12 de dezembro de 2014

Quietude é alegria - Chuang Tzu


"A não-ação do sábio não é a inação.
Não é estudada. 
Coisa alguma a abala.
O sábio é quieto porque não se altera.
Não porque ele queira ser quieto.
A água parada é como um espelho.
Você pode olhar nele e ver os pelos em seu queixo.
Sua superfície é perfeitamente plana.
Um carpinteiro podia usá-lo.

Se a água é tão clara e sua superfície plana
Quanto mais o espírito do homem?
O coração do sábio está tranqüilo.
É o espelho do céu e da terra.
O espelho de tudo.
É vazio, é quieto, é tranqüilo, é sem sabor.

O silêncio, a não-ação: esta é a medida do céu e da terra.
Este é o perfeito Tao (o sentido da vida).
Os sábios encontram aqui seu lugar de repouso.
Repousando, estão vazios.
Do vazio vem o não-condicionado.
Daí, o condicionado, as coisas individuais.
Assim, do vazio do sábio surge a quietude.
Da quietude, a ação. 
Da ação, a realização.
Da sua quietude vem sua não-ação, que é também ação
E é portanto, sua realização.

Pois a quietude é alegria. 
A alegria é isenta de preocupações,
Fértil por muitos anos.
A alegria faz tudo despreocupadamente: 
Porque o vazio, o quieto, o tranqüilo, o silêncio é a não-ação,
Eis a raiz de todas as coisas".
Chuang Tzu - Wei Wu Wei

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