10 de outubro de 2012

Coração e mente - Hazrat Inayat - 2a

"A próxima forma de percepção é o sentimento. É sentida por uma parte bem diferente do coração, é sentida pela profundeza do coração, não pela superfície. Quanto mais a qualidade do coração é despertada numa pessoa, mais ela percebe os sentimentos dos outros. 

Essa pessoa é sensitiva, porque para ela os pensamentos e sentimentos das outras pessoas são claros. Aquele que vive na superfície não percebe os sentimentos claramente. 

Também, existe uma diferença entre a evolução dos dois: daquele que vive na superfície do coração e do outro que vive na profundeza. 

Em outras palavras, um vive em sua mente e o outro vive em seu coração.
Há ainda uma terceira forma de percepção, que não é nem mesmo através do sentimento e que pode ser chamada de uma linguagem espiritual. Essa percepção vem do âmago mais profundo do coração. É a voz do espírito. Ela não pertence à lanterna, pertence à luz – mas na lanterna ela se torna mais clara e mais distinta. Essa percepção pode ser chamada de intuição, por falta de um nome melhor para ela.

Para estudar a vida totalmente, essas três percepções devem ser desenvolvidas. Apenas assim a pessoa fica apta a estudar plenamente a vida e é ao estudar totalmente a vida que nos capacitamos a formar um julgamento a respeito dela.

Existem cinco dedos, mas uma só mão, existem vários órgãos do corpo mas um só corpo, e existe um universo cheio de variedades mas um Espírito. 
Portanto, existe um coração que sente as várias imaginações e pensamentos que emergem e submergem nele. As bolhas são encontradas na superfície do 
oceano. A profundeza do oceano está livre de bolhas. 

A comoção é vista na superfície, a profundeza do oceano é quieta. 
A mente é a comoção daquele algo que está dentro de nós, aquele algo que chamamos de coração.

A felicidade, o conhecimento, o prazer, o amor que estão guardados no nosso ser mais íntimo, estão no fundo de nossa profundeza, as emoções e paixões mutáveis, os sonhos, pensamentos e imaginações que surgem incessantemente pertencem todos à superfície, assim como as bolhas pertencem à superfície do oceano."
Hazrat Inayat Khan - Ensinamentos
Primeira parte clique aqui 

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