17 de setembro de 2013

Acolho...



Acolho a vida, 
Como a flor acolhe a abelha 
O alto e o baixo
o antes e o depois
Acolho o inverno e o verão
a luz e a sombra
o sim e o não...

Acolho aquilo que se apresenta
e neste instante reconheço
que aquilo, ou isso
são apenas faces 
de uma realidade
Total...

Se acolho tudo
não perco 
nada,
Se nego a parte
perdi 
essencial...

Ser tudo é
ser nada...

Negar o alto, é perder o baixo,
negar o frio, é perder também o calor,
o preto e o branco
o bem o o mau
são somente faces de uma mesma
realidade...

Acolho a vida
como a flor e a abelha se encontram
na mais profunda intimidade
e compreensão.
Não encontro limites entre o sim e o não
descubro pontes e janelas
que me fazem compreender que as barreiras são vãs
e servem apenas para que a Totalidade 
brinque suas sempre novas
brincadeiras....

Acolho o medo e a coragem,
Acolho e percebo que classificação, não diz
Acolher a vida é simplesmente abri-se
e deixar a vida
acontecer
assim...

Acolho como o rio acolhe o caminho,
com suas águas corredeiras
encontra pedras e também penhascos,
isso não desfaz sua capacidade
de enfrentar brincando
todos os obstáculos...

Acolho o dia e também a noite
o prazer e a dor,
o sorriso e a lágrima,
Sem meias medidas encontro completude
seja na areia da praia
seja no verso, 
poema,
solitude,
canção...


Não somos parte nenhuma
Não somos pingos, nem gotas,
Somos o Universo inteiro
que se disfarça 
de "eu" e "você".

Universo que canta e dança,
que também nasce e morre,
que se irrita e sorri
que se faz sonâmbulo 
ou não...

Acolher a Totalidade
é acolher o Si mesmo e bem mais
é tecer as tramas faceiras
e nelas mesmas
se esconder...

Acolho aquilo que É
mesmo sem compreender
Pois nesse acolher existe sim
a Totalidade do Ser...

3 comentários:

  1. Lindo poema, Amidha Prem, cheio de luz.
    Obrigado por compartir esta luz conosco.
    Namastê.

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