pode lhe oferecer, só a tristeza pode.
A felicidade é sempre superficial, a tristeza é sempre profunda. A felicidade é como uma onda, a tristeza é como a profundidade do oceano. Na tristeza você fica consigo mesmo, sozinho; na felicidade você começa a acompanhar outras pessoas, começa a compartilhar.

A tristeza tem sua canção, ela é um fenômeno extremamente profundo. Aceite-a. Aproveite-a. Prove-a sem nenhuma rejeição e você verá que ela lhe traz muitas dádivas que nenhuma felicidade pode trazer. A tristeza lhe traz profundidade, e quem nunca viveu seu profundo é uma pessoa frívola, superficial, que não conhece seu santuário interior.

Não rejeite nada, nem uma nem outra, não rejeite seus pensamentos, apenas observe tudo acontecendo a você.
A sua desidentificação é meditação.
Desidentifique-se de tudo até que reste apenas o puro observador. Fique sempre na posição de observador, faça o que fizer, aconteça o que acontecer.
Você será um novo homem, com um frescor, com uma vida que nunca existiu antes, com algo de eterno em seus olhos, algo da existência imortal em todos os seus gestos."
Osho em O Livro do Viver e do Morrer.

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