29 de setembro de 2011

O Real e o sonho...


"Enquanto permanecemos trancados dentro da aparente experiência de sermos indivíduos separados vivendo uma existência com a qual precisamos negociar, nós vivemos num estado de sonho.

Nesse estado de sonho, tudo o que fazemos é governado pela lei dos opostos, na qual cada assim chamado ato positivo é exatamente e igualmente equilibrado pelo seu oposto.Portanto, todas as nossas tentativas individuais de fazer nossas vidas funcionarem, de alcançar perfeição ou obter liberação pessoal, são neutralizadas.

Nós descobrimos, através de profunda reflexão e entendimento, que, enquanto continuamos nesse sonho, nós estamos, na verdade, vivendo em círculos. Estamos numa roda na qual tudo está continuamente se repetindo em diferentes imagens.

É a consciência se divertindo com uma criação que é tanto constrita quanto liberada. E,independente do que acreditamos acerca de nossa individualidade e livre arbítrio, acabamos por perceber que somos apenas personagens de um sonho, reagindo e respondendo a uma série de sistemas de crenças históricos e condicionados.

Toda religião clássica, arte e ciência num mundo que vemos como progressista, está dentro dos parâmetros desse estado neutro exato e perfeitamente equilibrado, que serve apenas para refletir uma outra possibilidade. Em termos da real liberação, nada está acontecendo. O que aparentemente criamos, é aparentemente destruído. E o que aparentemente destruímos é aprentemente recriado.

Passando de nossa natureza original e atemporal para a consciência identificada, nós criamos essa circunstância a fim de redescobrir que o sonho que estamos vivendo não tem absolutamente qualquer propósito além de despertarmos dele. Esse despertar emerge fora do sonho, fora do tempo, e está completamente além do alcance do esforço individual, caminho, processo ou crença.(...)

Na existência, nenhuma coisa é mais válida ou mais sagrada que qualquer outra coisa. Nenhum requisito é necessário.

O infinito não é alguma coisa esperando que nós nos tornemos merecedores dele.

Eu não tenho que vivenciar "o lado escuro da alma", ou me entregar, ser purificado, ou passar por qualquer mudança ou processo.
Como pode o ilusório ego-separado praticar alguma coisa a fim de revelar que é ilusório?

Eu não tenho que ser sério, honesto ou desonesto, moral ou imoral, simpático ou grosseiro. Não há necessidade de esperar por momentos de transformação, buscar pela não-ação, pela permanente bem-aventurança, um estado sem-ego, ou uma mente quieta.

Eu nem mesmo tenho que esperar que a graça desça sobre mim.
Porque eu sou, você é. Isto é a graça constante."
Tony Parsons

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