20 de setembro de 2011

Algo imortal, algo divino...



"A meditação é uma aventura, uma aventura rumo ao desconhecido — a maior aventura que a mente humana pode ter. E por aventura eu quero dizer que você não pode ser instruído sobre ela.
Em primeiro lugar, é impossível saber algo sobre ela antecipadamente. A menos que a pessoa a conheça, não pode saber nada. Tudo o que se tem dito, em última análise, não significa nada: a verdade permanece indizível. Muito se tem dito — muito se tem dito sobre nada. Nem uma única palavra foi expressa.

A menos que você conheça a meditação, não pode conhecê-la. Mas alguma coisa pode ser indicada. Esse nunca será o ponto; não pode ser. A natureza das coisas é tal que isso é impossível. Você não pode dizer que isto é meditação.Tudo o que se pode dizer é que isto não é meditação, que aquilo não é meditação. O que resta é — mas o que resta é deixado sem indicação.

Existem muitas razões para isso. A meditação é algo maior do que a mente. Não é algo que acontece na mente; é algo que acontece para a mente. Caso contrário, a mente seria capaz de defini-la, de conhecê-la, de compreendê-la. Assim, não é algo que acontece na mente, mas para a mente. É como a morte acontecendo para a vida. A morte nunca acontece na vida; acontece para a vida.

A meditação é uma morte para a mente, assim como a morte é para o corpo, para a vida. A meditação é uma morte mais profunda — não física, mas psíquica. E quanto mais profunda a morte, maior é a possibilidade de renascimento. Quando a morte física acontece, você renasce fisicamente. No que diz respeito a sua interioridade, nada acontece, absolutamente nada. Você permanece igual — a mesma continuidade está presente; nada é diferente.

Entretanto, quanto mais profunda a morte, mais profunda a ressurreição. Se você morrer psicologicamente, se a mente morrer, então você também renascerá, mas esse renascimento não é igual ao renascimento físico. Quando o corpo morre, ele é substituído; um novo corpo o substitui. Mas quando a morte mental, a morte psíquica acontece, a mente não é substituída. A consciência permanece sem a mente.(...)

Por isso, não pensem que Deus está perdido. Deus não está perdido portanto não pode ser encontrado.Nós apenas nos esquecemos; é só uma questão de lembrarmos. Está lá, no centro de nosso ser. Chame isso de verdade, Deus, felicidade, beleza: todas essas coisas indicam o mesmo fenômeno. Há algo eterno em nosso ser, algo imortal, algo divino.

Tudo o que temos a fazer é ir fundo, mergulhar no fundo de nosso ser e ver, perceber, reconhecer. Portanto, a jornada não é exatamente uma jornada. Não vamos a lugar algum. Só temos de nos sentar em silêncio e ser."
Osho em Eu sou a porta

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